Deputada estadual Priscila Krause (DEM)
Deputada estadual Priscila Krause (DEM)Foto: Mariana Carvalho/Divulgação

Ao contrário de seu correligionário, o deputado federal Mendonça Filho (DEM), que participou ativamente da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições, a deputada estadual reeleita Priscila Krause (DEM) adotou uma postura de independência em relação ao novo presidente e destacou a necessidade de fiscalização por parte do Congresso a partir de janeiro. "Eu acho que a a gente tem que ter uma vigilância. Independente de qualquer coisa ou de qualquer governo", disse.

"É um governo que vai precisar de apoio. Vai chegar lastreado por uma esperança muito grande de boa parte do povo brasileiro de que as coisas se organizem, se ajeitem e tomem rumo. Mas até para que essa esperança e espectativa seja atendida, acho que a gente tem que ficar muito vigilante pra que não aconteça o distanciamento - que eu não acredito que vá acontecer - dos valores democráticos", comentou.

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Priscila alertou para a necessidade de preservação do equilíbrio democrático, e avaliou positivamente, com ressalvas, a atuação dos três poderes. "A gente tem que garantir o funcionamento das instituições, que é o que resguarda a democracia. As instituições estão funcionando bem, com suas imperfeições mas funcionam", disse.

Deputada estadual Priscila Krause (DEM) no Plenário da Alepe
Deputada estadual Priscila Krause (DEM) no Plenário da AlepeFoto: Mariana Carvalho/Divulgação

Diante da controvérsia em torno da incitação aos alunos para que filmem professores em sala de aula a fim de denunciarem supostas "doutrinações", ideia sugerida pela deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC) e corroborada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que declarou que "professor tem que se orgulhar e não ficar preocupado" em ser filmado por seus alunos, a deputada estadual reeleita Priscila Krause (DEM) se posicionou contrária à proposta defendida pelo movimento Escola Sem Partido, mesmo apontando a necessidade de discussão do tema.

"É uma decisão que passa pelo Congresso mas precisa ser discutida e levantada. Tem questões que precisam ser abordadas na sala de aula. Sala de aula é espaço de debate político sim. Sala de aula é espaço de debate de ideias. Mas não pode ser espaço de constrangimento nem para aluno nem para professor", ponderou.

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Priscila se colocou contrária a qualquer patrulhamento que possa ser imposto aos docentes. "É muito complicado qualquer tipo de monitoramento. Professor tem um poder de influência sobre o aluno muito grande, ele é a autoridade em sala de aula. Por outro lado, o aluno também tem que ter uma posição de respeito em relação ao professor. Eu acho que tudo parte da da tolerância e do respeito. A caixinha do bom senso no Brasil está vazia, a gente precisa encher essa caixinha de bom senso", afirmou.

Contudo, ela pontuou que a prudência também precisa partir dos professores. "Tanto o excesso de militância quanto o patrulhamento são ruins. O que se precisa é de conduta democrática. A gente precisa aprender a conviver com quem diverge da gente. E o ambiente escolar não pode ser um ambiente de doutrinação. Ele tem que ser um ambiente de ebulição de ideias. Ou a gente retoma a harmonia social ou o país não tem caminho. E apagar fogo com gasolina não vai dar certo", alertou.

Senador Humberto Costa não deu folga ao presidente eleito Jair Bolsonaro, que retornou ao Congresso, pela primeira vezz, depois das eleições
Senador Humberto Costa não deu folga ao presidente eleito Jair Bolsonaro, que retornou ao Congresso, pela primeira vezz, depois das eleiçõesFoto: Divulgação

Líder da oposição no Senado, o reeleito Humberto Costa (PT), aponta "verdadeiro desastre ao povo brasileiro", nesta terça-feira (6), em sessão do Congresso Nacional, quando ressaltou que até a volta da CPMF está sendo cogitada e que a inconsequência na política externa já provocou uma série de fortes reações diplomáticas.

Para Humberto, os primeiros dias do capitão reformado depois do fim do 2º turno já resultaram em retaliação por parte da China, inquietude de países da União Europeia e irritação completa das nações do Mercosul – sem contar a decisão do Egito de cancelar uma visita oficial do ministro de Relações Exteriores do Brasil com a cúpula do governo daquele país.

“Tudo isso, em tão pouco tempo, para se alinhar aos Estados Unidos, de quem o futuro governo se propõe a ser capacho. Inclusive, seremos um dos únicos do mundo, ao lado dos EUA, a transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, o que irrita os países árabes, com quem temos grandes laços históricos e comerciais”, disse.

O parlamentar entende que a equipe de transição do governo Bolsonaro tem como marca o estelionato. Ele observa que o presidente eleito, inclusive, nomeou um estelionatário condenado na Justiça para ocupar um dos cargos. Trata-se de um aliado dele da Paraíba, enquadrado três vezes na Lei Maria da Penha. Entre os nomeados para a equipe, estão sete militares e o maior financiador de sua campanha. Nem uma mulher até agora.

“Esse grupo é o extrato do que será sua gestão. Bolsonaro segue em campanha, destilando ódio de maneira irresponsável; repetindo a mentira do kit gay, como forma de manter um link com eleitorado que enganou; e mandando que professores sejam gravados com a finalidade de os constranger em sala de aula. É um verdadeiro caos”, completou.

Humberto também criticou a ideia de criação de novos e velhos impostos, como a CPMF, e garantiu que a oposição estará atenta a todos os passos do novo governo.
“É preciso vigilância e resistência à pauta nefasta que Bolsonaro quer instaurar no país. Pelo andar da carruagem, se mantivermos o Brasil de pé, as instituições democráticas funcionando e assegurarmos as eleições em 2022, já terá sido grande vitória”, finalizou.

Vereadora Aline Mariano agora integra os quadros do PP
Vereadora Aline Mariano agora integra os quadros do PPFoto: Paullo Allmeida

A vereadora Aline Mariano (PP) esteve reunida, nesta terça-feira (6), com o secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga, e representantes da Associação dos Barraqueiros de Cocos do Recife (ABCR) para cobrar melhorias e reforma de 60 quiosques de pequenos empreendedores da Orla de praia de Boa Viagem, no Recife.

"A reforma valoriza a estrutura dos locais com melhores condições de segurança dos funcionários, de higiene e de armazenamento dos produtos; e assim entregar um serviço de qualidade aos munícipes. Os quiosques exigem mudanças estruturais”, destacou. Entre as exigências idealizadas pelos barraqueiros, estão a melhoraria dos balcões, a criação de sótão seco para armazenamento de mercadoria, instalação de caixa d’água, reforço da sustentação, afixação de telhas ecológicas, desenvolvimento de estrutura para fechar melhor os quiosques e implantação de placas de energia solar fotovoltaicas.

“Além da reforma, precisamos atentar à segurança e revisão do horário de funcionamento, os representantes da entidade nos procuraram mais uma vez para pedir nossa intervenção”, explica. Aline Mariano realizou fiscalizações, audiência pública e reuniões sobre o tema, sendo a representante da Associação de Barraqueiros nesse pleito.

De acordo com João Braga, a proposta é cuidar do que já existe. “É possível a requalificação para proporcionar melhores condições de trabalho aos permissionários. É melhorar a segurança deles e da população, adaptando os quiosques para fácil manutenção ”, pondera o secretário.

Segundo a presidente da associação Josiane Miranda, a “iniciativa de reformar os quiosques da orla chega em bom tempo. Eles nunca estiveram adequados à demanda dos donos dos quiosques e não contempla a realidade do cotidiano da nossa praia”, afirmou.

Para Tomé Ferreira de Lima, Zezinho do Coco, o mais antigo permissionário de Boa Viagem, fazer a reformar é um dos maiores desafios. “Quem trabalha na beira da praia não pode prosseguir com a realidade que vemos, nós permissionários esperarmos incluir nossas solicitações”, declarou.

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Deputado Rodrigo Novaes (PSD) foi reeleito com 65.869 votos
Deputado Rodrigo Novaes (PSD) foi reeleito com 65.869 votosFoto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

Quinto deputado estadual mais votado em Pernambuco, Rodrigo Novaes (PSD), reeleito com 65.869 votos, afirmou que não concorda com todos os posicionamentos do presidente nacional da sua legenda, Giberto Kassab, mas o mesmo não acontece em âmbito local.

"Tenho muito respeito pelo presidente Gilberto Kassab, mas ele toma posições que a gente não necessariamente concorda. Aqui em Pernambuco, não. A gente tem um entendimento muito grande e respeito com o deputado federal André de Paula (presidente estadual do PSD-PE)", disse.

Entre suas maiores preocupações continua os problemas relacionados aos recursos hídricos. "A situação do sertão é tão complexa porque mesmo quando chove há seca. As pessoas se acostumaram a receber água tratada através dos carros pipa", lembrou.

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Luciano Siqueira
Luciano SiqueiraFoto: Reprodução/Facebook


Por Luciano Siqueira


A relação entre as redes sociais (e o aplicativo WhatsApp) e a luta política tem sido mais do que debatida, sobretudo a partir do mau uso feito na última campanha eleitoral, disseminando notícias falsas.

Vale também atentar para as suas implicações na vida de cada um de nós, simples usuários. Principalmente para quem usa o Facebook e o Instagram, toda atenção é pouca. Mas nem sempre amigos e amigas que os usam se dão conta disso.

Não se apercebem que se expõem publicamente — com todos os atrativos e riscos.

Por exemplo, em processos seletivos, seja por empresas privadas, seja na esfera pública para a ocupação de postos em governos, a consulta ao perfil do pretendente ao cargo nas redes sociais é hoje quase uma norma.

O pressuposto é: “Mostra-me o que publicas e eu te direi quem és.”

Uso regularmente as redes Facebook, Twitter e Instagram e o aplicativo WhatsApp, além de manter canal próprio no YouTube. Razoável grau de exposição pessoal, reconheço, ainda que a tônica das minhas postagens não seja de caráter íntimo.

Porém concessões tenho feito, até porque se me eximir de registros pessoais — tipo cenas do meu trabalho cotidiano, relações de amizades e que tais — os amigos sentem falta, pelo "espírito big brother" que reina entre os seguidores.

É como se as pessoas dissessem: “Tudo bem, sei o que você pensa, gosto das fotos que você faz e dos textos que escreve, mas quero saber algo do seu cotidiano como cidadão comum.”

Dentro de certos limites, preservando a própria privacidade, que a cada um cabe decidir, quando se pretende preservar as amizades via internet, e até ampliá-las, o jeito é atender em certa medida a esse reclamo.

Isto posto, aqui e acolá me preocupam algumas situações em que alguém nitidamente se expõe, fazendo postagens cujo teor pode suscitar percepções distorcidas sobre a sua real personalidade e comportamento.

Torna-os vulneráveis num ambiente competitivo, em que fluem a disputa por espaços, o ciúme e a maledicência.

Entretanto, uma vez advertidas do quanto é inadequada uma ou outra postagem, pela forma e pelo conteúdo, as pessoas tendem a subestimá-las. "Meus amigos sabem do que estou falando e que não sou o que possa estar parecendo ser", retrucam.

Ora, se as redes sociais alcançassem só os amigos íntimos não seriam "redes sociais", nem teriam a amplitude e a audiência que hoje têm. Para o bem e para o mau.

De toda forma, resta a hipótese de que eu é que seja ainda tímido em demasia ou antiquado ou até preconceituoso, e valha mesmo o "liberou geral" e cada um deva se expor como bem entender.

Será?
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Presidente da Frente, o deputado Danilo Cabral (PSB-PE) contesta o corte do orçamento da Assistência Social
Presidente da Frente, o deputado Danilo Cabral (PSB-PE) contesta o corte do orçamento da Assistência SocialFoto: Divulgação

Nos últimos meses do governo Temer, os protestos contra cortes no orçamento continuam dando o tom da oposição. Para protestar contra o Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA) do próximo ano, que promoveu um corte de 50% nos recursos para o Sistema Único de Assistência Social, que corresponde a R$ 30 bilhões a menos para o setor, uma frente parlamentar promove, nesta quarta (07), no Auditório Freitas Nobre, da Câmara dos Deputados, um ato em defesa do Orçamento do SUAS para 2019. O valor abrange pagamentos de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoa idosa e pessoa com deficiência.

Esse será o segundo evento organizado pela Frente Parlamentar em Defesa do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) promove para pressionar o governo a recompor o orçamento da assistência social. No mês passado, um encontro reuniu parlamentares e representantes das entidades ligadas ao setor para ressaltar a importância do orçamento para o SUAS e reforçar o posicionamento contra os constantes cortes.

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Presidente da Frente, o deputado Danilo Cabral (PSB-PE), afirma ser “inaceitável que, anualmente, tenhamos que brigar para assegurar o orçamento mínimo que garanta o funcionamento do sistema”. Ele lembra que, na elaboração da LOA de 2018, o SUAS também sofreu cortes, mas, pela mobilização da Frente e das entidades ligadas à área, o governo voltou atrás e manteve o orçamento. No entanto, o orçamento do SUAS tem passado por contingenciamentos e há preocupação com a possibilidade de não honrar os compromissos do Sistema ainda neste ano.

De 2016 para cá, é possível afirmar que houve uma perda de aproximadamente R$ 1 bilhão sobre as ações discriminatórias do Fundo Nacional de Assistência Social. Além disso, o governo colocou como despesas condicionadas (que dependem da aprovação pelo Congresso Nacional) os R$ 30 bilhões necessários para o pagamento do BPC e R$ 25 bilhões necessários para o pagamento do Bolsa Família, que atende mais de 575 mil famílias em Pernambuco.

Danilo Cabral defende que o orçamento na assistência social deveria ser priorizado, visto que atende muitas famílias em situação de vulnerabilidade. “Mais uma vez podemos ver as consequências do teto dos gastos, que congelou o orçamento da educação, a saúde e assistência social. Vamos mostrar nosso descontentamento através desse ato na quarta-feira”, destaca o deputado

O deputado é autor da Proposta de Emenda à Constituição, a PEC 383/17, que visa fortalecer o SUAS, propondo que a União aplique, anualmente, nunca menos de 1% da Receita Corrente Líquida do respectivo exercício financeiro no financiamento do Sistema. “Seria uma forma de acabar com a instabilidade que ameaça o Sistema, estabelecendo uma vinculação na Constituição para acabar com a instabilidade que ameaça o Sistema”, explica.

Os representantes das entidades conversarão com parlamentares, para que haja uma mobilização acerca do orçamento da Assistência Social. O evento conta com o apoio da Frente Parlamentar juntamente com o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS); o Fórum Nacional de Secretários de Estado de Assistência Social (Fonseas) e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (CONGEMAS).

Uber
UberFoto: Paullo Allmeida

Por motivos de saúde, o presidente da Câmara Municipal do Recife, vereador Eduardo Marques (PSB), resolveu adiar para esta quarta-feira (7), a votação do substitutivo ao projeto de lei do Executivo número 11/2018 - que dispõe sobre a utilização intensiva do sistema viário para o transporte remunerado individual privado de passageiros intermediado por plataformas digitais no município.

Eduardo Marques deu entrada na manhã desta terça-feira (6) em um hospital do Recife, com pico hipertensivo e está com a recomendação médica de ficar em observação na unidade de saúde até o final do dia. Por esta razão, ele solicitou o adiamento.

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O presidente entende que a votação dessa proposição "é de suma importância para a cidade do Recife". Por isso, acredita ser "imprescindível a presença de todos os vereadores e vereadoras para participar desse importante debate". Durante toda a manhã, os seus assessores fizeram contatos para informar que a votação do substitutivo ao projeto de lei será realizada nesta quarta-feira, tendo em vista que ele está impossibilitado, por ordens médicas, de conduzir os trabalhos.

Plenário da Alepe
Plenário da AlepeFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Após polêmica, o plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, nesta segunda (05), o parecer da Comissão de Redação Final ao Projeto de Lei do Executivo nº 2066/18, que cria o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) na estrutura da Polícia Civil. A pauta foi alvo de protestos nas duas discussões, semana passada. Entre as críticas levantadas por manifestantes e pela oposição, estão a extinção da Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (DECASP) e o regime de urgência, ao qual foi submetido. Agora, o projeto segue para sanção do Governo do Estado.

A sessão chegou a ser interrompida diversas vezes por manifestantes contrários à proposição. Na ocasião, a Polícia Militar chegou a ser chamada às galerias da Casa, mas não houve ação. Apesar da movimentação contrária, apenas seis deputados não votaram favoráveis: Antônio Moraes (PP), Álvaro Porto (PTB), Edilson Silva (PSOL), Joel da Harpa (PP), Júlio Cavalcanti (PTB), Priscila Krause (DEM) e Socorro Pimentel (PTB).

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Priscila voltou a questionar a necessidade do regime de urgência. “Tendo em vista que a nova estrutura proposta no projeto de lei pelo governador Paulo Câmara só teria condições de funcionar a partir do ano que vem, ainda sem data certa, esse projeto não faz absolutamente nenhum sentido. Do jeito que está, extingue a delegacia de combate à corrupção, do crime de colarinho branco, e simplesmente não vai existir nada que se coloque no lugar até que a nova estrutura funcione”, declarou.

Em defesa, o vice-líder do governo, Nilton Mota (PSB), criticou a oposição por questionar o regime de urgência. “Quando você propõe um projeto de ampliação da estrutura do combate à corrupção e questiona a urgência, é uma coisa meio equivocada também. Pelo contrário, essa pauta exige cada vez mais celeridade, não só nas execuções, mas também nos conceitos, na nova formação”, explicou. Para Mota, a extinção do DECASP não afeta as investigações de crimes de corrupção porque houve uma “ampliação” do departamento. “Você está com 21 funcionários e a partir de janeiro vai ter 100 funcionários trabalhando com esse propósito. A gente entende que muitas vezes a interpretação é equivocada. Não é extinção, ao invés de ser extinção, a palavra é ampliação dos serviços de combate à corrupção”, disse.

Deputado garantiu que haverá tratamento republicano, independente da coloração
Deputado garantiu que haverá tratamento republicano, independente da coloraçãoFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Após um período de recuperação de cirurgia para correção de problemas na coluna, o presidente do PSL Nacional e deputado federal eleito Luciano Bivar deve cumprir agenda, nesta terça (06), em Brasília. Caso receba liberação médica, o líder pesselista terá audiência com deputados e senadores do partido, para ouvir demandas partidárias dos estados e alinhavar a estratégia para a atração de novas filiações. Em seu roteiro pela Capital Federal, Bivar também tem previsto encontro com o futuro chefe do Executivo, Jair Bolsonaro.

Há forte expectativa sobre a agenda de Jair Bolsonar, que participa nesta terça (06) de solenidade em comemoração aos 30 anos da Constituição Federal. Os compromissos de Bivar, por sua vez, são de caráter partidário. “Estarei com vários senadores e deputados do partido. Serão conversas para ouvir demandas deles, dos estados”, explica o presidente da sigla, que deve contribuir com a equipe de transição de governo e na indicação de nomes para os próximos ministérios.

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Na agenda de Bivar, está previsto um encontro com Bolsonaro, mas não há detalhes sobre o assunto. Eles não se encontraram desde que o capitão da reserva foi eleito. O pernambucano foi representado na celebração da vitória, na casa do futuro presidente, no Rio de Janeiro, pelo advogado Antônio Rueda.

Bivar não participará do encontro entre Bolsonaro e o presidente Michel Temer (MDB), amanhã, mas antecipa que o futuro governante vai demandar qual o apoio que pode ter para iniciar as reformas, especialmente a da Previdência. "Resta saber se tem votos. Naturalmente, passa pelo presidente, que vai pedir a votação", pontua o deputado.

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