Foram encontrados 278 resultados para "Pernambuco":

O secretário Aluísio Lessa destacou a importância de trazer a público a opinião dos cientistas
O secretário Aluísio Lessa destacou a importância de trazer a público a opinião dos cientistasFoto: Divulgação

 A comunidade científica fez, nesta sexta-feira (6), no auditório do Espaço Ciência, as suas considerações sobre a hipótese de construção de uma usina nuclear em Itacuruba, no Sertão de Pernambuco. Promovido pela Academia Pernambucana de Ciências (APC), com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI), o evento reuniu especialistas e representantes da sociedade civil para discutir de maneira técnicas os impactos positivos e negativos da possibilidade.
  
O secretário Aluísio Lessa destacou a importância de trazer a público a opinião dos cientistas. “Não se tem oficialmente uma decisão, apenas a intenção do Governo Federal em investir US$ 30 bilhões em seis plantas, sendo Itacuruba uma delas. Diante disso, precisamos debater com a comunidade científica e a sociedade civil para chegar a um denominador comum e saber se é ou não viável para Pernambuco ter um empreendimento deste tipo”, ressaltou.

Para o conselheiro da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares, Carlos Henrique Mariz, as consequências da instalação de uma usina são amplamente favoráveis. “Estudos criteriosos selecionaram Itacuruba como local provável para a instalação de uma usina nuclear e nós somos a favor disso. O risco de acidente nuclear é mínimo. Estamos na terceira geração dessas usinas, não existe a ameaça eminente de poluição ou de evacuação da população”, comentou.

O professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Heitor Scalambrini enumerou as razões que o fazem ser contrário à hipótese. “Somos contra por vários fatores. É uma energia cara e isso vai incidir na conta do consumidor; todo o processo de construção do combustível nuclear tem emissão de gases do efeito estufa; a sociedade não está sendo consultada neste processo; e como vamos deixar para as gerações futuras o lixo atômico sem saber como armazená-lo de forma definitiva?”, declarou.

Na ótica do ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, o desenvolvimento econômico e social que pode ser gerado para a região precisa ser levado em consideração. "Possivelmente, os profissionais que irão trabalhar na usina nem brasileiros serão. Mas a população de Itacaruba vai ter oportunidades que nunca antes tiveram. Desprezar o investimento de 20 bilhões de reais no Sertão de Pernambuco é um erro histórico", disse.

A professora de sociologia da Universidade de Pernambuco, Vânia Fialho, defendeu o impacto negativo que a usina pode trazer ao povo de Itacuruba. "Esse projeto tem como vetor o vazio demográfico da região. As pesquisas de viabilidade estão sendo conduzidas por empresas privadas, que têm seus próprios interesses e deixam de lado as políticas públicas. Além disso, tem que se levar em consideração a estrutura da cidade e condição de vida da população diante deste empreendimento. E todos os segmentos da sociedade precisam ser ouvidos. Em Paulo Afonso, por exemplo, os povos tradicionais vêm sendo impactados desde a implantação da usina da Chesf. Os danos foram graves", salientou.

O presidente da APC, José Aleixo, comemorou o resultado do evento e falou que serão promovidas novas rodadas da iniciativa. “Não queremos ser contra ou a favor, apenas trazer o embasamento científico para a discussão. Para se construir uma usina nuclear existem aspectos positivos e negativos, que estão ligados à economia, a sociedade, o meio ambiente, a ciência e tecnologia. Trouxemos à sociedade a visão técnico-científica destes pontos. Este foi o primeiro debate e é possível que façamos outros mais, inclusive na região de Itacuruba, onde a população parte interessada”, concluiu.

O evento reuniu especialistas e representantes da sociedade civil para discutir de maneira técnicas os impactos positivos e negativos da possibilidade

O evento reuniu especialistas e representantes da sociedade civil para discutir de maneira técnicas os impactos positivos e negativos da possibilidade - Crédito: Divulgação

O tema da 10ª edição foi Marítimos, uma homenagem aos funcionários do Porto
O tema da 10ª edição foi Marítimos, uma homenagem aos funcionários do PortoFoto: Divulgação

O projeto Tô na Feira, do Complexo Industrial Portuário de Suape, reuniu na sua 10ª edição mais de 300 pessoas e trouxe o tema Marítimos como forma de homenagear os funcionários que trabalham no Porto. A feira aconteceu nesta quinta-feira (5) e reuniu colaboradores das empresas que fazem parte do Complexo para adquirir os produtos feitos por agricultores e artesãos da região, valorizando e incentivando a cultura e o empreendedorismo local. Na ocasião, os dois anos da Feira foram comemorados com um bolo para os participantes, proporcionando agradecimentos, afeto e celebração.

“O Porto é o coração da empresa e, dada a dedicação de toda a equipe que faz parte disso, a Diretoria de Gestão Fundiária e Patrimônio quis prestigiar essas pessoas. São elas que fazem a Empresa Suape aparecer mais no universo regional e nacional, tornando-se referência na área”, afirmou Sebastião Pereira Lima, diretor de Gestão Fundiária e Patrimônio de Suape.

O evento, que aconteceu no hall do Centro Administrativo do Complexo Industrial Portuário de Suape, contou com cerca de 13 comunidades que comercializaram os produtos produzidos pelas famílias que moram no território de Suape. O projeto existe há dois anos e tem o objetivo principal de aproximar as comunidades das empresas de Suape, ajudando a fomentar o comércio local a sustentabilidade da região.

“Eu vivo da comunidade agricultura familiar. Plantamos banana, graviola, maracujá entre outras frutas. Estamos aqui representando essa cultura. O Tô na Feira se tornou uma vitrine para nós, para vendermos e expormos nossos produtos aos empresários da região. Essa feira ressalta a importância da agricultura familiar, mostrando o valor do nosso trabalho”, afirmou Clodomir Vieira de Azevedo, agricultor do Assentamento Bruno Maranhão.

Já Orlanda Maria, da comunidade Vila Nazaré, que trouxe licor, doce de banana, diversos tipos de geleias, caldinho de camarão e pimenta, contou como o projeto traz ótimas oportunidades. “O Tô na Feira me traz várias amizades e ajuda bastante a divulgar o meu trabalho. Fico muito feliz com essa iniciativa”, ressaltou.

"A equipe está de parabéns por tudo. Pela organização, pelo aconchego. A gente sempre se sente acolhida. Tenho dois anos de feira e sempre sou surpreendida positivamente”, contou Leida Maria Alves, do Cabo.

As palestras serão encabeçadas pelo ex ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil e professor de Física da UFPE Sérgio Rezende
As palestras serão encabeçadas pelo ex ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil e professor de Física da UFPE Sérgio RezendeFoto: Divulgação

A Academia Pernambucana de Ciências (APC), com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI), promove nesta sexta-feira, dia 6, das 9h as 13h, no Espaço Ciência, debate sobre os prós e contras da possibilidade de instalação de uma usina nuclear em Itacuruba, no Sertão do Estado.

As palestras serão encabeçadas pelo ex ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil e professor de Física da UFPE Sérgio Rezende; a professora da UPE, Vânia Fialho; o professor aposentado da UFPE Heitor Scalambrini; e o conselheiro da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares, Carlos Henrique da Costa Mariz. O evento é aberto ao público.

Com a atribuição de ouvir a comunidade científica, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aluísio Lessa, destacou que o evento é importante para aprofundar a discussão sobre o tema de maneira concreta: “Os cientistas são profundos conhecedores em condições de dar um contexto mais técnico sobre esta possibilidade. É essencial que a academia esteja envolvida e opine antes de qualquer tomada de decisão por parte do Poder Público”, comentou.

Na ótica do presidente da APC, José Aleixo, o debate vai trazer conhecimento científico ao tema e oferecer esclarecimento para a população: “Temos observado os fatos sobre a possibilidade de instalação de uma usina nuclear e é notório que há muita opinião sem conhecimento científico. O debate vem para esclarecer à sociedade pernambucana os pontos positivos e negativos. Os especialistas vão abordar, dentre outras questões, os aspectos tecnológicos, econômicos, ambientais e sociais dos procedimentos que envolvem a construção de uma usina nuclear”, declarou.

A ferramenta facilita a comunicação entre pais, alunos e professores
A ferramenta facilita a comunicação entre pais, alunos e professoresFoto: Divulgação

A Prefeitura do Ipojuca, por meio da Secretaria Municipal de Educação, lançou, nesta quarta-feira (04), o aplicativo para celular SEI (Sistema Educacional do Ipojuca) - Família Conectada. A ferramenta, coloca o município, entre os poucos do Brasil, que oferecem aos alunos da rede pública de ensino, inovação, conectividade e transparência nas ações escolares. O aplicativo está disponível nas lojas de apps para Android e IOS e pretende facilitar a comunicação entre pais e responsáveis, alunos e as escolas públicas do município.

Pelo Família Conectada, tanto os pais como os estudantes ipojucanos poderão acompanhar a frequência escolar, as notas, o quadro de aulas e horários, informações sobre matrícula, entre outros dados. Também pelo app a família do aluno receberá notificações sobre a vida escolar, como por exemplo avisos de reunião de pais, comunicações gerais e pesquisas. Após baixar o aplicativo cada usuário irá fazer o cadastro e terá uma senha de acesso. No caso de um pai que tenha mais de um filho na rede municipal, o Família Conectada irá mostrar o acompanhamento de todos os alunos.

Jacira Ribeiro de Melo, mãe de Deivson Alves de Melo, aluno do 5º ano da Escola Aderbal Jurema, localizada no Centro do Ipojuca, gostou da iniciativa da Prefeitura. “A gente vive com o celular na mão mesmo, agora vou poder acompanhar todas as atividades do meu filho”, disse ela conferindo o boletim de Deivson. De acordo com o secretário de Educação, Francisco Amorim, Ipojuca sai na frente dos municípios vizinhos como o Recife, por exemplo. É uma conquista da gestão da prefeita Célia Sales e um avanço na forma de se relacionar com a comunidade escolar (pais, alunos e mestres)”, explicou o secretário.

O acesso aos dados é fácil e muito intuitivo. As informações são dadas em tempo real e tudo sobre o ano letivo de 2019 está alimentado no sistema. Outra vantagem do aplicativo é a economia de papel, uma vez que as escolas não irão mais emitir o boletim dos estudantes, que estará disponível no Família Conectada. As notas do último bimestre do ano letivo do município já serão lançadas só pela ferramenta. Apenas os pais que desejarem poderão solicitar o boletim impresso das unidades de ensino.

A deputada Clarissa Tércio (PSC), teve por duas vezes Pedido de Vistas negado na Comissão de Educação e Cultura da Alepe
A deputada Clarissa Tércio (PSC), teve por duas vezes Pedido de Vistas negado na Comissão de Educação e Cultura da AlepeFoto: Divulgação

Veja o que diz a nota da parlamentar:

“Visivelmente perseguida por suas lutas e ideologias de preservação da família, a deputada Clarissa Tércio (PSC), teve por duas vezes Pedido de Vistas negado na Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE).

O primeiro momento ocorreu no dia 27 de novembro. No momento, a reunião estava sendo presidida pelo deputado Paulo Dutra (PSB) e discutia o Projeto de Lei 577/2019, que dispõe sobre o uso do nome social de transexuais e travestis nas relações mantidas com órgãos e entidades da administração pública direta e indireta e instituições privadas de educação, saúde e lazer no âmbito do Estado de Pernambuco.

Na ocasião, ao ser questionado pela deputada Clarissa Tércio sobre a negativa, o parlamentar apenas alegou que não daria vistas por estar presidindo a reunião da comissão, mesmo não sabendo do que se tratava o projeto como um todo. A deputada Clarissa frisou que um deputado é escolhido principalmente para analisar e permitir o tramitar saudável das leis na Assembleia Legislativa e que como representante legal do povo não iria se calar.

O projeto, contudo, voltou à pauta de discussão na manhã dessa quarta-feira (04), que na ocasião foi presidida pela deputada Jô Cavalcante (PSOL) e integrante do Mandato Coletivo Juntas, a qual esteve presente também na comissão acima citada onde houve a primeira negativa.

Mais uma vez a deputada Clarissa Tércio, voltou a solicitar vistas ao projeto e teve a sua solicitação também negada sob pretexto de que como presidente da comissão, poderia decidir se daria ou não o pedido de vistas.

A atitude desses dois parlamentares fere diretamente o Artigo 127 do Regimento Interno da ALEPE. O referido Artigo, afirma que “Será deferido, na Comissão, Pedido de Vista de proposição, observados os seguintes Prazos:

I – Duas Reuniões Ordinárias Plenárias, em Regime de Prioridade;

II – Três Reuniões Ordinárias Plenárias, em Regime de Tramitação
Ordinária.

O Parágrafo Único, enfatiza que não se concederá vista de proposição, apenas para Projetos de Lei em Regime de Urgência.

‘Esse projeto, não está tramitando em Regime de Urgência e não há respaldo em aspecto nenhum que fundamente tal atitude! Estou Deputada legitimamente eleita e se o povo me escolheu, não retrocederei um milímetro! Tenho direito especifico de analisar o projeto para fundamentar o meu voto, nada aqui vai descer de goela abaixo não, este tipo de política acabou,’ pontuou a deputada Clarissa Tércio.

Logo após a Jô Cavalcante ter negado vistas à deputada Clarissa Tércio, o deputado João Paulo (PT), dirigiu a palavra, a então presidente Jô, solicitando também vistas ao projeto. Visivelmente constrangida e percebendo que os parlamentares presentes apoiavam a colocação da Deputada Clarissa, Jô Cavalcante voltou atrás da decisão e afirmou que aceitaria por sensibilidade o pedido de vistas conjunta.

‘Volto a firmar que Pedido de Vistas é uma prerrogativa do deputado e não uma questão de sensibilidade de quem preside comissão. Pernambuco segue numa nova linha de renovação na política solicitada pelo povo, aqui não é lugar de politicagem, tratoragem ou enganação. O povo pede transparência e assim o farei!’. Afirmou Clarissa.", diz nota.

Procurador-geral do Estado apresenta experiências de Pernambuco em arbitragem em Conferência da Câmara Internacional de Comércio
Procurador-geral do Estado apresenta experiências de Pernambuco em arbitragem em Conferência da Câmara Internacional de ComércioFoto: Divulgação

O procurador-geral do Estado de Pernambuco, Ernani Medicis, ministrou palestra nesta terça-feira (3), à tarde, na 1ª Conferência da Corte Internacional de Arbitragem da Câmara Internacional de Comércio (CCI) para o Nordeste, realizada no auditório do RioMar Trade Center. O procurador-geral falou sobre “Experiências e perspectivas da arbitragem no âmbito da Administração Pública do Estado de Pernambuco”, em mesa composta pelo procurador do Estado Leonardo Cunha e pela advogada Silvia Bueno, e mediada pela secretária-geral adjunta da Corte de Arbitragem da CCI, Ana Serra e Moura.

O evento, que teve apoio do Centro de Estudos Jurídicos da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE), é o primeiro de uma série que a Corte realizará para discutir experiências da prática jurídica de arbitragem nos estados nordestinos. A CCI (ou ICC na sigla em inglês) é a maior organização empresarial mundial, com 6 milhões de empresas e associações em 130 países. A Corte Internacional de Arbitragem, estabelecida em 1923, é a entidade que administra as arbitragens da CCI em todo o mundo e conta com 176 membros de 104 países.

Ernani Medicis falou sobre as quatro experiências em arbitragem envolvendo o Estado de Pernambuco: sobre o Terminal de Contêineres de Suape, em 2009; sobre o aumento do custo do ICMS sobre a venda de gás natural envolvendo a Termopernambuco e a Copergás, em 2010; sobre a parceria público-privada para construção e exploração do Presídio de Itaquitinga, em 2015; e sobre os custos de conclusão da Arena Pernambuco, iniciada em 2015 e atualmente em estágio pericial. “Mesmo tendo sido encarada inicialmente com desconfiança, posso afirmar, pelos resultados obtidos, pela celeridade e especialidade, que a resolução de conflitos pela arbitragem está hoje internalizada na cultura da advocacia pública pernambucana”, disse Ernani Medicis.

Sobre as perspectivas, ele citou o aperfeiçoamento da Lei Estadual 15.627/2015, que regulamenta o juízo arbitral para solução de litígio envolvendo o Estado de Pernambuco, e o projeto de lei 693/2019, aprovado na tarde desta terça-feira no Plenário da Assembleia Legislativa e que institui a Câmara de Negociação, Conciliação e Mediação da Administração Pública Estadual. Entre as atribuições da Câmara, está sugerir ao procurador-geral do Estado, quando for o caso, a arbitragem de controvérsias não solucionadas por negociação, conciliação ou mediação.

O evento contou com a presença do coordenador do CEJ, César Caúla; da ouvidora da PGE-PE, Socorro Brito; da procuradora-chefe da Procuradoria da Fazenda Estadual, Fernanda Maranhão; da procuradora-chefe adjunta da Procuradoria de Apoio Jurídico-Legislativo ao Governador, Maria Cristina Tavares; e dos procuradores do Estado Adriana Crizóstomo, Taciana Xavier e Rodrigo Tenório.

A celebração marcou também o anúncio de novas iniciativas, a revista digital Inovação e Desenvolvimento e o edital Tecnova II
A celebração marcou também o anúncio de novas iniciativas, a revista digital Inovação e Desenvolvimento e o edital Tecnova IIFoto: Divulgação

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE) comemorou os seus 30 anos de atividades nesta terça-feira (3), em evento na sede da entidade, reuniu antigos e atuais membros da instituição e importantes nomes da comunidade científica. A celebração marcou também o anúncio de novas iniciativas, a revista digital Inovação e Desenvolvimento e o edital Tecnova II.

Presidente da FACEPE no anos 90, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende falou da satisfação em fazer parte da data comemorativa. "Eu fico emocionado em ver o quadro de Sebastião Simões, um dos precursores da ideia de Miguel Arraes de colocar a ciência no cotidiano do povo com a FACEPE e Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco. Ao longo desses 30 anos, a instituição beneficiou a população e se notabilizou por suas ações de fomento à ciência e tecnologia", declarou.

Ciente da responsabilidade de manter vivo o legado da FACEPE, o presidente Fernando Jucá destacou que a missão da instituição segue sendo a de gerar benefício para o povo por meio da pesquisa e desenvolvimento científico: "É uma alegria muito grande dar continuidade ao trabalho tão bem feito pelos meus antecessores. A FACEPE está de portas abertas para a sociedade, visando gerar desenvolvimento econômico e social de todo o investimento aplicado em ciência e tecnologia", afirmou.

Um dos responsáveis pelo processo atual de valorização da instituição, o secretário Aluísio Lessa destacou o impacto positivo que possuem as iniciativas da FACEPE. "Aqui, foram desenvolvidas soluções pioneiras para o Brasil, como o combate às arboviroses. Recentemente, diante do desastre ambiental do óleo que assola as praias do Nordeste, a instituição entrou em ação para minimizar os danos ao meio ambiente e à população. São 30 anos de muitas vitórias e avanços científicos", comentou.

Em tempos onde o Governo Federal tem atacado a ciência, a tecnologia e a inovação, a vice-governadora Luciana Santos ressaltou o quanto a democracia é importante para a área. "A democracia é necessária para a ciência. Ela se afirma mais como uma necessidade histórica quando se tem os bens da democracia. E a Facepe é a demonstração cabal disso. Ela só existiu a partir do momento de redemocratização do país, quando Miguel Arraes decidiu fundá-la", concluiu.

Revista digital e edital Tecnova II

As comemorações também reservaram espaço para o lançamento da revista digital Inovação e Desenvolvimento, que será publicada com trabalhos e pesquisas da Facepe a cada quatro meses. E o edital Tecnova II, em parceria com Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), para o desenvolvimento de novos produtos por parte de empresas de inovação.

#
Arquivo Público EstadualFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Fundado em 03 de dezembro de 1945, o Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (APEJE) completa 74 anos de trajetória dialogando com a sociedade e seus espaços de aprendizagem, assim incorporando na programação três frentes, “O Arquivo Público e sua contribuição à Educação Pública”, “O Arquivo Público e sua própria História”, e, “O Arquivo Público e sua relação com Instituições do Campo Historiográfico”, firmando para o evento parcerias que já ocorrem no cotidiano do APEJE.

A comemoração também inicia a celebração do Jubileu de Brilhante do Arquivo, chegando ao marco dos 75 anos em dezembro de 2020, além de abranger o centenário de Jordão Emerenciano, primeiro diretor da instituição, que passou 27 anos à frente do cargo, sendo homenageado em 1972, quando seu nome é incorporado, chamando-se então de Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano. Receberá nova homenagem ao ser lançado o livro “Jordão Emerenciano: Tempos e Lugares do Senhor da Memória”.
Segundo o diretor do Arquivo, Evaldo Costa, completar 74 anos é um feito a ser muito comemorado por uma instituição como o Arquivo Público.

“Vivemos um longo período de crise, no qual o governador do estado, Paulo Câmara, teve que fazer um esforço enorme para manter um funcionamento dos serviços essenciais. Entre estes, claro, está o Arquivo Público que, em outros contextos, poderia ser esquecido”, afirma o diretor, lembrando as parcerias fundamentais com diferentes áreas da máquina pública que mantiveram a instituição em plena atividade.

Um dos destaques da programação é a palestra do professor Dr. Luiz Felipe de Alencastro, um dois maiores nomes no campo da pesquisa histórica. Professor Emérito da Sorbonne, tem um extenso currículo, que possui dentre suas publicações o livro “O Trato dos Viventes - Formação do Brasil no Atlântico Sul”, organizou com Fernando A. Novais o livro “História da Vida Privada no Brasil (v. 2) - Império: a corte e a modernidade nacional”, contribuiu com o capítulo “África, os números do tráfico atlântico” no recente “Dicionário da Escravidão e Liberdade.” organizado por Lilia M. Schwarcz e Flávio Gomes.

Para celebrar estes 74 anos foi elaborada uma programação que se estende por quatro dias, de 3 à 6 de dezembro, havendo palestras, lançamento de livro, visitas a instituições educacionais , exposição e apresentações artísticas.

Segue abaixo a programação:

O ARQUIVO PÚBLICO E SUA CONTRIBUIÇÃO À EDUCAÇÃO PÚBLICA
· Visita da Caravana da Memória e da Cultura à Escola Estadual Jordão Emerenciano, no Ibura.
Data: 03/12/2019, às 09h.
Parceria: Secretaria de Educação do Estado.

O ARQUIVO PÚBLICO E SUA PRÓPRIA HISTÓRIA
· Lançamento do livro “Jordão Emerenciano: Tempos e Lugares do Senhor da Memória”, comemorativa dos 100 anos de nascimento do fundador do Arquivo.
Data: 04/12/2019, 19h.
Parceria: Companhia Editora de Pernambuco – CEPE

O ARQUIVO PÚBLICO E SUA RELAÇÃO COM INSTITUIÇÕES DO CAMPO HISTORIOGRÁFICO
· Palestra do professor Dr. Luiz Felipe de Alencastro, Professor Emérito da Sorbonne, no lançamento do livro “Cotidianos Afrodescendentes”, de Cibele Barbosa e Sylvia Costa Couceiro.
Local: Auditório Dom Helder Câmara, Bloco A, UNICAP, 19h.
Parceria: Universidade Católica de Pernambuco, Programa de Pós Graduação em Historia (Mestrado Profissional) e Associação Nacional de História - Seção Pernambuco (ANPUH-PE).

Equipamentos doados pelo Banco Itaú vão auxiliar também o trabalho de órgãos estratégicos de prevenção ambiental
Equipamentos doados pelo Banco Itaú vão auxiliar também o trabalho de órgãos estratégicos de prevenção ambientalFoto: Hélia Scheppa

O governador Paulo Câmara recebeu, nesta terça-feira (03/12), no Palácio do Campo das Princesas, a doação de 20 drones, realizada pela Diretoria de Responsabilidade Social do Banco Itaú. Os equipamentos vão auxiliar no trabalho de órgãos estratégicos, como a Coordenaria de Defesa Civil (CODECIPE), Corpo de Bombeiros, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

“Esses equipamentos vão ser importantes para o monitoramento de toda a área de litoral e das áreas de risco do Estado. É uma ação em parceria com grupos privados que, com certeza, vai ajudar na preservação ambiental e na prevenção de futuros acidentes”, afirmou Paulo Câmara. Os drones têm capacidade de voar a até oito quilômetros de distância do operador, subir até seis quilômetros de altura e possuem uma autonomia de voo de 30 minutos.

O coordenador da Defesa Civil de Pernambuco, Tenente Coronel André Ferraz, afirmou que os equipamentos serão utilizados principalmente no trabalho de prevenção e monitoramento de acidentes. “A distribuição do material vai ser feita entre os 15 municípios que participaram do monitoramento da mancha de óleo no litoral pernambucano. Além disso, alguns drones vão ficar para a Defesa Civil, nessa ideia de monitorar, prevenir e emitir possíveis alertas”, explicou. “Além da questão da mancha de óleo, existe uma demanda muito grande na prevenção de deslizamento de massa e risco hidrológico, desastres que ocorrem de forma muito mais corriqueira no nosso Estado”, finalizou Ferraz.

Encontro ocorre terça e quarta-feira (03 e 04/12), no Centro de Formação e Lazer do SINDSPREV
Encontro ocorre terça e quarta-feira (03 e 04/12), no Centro de Formação e Lazer do SINDSPREVFoto: Divulgação

Com propósito de debater sobre a participação social da pessoa com deficiência e seus desafios, o Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude de Pernambuco, por meio do CONED/PE, realiza a VI Conferência Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Será nos dias 03 e 04 de dezembro, no Centro de Formação e Lazer do SINDSPREV, das 8h às 18h.

O evento contará com palestra com o vice-presidente do CONADE, Felipe Trigueiro, discussões com temáticas desse grupo, trabalhos em equipe com diversos eixos, além de votação do Regimento da CEDPCD sob comando do presidente do CONED, José Diniz. Entre os assuntos a serem debatidos, ‘Financiamento das Políticas Públicas da Pessoa com Deficiência’; ‘Direito e Acessibilidade’ e ‘Desafios para Comunicação Universal’. “O Estado reforça seu compromisso com os conselhos e com a pessoa com a deficiência. É um momento para enaltecer essas bandeiras e aflorar os direitos e as necessidades desse grupo”, afirmou o secretário da pasta, Sileno Guedes.

O encerramento será na quarta-feira com a plenária com aprovação das propostas dos grupos de trabalho. Na ocasião, será realizada também a eleição dos delegados para a Conferência Nacional, que ocorrerá em dezembro de 2020, em Brasília. “Com antecedência estamos cumprindo a Lei do Conselho, que assegura a realização da conferência a cada quatro anos”, afirmou o presidente do CONED, José Diniz.

Serviço:

VI Conferência Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Datas: 03 e 04 de dezembro
Local: Centro de Formação e Lazer do SINDSPREV (Km 13, Guabiraba, Recife-PE)
Horário: das 8h às 18h

Programação:

03/12
8h às 14h: Credenciamento
8h às 9h: Café com Prosa
9h às 10h: Abertura solene
10h às 11h: “Não há controle sem participação social” ( vice-presidente do CONADE, Felipe Trigueiro)
11h às 12h30: Leitura, discussão e votação da Proposta de Regimento
14h às 18h: Trabalhos em grupos

04/12
8h30 às 12h30: Plenária Final
14h às 16h: Eleição dos delegados para a V Conferência Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência
16h às 17h: Solenidade de Encerramento

Encontro ocorre terça e quarta-feira (03 e 04/12), no Centro de Formação e Lazer do SINDSPREV

assuntos

comece o dia bem informado: