Inclusão escolar
Inclusão escolarFoto: Brenda Alcântara / Folha de Pernambuco

A educação inclusiva será o tema debatido em audiência pública promovida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através da 2ª Promotoria de Justiça de Salgueiro. O evento acontecerá nesta nesta quarta-feira (9), às 10h30, no auditório do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), localizado na BR 232, Km 504, sentido Recife, na Zona Rural do município.

“Em Salgueiro, temos cerca de 150 alunos com necessidade especiais cadastrados. Na Promotoria, há diversos casos registrados de pais que desejam o serviço de auxiliar pedagógico nas escolas e não possuem. Do outro lado, o Município queixa-se por não possuir verba para dar conta do número de profissionais exigido pela população, em uma demanda crescente”, destacou a promotora de Justiça Milena Santos.

Foram convocados para a audiência: pais de alunos com necessidade especiais; 25 gestoras de escolas municipais; médicos do município; além de representantes da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais); da Secretaria de Saúde; da Secretaria de educação; e do Conselho Tutelar.

Os participantes que desejarem realizar exposição oral passarão por cadastramento prévio, entre às 9h e 10h, no dia e local do evento. O tempo de duração das intervenções será estabelecido por quem presidir a audiência, em função da quantidade de pessoas previamente cadastradas, para garantir igualdade na distribuição do tempo.

Unidade móvel do Procon foi inaugurada nesta segunda (07), em Jaboatão
Unidade móvel do Procon foi inaugurada nesta segunda (07), em JaboatãoFoto: Chico Bezerra / PJG

Para ampliar o canal de atendimento aos cidadãos do município, o Procon do Jaboatão dos Guararapes inaugurou, nesta segunda-feira (7), uma unidade móvel de atendimento. Adquirida pela Prefeitura, em parceria com o Ministério da Justiça, o equipamento funcionará de forma itinerante nas comunidades, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. O município é o primeiro do estado a contar com uma unidade móvel do Procon.

A equipe que atende no micro-ônibus é formada por seis pessoas, incluindo um assessor jurídico, que estará à disposição do consumidor para receber reclamações e agendar a data do retorno para audiência de conciliação, que acontecerá na própria unidade móvel.

"O objetivo desse projeto é garantir que o consumidor seja atendido de forma ágil. Vamos universalizar esse atendimento, chegando às comunidades mais carentes e auxiliando a população na resolução de entraves com prestadores de serviços. Estamos trabalhando para ter um índice de resolução de 80% e um média de 50 atendimentos por dia", disse o prefeito Anderson Ferreira, que acompanhou o lançamento da iniciativa, nas imediações do viaduto Geraldo Melo, no bairro de Prazeres.

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O estudante Márcio Gomes foi um dos primeiros consumidores a ser atendido na manhã de hoje. Ele aproveitou a oportunidade para tirar dúvidas sobre a fatura da conta de energia. "Esse trabalho que está sendo realizado aqui é excelente. Gostaria de agradecer a toda equipe da prefeitura pela iniciativa de promover o atendimento às pessoas mais carentes e que não têm condições de se locomover até a uma unidade fixa do Procon", relatou.

Sede do Ministério Público do Trabalho
Sede do Ministério Público do TrabalhoFoto: Divulgação

Por conta da mudança para a nova sede do órgão, no Recife, o Ministério Público do Trabalho (MPT) está com o atendimento ao público suspenso desta segunda-feira (7) até a próxima segunda, dia 14 de janeiro, na capital pernambucana. De acordo com a Portaria 2/2019, a suspensão aplica-se também aos prazos administrativos.

O documento ainda orienta que no Recife não haverá expediente interno na sede, contudo os servidores ficarão em regime de sobreaviso. O edifício anexo funcionará normalmente, podendo as atividades administrativas serem mantidas.

Nas unidades do interior do estado, em Caruaru e em Petrolina, o atendimento está regular, retornando nesta segunda (7), após o recesso de fim de ano.

Mudança

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco está de mudança para nova sede, no Recife. O órgão vai funcionar na Rua Conselheiro Portela, 531, no bairro de Espinheiro.

Governador Paulo Câmara
Governador Paulo CâmaraFoto: Divulgação/PSB

A polarização entre os governadores do nordeste e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ganhou contornos mais dramáticos nesta última semana. Bolsonaro rebateu, em uma entrevista ao SBT, a informação de que os gestores nordestinos não colocariam sua fotografia oficial nos gabinetes. "Espero que não venham pedir nada para mim porque eu não sou o presidente deles. O presidente (dos governadores do Nordeste) está em Curitiba", afirmou ao SBT.

Diante desse tensionamento, o governador Paulo Câmara (PSB) disse, em entrevista ao Bom dia Pernambuco, da Rede Globo, na manhã desta segunda (07), que tentará marcar uma audiência com o presidente da República. “Vou pedir uma audiência para apresentar os projetos do estado ainda hoje", disse o governador, que pediu que os palanques sejam desarmados. “A eleição passou. Acabou. Agora a gente tem que trabalhar muito para Pernambuco", comentou o governador, que prometeu uma relação institucional "tranquila" com Bolsonaro.

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Na entrevista, Paulo Câmara antecipou uma das pautas que levará para a audiência com o presidente, a parceria financeira para a entrega de 20 mil casas populares, uma de suas promessas de campanha.

Prefeita Raquel Lyra e Severino Vitalino
Prefeita Raquel Lyra e Severino VitalinoFoto: Roberto Pereira Jr.

A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), divulgou uma nota de pesar, na manhã desta segunda-feira (07) pelo falecimento do artesão Severino Vitalino, filho do Mestre Vitalino. Severino deu continuidade ao legado do pai e era uma das personalidades mais importantes da cultura caruaruense e pernambucana.

Luto - Raquel Lyra decretou, nesta segunda (07), luto oficial de três dias pela morte do artesão Mestre Severino Vitalino, que em vida prestou grandes serviços ao município de Caruaru.  

Em decreto, a prefeita considerou o importante papel desempenhado por Severino no decorrer de sua vida, com o intuito de dar continuidade ao legado de seu pai Vitalino Pereira dos Santos - Mestre Vitalino, na “Casa-Museu Mestre Vitalino”, tornando-se um ícone caruaruense com a habilidade de transformar o barro em arte.

Confira a nota:

"NOTA DE PESAR

É com profunda tristeza que recebo a notícia do falecimento de Severino Pereira dos Santos, o Severino Vitalino. Filho do grande Mestre Vitalino, ainda criança se mudou com sua família para o Alto do Moura, em Caruaru, onde viveu até o final de sua vida. O povo brasileiro será sempre grato a Severino que, com o seu grande talento, deu continuidade à obra do seu pai e mentor e influenciou a comunidade de artesãos de Caruaru e de todo o país. Meus sinceros sentimentos aos familiares, amigos e admiradores.

Raquel Lyra
Prefeita de Caruaru"


Além da prefeita Raquel Lyra, a família Gomes, tradicional na política caruaruense, se manifestou sobre o falecimento de Severino Vitalino:

NOTA DE HOMENAGEM PÓSTUMA

A arte é para sempre e por ela seus criadores se projetam no tempo. A arte popular se eterniza no sentimento das pessoas ao retratar a vida, o trabalho, o amor no cotidiano. O Mestre Vitalino soprou no barro a expressão da nossa gente. Tirou da argila pinturas sensíveis da difícil luta pela sobrevivência, na paisagem árida do nosso Agreste.

Severino Vitalino dedicou sua existência a preservar o toque mágico dos dedos com que os ceramistas fizeram do Alto do Moura um Centro de Artes, destacando Caruaru na cena artística internacional. Agora, quando Severino vai fazer companhia ao pai em outra dimensão, nos comove o pranto da despedida, mas fica conosco a boa lembrança de sua presença simples, comunicativa e de uma perseverança convicta do valor da arte do barro, aprendida com o pai. Que descanse Severino de todas as tensões e agruras. Que enriqueça a eternidade com suas criações. Ao lado de quem tudo cria e recria.

“Amassa com a mão, amassa.
Se Deus é um vitalino,
Vitalino é o deus do barro”.
Petrúcio Amorim

JORGE GOMES, LAURA GOMES, MARCELO GOMES



O ex-governador de Pernambuco, João Lyra Neto, também se pronunciou:

Foi com muita tristeza que recebi a notícia do falecimento de Severino Vitalino, no início da manhã desta segunda-feira. Ele que foi um grande artista e artesão, que deu continuidade ao legado deixado pelo seu pai, Mestre Vitalino, fortalecendo ainda mais a cultura do barro não só em Caruaru, mas em todo o país. Desejo força para todos os familiares e amigos.

João Lyra Neto

Confira as principais manchetes de hoje
Confira as principais manchetes de hojeFoto: Divulgação

Giro de manchetes desta segunda-feira (07):

Folha de Pernambuco: "Nem tudo é folia em Olinda"

Diario de Pernambuco: "Os desafios de Bolsonaro para o Nordeste"

Jornal do Commercio: "Sementede uma nova chance"

Folha de S. Paulo: "Estados aumentam ICMS para cobrir aposentadorias"

O Estado de S. Paulo: "Governo quer pacto com Congresso para destravar negócios"

O Globo: "Empresas querem ações para destravar economia"

Estado de Minas: "Zema recompõe cúpula da Saúde"

O Tempo: "Municípios adiam volta Às aulas por falta de dinheiro"

Correio do Povo: "Magistrado buscam diálogo para manter Justiça do Trabalho"

Diário Gaúcho: "Saiba o que pode mudar nos ônibus"

Meia Hora: "Já pode pular carnaval?"

Valor Econômico: "Exploração de urânio deve ser aberta ao setor privado"

Correio*: "Governo Bolsonaro prepara pente-fino nos benefícios pagos pelo INSS"

O Dia: "Veja como receber correção do período do Buraco Negro"

Correio Brasiliense: "Ibaneis decreta estado de emergência na saúde"

A Tarde: "Défict habitacional do País atinge maior nível"

Michelle e Jair Bolsonaro cumprimentam a multidão
Michelle e Jair Bolsonaro cumprimentam a multidãoFoto: Carl de Souza/Divulgação

“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Essa é a nossa bandeira, que jamais será vermelha. Só será vermelha se for preciso nosso sangue para mantê-la verde e amarela.” Foi assim que o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) fechou seu discurso de posse, no dia 1º de janeiro, sendo aclamado de “mito” pelos milhares de apoiadores na Praça dos Três Poderes. Libertar o Brasil de “amarras ideológicas”, na visão de especialistas ouvidos pela Folha de Pernambuco, parece ser um fator que alinha o chefe do Executivo e os seus auxiliares numa tentativa de deslocar o seu discurso para o espectro do senso comum desbancando a ideologia anterior, experimentada durante os governos petistas.

Governar ou fazer política sem ideologias, contudo, conforme dizem os especialistas, é missão impossível. “Podemos caracterizar ideologia como conjunto de valores e crenças defendidos por um sujeito ou grupo”, define o cientista político Elton Gomes, professor da Faculdade Damas. “Não existe um discurso político sem ideologia. A ideologia representa um ideário, conjunto de ideias e perspectivas para enxergar o mundo, calçada em valores e, muitas vezes, provida de um conteúdo programático, de políticas públicas”, propõe o cientista político Wladimir Ganzelevitch Gramacho, professor da Universidade de Brasília (UnB).

Embora algumas ideias estivessem fortemente representadas naquele pronunciamento da posse - como nacionalismo, cristianismo, conservadorismo e liberalismo econômico - o presidente reivindicou para si uma suposta isenção e a virtude própria do interesse nacional, atribuindo a “ideologias nefastas” a corrosão de valores e tradições do País. Desde a campanha eleitoral que Bolsonaro se refere às ideologias como um inimigo a ser combatido. “Me coloco diante de toda a nação neste dia como o dia que o povo começou a se libertar do socialismo, se libertar da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto”, proclamou o pesselista, colocando-se como a voz das ruas, das urnas, do desejo de mudança.

Há um diagnóstico generalizado, especialmente nos Estados Unidos, de movimentos neoconservadores que utilizam termos como "politicamente correto" para "seduzir eleitores, em sua maioria brancos, ressentidos com mudanças de padrões culturais e sociais". Moira Weigel, pesquisadora associada da Harvard Society of Fellows, estudou o fenômeno ao longo da história norte-americana e atualmente, quando o presidente Donald Trump instrumentalizou essa estratégia a seu favor.

"Falando sem parar sobre o politicamente correto, Trump criou o mito de que tinha inimigos poderosos e desonestos que queriam impedi-lo de enfrentar os grandes desafios do país", explica Weigel. "Com isso, pessoas que estavam em dificuldades econômicas ou furiosas com as mudanças da sociedade, que se sentiam impotentes e desvalorizadas por lutar contra um sistema manipulado, acabavam enxergando a si mesmas em Trump", arremata.

No caso brasileiro, é ao Partido dos Trabalhadores que Bolsonaro se refere, quando utiliza o termo “ideologia nefasta”. “O entendimento bolsonarista, como direita conservadora, é substituir a anterior, vinculada ao lulismo e ao petismo, cujo espectro ideológico vai do centro à extrema-esquerda, abrangendo a esquerda trabalhista, a identitária e a revolucionária”, explica Gomes. “Quando Lula chegou ao poder, ele se considerava fruto de um movimento e não chegaria onde chegou sem o apoio dos intelectuais, de setores da igreja, movimentos sociais, como uma força orgânica. É contra isso que essa nova elite política quer se colocar”, argumenta o cientista.

É possível aferir, na prática, a inversão de prioridades, tendo como exemplo o discurso do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM) no sentido de "despetizar" o Governo Federal. "Bolsonaro quer promover uma ideologia predominantemente conservadora nos costumes, liberal em termos econômicos. É uma ideologização por outro prisma. Ele quer desaparelhar, fazer uma limpeza geral no Estado", aponta Elton Gomes. "Assim, acontecem as desonerações, o realinhamento na política externa do ministro Ernesto Araújo, na política de Direitos Humanos. Para o novo governo, essas estruturas estariam contaminadas pelo pensamento marxista, por isso seria necessária uma missão saneadora", esclarece.

Novo modelo
O filósofo e professor de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, acredita que, com essa estratégia, Bolsonaro tenta a normalização de posições muito extremas. "É uma resposta aos governos petistas, pois é flagrante a retórica anti-petista, mas também anti-partidos políticos tradicionais. Ele não está deslocando só o PT. Tentando se colocar como um centro neutro, Bolsonaro atinge PT, PSDB e MDB. Ele está tentando criar um novo normal, o que considero uma aposta muito ousada", avalia.

"Ideologia todo mundo tem. Todas as posições são carregadas de ideologias e valores. É possível fazer políticas mais pragmáticas, conciliadoras. O problema é que Bolsonaro está enxergando ideologia demais nas ações dos outros e de menos nas ações deles. Ele não tem feito discursos pragmáticos", acredita.

Para o professor Wladimir Gramacho, a tática bolsonarista é natural de discursos populistas. "Em outros momentos da história no Brasil, tivemos presidentes que quiseram passar por cima da classe política, dos partidos, e apelar diretamente à população. O presidente não aceita e não responde à mediação de atores importantes, especialmente a imprensa", alega. "Uma das grandes vantagens e lições do Bolsonaro durante a campanha é que foi-se o tempo em que era possível fazer campanha eleitoral num certo período. A gente está na era das campanhas permanentes, nenhum político que se pretenda competitivo pode deixar de fazer campanha", analisa Gramacho.

A vantagem de estar em campanha reside no fato de o governante ter em suas mãos a narrativa. "A ideologia de Bolsonaro está presente na narrativa da ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, sobre roupas de menino e menina, na narrativa do novo minstro do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno, sobre índios, na narrativa sobre esse decreto que pretende estimular ou permitir o porte de armas", exemplifica o professor da UnB. Dessa forma, temas com pouca aderência como as reformas econômicas, que foram amplamente rejeitadas no Governo Temer, sofrem uma espécie de "cortina de fumaça" criada pelos temas morais, que dividem a população.

Reunião do governador com o Secretariado, no Palácio do Campo das Princesas
Reunião do governador com o Secretariado, no Palácio do Campo das PrincesasFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O governador Paulo Câmara (PSB) realizou, na manhã deste sábado (5), a primeira reunião oficial com o secretariado que estará à frente de sua gestão pelos próximos quatro anos. O encontro aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, área central do Recife, e tem como foco tratar do organograma e estabelecer metas para cada uma das pastas. Participam do encontro, a vice-governadora, Luciana Santos (PCdoB), membros da Procuradoria Geral do Estado e Casa Militar. A previsão é de que o encontro termine no início desta tarde.  

Na ocasião, Paulo Câmara não conversou com a imprensa. Coube ao secretário de Planejamento e Gestão do governo do Estado, Alexandre Rebêlo, comentar sobre a reunião. De acordo com ele, um dos primeiros temas abordados é o respeito ao modelo de gestão adotado por Pernambuco, especialmente em se tratando dos novos secretários nomeados. "É primeira reunião do secretariado neste novo ciclo de gestão do Governo de Pernambuco, que segue um padrão de governabilidade reconhecido mundialmente. Vamos apresentar ao nosso secretariado, principalmente aos novos, como funciona esse modelo", ressaltou Rebêlo.

Outro tema que será tratado durante o encontro de hoje (5) será a confecção do mapa da estratégia, que apontará as prioridades do Governo para a gestão, assim como a pactuação das metas para 2019, em cada uma das pastas. "Neste mês de janeiro a ideia é tomar ciência dos detalhes de cada secretaria, inclusive do teto de gastos do ano e quais são as prioridades que devem ser seguidas", completou o secretário de Planejamento e Gestão. 

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Quando questionado sobre a relação do governo estadual com o federal, o secretário ponderou que não há um receio de que o  posicionamento oposicionista interfira nas questões administrativas. "Foi colocada de forma muito clara a separação das questões. O Governo de Pernambuco tem um posicionamento muito claro do ponto de vista político, mas isso não deve, de forma alguma, atrapalhar do ponto de vista administrativo", garantiu Rebêlo.

"A orientação é que os secretários procurem os ministros, que tentem ações e financiamentos para as obras e as ações em Pernambuco, independente de qualquer questão ideológica. São separações, a gestão do governo não se confunde com isso", complementou. 

Estrutura 

Compõem a gestão de Paulo Câmara, 27 auxiliares, sendo 22 pastas, além de Procuradoria Geral do Estado e Casa Militar - que têm status de secretaria. No total, serão 24 secretários e três auxiliares diretos.

Francisco Dirceu Barros foi reconduzido ao cargo de Procurador-Geral do Estado pelo governador Paulo Câmara para o biênio 2019-2021 depois de compor a lista tríplice do MPPE
Francisco Dirceu Barros foi reconduzido ao cargo de Procurador-Geral do Estado pelo governador Paulo Câmara para o biênio 2019-2021 depois de compor a lista tríplice do MPPEFoto: Roberto pereira/SEI

O governador Paulo Câmara (PSB) optou pela recondução do promotor Francisco Dirceu de Barros ao cargo de Procurador-Geral do MPPE para exercer o cargo para o biênio 2019-2021. A escolha aconteceu depois que o governador recebeu ofício enviado pelo secretário-geral do MPPE, nesta sexta-feira (4), com a lista tríplice dos mais votados do órgão. 

Francisco Dirceu Barros, Paulo Augusto de Freitas Oliveira e Maviael de Souza Silva foram os candidatos mais votados para compor a lista tríplice do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), com 281 (65,05%), 230 (53,24%) e 184 (42,59%) votos, respectivamente.

Essa foi a primeira eleição após a promulgação da Lei Complementar n.º 390, de 10 de setembro de 2018, que versa sobre a Democracia Plena do MPPE. Com as novas regras, somente os membros que se inscreveram puderam disputar o pleito.

Anteriormente, era elegível qualquer promotor ou procurador de Justiça com mais de 35 anos de idade e dez anos de exercício, com exceção daqueles que apresentassem pedido de renúncia à elegibilidade. Outra mudança perante as votações anteriores foi o fim da do voto trinominal obrigatório: agora, cada membro do MPPE pode votar em um, dois ou três nomes; antes, votos que não continham três nomes eram considerados nulos.

“A escolha do condutor do Ministério Público nesse processo democrático é da maior importância. Eu, que entrei na Instituição antes da Constituição de 1988, quando o procurador-geral era escolhido pelo governador do Estado, fico muito feliz de participar dessa escolha em que nós podemos definir os rumos do MPPE, pensando sempre em melhorar o serviço prestado à população pernambucana”, destacou a subprocuradora-geral de Justiça em Assuntos Institucionais e presidente em exercício do Colégio de Procuradores de Justiça, Laís Teixeira.

Ao todo, sete membros se habilitaram como candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça. Além dos três que estão compondo a lista tríplice, os outros quatro obtiveram os seguintes resultados: Roberto Brayner Sampaio, 168 votos (38,89%); Charles Hamilton dos Santos Lima, 127 votos (29,40%); Maria Ivana Botelho Vieira da Silva, 125 votos (28,94%); e Aguinaldo Fenelon de Barros, 116 votos (26,85%).

Votação - A eleição ocorreu nesta sexta-feira (4), no período das 9h às 17h, no Centro Cultural Rossini Alves Couto, no Recife. Dos 442 membros aptos a votar, 433 compareceram às urnas. Após o encerramento da votação, foi dado início a apuração dos votos, transmitida ao vivo pela internet, que encerrou às 19h30.

Tribunais de Justiça dão início a mutirão para ações de violência contra a mulher
Tribunais de Justiça dão início a mutirão para ações de violência contra a mulherFoto: José Cruz/Agência Brasil/Agência Brasil

O plano de extinguir a Justiça do Trabalho anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), em sua primeira entrevista após a posse, colocou em cheque o futuro das relações trabalhistas e provocou reação imediata entre magistrados, advogados e sindicalistas. Um dia após a entrevista, a Associação Nacional dos Magistrados (Anamatra) emitiu nota pública criticando a medida e o movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (MATI) ingressou com uma ação no STF questionando a legalidade da proposta (ADPF 561). Bancada de oposição no Congresso e sindicatos também deverão pressionar o governo contra essa proposta.

Ao SBT, Bolsonaro contestou a necessidade do Brasil ter uma justiça especializada. "Qual país que tem [Justiça do Trabalho]? Já temos a Justiça normal", afirmou. "Olha lá nos EUA, eles não têm direito do trabalho e têm emprego", disse o presidente da República. Contudo, magistrados discordam dessa conclusão. o juiz do Trabalho e vice-presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho de Pernambuco, Rodrigo Samico, rebateu o argumento. "Outros países como a Alemanha, a Itália e a  França possuem Justiça do Trabalho em plena atividade. Então, transferir a competência da Justiça do Trabalho para Justiça Comum só iria agravar o quadro de resolução das demandas da Justiça. A Justiça Comum, por possuir um leque muito grande de demandas, já está sobrecarregada. A gente entende que transferir a estrutura não resolve o problema", afirmou.

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"Os juízes do trabalho estão extremamente preocupados porque a proposta de supressão da Justiça do Trabalho é um tema que deve ser discutido com mais profundidade. A gente acha que [a mudança] tornaria mais difícil o acesso à Justiça por parte dos empregados e das próprias empresas. Porque não são só os empregados que recorrem à Justiça do Trabalho. Agora, com a aprovação da Reforma Trabalhista, as empresas também recorrem a ela quando querem homologar uma redução", explicou Samico.

Na entrevista, Bolsonaro descartou o fim da CLT (Código de Leis Trabalhistas), mas antecipou que, assim como na reforma trabalhista, pretende flexibilizar os contratos de trabalho. Segundo o presidente, há "muitos direitos e pouco emprego". "Quando eu disse que era difícil ser patrão no Brasil, os sindicatos disseram que difícil é ser empregado. A eles, eu responderia que mais difícil é ser desempregado", alfinetou.

O presidente da CUT-PE e deputado federal eleito, Carlos Veras (PT), rebateu a declaração do presidente. "O que ele está fazendo é cumprir tudo que ele prometeu durante a campanha, que trabalhador não terá vez no governo dele. Primeiro foi o Ministério do Trabalho, agora é a Justiça do Trabalho, reduziu o valor do reajuste do salário mínimo e está acabando com todos os programas sociais como o Fome Zero e quer fazer a Reforma da Previdência de todo jeito para acabar com nosso direito à aposentadoria. É um governo dos banqueiros, das elites, então, tudo que for de proteção dos direitos do trabalhador ele vai fazer de tudo para retirar, ele sempre deixou isso claro", disparou.

Segundo Veras, é preciso um movimento integrado de reação a essas medidas."Nós estamos nos articulando com todo o conjunto da bancada do PT, dos partidos de esquerda e aqueles que defendem minimamente o direito dos trabalhadores. As organizações sociais também são importantes nesse momento, o povo mobilizado nas ruas. As pessoas precisam reagir e lutar em defesa dos seus direitos, porque o governo Bolsonaro vem com uma fome e sede muito grande de destruição dos direitos", concluiu.

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