Porto do Recife
Porto do RecifeFoto: Anderson Stevens / Folha de Pernambuco

A assinatura de dois Termos de Compromisso, no final de 2019, entre o Governo do Estado e a União, com interveniência da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado e a interveniência executora da Porto do Recife S.A., prometem aumentar a competitividade do Ancoradouro e marcar uma nova etapa nas condições operacionais do Porto.

O primeiro Termo de Compromisso foi firmado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT- e prevê a execução das obras de dragagem do cais acostável, que vai do berço 00 ao 06, o qual será aprofundado para 11m, e do 7 ao 9 para 8m de profundidade, no valor de R$ 24.189.188,34 e com vigência de um ano. De acordo com o Plano de Trabalho as obras devem iniciar em abril de 2020 e serem finalizadas em junho do mesmo ano.

O segundo, firmado com o Ministério da Infraestrutura, tem como objeto a execução de obras civis para reforma, melhoria e adequação da infraestrutura operacional dos cais do Porto, que contemplará novo sistema de defensas e cabeços de amarração, recuperação da drenagem, pavimentação e recuperação estrutural dos cais 00 e 01, no valor de R$ 27.336.730,29 e com vigência de um ano. O cronograma do Plano de Trabalho informa que as obras serão iniciadas em maio de 2020 e finalizadas em dezembro deste ano.

As licitações das obras serão realizadas pela Porto do Recife S.A., que é a interveniente executora dos Projetos, e devem acontecer entre fevereiro e abril.


“A última dragagem realizada no Porto do Recife foi em 2012. Desde 2015 estamos brigando por uma nova dragagem, mas o tema ficava sempre no âmbito das promessas, por parte do Governo Federal. A assinatura dos Termos de Compromisso nos indica que a obra será, de fato, realizada e só temos motivos para comemorar o ano que passou e criar grandes expectativas para 2020, comemora Carlos Vilar.

“Em todos esses anos de batalha para que as obras saíssem do papel, o apoio e atuação dos empresários ligados a aérea e dos trabalhadores portuários foram proimordiais, complementa Vilar.

“Durante todo o ano de 2019 fizemos um enorme esforço junto ao Governo Federal para destravar esses projetos, foram muitas idas e vindas ao Ministério de Infraestrutura. O trabalho valeu a pena, viabilizou a assinatura dos termos de compromisso. Agora, aguardamos a liberação de recursos para iniciar as obras, que colocarão o Porto do Recife em um outro patamar de competitividade”, enfatiza o secretário de Desenvolvimento do Estado, Bruno Schwambach


BALANÇO 2019 - O Porto do Recife acompanhou o Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e voltou a crescer em 2019. A expectativa era um aumento de 14% na movimentação de cargas, mas o crescimento foi superior e chegou aos 15%, totalizando uma movimentação de 1.412.426 toneladas de cargas. “Já em fevereiro de 2019 os números começaram a se mostrar positivos e assim seguiu por praticamente todo o ano. A economia nacional ainda vive dias de maré revolta, mas o Estado segue uma rota mais tranqüila e de crescimento o que reflete, diretamente, na nossa atividade”, afirma o presidente do Porto Carlos Vilar.

O malte de cevada que alimenta a pujante indústria cervejeira do Estado foi o produto de maior destaque, no Porto do Recife, em 2020. Foram descarregadas 232.785 toneladas do produto no ancoradouro, o que proporcionou um crescimento 57% maior em relação a 2018. O desembarque de 221.140 toneladas de fertilizantes representou um aumento de 47% na movimentação do produto, comparado ao ano passado. O coque de petróleo também ajudou a alavancar os números positivos ao registrar um aumento de 43%, totalizando a movimentação de 193.837 toneladas.

A previsão de movimentação de cargas para 2020 é ainda maior, pois o início das obras darão novas condições operacionais ao ancoradouro, atrairão investimentos privados e, consequentemente, novas cargas. A importação de malte de cevada e barrilha devem aumentar mais este ano. O Porto também trabalha com a atração de novas cargas como a Ilmenita, minério de ferro extraído de uma jazida em Floresta, no sertão pernambucano.

Deputado federal Carlos Veras (PT) fortaleceu candidatura de Marcelo Rodrigues
Deputado federal Carlos Veras (PT) fortaleceu candidatura de Marcelo RodriguesFoto: Divulgação

De passagem por Caruaru, o deputado federal Carlos Veras (PT) se reuniu com membros do Partido dos Trabalhadores, na manhã do último sábado (11). Entre eles estavam o presidente da sigla Leo Bulhões, o vereador Daniel Finizola (PT) e o pré-candidato a prefeito Marcelo Rodrigues (PT).

Marcelo tem pavimentado sua pré-candidatura com apoios de parlamentares petistas. Além de Veras, o ambientalista já participou de uma reunião com a deputada estadual Teresa Leitão (PT), além de outros dirigentes estaduais da sigla. O partido está sintonizado com o projeto político nacional, seguindo a orientação do ex-presidente Lula.

A candidatura própria do PT é uma aposta do grupo que venceu as eleições internas do partido com quase 70% dos votos, e que tem trabalhado para unificar toda a sigla municipal em torno deste projeto.

Carlos Veras se reuniu, neste sábado (11), com o presidente da sigla Leo Bulhões, o vereador Daniel Finizola (PT) e o pré-candidato a prefeito Marcelo Rodrigues (PT).

Carlos Veras se reuniu, neste sábado (11), com o presidente da sigla Leo Bulhões, o vereador Daniel Finizola (PT) e o pré-candidato a prefeito Marcelo Rodrigues (PT). - Crédito: Divulgação

"Democracia em Vertigem" traz ascensão e queda de Dilma e Lula
"Democracia em Vertigem" traz ascensão e queda de Dilma e LulaFoto: Divulgação

A indicação ao Oscar do documentário Democracia em Vertigem, da brasileira Petra Costa, foi alvo de uma publicação irônica do perfil oficial do PSDB, nesta segunda-feira (13). "Parabéns à diretora Petra Costa pela indicação de melhor ficção e fantasia por Democracia em Vertigem", diz a postagem no Twitter.

Confira:

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Crédito: Reprodução / Twitter

A publicação gerou reações e respostas de personalidades do mundo político, como o deputado Paulo Pimenta (PT).

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Crédito: Reprodução / Twitter




Deputado federal Gonzaga Patriota (PSB)
Deputado federal Gonzaga Patriota (PSB)Foto: Divulgação

Em entrevista à Rádio Folha (FM 96,7), nesta segunda-feira (13), o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) comentou sobre a disputa pela liderança de seu partido entre os deputados Alessandro Molon (RJ) e Danilo Cabral (PE), que movimenta as primeiras semanas de 2020. Gonzaga foi um dos que assinou a lista de apoio a Molon para comandar a bancada em 2020.

"Eu assumi um compromisso com ele (Molon), incluisve assinei a lista de apoio. Vou trabalhar para que não haja disputa, que haja entendimento. Eu já não me candidatarei em 2021 para deixar esse entendimento entre os dois", disse. Segundo o parlamentar, não é vantajoso ser líder em ano eleitoral. "Eu acho que ser líder num ano de eleição não é bom. A partir de julho os deputados voltam para os seus estados", ponderou.

Para Patriota, as eleições municipais dificultarão a aprovação das reformas do governo que tramitam no Congresso. "Eu acho que este ano não passa nenhuma reforma em razão das eleições. Toda reforma é importante mas a gente não pode fazer reformas muito drásticas, como foi feita a reforma trabalhista. A refortma da Previdencia é muito dura. Para resolver problemas de rombos que alguém deixou por aí, tiraram direito dos trabalhadores, dos professores. A reforma tributária é importante, a reforma administrativa é importante também. Mas é importante que os deputados não amarrem os carros ao governo. É bnom que se discuta com os trabalhadores", comentou.

Confira a entrevista completa:

Deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos)
Deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos)Foto: Divulgação

O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) viabilizou, junto aos Ministérios da Saúde e da Infraestrutura, mais de R$40 milhões em emendas, que foram distribuídas nas áreas da saúde e da infraestrutura. Ao todo, 35 municípios do Estado foram beneficiados com mais de R$35 milhões para a saúde através do Piso de Atenção Básica (PAB) e de Média e Alta Complexidade (MAC), recursos que serão destinados ao custeio da saúde, aquisição de equipamentos e materiais hospitalares.

Além disso, o parlamentar viabilizou mais de R$5 milhões para obras de infraestrutura e apoio ao desenvolvimento do campo em várias cidades do Estado, a exemplo de pavimentação, construção de novas vias, compra de equipamentos, perfuração de poços, hora-máquinas, entre outros. “Não tenho dúvida de que os recursos vão auxiliar e melhorar os serviços prestados à população. Estamos dialogando e trabalhando muito, ao lado de prefeitos e vice-prefeitos, para ajudar os municípios de Pernambuco. Sou um municipalista convicto e vou continuar defendendo o fortalecimento das cidades do Estado”, pontua Silvio.

Receberam os investimentos as cidades de: Agrestina, Belém de Maria, Betânia, Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus, Caetés, Camaragibe, Cachoeirinha, Capoeiras, Garanhuns, Maraial, Sairé, São João, Santa Cruz da Baixa Verde, Terezinha, entre outros municípios do Estado.

O deputado federal e presidente do Progressistas, Eduardo da Fonte, intensifica as visitas pelo estado, ao lado do presidente da Assembléia Legislativa Eriberto Medeiros.
O deputado federal e presidente do Progressistas, Eduardo da Fonte, intensifica as visitas pelo estado, ao lado do presidente da Assembléia Legislativa Eriberto Medeiros.Foto: Divulgação

O deputado federal e presidente do Progressistas, Eduardo da Fonte, intensifica as visitas pelo estado, ao lado do presidente da Assembléia Legislativa Eriberto Medeiros. Os compromissos deste domingo (12) começaram, no Recife, pelo aniversário de Mário Medeiros, irmão de Eriberto. Continuando a agenda, seguiram para o município de João Alfredo para o ato de filiação das mulheres progressistas, evento realizado na Câmara Municipal da cidade, onde também anunciou a pré-candidatura a prefeito do secretário executivo da Casa Civil do estado, Zé Maurício.

A última visita foi na cidade de Bom Jardim, para o ato de filiação das mulheres progressistas e lançamento da pré-candidatura de Miguel Barbosa a prefeito da cidade, lembrando que Miguel, já foi prefeito de Bom Jardim, onde fez um grande trabalho durante sua gestão. As visitas aos municípios do estado de Pernambuco visam fortalecer o partido Progressistas, que pretende lançar mais de 100 candidatos a prefeito no estado.

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Urna eletrônica
Urna eletrônicaFoto: Divulgação

A dinâmica da política ficará evidenciada aos eleitores durante a campanha da disputa municipal de 2020. Há prefeitos e vices, eleitos juntos em 2016, que estarão em palanques adversários neste ano. Em Araripina, município com cerca de 80 mil habitantes, no Sertão, por exemplo, o prefeito Raimundo Pimentel (PSL) e o vice-prefeito Bringel Filho (PSDB) estão com relações rompidas desde outubro do ano passado e, agora, serão adversários nas urnas.

“É um direito que ele tem, todos têm o direito de pleitear um projeto político, de desejar governar o município. Lamento por ser uma pessoa que eu vinha tendo espaço na gestão, mas é uma escolha que ele fez, partiu dele, e até hoje não consegui entender a razão da escolha que ele tomou”, afirma Pimentel.

Por outro lado, Bringel afirma que caberá a população do município avaliar os efeitos do rompimento. “Quem vai julgar o desentendimento é o povo. Cada um tem o seu modo de ver, mas espero que o eleitor entenda”, frisa Bringel. De acordo com o atual vice, o rompimento não ocorre por questões pessoais, mas sim, administrativas. “Eu discordo da forma como ele administra hoje, com o povo de Araripina muito solitário, a zona rural abandonada. Eu sempre defendi ele em várias coisas, mas também fiz várias críticas. Eu jogo limpo, digo o que acho errado e certo”, diz.

O cenário se repete na Região Metropolitana do Recife, no município do Cabo de Santo Agostinho, onde Lula Cabral (PSB) e seu vice, Keko do Armazém (PDT), romperam relações após o retorno do primeiro à prefeitura após o primeiro ter sido afastado do cargo. Em outros municípios, os ex-aliados não serão adversários diretos, mas estarão em palanques opostos. Em Brejinho, também no Sertão, com quase oito mil habitantes, o rompimento se deu entre a prefeita Tânia Santos (PSB) e Manoel da Carne (sem partido).

“Eu não estava satisfeito no PSB e fui em busca de um novo caminho”, afirmou Manoel, apontando o PL como possível destino do seu grupo político. Até o momento, ele deve compor o palanque de Gílson Bento (Republicanos), provável adversário da candidatura governista. Do lado do governo, porém, mesmo podendo disputar a reeleição, há a possibilidade de Tânia abdicar da disputa em nome do seu antecessor, José Wanderley (PSB).

Já no município de Trindade, o vice-prefeito Jaécio Sá (PSD) vislumbrava ser o candidato do governo em 2020, mas diz que não recebeu apoio do atual prefeito reeleito Everton Costa (PSB). “A gente tinha um compromisso dele apoiar minha pessoa, mas ele começou a tratar de forma diferente, demonstrar que não tinha interesse em minha candidatura”, afirma Sá, que concorrerá como vereador na chapa de oposição.

Cientistas políticos avaliam que a relação entre prefeito e vice é complexa e cheia de nuances. “No Brasil, vice é quase sempre de um partido diferente, o que o torna o primeiro beneficiado de uma renúncia, um impeachment ou um afastamento, então, no Brasil, todo vice é potencialmente um adversário de quem está no cargo”, sublinha o professor de Ciência Política da Faculdade Damas, Elton Gomes. A cientista política da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO) corrobora com o fator de tensão na relação entre vice e prefeito. “Via de regra, se a pessoa é vice, é o candidato natural dentro do processo político de sucessão. Ninguém quer ser ser vice o resto da vida, aquela pessoa pleiteia ser prefeito, por exemplo”, explica Priscila Lapa.

Elton Gomes destaca que, por não entender completamente o processo da formação e manutenção de uma aliança política, o eleitor tende a pessoalizar as relações políticas, como a que ocorre entre prefeitos e seus vices. “Porém, existe disputa dentro dos partidos que o eleitor não conhece e, de tempos em tempos, ocorrem rupturas. É do jogo, mas no nível municipal fica muito mais pessoalizado. Acabo tendo uma dimensão mais próxima do cidadão, o sujeito vive no município, há um impacto maior. No entanto, não há uma tendência de ‘punição’ eleitoral em casos assim”.

Para Priscila Lapa, o eleitor já é familiarizado com o processo de “separação” entre os componentes da mesma chapa. “A questão de rompimento entre o prefeito e vice ainda é polêmica, no entanto, de modo geral, acredito que as pessoas conseguem não atribuir mais tanta fidelidade a essa relação. Claro que há uma expectativa do que é ‘ser vice’, mas o vice acabou tendo um protagonismo muito grande recentemente na questão Dilma e Temer, para uns golpe, para outros uma solução política”.

Esse cenário de rompimentos de chapas, segundo Elton Gomes, remete à décadas passadas, e tem influência da ditadura militar. “Nossa regra política vem da Constituição de 1988, feita com medo da ditadura. Então, foram tirados praticamente todos os entraves para ter representação. É fácil criar partido, fácil deixar de ser vice e lutar por uma candidatura própria. Na ditadura, havia a obrigação do bipartidarismo e concentração de poder”.

No Sertão, a prefeita de Brejinho, Tânia Santos, e seu vice, Manoel da Carne, vão estar em palanques opostos

No Sertão, a prefeita de Brejinho, Tânia Santos, e seu vice, Manoel da Carne, vão estar em palanques opostos - Crédito: Prefeitura de Brejinho

Em Araripina, o prefeito Raimundo Pimentel enfrentará nas urnas o seu vice, Bringel Filho, após divergências na gestão

Em Araripina, o prefeito Raimundo Pimentel enfrentará nas urnas o seu vice, Bringel Filho, após divergências na gestão - Crédito: Prefeitura de Araripina

Senador acredita que a prisão de um ex-presidente nunca é algo a se comemorar
Senador acredita que a prisão de um ex-presidente nunca é algo a se comemorarFoto: Divulgação

Em entrevista à Folha de Pernambuco, o senador Jarbas Vasconcelos (MDB) avalia o primeiro ano do novo mandato na Casa Alta e as perspectivas para as eleições deste ano. Ele defende uma candidatura própria do MDB, mas sinaliza que decisão caberá ao deputado Raul Henry (MDB).

Qual a avaliação do senhor sobre o primeiro ano do Governo Bolsonaro? Houve mais avanços ou as polêmicas em torno de declarações controversas e a família do chefe do Executivo atrapalharam os avanços da pauta econômica?
Apesar das confusões e das falas desencontradas do capitão e de seus filhos, há de se reconhecer avanços na pauta econômica. Porém, é justo destacar o protagonismo do Congresso Nacional que ajustou e melhorou propostas do executivo, em particular nas regras de atualização da previdência social. Estávamos caminhando para um colapso nas contas públicas, além de perpetuar uma perversa relação entre alguns privilegiados e a grande massa da população.

Há uma expectativa de avanço neste ano na discussão de pautas reformistas como a reforma tributária, administrativa e o pacto federativo. Como o senhor avalia as discussões em torno desses temas? O senhor acredita na aprovação dessas propostas em pleno ano eleitoral?
É urgente avançar em outras reformas vitais para o país. As distorções de receita entre as diversas regiões do Brasil saltam aos olhos e ao bolso. Os impostos gerados por diferentes entes inibem o empreendedorismo, a geração de emprego e a cadeia produtiva. Também não podemos conviver com o peso da máquina pública existente. É preciso torna-la mais justa, eficiente, ágil, delegando ao setor privado parte da burocracia pública. O pacto federativo tem a possibilidade de diminuir asfixia entre os organismos mais frágeis do país. Essas pautas começam com apelo econômico, mas trazem resultados virtuosos em benefícios sociais. Independente de ser um ano eleitoral não vamos fugir dessas discussões.

Como o senhor avalia o primeiro ano de legislatura no Senado?
Falei aqui já do protagonismo que vem sendo exercido pelo Congresso Nacional e devo destacar o exercício de convergência que vem sendo construído na Câmara e Senado Federal. As pautas estão além do governo instalado, são essenciais para o equilíbrio das próximas gerações e exigem pressa e coragem política. Tenho me reunido com um grupo de Senadores mais experientes, que possuem ampla visão do país e do momento que vivemos, inclusive em parte ex-governadores, a exemplo de Tasso Jereissati, José Serra, Antônio Anastasia, entre outros. Nós que já fomos testados nas encruzilhadas de tantas dificuldades estamos tentando mediar o tensionamento exacerbado pela intolerância dos extremos.

Pernambuco tem estado presente em sua atuação?
Foi a Pernambuco que dediquei minha jornada, nas mais diferentes posições que ocupei, inclusive este ano estou fazendo 50 anos de vida pública, como Deputado Estadual, Federal, Prefeito do Recife, Governador, e Senador da República. Até hoje não tive o que desabonasse minha conduta, e sou grato por ter recebido reiteradas vezes a confiança do povo. Em Brasília, no ano passado, viabilizamos cerca de 40 milhões de reais para aplicação nas áreas de saúde e infraestrutura, em regiões e municípios da zona da mata, agreste e sertão. Parte desses valores serão aplicados diretamente pelo Governo do Estado, e também por mais de 50 municípios e 17 entidades de prestação de serviço público.

Na eleição de 2016, o MDB conseguiu crescer bastante, aumentando o número de prefeitos do partido. Como está a preparação do MDB para as eleições deste ano?
Nas eleições de 2016 o partido teve como estratégia lançar o maior número possível de candidatos. E tivemos muito êxito nessa iniciativa. Fomos a secção estadual do MDB que mais cresceu no Brasil. Elegemos 17 prefeitos, 15 vice-prefeitos e terminamos como a segunda força em 13 municípios pernambucanos. Para 2020 queremos e iremos repetir essa estratégia e seguir crescendo e fortalecendo nossa legenda.

A entrada do senador Fernando Bezerra no MDB foi tumultuada no início. Hoje, o senhor acredita que a legenda conseguiu construir a unidade interna? Como é sua relação com o grupo do senador?
O Senador Fernando Bezerra me procurou pessoalmente no início do ano passado e passamos a limpo nossas posições, viramos a página com relação ao contencioso que tivemos. Precisamos pensar no coletivo, na necessidade da maioria da população despossuída, na obrigação que temos em reconstruir o conceito da política como ferramenta preciosa de uma sociedade que busca a maturidade em sólidos princípios de governança e bem estar da população. Mantivemos o comando do partido, oferecendo a ele espaços na região em que tem sua representação eleitoral. Nos encontramos na convergência e nos respeitamos na divergência.

Como conciliar a postura de oposição do grupo do senador Fernando Bezerra Coelho e a aliança do MDB com o PSB?
Nossa relação com Paulo Câmara é de apoio político e administrativo. Ele é equilibrado e dedicado às suas tarefas de gestor público. Não é fácil para um Governador de um estado do Nordeste que crescia mais do que sua região e país, administrar a profunda crise que atingiu o Brasil nos últimos anos. O impacto em Pernambuco foi avassalador, e ele tem oferecido o melhor de sí. Mantêm os salários em dia, os equipamentos públicos funcionando e tem atraído novos empreendimentos, indústrias, centros de distribuição, com geração de empregos.

O senhor defende a candidatura do deputado federal Raul Henry para prefeito do Recife?
Raul Henry é um excelente quadro da política. Tem grande capacidade de agregar. Conhece bem a cidade do Recife onde já serviu como secretário e Vice-Prefeito. Gostaria de vê-lo candidato na disputa deste ano. Já externei isso a ele, mas respeito seu tempo de reflexão sobre o assunto e também sua decisão futura.

Uma eventual candidatura de Raul Henry para a Prefeitura do Recife poderia afetar a aliança com o PSB?
Fazemos parte hoje da Frente Popular no Estado, que reúne vários partidos e tem bons quadros. Se a candidatura de Raul a prefeito do Recife ocorrer, será um movimento natural e legítimo do MDB, na sua busca por fortalecimento como legenda.

Como o senhor vê a candidatura de João Campos? Ele tem as credenciais para ser prefeito do Recife apesar da pouca idade?
A candidatura de João Campos é algo que em primeiro lugar deve ser tratada dentro do próprio partido dele, o PSB, para que em seguida essa decisão seja dividida com os demais partidos que formam a Frente Popular. O importante é que possamos ter unidade em torno de um candidato comprometido com as propostas e desafios do Recife.

O senhor foi prefeito do Recife, tendo uma das gestões mais exitosas do País na época. Como o senhor avalia a administração do Recife hoje?
É preciso entender as circunstâncias, limitações e ousadias de cada tempo. Imagino que alguém que seja eleito Prefeito deseja emprestar o melhor a sua cidade. O cartão de visitas do Recife, hoje, é o modelo e o funcionamento do COMPAZ, um exemplo do bom aproveitamento de uma proposta do MDB para a cidade. Estamos no ano em que precisamos ouvir o eleitor. A gestão atual teve oito anos para mostrar a que veio e agora é aguardar a resposta das urnas.

 

O empreendimento privado, inaugurado no último mês de dezembro, fica na vila do balneário e possui 14 metros de altura
O empreendimento privado, inaugurado no último mês de dezembro, fica na vila do balneário e possui 14 metros de alturaFoto: Divulgação

Porto de Galinhas ganhou o seu mais novo atrativo turístico: o Farol. Ele deve movimentar a economia local e ampliar o número de visitantes na Praia de Porto de Galinhas, Litoral Sul de Pernambuco. O empreendimento privado, inaugurado no último mês de dezembro, fica na vila do balneário e possui 14 metros de altura. O espaço está situado dentro do restaurante Munganga Bistrô e teve todas as licenças aprovadas pela Prefeitura do Ipojuca, além da Capitania dos Portos. Também acompanharam a visita o deputado estadual Romero Sales Filho e secretários municipais. 

Do alto, um mirante contemplativo de 360 graus que garante uma visão privilegiada de grande parte do litoral ipojucano com destaque para as piscinas naturais de Porto até o Pontal de Maracaípe, além de possibilitar a visão do Porto de Suape e das praias do Cabo. O Farol possui uma área no térreo para exposições, lançamento de livros e vernissage. No primeiro andar, será aberto um pequeno bistrô para datas especiais como noivados e “petit comitês” com agendamento prévio.

Para subir e contemplar o paraíso de Porto de Galinhas do alto, o turista pode ir de elevador até o primeiro andar, ou de escada até o mirante. A prefeita Célia Sales explicou a importância da nova atração. "O farol é um novo atrativo para divulgar ainda mais as belezas de Porto de Galinhas. Ganha toda a cadeia turística de Porto e do Ipojuca. Quem vem não se arrepende, é lindo demais. Eu recomendo.”, destacou a prefeita Célia Sales.

Segundo a empreendedora do Farol, Carol Vasconcelos, o ambiente vai garantir também uma ação social importante. “Já estamos pensando em fazer contato com escolas para que o local também possa receber esse público. Além disso, 10% da renda mensal das entradas será destinada para a Casa de Jesus, instituição que assiste famílias carentes das comunidades de Socó e Salinas, aqui em Porto”, reforçou Carol. O horário de funcionamento do Farol é de 11h às 18h, diariamente. O valor para acessar o espaço é R$ 15 inteira e R$7,50 meia entrada.

"Ganha toda a cadeia turística de Porto e do Ipojuca", diz a prefeita Célia Sales - Crédito: Divulgação


O deputado estadual Romero Sales Filho e a empreendedora do Farol, Carol Vasconcelos

O deputado estadual Romero Sales Filho e a empreendedora do Farol, Carol Vasconcelos - Crédito: Divulgação

Três áreas foram delimitadas para navios que aguardam atracação no porto
Três áreas foram delimitadas para navios que aguardam atracação no portoFoto: Rafa Medeiros

O Porto de Suape teve delimitada uma nova área de fundeio - local em alto-mar onde os navios podem “estacionar” para aguardar a liberação e atracar em um dos seus 13 berços. A nova demarcação estabelece duas áreas chamadas de fundeadouros e uma de quarentena, que ficam afastadas dos locais onde há maior abundância de pescado e suportam até 54 embarcações ao mesmo tempo. Além de atender a demanda da Autoridade Marítima, as mudanças também contemplam solicitação dos pescadores da região, por isso foram realizadas em conjunto com a praticagem, Capitania dos Portos de Pernambuco e pescadores, sendo aprovadas pela Marinha do Brasil. E já estão em vigor.

“A grande importância para nós, pescadores, na nova limitação do fundeio, é que ele estava estabelecido em locais muito ricos para captura de peixe, lagosta e molusco (como polvo). A mudança vai aumentar o espaço para a gente pescar”, explica Ednaldo Rodrigues de Freitas, uma das lideranças da Associação de Pescadores e Pescadoras Artesanais em Atividade no Cabo de Santo Agostinho.

O diretor de Gestão Portuária de Suape, Paulo Coimbra, complementa: “Sabemos da importância de preservar a pesca artesanal para a sustentabilidade na região e trabalhamos em conjunto para definir uma área que atendesse aos anseios dos pescadores e às necessidades do porto. Toda a comunidade pesqueira foi convidada a participar da discussão”.

De 2012 a 2019, o Porto de Suape registrou uma média de nove navios fundeados por dia. O número de atracações nos píeres e cais do porto, em 2019, chegou a 1.402. Como os fundeadouros estão dentro da poligonal do Porto Organizado, a fiscalização da correta utilização cabe à Autoridade Portuária, que pode estabelecer sanções em caso de descumprimento.

Com o ordenamento, a primeira e maior das três áreas é o fundeadouro 1, que possui 1.172 hectares destinados a abrigar navios com até 14,5 metros de calado máximo (distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa da quilha do navio). A segunda área, o fundeadouro 2, tem 583 hectares e destina-se a embarcações com calado máximo entre 14,5 metros e 17,3 metros. Já a terceira área possui 78 hectares reservados para navios em quarentena, que precisem, por algum motivo, ficar afastados dos demais.

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