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Canidatos à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)
Canidatos à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)Foto: Divulgação

Jairo Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) aparecem empatados pela primeira vez na corrida pela Presidência da República, é o que aponta a pesquisa eleitoral do instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada neste domingo (30). O socialista liberal aparece com 28,2%, enquanto o petista vem atrás com 25,2%, em um empate-técnico, de acordo com a margem de erro.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas nos dias 27 e 28 de setembro em 137 municípios de 25 unidades da federação. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03303/2018 e tem nível de confiança de 95%.

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A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Significa que o nível de aprovação de Jair Bolsonaro varia entre 30,4% e 26%. Já Fernando Haddad pode representar de 27,4% a 23% da preferência dos eleitores.  

Intenções de voto para presidente

Intenções de voto para presidente


Segundo turno
Veja os principais resultados que a pesquisa MDA/CNT apurou em relação ao segundo turno, considerando a intenção de voto estimulada:

Haddad X Bolsonaro
Fernando Haddad: 42,7%
Jair Bolsonaro: 37,3%
Branco/Nulo: 16,1%
Indeciso: 3,9%

Ciro x Bolsonaro

Ciro Gomes: 42,7%
Jair Bolsonaro: 35,3%
Branco/Nulo: 17,8%
Indeciso: 4,2%

Bolsonaro x Alckmin
Jair Bolsonaro: 37%
Geraldo Alckmin: 33,6%
Branco/Nulo: 25,1%
Indeciso: 4,3%

Ciro x Haddad
Ciro Gomes: 34%
Fernando Haddad: 33,9%
Branco/Nulo: 26,9%
Indeciso: 5,2%

Ciro x Alckmin
Ciro Gomes: 41,5%
Geraldo Alckmin: 23,8%
Branco/Nulo: 29,1%
Indeciso: 5,6%

Haddad x Alckmin
Fernando Haddad: 39,8%
Geraldo Alckmin: 28,5%
Branco/Nulo: 26,4%
Indeciso: 5,3%

Índices de rejeição

O levantamento também verificou o limite de voto que os candidatos à Presidência apresentam. Foram divulgados apenas os quatro candidatos melhor colocados. Abaixo, os índices daqueles em que os eleitores disseram que não votariam “de jeito nenhum”:

Jair Bolsonaro: 55,7%
Geraldo Alckmin: 52,8%
Fernando Haddad: 48,3%
Ciro Gomes: 37,1%

Interesse nas eleições:
Faltando apenas uma semana para o primeiro turno, 20,8% dos entrevistados afirmaram ter "pouco interesse" nas eleições deste ano e 21,4% afirmaram ter "nenhum interesse". Outros 32% disseram estar "muito interessados", enquanto 25,1% têm "médio interesse" no processo eleitoral.

Ao todo, 72,5% viram ou ouviram o programa eleitoral na televisão ou no rádio. Já 27,5% ainda não viram ou ouviram.

Quanto ao conhecimento sobre os candidatos a presidente, 19,5% afirmaram conhecer bastante as opções, 40,4% afirmaram conhecer mais ou menos, 26,5% afirmaram conhecer pouco e 12,9%, nada.

Na opinião de quem já viu ou ouviu, o candidato que está apresentando a melhor propaganda eleitoral é Fernando Haddad (20,8%); seguido por Jair Bolsonaro (18%); Geraldo Alckmin (12,9%); Ciro Gomes (12,5%) e Henrique Meirelles (3,1%). 5,5% citaram outros candidatos, 14,5% nenhum candidato e 12,7% não souberam informar. 

Corrida eleitoral para Presidência da República
Corrida eleitoral para Presidência da RepúblicaFoto: arte/Folha de Pernambuco

O cenário de acirramento que marcou a eleição de 2014 parecia ser um fenômeno isolado na jovem redemocratização brasileira, mas o termômetro das pesquisas de intenção de voto e do clima de tensão nas redes sociais das eleições 2018 aponta para uma nova polarização na corrida presidencial: Jair Bolsonaro (PSL) contra Fernando Haddad (PT).

A contenda, que pode ser interpretada como antibolsonarismo versus antipetismo, traz como ingrediente principal a espetacularização do processo eleitoral, onde importa menos a proposta e mais o clubismo. A tendência será manifestada nas ruas neste fim de semana, quando mulheres tomam a praça do Derby em ato contra o capitão reformado do Exército, neste sábado, enquanto uma carreata de apoiadores do postulante do PSL invade a avenida Boa Viagem, no domingo.

Diante da possibilidade de que um candidato indesejado se eleja, a população toma o espaço público e se manifesta com um discurso onde o tom de oposição ao adversário ganha um eco mais forte. Entra em cena o chamado "Voto do Não", onde o comportamento do eleitor foca na busca de uma opção "menos pior" para o País. Na visão dos especialistas, esse fenômeno enfraquece o debate e põe à prova o sistema democrático, dificultando a renovação política e imondo um ciclo de estagnação democrática, onde outras opções são jogadas à margem da disputa.

É o caso dos candidatos Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) que desidrataram nas pesquisas. A postulante da Rede saiu de 16% para 5%, na última pesquisa Datafolha, enquanto o pedetista estagnou: oscilando de 13% para 11%. Por outro lado, João Amôedo (Novo) não reverte nas pesquisas o engajamento em torno do seu nome nas redes sociais (ele é o terceiro presidenciável com o maior número de seguidores no Facebook: 2.7 milhões) e permanece estagnado com 3%.

Um exemplo é o aposentado Marcos Ribeiro, de 63 anos, que tem preferência pelo voto no empresário do Novo, mas votará em Bolsonaro simplesmente porque o seu postulante preferencial não emplaca nas pesquisas. O publicitário Fernando Pimentel, um dos apoiadores da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) no Estado, diz não acreditar na polarização como está sendo feita, mas garantiu que “jamais” votaria em um candidato petista num eventual segundo turno. Segundo ele, “existe mais a questão ideológica no voto do PT e o fato de você ter algum interesse político”.

Uma das organizadoras da marcha “Mulheres unidas contra Bolsonaro”, Camilla Serra, declara voto em Ciro Gomes no primeiro turno, mas ponderou que, em um eventual segundo turno sem o seu candidato, “com toda certeza” votaria em qualquer um dos candidatos para derrotar o capitão reformado. Ela acredita que a polarização estaria relacionada ao Lulismo. “O PT ainda é muito forte, o amor por Lula” diz.

O sociólogo Benício Schmidt, da Universidade de Brasília (UnB), afirma que há nesse embate atual entre Bolsonaro e Haddad um fato novo, que é o candidato assumidamente de direita, com pautas conservadoras e anti-sistema. Segundo o sociólogo, a América Latina viveu 36 quedas de chefes de Estado nos últimos anos, o que põe em xeque a estabilidade da democracia.

Para o pesquisador de Comunicação Fábio Malini, a polarização foi especialmente construída com a ajuda da Internet, onde tanto Bolsonaro quanto Haddad dispõem de "ecossistemas digitais" para dar sustentação aos seus discursos políticos. Na prática, não há verdadeiramente um debate, mas a convivência de bolhas ideológicas que só refletem incomunicabilidade. Dentre os presidenciáveis, Bolsonaro é o que tem maior número de seguidores.

São 8.084.000 seguidores, divididos entre os 5.4 milhões no Facebook, 1.4 milhão no Instagram e 1.24 milhão no Twitter. Fiador da candidatura de Haddad, o ex-presidente Lula (PT) vem em seguida com 4.304.000 seguidores, divididos entre os 3.6 milhões no Facebook, 324 mil no Instagram e 380 mil no Twitter. Malini prospecta que essa eleição pode inaugurar a influência política das redes no mundo "offline". "O bolsonarismo e o lulismo têm ecossistemas de blogueiros, influenciadores, jornalistas que produzem conteúdos sobre as candidaturas. Se os resultados eleitorais confirmarem, os dois partidos de maior fôlego digital chegarão ao segundo turno."

Raio X
O fenômeno do "Voto do Não" é observado nos números da última pesquisa realizada pelo Ibope, em parceria com a CNI, entre os dias 22 e 24 desse mês, na qual o quantitativo de entrevistados que cogitam deixar de votar no candidato de sua preferência para evitar a vitória de outro que não goste, soma 52%. Já os que asseguram que essa probabilidade é baixa ou muito baixa representam 48% do total.

Nesse quesito, os eleitores do Norte, Centro Oeste e Nordeste são os que teriam mais chances de renunciar a sua opção de voto pensando estrategicamente em evitar a vitória do que postulante que rejeita - estes representam 49%, em cada região. Já os representados com menos chances estão no Sul.

A sondagem também mediu o índice de rejeição dos candidatos, questionando em qual deles os entrevistados não votariam de jeito nenhum. Jair Bolsonaro (PSL) é o mais rejeitado, com 44% das menções. Fernando Haddad (PT) aparece na segunda colocação, com 27%, empatado com a ex-senadora Marina Silva (Rede).

No recorte por Região, enquanto o Bolsonaro é mais rejeitado no Nordeste, com 57%; Haddad tem mais citações “contra” a sua vitória no Sudeste, 31%. Quando a análise é feita por condição do município, tanto o militar da reserva quanto o petista têm mais eleitores contrários entre os moradores das capitais, 49% e 30%, respectivamente.

No item idade, os mais jovens, de 16 a 24 anos, são os que mais rejeitam Bolsonaro, 52%. O maior percentual de rejeição a Haddad é demonstrado entre os que possuem entre 25 e 34 anos. Bolsonaro apresenta índices de rejeição regulares em todos os graus de instrução estabelecidos pelo Ibope. Entre os que possuem da 5ª a 8ª série do ensino fundamental, ensino médio e superior, ele registra 45% de rejeição, cada. Já Haddad é mais rejeitado entre os que possuem ensino superior, 40%. No tocante à renda, a sondagem também demonstra que Bolsonaro tem mais rejeição entre os entrevistados que recebem até um salário mínimo e Haddad entre os que têm renda superior a cinco salários mínimos.

Palácio do Campo das Princesas
Palácio do Campo das PrincesasFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Mesmo com resultados considerados positivos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), onde Pernambuco alcançou a meta de 4,0 pontos, ultrapassando a média nacional, que foi de 3,5, no ensino médio, e resultados significativos nos anos iniciais e finais do ensino fundamental, a área de educação ainda requer melhorias e investimentos. A taxa de analfabetismo no Estado é de 13%, segundo dados do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE). Mas, para combater esse cenário, entre os pontos citados pelos especialistas além da infraestrutura e garantia a Educação Básica de qualidade está a valorização do profissionais que atuam no segmento.

“Nós temos acompanhado essa questão do debate sobre a qualidade do ensino da educação pública. O sindicato vem discutindo as melhorias e que as escolas possam cumprir seu papel social. Só que há algumas dificuldades de ter concretamente avanços nesse sentido e a questão que precisa ser trabalhada é a ponta do sistema. Ou seja, a garantia de que a sala de aula tenha as condições propícias para ensino e aprendizagem possa acontecer”, declarou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Pernambuco (Sintepe), Fernando Melo, ao comentar sobre os resultados do IDEB.

Em uma rede composta por um total de 36.547 professores - dado correspondente até dezembro de 2017 - a formação primária dos professores, segundo o presidente do sindicato, é um dos grandes gargalos a serem resolvidos pelo Estado. “Há uma debilidade no processo de formação inicial dos professores, que numa maneira geral deixa a desejar. É preciso que esse processo possa ser contínuo e a construção do saber na dinâmica do mundo hoje se renova muito rápido. Essa formação tem que ser consistente”, critica Melo.

No entanto, não são apenas questões salariais e de formação que compõem o que muitos especialistas chamam de "escolas saudáveis". Professor de Mestrado em Educação da Universidade de Pernambuco (UPE), Karl Schurster, afirma que a grande problemática da educação brasileira é fazer essa conexão entre a valorização dos professores que estão em sala de aula com o apoio que de fato eles precisam.

“Isso não é uma tarefa fácil para uma estrutura que o Brasil possui e para um estado, como o nosso, que passou tantas décadas em franco descaso com a educação pública. Esse investimento em educação era sempre feito na capital. Sabemos que para fazer um modelo de educação funcional do Cais ao Sertão é muito mais complexo”, disse.

De acordo com a Secretária Estadual de Educação, entre os avanços já conquistados no setor, inclusive sendo apontado como um dos motivos que levou Pernambuco a ultrapassar a média nacional do Ideb, é o modelo de Escolas de Tempo Integral, em vigor desde 2008. Na última segunda-feira foi anunciada a ampliação dessa rede, que passará de 388 unidades para mais de 400 entre Escolas de Referência e Escolas Técnicas Estaduais. Um novo modelo de ensino em tempo integral também foi apresentado. São escolas que passarão a ofertar esse sistema para os Anos Finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio na mesma unidade.

“O problema é que se você não consegue fazer esse modelo ser universalizado no Estado, o que você cria são grandes assimetrias. Você tem alunos de escolas públicas que estudam em escolas de referência, e consequentemente acabam ganhando o adjetivo junto, de alunos referências. Mas e os outros? Onde ficam nesse processo?”, questiona o professor Schurster.

Para o especialista seria necessário que todas as escolas tivessem a mesma infraestrutura e que os incentivos dados a quem faz parte dessa rede referencial fosse ampliado para todos. “A escola é medida pela quantidade de alunos diferentes que ela recebe, de qualquer classe e qualquer característica social que esses estudantes possuem. Se ela conseguir alcançar os objetivos de vida profissional e pessoal que eles consideram que são bons, então ela cumpriu o papel dela.”, finaliza.

 

Raio-x da Educação

Raio-x da Educação - Crédito: arte/Folha de Pernambuco

 

Vista aérea do ato "Mulheres contra Bolsonaro" no Recife
Vista aérea do ato "Mulheres contra Bolsonaro" no RecifeFoto: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

*Com informações de Luiza Alencar, da Folha de Pernambuco

O mantra “Ele não” tomou conta da marcha das “Mulheres contra Bolsonaro”, que arrasta pelo menos 20 mil pessoas, segundo a organização do evento, neste sábado (29), num itinerário que sai da Praça do Derby, passa pela Avenida Conde da Boa Vista e dispersa na Praça da Independência ou Praça do Diario, área central do Recife. O movimento suprapartidário reúne uma militância contrária ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que teve alta nesta mesma tarde de sábado do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 6 de setembro quando levou uma facada.

Alguns políticos participam da manifestação como a candidata a candidata ao Governo de Pernambuco pelo PSOL, Dani Portela; a candidata a vice-governadora da Frente Popular, deputada Luciana Santos (PCdoB); o candidato ao Governo de Pernambuco, Maurício Rands (Pros); a candidata ao Governo pelo PSTU, Simone Fontana;o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB); o ex-prefeito do Recife, João Paulo (PCdoB), candidato a deputado estadual; e o deputado estadual Edilson Silva (PSOL).

"A gente não tinha dúvida nenhuma dessa força. Nós, mulheres, somos maioria da população de Pernambuco e 2018 é o nosso ano na política. Estamos aqui pela vida das mulheres, dos companheiros que nos apoiam, pela vida das futuras gerações. Nossa luta não é para apertar um botão daqui a alguns dias. Nossa luta é contra o machismo, o racismo, a lgtbfobia, o genocídio da nossa juventude negra”, disse Dani Portela.

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Maurício Rands alertou para o risco de regimes totalitários. “Essa é uma reação pluripartidária de toda democrata e todo democrata do Brasil. Nós, da sociedade civil estamos dando um não ao retrocesso”, afirmou Rands.

A professora Ranielba Amâncio levou a filha de apenas dois anos para a manifestação. “Nós, mulheres, demoramos muito tempo para conquistar os nossos direitos e por isso que estou na rua para dizer ‘ele não’ porque ‘ele’ é um homem violento. Trouxe minha filha porque eu quero que ela entenda desde já o significado de ser mulher”, afirmou.

Também se escutam marchinhas do tipo: "Bolsonaro, pode apostar. A mulherada é quem vai te derrotar".

Sem fronteiras

O movimento também ganhou às ruas de outras cidades do Brasil e em todo mundo. Na Alemanha, Portugal, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, França e Argentina já existem eventos públicos marcados para as não-apoiadoras do presidenciável. No exterior, as mulheres são maioria entre os brasileiros aptos a votar no exterior com 58,4%, totalizando 292.531 eleitoras


Armando Monteiro realiza ato de campanha em Jaboatão dos Guararapes
Armando Monteiro realiza ato de campanha em Jaboatão dos GuararapesFoto: Leo Caldas/Divulgação

O senador e candidato ao Governo de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB), concentrou suas forças na Região Metropolitana do Recife, neste sábado (29), percorrendo os municípios de Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe. Armando criticou a experiência na vida pública de seu principal oponente na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas, o governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara (PSB). “A experiência que Paulo diz que tem é uma má experiência. Foi ruim para Pernambuco", afirmou Armando em meio ao ato, no bairro de Cavaleiro.

Acompanhado do prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, e de seu candidato a vice Fred Ferreira, Armando percorreu as ruas de Cavaleiro por quase duas horas. "Pernambuco foi o campo da experiência de Paulo e o Estado sabe que foi ruim", destacou Armando, que já foi deputado federal por três mandatos, é senador e foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no governo Dilma.

Sobre a diferença nas pesquisas de intenção de voto em relação a Paulo, Armando afirmou que sente a aceitação de suas propostas para resolver os problemas de Pernambuco crescendo a cada dia. “Estamos muito tranquilos e confiantes. Vamos intensificar o contato com o povo, que quer mudar porque está cansado de tanta mentira. O caminho que oferecemos é seguro e responsável", salientou.

CAMARAGIBE – Antes de Cavaleiro, a Coligação Pernambuco Vai Mudar tomou as ruas de Camaragibe. Ao lado do prefeito Meira (PTB) e de lideranças políticas, Armando caminhou pelas principais vias do Centro da cidade.

Propaganda Eleitoral Gratuita é motivo de conflitos jurídicos diários
Propaganda Eleitoral Gratuita é motivo de conflitos jurídicos diáriosFoto: Pixabay

Segundo o coordenador jurídico da coligação Pernambuco Vai Mudar, Walber Agra, a campanha do governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara (PSB), continuaria atacando caluniosamente a candidatura ao Governo de Pernambuco do senador Armando Monteiro (PTB). “Estamos acionando o Tribunal Regional Eleitoral para que nossos adversários cumpram a lei, incluindo o pagamento da multa. Como eles insistem nas irregularidades, também estamos pedindo direito de resposta, porque a própria Justiça já decidiu que se tratam de afirmações caluniosas com o objetivo de caluniar Armando”, disse o coordenador jurídico da campanha de Armando, Walber Agra.

Para a campanha petebista, as inserções de Paulo acusam Armando de ser contra os trabalhadores. O jurídico de Armando lembra da determinação da juíza Karina Albuquerque Aragão Amorim sobre a retirada de inserções. “Ao examinar o vídeo da inserção veiculada, verifico de forma superficial, que se encontra em desacordo com a legislação. É inconteste que o diálogo e o confronto de ideias são importantes para o fortalecimento do debate, consequentemente da democracia, se, contudo, realizados sem a intenção de injuriar, caluniar, difamar ou emitir juízo de valor negativo”, disse a juíza na decisão publicada na última quinta.

Além de ter determinado a retirada imediata da propaganda, o TRE fixou uma multa de R$ 100 mil contra a campanha de Paulo Câmara, caso persistisse a ilegalidade. O departamento jurídico da coligação Pernambuco Vai Mudar identificou o desrespeito à Justiça, tanto no rádio quanto na TV.

Governador estava acompanhado dos integrantes da chapa majoritária
Governador estava acompanhado dos integrantes da chapa majoritáriaFoto: Hélia Scheppa/Frente Popular

Na reta de final de campanha, o governador e candidato à reeleição pelo PSB, Paulo Câmara, visitou a feira livre e o Mercado Público Municipal do município de Gravatá, no Agreste. O socialista aproveitou para enumerar ações da sua gestão com relação aos recursos hídricos para a Região.

"Émuito bom ser reconhecido pelo trabalho que a gente tem feito em Pernambuco. Os últimos anos foram de dificuldades na economia do país e mesmo assim pudemos garantir inúmeros investimentos no Estado. Sabendo dos problemas da seca, retiramos do papel três adutoras, como a Pirangi, Sirigi e Alto Capibaribe, além de dar andamento à Adutora do Agreste. Nossa preocupação é com o bem estar da população e, sem dúvida, a água faz parte desse planejamento, assim como áreas essenciais como educação, saúde e segurança. Quero continuar trabalhando firme para garantir o melhor ao povo pernambucano”, disse Paulo.

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Paulo Câmara na mira dos adversários em debate

Em PE, Paulo Câmara tem 38% e Monteiro, 30%, aponta Datafolha

A dona de casa Selma Maria, de 55 anos, após passagem pela feira, aguardou a comitiva da Frente Popular. “Aproveitei para ver o governador. Paulo fez muita coisa em Pernambuco. Construiu muitas barragens para melhorar a situação da seca. Eu sofri muito com falta de água, mas estou vendo que ele fez muitas coisas”, pontuou.

Ele esteve acompanhado da candidata à vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) e dos postulantes ao Senado Humberto Costa (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB). A atividade contou com a participação do deputado estadual Waldemar Borges, do candidato a federal Júnior Darita, além de vereadores e lideranças locais.

 

Humberto Costa (PT) cresceu e chegou aos 34%, segundo Datafolha
Humberto Costa (PT) cresceu e chegou aos 34%, segundo DatafolhaFoto: Ascom Humberto Costa

Erramos. No caderno Panorama, em Política (página 10), na edição do Folha Mais, deste sábado (29), A Folha de Pernambuco pede desculpa aos leitores e ao senador e candidato à reeleição, Humberto Costa (PT). 

Ao contrário do que foi registrado na equivocada publicação, Humberto Costa tem 34% das intenções de voto, segundo a pesquisa do instituto Datafolha, desta sexta-feira (28). Portanto, pedimos que desconsiderem os 30% publicados desacertadamente.

Segue o texto da publicação da agência Folhapress, como foi publicado também na edição deste sábado:

Na pesquisa Datafolha para duas vagas no Senado por Pernambuco, o deputado Jarbas Vasconcelos (MDB) continua na liderança, seguido pelo senador Humberto Costa (PT). Jarbas oscilou de 36% para 38%. Humberto cresceu de 30% para 34% e conseguiu se descolar de Mendonça Filho (DEM), que foi de 31% para 27%.

O levantamento, realizado com 1.302 eleitores nos dias 26, 27 e 28 de setembro, mostra Bruno Araújo (PSDB) com 11%, Silvio Costa (Avante) com 11%, Pastor Jairinho (Rede) com 5% e Adriana Rocha(Rede) com 3%.

Helio Cabral (PSTU), Lidia Brunes (PROS), Eugenia (PSOL), Alex Lima Rola (PCO) e Albanise (PSOL) marcaram 1% cada.

A pesquisa aponta que 18% do eleitorado pernambucano declararam que vão votar em branco ou nulo para a primeira opção do Senado. O levantamento indica que 27% farão o mesmo para a segunda opção.

O Datafolha mostra que 7% dos eleitores estão indecisos para a primeira vaga de senador (eram 6%) e 12% para a segunda vaga (eram 10%). A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa, contratada pela Folha de S.Paulo e TV Globo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número PE-03031/2018. O nível de confiança é de 95%.

 

Candidatos ao Governo de Pernambuco
Candidatos ao Governo de PernambucoFoto: Arte/FolhaPE

Liderando as pesquisas de intenções de voto, o governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição, foi o alvo preferencial, direta ou indiretamente, dos adversários no debate entre os postulantes ao Governo de Pernambuco, promovido pela TV Clube, na noite da última sexta-feira. Este foi o primeiro debate em televisão de que o ex-prefeito Julio Lossio (Rede) participou neste pleito. Na ocasião, Maurício Rands (PROS), Dani Portela (PSOL) e Lossio protagonizaram disputa à margem da rivalidade entre o socialista e o senador Armando Monteiro Neto (PTB).

Em sua primeira pergunta, Câmara cutucou Monteiro em relação ao seu desempenho parlamentar, destacando que o petebista votou pela retirada da autonomia de Suape, pela PEC do teto de gasto e pela reforma trabalhista. Surpreendendo o adversário, Monteiro devolveu usando o ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014. “Depois de 12 anos de atuação parlamentar, ele (Eduardo) me apresentou a Pernambuco como seu candidato ao Senado. E você votou em mim, Paulo, em 2010, a não ser que não acatou a recomendação do seu chefe na época”, declarou.

A partir daí os candidatos se alternaram para criticar Câmara. Ao falar do zika vírus, Dani frisou que o Estado era omisso na política pública de saneamento. Rands disse que o governador precisava parar de repetir os discursos do marqueteiro. “A impressão que eu tenho é que você fica acreditando no discurso do marqueteiro baiano”, disse ele, em alusão ao publicitário Fernando Barros. Em tom de ironia, Lossio fez alusão aos padrinhos políticos. “A partir de 1º de janeiro, quem vai estar no Palácio (das Princesas) não é Lula, não é Eduardo Campos, não é Dilma, não é Marina. Quero dizer ao povo de Pernambuco: não terceirize esse direito”, afirmou. Depois de muitas críticas, Câmara se defendeu. “A gente viu candidatos que não têm experiência na administração pública falando de temas que não conhecem”, retrucou.

Estagnados nas pesquisas, Lossio e Rands tentaram se apresentar como alternativa, ao mesmo tempo em que tentavam desconstruir um ao outro. Dani não poupou críticas a nenhum candidato, mas focou no eleitorado feminino.

Lossio
Estreando em debate de TV, Lossio aproveitou o espaço para se apresentar, pedir voto aos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL), João Amoêdo (Novo), Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos) e Fernando Haddad (PT) e distribuiu alfinetada entre os adversários, sobretudo, Câmara e Monteiro. “Pena que vocês ficaram com o tempo de TV todinho e eu só tenho dez segundos, aqui vou ter mais tempo do que todo o meu guia eleitoral. Parem de brigar. As pessoas não aguentam mais assistir ao guia”, disse.

Mas o candidato da Rede também foi alvejado por Rands e Dani por ter se aproximado do eleitorado de Bolsonaro. “Quando ele (Lossio) viu a candidata dele, Marina, cair nas pesquisas, se abraçou com Bolsonaro. Então, deve uma explicação, porque eu conheço Marina e sei que ela é muito ciosa com as alianças e as pessoas estão se sentindo traídas, os eleitores e a própria Marina”, criticou Rands.

“É interessante que você faça tantas propostas, mas que, nesse momento político, você se aproxime de um campo reacionário, que vem combater as mulheres, que é machista, que é LGBTfóbico, quem tem ampliado esse ódio”, acrescentou Dani.
Lossio, ao sair, aproveitou que tocava um jingle de Monteiro em ritmo de brega e dançou com uma militante do PTB. Depois, na saída de Monteiro, houve um princípio de empurra-empurra, que logo foi contido pela Polícia Militar.

Agenda dos candidatos ao Governo de Pernambuco 2018
Agenda dos candidatos ao Governo de Pernambuco 2018Foto: Arte: Folha de Pernambuco

Agenda do candidato Paulo Câmara (PSB)

GRAVATÁ

8h - Visita à Feira Livre e ao Mercado Público

BEZERROS

10h - Carreata com o prefeito Branquinho 
Local: Av. Agamenon Magalhães (em frente ao Campo do Botafogo - concentração)

SÃO CAETANO

12h - Carreata com o prefeito Jadiel
Local: Rua José Ramos (em frente ao Colégio Carmelita)

TACAIMBÓ

15h - Carreata com o prefeito Álvaro 
Local: Trevo da entrada da cidade - concentração 

16h - Visita à ex-prefeita Sandra e ao ex-prefeito Paulo Chaves 
Local: Centro

16h30 - Visita a Thiago Cintra
Local: Centro

PESQUEIRA

17h30 - Carreata com a prefeita Maria José  
Local: Entrada da cidade - ao lado da Santa 

19h - Encontro com o candidato a deputado estadual Dr. Wanbrugh
Local: Em frente ao Gás do Paiva

ARCOVERDE
20h - Caminhada da Frente Popular
Local: Clube dos Sub-tenentes (próximo ao Posto Cruzeiro) 

21h30 - Encontro com a candidata a deputada estadual Dra. Cybele 
Local: Bairro do Coliseu 

Domingo

PAULISTA


8h - Visita ao Mercado de Paratibe

Local: Praça da Liberdade

OLINDA

9h30 - Carreata da Frente Popular

Local: Escola de Aprendizes de Marinheiros (Avenida Olinda Dom Hélder Câmara, s/n - Salgadinho - concentração) 

SÃO LOURENÇO


12h - Caminhada da Frente Popular

Local: Praça Carlos Wilson - Centro (concentração)

GARANHUNS

15h - Carreata da Frente Popular 

Local: PE-177 (em frente ao Metroplaza - concentração) 

LAJEDO


18h - Caminhada da Frente Popular

Local: Avenida Presidente Vargas, 671 (em frente à padaria Negreiros - concentração) 


Agenda da candidata Dani Portela (PSol)

Sábado

7h- Panfletagem com Dani
Mercado de Afogados

9h- Mulheres no Poder: diálogos sobre a representatividade e eleições 2018
Anfiteatro do Caranguejo Uçá, Ilha de Deus

11h - Plenária O Pernambuco que a gente quer é o Estado governado por mulher
Comitê PSOL | R. Felicano Gomes, 134, Derby

14h - Participação no ato Mulheres Contra Bolsonaro
Praça do Derby

18h - Panfletagem e conversa com a Comunidade de Zeppelim
Parque da Juventude / Parque do Jiquiá - Jiquiá

20h - Panfletagem e conversa
Conjunto Habitacional Olho D'Água, Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes

Domingo
8h - Caminhada na Ocupação Sítio dos Pescadores
Comunidade do Bode

9h - Panfletagem e bicicletaço
Parque da Jaqueira

13h - Parada da Diversidade de Olinda
Caixa Econo^mica do Bairro Novo

16h - Panfletagem com Dani
Pátio de São Pedro

18h - Panfletagem com Dani
Sítio Histórico de Olinda

Agenda do candidato Armando Monteiro (PTB)

Sábado

8h30 - Caminhada em Camaragibe
- Comitê na PE-05

10h - Caminhada em Cavaleiro
- Rua Vicente Celestino - Alto da Colina

15h - Caminhada em Paulista
- Ao lado da Igreja Matriz

20h - Caminhada em São Lourenço da Mata
- Rua do Rosário

Domingo

9h - Grande carreata em Serra Talhada

11h - Ato com o prefeito Luciano Duque

15h - Grande carreata em Caruaru

Agenda do candidato Julio Lossio (Rede)

Sábado

10h - Gravação para o Guia Eleitoral

20h - Evento em São Lourenço da Mata

Domingo

9h às 16h - Giro nas cidades do Agreste

19h – Gravação para o Guia Eleitoral

Agenda do candidato Maurício Rands (Pros)

Sábado

9h Ato de campanha (Vitória de Santo Antão)

9h30 Entrevista para a Rádio Santana (Ribeirão)

14h Caminhada das Mulheres (Recife)

18h Comício e caminhada (Água Preta)

Domingo

10h Panfletagem no calçadão de Boa Viagem (Recife)

14h Caminhada (Rio Formoso)

comece o dia bem informado: