O governador Paulo Câmara
O governador Paulo CâmaraFoto: Paullo Allmeida


O resultado da pesquisa Datafolha, publicado nesta quinta-feira (20), acendeu o sinal de alerta na Frente Popular, encabeçada pelo governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição. Enquanto o governador variou de 34% para 35%, o adversário Armando Monteiro Neto (PTB), também candidato ao governo, subiu de 25% para 31%, travando um empate técnico. Apesar do otimismo relativo aos resultados de outras pesquisas anteriores - e as internas -, a campanha socialista segue “confiante”, mas deve marcar mais presença nas ruas e intensificar o volume nos grandes centros.

O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, um dos coordenadores da campanha, afirmou que os resultados das pesquisas não pautam a campanha de Paulo Câmara. “As pesquisas influenciam pouco a campanha e a estratégia permanece a mesma. Já era previsto (intensificar) na reta final”, ponderou. “O trabalho precisa ser intensificado, sobretudo, nos grandes centros”, declarou o deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A ligação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), candidato à Presidência da República, também seguem como trunfos para a manutenção de confiança dos socialistas. Neste sábado, Câmara e Haddad vão realizar atos no Recife; em Caruaru, no Agreste - maior colégio eleitoral fora da Região Metropolitana, com 216.900 eleitores -, e Petrolina, no Sertão - segundo maior colégio fora do Região Metropolitana do Recife, com 198.599. As cidades são os principais polos nas respectivas regiões.

Nos bastidores, avalia-se que não houve nenhum fato relevante para alteração de cenário e a pesquisa destoou das demais, inclusive, na disputa ao Senado Federal. Mas, em reserva, socialistas destacaram que o volume da campanha majoritária e material no interior do Estado estaria aquém do que julgam ideal e acreditam que o resultado dará uma chacoalhada na campanha nesta reta final.

À noite, Câmara realizou uma caminhada de Prazeres a Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes. Com a sinalização de aproximação entre as duas principais candidaturas, o socialista reforçou a imagem dos aliados para se diferenciar do adversário. “Essa eleição tem dois lados muito diferentes. Esse lado que está aqui com vocês que é o de Miguel Arraes, de Eduardo Campos, do presidente Lula e Haddad. E o outro lado é a oposição que quer fazer em Pernambuco o mesmo que fez no Brasil”, declarou ele. Câmara, todavia, não comenta pesquisa.

Agenda dos candidatos ao Governo de Pernambuco 2018
Agenda dos candidatos ao Governo de Pernambuco 2018Foto: Arte: Folha de Pernambuco

Agenda do candidato Armando Monteiro (PTB)

10h - Entrevista na Rádio Cultura do Nordeste - Caruaru

15h30 - Reunião de Trabalho

17h - Caminhada no Centro do Cabo

Agenda do candidato Maurício Rands (Pros)

10h - Debate entre os candidatos ao governo de Pernambuco UniFBV (Imbiribeira, Recife)

15h - Encontro com agentes comunitários de saúde e de controle de endemias (Centro, Bezerros)

17h – Reunião com a militância (Torreão, Recife)

Agenda do candidato Julio Lossio (Rede)

10h - Debate na UniFBV.
Local: Rua Jean Emile Favre, Imbiribeira, Recife

12h - Entrevista, por telefone, à Rádio 104,9 FM, de São José do Belmonte, Programa Ponta a Ponto

18h - Desfile em comemoração aos 123 anos de Petrolina

20h - Live Papo 18, Aniversário de Petrolina-PE

Agenda da candidata Dani Portela (PSol)

10h - Debate da Faculdade Boa Viagem
UniFBV | R. Jean Emile Favre, 422 - Imbiribeira

10h - Lançamento da Plataforma da Classe Trabalhadora para as Eleições de 2018 com a candidata a Cogovernadora Gerlane Simões
Auditório do Sindicato dos Bancários de Pernambuco | Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista

19h20 - Entrevista TV Clube

20h - Entrevista OP9

Agenda do candidato Paulo Câmara (PSB)

Jaboatão dos Guararapes 

JABOATÃO DOS GUARARAPES

6h - Entrevista à Rádio Maranata FM  

Local: Rua Cel. Francisco Galvão, 195 - Piedade 

RECIFE

18h - Caminhada Onda 40 no Ibura   

Local: Avenida Quixeramobim (concentração próxima ao Terminal da UR-2)

No Podcast desta quinta-feira (20), o novo panorama das eleições nacionais e em Pernambuco depois das novas rodadas de intenção de voto. A agenda dos presidenciáveis e as perspectivas dos candidatos para a reta final de campanha. Escute ainda a entrevista com o prefeito de Igarassu, Mário Ricardo (PTB), que é coordenador da campanha do candidato Armando Monteiro (PTB), que comentou a evolução da nova amostragem dos levantamentos feitos pelos institutos de pesquisas. Ouça e compartilhe.

 

Paulo relembrou programas voltados para infância do Governo Eduardo Campos, como o Mãe Coruja
Paulo relembrou programas voltados para infância do Governo Eduardo Campos, como o Mãe CorujaFoto: Hélia Scheppa/Frente Popular

Candidato à reeleição, governador Paulo Câmara (PSB), assinou compromisso com a Primeira Infância, nesta quinta-feira (20), durante visita à sede da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) em Pernambuco. Ele disse que vai incorporar ao seu programa de governo diretrizes contidas no documento.

“Todas as nossas ações e políticas têm a transversalidade de chegar também no foco da primeira infância e como isso pode ajudar no combate à vulnerabilidade das famílias. Então, assino esse termo muito satisfeito e sabendo que, independente da assinatura, uma vez que esse já é um compromisso nosso, do Governo de Pernambuco, a gente espera ampliar as nossas ações e poder fazer muitas parcerias, com municípios e entidades, nos próximos anos", afirmou Paulo Câmara.

O programa “Mãe Coruja”, oriundo das gestões Eduardo Campos, foi lembrado por Paulo. “Toda nossa política pública a gente tem um olhar para a primeira infância também. Isso vai desde o Mãe Coruja, que nós tivemos a condição de implementar alguns anos atrás, que cuida da mãe gestante desde o início, dos primeiros anos de vida da criança", apontou.

Ações - O Governo de Pernambuco conseguiu avanços significativos nos últimos anos na área, como a menor taxa de mortalidade infantil da história, atingimos as metas da cobertura vacinal e alcançamos o melhor ensino público do Brasil. Na segurança, tivemos este ano uma redução de 38% no número de homicídios de jovens, no comparativo com 2017. A partir de 2019, a administração estadual terá um olhar muito específico para a educação fundamental, através do projeto Educação Integrada, que vai passar de 15 para 80 municípios, e do cuidado com os recém-nascidos com a ampliação do programa Mãe Coruja.

Armando Monteiro ao lado do prefeito petista Luciano Duque, de Serra Talhada
Armando Monteiro ao lado do prefeito petista Luciano Duque, de Serra TalhadaFoto: Leo Caldas/Divulgação

Depois do crescimento na última pesquisa Datafolha, apresentada nesta quinta-feira (20), o senador e candidato ao Governo de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB), ponderou sua análise para comentar seu desempenho. “Sempre com muita humildade, muito serenidade os resultados de pesquisas. Porque a pesquisa é sempre uma foto e a eleição é um filme, ou seja, a eleição é algo que tá em movimento até o dia do eleitor”, disse Armando para uma rádio local.

O instituto apontou crescimento de seis pontos para Armando Monteiro (PTB) em relação à avaliação anterior. O líder da coligação Pernambuco Vai Mudar subiu de 25% para 31% nas intenções de voto, enquanto Paulo Câmara (PSB) ficou estagnado em 35%. “Mas nós já sentíamos uma série de sinais, de indicações, além das pesquisas internas que estavam indicando o crescimento da nossa candidatura. Ao mesmo tempo, essas pesquisas indicavam que o nosso adversário tinha estancado”, afirmou.

Ainda nesta quarta, prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), e o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), também demonstraram animação com os números apresentados.

Chapa majoritária de Julio Lossio envia carta à Rede
Chapa majoritária de Julio Lossio envia carta à RedeFoto: Raquel Elblaus/Divulgação

A quebra de braço interna da Rede em Pernambuco continua ganhando novos capítulos. Após ser notificado sobre infidelidade partidária e convidado a prestar esclarecimentos à Rede, Julio Lossio enviou à direção do partido, nesta quinta-feira (20), uma carta conjunta assinada pelos integrantes da sua chapa majoritária e por outros filiados da legenda em Pernambuco.

A carta reitera o compromisso com a candidatura de Marina Silva e explica os motivos que levaram Lossio a aceitar em seu palanque apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL). Em seguida, o documento questiona a forma com que essas divergêrncias foram conduzidas e levadas à público. "Estabeleceu-se um debate público sob tais acontecimentos, mediante notas na imprensa, antes mesmo de que fossem feitos esclarecimentos por parte das candidaturas da REDE. Tal debate externo, para além de não ser proveitoso ao próprio partido, expôs desnecessariamente uma questão que poderia ser facilmente resolvida no ambiente interno", diz o texto.

Entenda o caso:
"Quem votar em Bolsonaro vai ter um governador: Júlio Lóssio", diz Meira
Por Bolsonaro, uma "Rede de discórdia" em PE
Apoio de Bolsonaristas a Julio Lossio causa desfiliações na Rede


Confira a carta, na íntegra, no link abaixo:
https://docdro.id/Jj1V5eN

Messias Neves e Janaína Dantas estarão nesta sexta-feira ao lado de Paulo Rabelo
Messias Neves e Janaína Dantas estarão nesta sexta-feira ao lado de Paulo RabeloFoto: Gustavo Glória/ Folha de Pernambuco

Um dia para que o Nordeste reivindique o que a Constituição Federal de 1988 lhe assegura, mas ainda não foi cumprido. Nesta sexta-feira (21), uma série de ações organizadas pelo Centro de Estudos do Nordeste (Cenor) e uma faculdade particular do Recife vai cobrar ao lado da sociedade civil “Investimentos para Todos – A Reivindicação do Nordeste Brasileiro!”. O candidato à vice-presidência pelo Podemos, Paulo Rabelo, representará o presidenciável Álvaro Dias (Podemos), a partir das 10h, uma entrevista coletiva será concedida, na faculdade particular; no mesmo local, às 10h30, Paulo Rabelo fará uma palestra apresentando soluções para o tema proposto; em seguida, um ato público será realizado, às 11h30, na Avenida Conde da Boa Vista, nas proximidades de um shopping center.

A ação foi idealizada com base constitucional do artigo 165, § 7º, que os investimentos federais, em cada região, devem ser feitos proporcionais à população das regiões. O Nordeste tem 27,8%, segundo o Censo-2010, da população brasileira e só recebe 6,85% dos investimentos da União. Após o debate, ainda na área universitária, onde existe um Impostômetro instalado, pedirá a redistribuição correta dos recursos arrecadados pelo Governo Federal. Paulo Rabelo poderá fazer uma comparação e exposição do que é recebido e devido percentualmente e de forma numérica.

"Isso deveria ser cumprido em um prazo de até 10 anos após a promulgada a Constituição – em 1988 – ou seja, teria o prazo até 1998 para ser cumprido, já se passaram mais de 30 anos e até não se foi cumprido. O objetivo é cobrar o cumprimento da Constituição. E o ato tem o mesmo objetivo. Chamar e conscientizar a população sobre isso que é um crime de lesa-pátria para que a população possa reivindicar e tomar as devidas precauções para fazer se cumprir a Constituição”, explica Janaina Dantas, coordenadora geral do Centro de Estudos do Nordeste (Cenor).

Já durante o evento de rua, a manifestação deverá fazer analogias ao filme “O Pagador de Promessas”, colocando uma alegoria para representar o “Pagador de Impostos”, que seria o povo brasileiro. A ideia é ressaltar a vitimização da sociedade devido aos métodos corruptos de determinados setores políticos.

Na organização dos atos, a coordenadora Janaína Dantas; Ivaldete Marinho, também do Cenor; Sebastião Barreto Campello (Cenor); além de Messias Neves (Cenor).

 

Chico de Assis e Sérgio Buarque, do Movimento Ética e Liberdade
Chico de Assis e Sérgio Buarque, do Movimento Ética e LiberdadeFoto: Gustavo Glória/Folha de Pernambuco

Preocupados com a o rumo que a campanha presidencial tem tomado, o movimento Ética e Liberdade, formado por pesquisadores, intelectuais, artistas, economistas e profissionais liberais e representantes da sociedade civil, lançou, nesta semana, um manifesto intitulado "Alerta aos brasileiros: o país que não queremos". No documento, o grupo que se denomina apartidário, critica Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), os dois candidatos mais bem pontuados nas últimas pesquisas presidenciais, alertando para o "extremismo" de ambas as candidaturas.

"Estamos expressando a preocupação do movimento com a tendência que parece se desenhar de uma forte polarização política entre duas correntes extremas. Se o Bolsonaro é um ditador com todas as pretensões de trazer de volta a ditadura militar, com tudo que a gente conhece de repressão, violência e tortura que ela representa, do lado de Haddad, nos preocupamos com o populismo", explicou o economista Sérgio Buarque, um dos idealizadores do movimento.

Sérgio Buarque demonstrou preocupação quando à participação do ex-presidente Lula no processo eleitoral e questionou o PT pelo desequilíbrio institucional que, segundo ele, o partido provoca. "Essa combinação de culto à personalidade e ataque às instituições, que é típica do populismo é algo que carrega um certo risco à democracia", avaliou. "O que estamos fazendo é uma manifestação pública desta preocupação, um chamado à opinião pública e, ao mesmo tempo, às lideranças políticas como uma cobrança", concluiu.

Já o advogado, poeta e ex-preso político, Chico de Assis, falou sobre a adesão que a iniciativa tem recebido. "Está sendo muito boa a receptividade do manifesto. A gente lançou nas vias virtuais e em menos de 24 horas já temos mais de 80 assinaturas, inclusive nomes expressivos", contou.
Confira o manifesto, no link

Confira o manifesto:

"ALERTA AOS BRASILEIROS: O PAÍS QUE NÃO QUEREMOS

Esta próxima eleição será realizada em um singular momento de crise, com imensa carga de ineditismo, perigo e desafios, possivelmente mais do que em qualquer outro momento de nossa história republicana.

Recentes pesquisas eleitorais anunciam o lamentável risco, no segundo turno, de se fazer escolha presidencial entre o Bolsonarismo e o Lulismo, duas correntes políticas que, cada uma a seu modo, disseminam histeria populista, mistificam e distorcem a realidade, e atacam instituições democráticas.

Jair Bolsonaro propaga abertamente o autoritarismo, a volta de um regime militar e a violência como forma de fazer política. Completamente despreparado para ser chefe de Estado de um grande país atolado em grave crise econômica e social, Bolsonaro sabe apenas repetir o sinal assustador de uma pistola e destilar agressões aos direitos civis.

No poder, Bolsonaro seria um desastre anunciado: desorganização econômica, desagregação social e desmantelamento do sistema democrático; caos social que favoreceria a realização de seu sonho de uma sociedade sob jugo militar.

Uma eventual eleição de Fernando Haddad, dócil porta-voz do Lulismo guiado desde uma cela da Policia Federal em Curitiba, representa o aparelhamento do Estado, a volta da política econômica que levou o País ao desastre (inflação, desemprego e crise fiscal) e a hostilidade às instituições democráticas, com acusações sistemáticas aos juízes e agressão à imprensa e aos adversários políticos.

Jogando a culpa da crise econômica em Michel Temer, Haddad distorce os fatos e parece antecipar que, voltando ao poder, o PT repetirá as mesmas irresponsabilidades na gestão macroeconômica e fiscal, com todos os deletérios impactos já dolorosamente experimentados.

A combinação de irresponsabilidade fiscal, acusação às instituições, culto à personalidade do mito preso, e a ameaça do chamado “controle social da imprensa” abre um perigoso caminho para o populismo autoritário, o que poderia ser a versão brasileira do bolivarianismo da Venezuela.

O Brasil não suportará nenhuma dessas duas alternativas. O país não merece ter que escolher entre Bolsonarismo e Lulismo, ambos com elevado risco e desastrosas possiblidades. Ainda temos tempo de reagir e mudar tal cenário. Os brasileiros democratas e responsáveis não podem se deixar enganar por tais mistificações, não podem se omitir diante desta situação lamentável.

O Brasil precisa de um governo com responsabilidade na gestão da crise econômica, com respeito por instituições democráticas e por adversários políticos, com serenidade para enfrentar graves problemas econômicos e sociais do país, e para dialogar e negociar com as diversas forças políticas nacionais. Este é um momento de união nacional contra essas duas formas de populismo e messianismo. Que se unam todos, mulheres e homens, e bem-vindos sejam os cidadãos que se põem contra as ameaças do Bolsonarismo e do Lulismo. Chamamos as lideranças democráticas responsáveis para posicionamento diante desta clara ameaça à nossa democracia. O preço da inação seria abrir caminho para materialização desta grave ameaça à democracia brasileira.

MOVIMENTO ÉTICA E DEMOCRACIA
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Assinam este documento:
Acácio Soares de Carvalho – Engenheiro, MBA em Administração
Aécio Gomes de Matos – Engenheiro, Professor Universitário
Alcides Pires – Economista, empresário
Alena Moutelik - engenheira e economista
Alexander Saunders – Engenheiro Elétrico
Anna Cecília Silva Jácome – Psicóloga Clínica, ex-exilada
Carlos Guido Soares Azevedo – Engenheiro, Consultor
Carlos Roberto de Amorim Júnior – Estudante, UFPE
Cesar Garcia – Engenheiro Agrônomo, Professor Universitário
César Hernandes – Membro do Grupo Roda Democrática
Cláudio Carraly – Advogado e Professor Universitário
Cláudio Carraly - Advogado e professor universitário.
Clemente Rosas – Advogado
Ediel de Siqueira Beserra Filho – Estudante, UFPE
Edmundo Morais – Advogado
Elba Rego – Engenheira
Emerson M. Emerenciano – advogado, Consultor de Planejamento e Gestão
Ester Aguiar – Advogada
Fernanda Callou – Professora
Fernando Gusmão - engenheiro
Fernando José Baltar da Rocha – Economista e Contador
Francisco de Assis Barreto Rocha Filho – Advogado, Poeta, ex-preso político
Glauco Távora Themotheo – aposentado
Gregório Varvarkis – Professor Universitário (Florianópolis)
Gustavo Gesteira Costa – Advogado
Gustavo Maia Gomes - Economista
Heloisa Quintão - Aposentada BNB
Herodoto de Sousa Moreira – Economista
Janiele dos Santos Monteiro – Estudante de Administração de Empresas, UPFE
João Rego – Engenheiro e Cientista Político
Jorge Jatobá – Economista
José Arlindo Soares – Sociólogo, Professor Universitário
José Claudio de Oliveira – Empresário
José Fernandes de Menezes - economista
José Galba de Meneses Gomes – Cirurgião Dentista, Professor Universitário
Leticia Baltar Freire - Pedagoga
Luiz Otavio Cavalcanti – Professor
Luiz Rangel Moreira - Arquiteto e Urbanista
Marcia Maria Guedes Alcoforado – Professora, UFPE
Melillo Diniz do Nascimento – Advogado
Mirtes Cordeiro – Pedagoga
Nanci Lourenço Soares – Advogada
Olímpio B. de Moraes- Filho – Médico Diretor do Cisam
Olimpio de Arroxelas Galvão – Economista, Professor
Pedro Sergio de Oliveira Cunha – Engenheiro
Rejane Maria Siqueira Cavalcanti – Professora
Ricardo C. Furtado – Engenheiro e Consultor
Ricardo de Almeida – Consultor empresarial
Roberto Souza Leão- Empresário
Rodrigo Barros - jornalista - Advogado.
Sérgio Alves – Professor universitário
Sergio C. Buarque – Economista
Sheila Jane Milhomem da Silva – aposentada
Sílvio Ernesto Batusanschi – Sociólogo
Socorro Araújo – Socióloga
Suzana Coelho da Rocha – Pedagoga
Tarcisio Patricio de Araujo – Economista, Professor/UFPE
Teógenes Leitão – Engenheiro
Walkiria Gomes de Matos – Socióloga"

A candidata ao governo de Pernambuco pelo Psol, Dani Portela, em entrevista a uma emissora de Caruaru, criticou o atual modelo de partilha e afirmou que “o Psol tem feito nacionalmente uma crítica sobre repensar o pacto federativo. Segundo ela, no Brasil, um dos países com maiores cargas tributárias do mundo, a arrecadação fica concentrada na União e não é repartida de uma maneira mais equilibrada entre estados e municípios.

"Por esse modelo de pacto federativo, os governadores têm que ficar negociando as vindas de verbas federais para o estado e também fazendo repasse para os municípios. Hoje, Pernambuco tem deixado de repassar para os municípios. Então a gente não vê um crescimento descentralizado em todas as regiões do nosso estado e nem equilibrado nos estados dessa federação. A gente precisa pressionar por esse modelo de pacto federativo”, disse a candidata.

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Dani defendeu, ainda, a conclusão das obras paralisadas no Governo Paulo Câmara, como o Hospital da Mulher de Caruaru e o Hospital do Sertão, em Serra Talhada. “Pernambuco virou um grande canteiro de obras paradas. O Hospital do Sertão, por exemplo, era para ter sido entregue agora em outubro e ainda está na fase de terraplanagem”, criticou. Ao longo do dia e à noite, Dani concerdeu outras entrevistas para veículos locais.

Cientista político Hely Ferreira
Cientista político Hely FerreiraFoto: Folha de Pernambuco

Há dois relatos bíblicos conhecidos que narram os últimos momentos da vida de Jesus, que envolve diretamente dois dos seus discípulos. O primeiro deles é Judas Iscariotes. Sua atitude em trair o mestre, lhe rendeu a alcunha de filho da perdição. Por outro lado, existe a figura de Pedro, cujo temperamento era de alguém estabanado. Diante de qualquer fato, estava sempre a frente dos demais, onde não rara às vezes era repreendido pelo Mestre por não medir as palavras. Chegou a afirmar que ainda que os outros abandonassem Jesus, ele jamais abandonaria. Mas bastou o Mestre ser preso pelo Império Romano, para que aquele que se dizia tão leal, o abandonasse.

Infelizmente, o dia a dia da vida é assim e na política não é diferente. Existem aqueles que se comportam como Judas Iscariotes se aproximam do mestre, beijam o mestre, mas na primeira oportunidade, vendem o que não tem, para permanecer no poder. Da mesma forma, existem aqueles que se assemelham a Pedro, abandonam o líder, justamente quando o mesmo cai em desgraça na vida pública. Procura de imediato outra árvore em busca de sombra. Percebendo que o velho mestre ainda pode lhe ser útil, não mede esforços para voltar aos seus braços, até quando lhe for necessário. Certamente, o Cardeal Richelieu tem razão quando disse que traição em política é uma questão de tempo.

Os asseclas de Judas, assim como os de Pedro, não possuem compromisso com o povo, mas exclusivamente com o poder. Encaram o eleitor apenas como instrumento para realização do seu objetivo. Assim, beijam o eleitorado e ao mesmo tempo o abandonam, retornando apenas em ano eleitoral.

*Hely Ferreira é cientista político.

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