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Danilo Cabral, deputado federal pelo PSB
Danilo Cabral, deputado federal pelo PSBFoto: Chico Ferreira/PSB na Câmara

O deputado federal Danilo Cabral, junto com outros parlamentares do PSB, acaba de protocolar, na Câmara dos Deputados, o pedido de impeachment do ministro da Educação, Abraham Weintraub. A denúncia é por crime de responsabilidade pela prática de improbidade na administração pública e por falta de decoro. "A atitude irresponsável do ministro pode levar a um aprofundamento da crise do coronavírus no Brasil, tendo em vista que a China é o principal produtor de equipamentos e insumos do mundo e pode retaliar o país por conta das declarações dele”, justifica o parlamentar.

Danilo Cabral faz referência à postagem do ministro no Twitter, no fim de semana, na qual insinuava que a China é a responsável pela pandemia provocada pelo novo coronavírus para se fortalecer ainda mais. “O deboche do ministro contra os chineses, nosso principal parceiro comercial, foi o fator decisivo para a nossa iniciativa. Toda a gestão deste senhor à frente de uma das pastas mais importantes para nosso país é, no mínimo, desastrosa”, afirmou o parlamentar.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil no mundo. No ano passado, por exemplo, os chineses compraram 80% de toda soja produzida em solo brasileiro. Também compraram a maior parte da produção de frango e carne suína do país. Uma eventual retaliação atingiria em cheio o agronegócio. Sem falar que o país asiático é responsável pela produção de 90% dos equipamentos de saúde em escala global, de acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil China. “Então, não podemos permitir que, além de uma crise diplomática, que o ministro provoque mais um problema no enfrentamento ao Covid-19”, justifica Danilo Cabral.

No pedido de impeachment, o deputado alega que Weintraub feriu o artigo 9º da Lei 1.079/50, em especial os itens 4 e 7. O primeiro diz que comete crime contra probidade administrativa quem expedir ordens ou fizer requisição de forma contrária às disposições expressas da Constituição e o segundo, quem proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo.

Danilo Cabral afirma que o ministro também fere o artigo 37 da Constituição que prevê que a administração obedecerá aos princípio da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. O deputado aponta que, ao atender pedido, pelo Twitter, de revisar a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) da filha de um correligionário do governo que ele representa, ele quebrou o princípio da impessoalidade.

Também há referências a ineficiência da gestão, como a não utilização de R$ 1 bilhão oriundo da operação Lava-jato pela falta de elaboração de projeto. Além disso, cita o relatório da Comissão Externa de Acompanhamento do Ministério da Educação.

Este é o segundo pedido de impeachment de Danilo Cabral contra Weintraub. O primeiro foi protocolado, junto com um grupo de parlamentares, no Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro. Entre os atos que os parlamentares consideram que houve descumprimento da Constituição, estão a ineficiência do ministro quanto à gestão das políticas de alfabetização; as falhas no Enem; a ofensa ao princípio da impessoalidade, ao atender apoiador do Governo que havia solicitado a correção da prova de sua filha. O pedido foi arquivado.

Membro da Comissão de Educação, Danilo Cabral também é autor de uma representação ao Conselho de Ética da Presidência da República, apresentada no ano passado, que pediu a exoneração de Weintraub do cargo.

O pedido de impeachment foi protocolado na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e cabe ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM), dá início à tramitação se ele entender que tem provimento. Para que o processo de impeachment seja aprovado na Câmara dos Deputados e posteriormente encaminhado ao Senado, são necessários os votos de no mínimo 342 dos 513 deputados. A votação deve ser nominal e aberta.



Nota de resposta de Antônio Campos:

Nota

A atitude do deputado Danilo Cabral em pedir processo de impedimento do Ministro da Educação Abraham Weintraub perante a Câmara dos Deputados, em matéria que não caracteriza improbidade administrativa ou quebra de decoro e já explicada pelo Ministro, de cunho nitidamente político, deveria se repetir, por coerência, no Estado de Pernambuco, por parte do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife, cobrando explicações no seu Estado.

Recife, 07 de abril de 2020.


Antônio Campos

Advogado e escritor

Antônio Campos. presidente da Fundaj

Antônio Campos. presidente da Fundaj - Crédito: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Deputado Danilo Cabral (PSB-PE)
Deputado Danilo Cabral (PSB-PE)Foto: Sérgio Francês / Divulgação

Com o objetivo de assegurar os direitos dos trabalhadores, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) apresentou cinco emendas à medida provisória 936/2020, que permite a redução de salário de trabalhadores e a suspensão do contrato de trabalho durante a vigência do estado de calamidade pública. “A MP tem muitas fragilidades. Além de ser prejudicial aos trabalhadores, não leva em conta que a irredutibilidade salarial está garantida na nossa Constituição”, critica.

Segundo Danilo Cabral, por isso, é necessário tentar garantir, minimamente, que as negociações sejam feitas com intermediação das entidades que representam os trabalhadores. A maior parte das emendas apresentadas por ele tenta preservar a prevalência da negociações coletivas em detrimento dos acordos individuais.

O chamado Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda estabelece a permissão para suspensão temporária do contrato de trabalho; a permissão para a redução proporcional de jornada de trabalho e de salários e o pagamento de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, uma espécie de complementação financeira, pelo governo federal, na celebração de acordos específicos.

Uma das emendas apresentadas por Danilo Cabral determina que a suspensão temporária do contrato de trabalho só possa ser objeto de acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho, com a participação obrigatória do sindicato da categoria profissional. Fica excluída, portanto, a possibilidade de negociação individual.

Pela MP, ao empregador será permitida a realização de acordo para a redução proporcional da jornada de trabalho e de salário de seus empregados de 25%, 50% ou 70% por até três meses, ficando o governo responsável pelo pagamento do restante do salário com o uso de parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito.

Para os casos em que a redução for de 25%, o corte poderá ser acordado com todos os empregados, individualmente ou coletivamente. Nas demais situações poderão ser pactuadas individualmente apenas por quem ganha até três salários mínimos ou por trabalhador com nível superior que receba mais que o dobro do teto da Previdência (R$ 12.202,12) ou coletivamente por todos os funcionários. Um das emendas de Danilo Cabral, por exemplo, extingue esse trecho da MP por considerar a discriminação existente entre trabalhadores, a depender de seus salários.

Outra emenda do deputado prevê que a pactuação do valor de ajuda compensatória deve ser objeto de acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho, com a participação obrigatória do sindicato da categoria profissional. Na MP, está previsto que isso poderá ocorrer por acordo individual, nos casos de redução de jornada e de salário ou da suspensão temporária de contrato de trabalho.

"Em crises dessa magnitude, em que todos sofrem suas consequências econômicas, devemos, principalmente, proteger as pessoas e, por isso, a importância de privilegiar os acordos coletivos de trabalho”, justifica Danilo Cabral.

Publicada na última quarta-feira (1), a MP tramita no novo rito definido pelo Congresso Nacional em virtude da situação de calamidade pública. Ela deve ser votada, na Câmara dos Deputados, até o nono dia de sua vigência e, no Senado, até o 14º dia.

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair BolsonaroFoto: Flickr / Palácio do Planalto

Em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus e da disputa travada com governadores, Congresso Nacional e imprensa, um decreto do presidente Jair Bolsonaro publicou, nesta terça-feira (31), transferindo o comando da Artilharia do Exército do município de Porto Alegre para o Estado de Goiás, subordinando-o ao Comando Militar do Planalto chamou atenção. No entanto, trata-se de uma medida administrativa relacionada a mudanças de cargos e promoções do alto comando militar, que já tramitava há 10 anos.

O ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, esclareceu à reportagem do Blog da Folha que o decreto é apenas uma decisão administrativa e não política, que apenas concretiza "um processo iniciado há quase dez anos", se referindo ao SIPLEx. "A decisão vinha sendo protelada há algum tempo por razões orçamentárias e de pessoal", comentou. "Esta providência final dependia da conclusão das obras em Formosa (quartéis, PNR etc), chegada do novo material Astros, formação de pessoal etc. O campo de instrução de Formosa é o que melhor permite, por suas dimensões, o treinamento do Astros"., disse. De acordo com Jungmann, o decreto não representa "nenhum canhão a mais no campo de treinamento de Formosa, que fica na área do comando militar do Planalto", concluiu.

Confira:

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Crédito: Reprodução / DOU

Deputado Federal Danilo Cabral (PSB-PE) vai protocolar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos da 1.373, do Ministério da Educação
Deputado Federal Danilo Cabral (PSB-PE) vai protocolar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos da 1.373, do Ministério da EducaçãoFoto: Chico Ferreira

Além do socorro ao setor produtivo, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) defende que o governo federal aumente a transferência de renda para a população mais vulnerável. Para o socialista, é chegada a hora de uma resposta mais efetiva para a sociedade, no lugar de ações pontuais. “Precisamos de uma postura mais agressiva para conter a pandemia provocada pelo novo coronavírus. Os outros países estão atuando nos moldes do pós-guerra e é assim que precisamos agir”, declarou em entrevista à Rádio CBN Recife, nesta terça-feira (24).

O parlamentar destacou que o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), estima ser necessário o gasto de R$ 300 a R$ 400 milhões para combater a crise socioeconômica que atravessará o Brasil. Ele citou estudos que apontam a possibilidade de o índice de desemprego chegar a 40 milhões de pessoas. “Por isso, precisamos de soluções equilibradas, que reanimem a economia, mas que garanta proteção às pessoas”, afirmou Danilo Cabral. O deputado sugere a abertura de linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas e a transferência de renda como os pilares para um plano governamental.

Danilo Cabral sugere a utilização do CadÚnico para que a transferência de renda possa atender a maioria dos brasileiros mais vulneráveis. São 36 milhões de pessoas cadastradas no sistema. Ele ressalta o problema de atualização nos dados, mas diz que é, por enquanto, a forma mais rápida e eficiente de se chegar às pessoas. “Precisamos também de medidas que ajudem os trabalhadores informais”, acrescentou.

A proposta do governo federal foi de conceder um auxílio de R$ 200 mensais - por três meses - aos trabalhadores que precisarem de renda. Um investimento total de R$ 5 bilhões a serem pagos pela Caixa e pelo INSS. Para o deputado, a medida não é suficiente. O valor corresponde a R$ 6,60 por dia.

“Pelo menos, parece que a ‘ficha está caindo’ e o presidente mudou sua postura, pelo que vimos sobre a reunião com os governadores do Nordeste ontem (23)”, disse. E completou: “esperamos que haja união e menos improviso daqui por diante”.

Deputada federal Marília Arraes (PT) questionou critérios do levantamento Ranking dos Políticos
Deputada federal Marília Arraes (PT) questionou critérios do levantamento Ranking dos PolíticosFoto: Luiz Macedo / Câmara federal

Para a deputada federal Marília Arraes (PT), a Medida Provisória 927/20, anunciada  pelo Governo Bolsonaro e revogada nesta segunda, após repercussão negativa, exigia um sacrifício desumano dos trabalhadores pela crise econômica gerada com o avanço do coronavírus. “O governo quer abandonar os trabalhadores à própria sorte”, afirma.

A MP do Governo Bolsonaro autorizava a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses. Nesse período, o funcionário deixaria de trabalhar e o empregador de pagar o salário. Também não havia nenhuma previsão de complementação salarial através do seguro-desemprego. A única garantia, segundo a MP revogada, era a continuidade da obrigatoriedade do pagamento de benefícios, como plano de saúde.

"Um pacote imenso de maldades e retrocessos, deixando claro mais uma vez que este Governo, mesmo diante de uma pandemia mundial, está empenhado em destruir direitos. É hora de apoiar e não de sacrificar os que mais vão precisar do Estado, do Poder Público”, critica.

Marília afirma ainda que as medidas contidas na MP iam na contramão do que está sendo feito ao redor do mundo. “Há exemplos de países em que os governos se dispuseram a pagar parte dos salários dos empregados para evitar demissões, socorreram pequenas e médias empresas e até mesmo anunciaram a suspensão ampla de cobranças de contas de água e energia para milhares de famílias”, reforça.

Marília defendeu que o Congresso Nacional se posicionasse imediatamente contra a MP 927/20, mas o próprio presidente se antecipou e revogou a medida antes que o congresso o fizesse. “Não vamos aceitar, porque o que uma medida como esta fará com que os trabalhadores fiquem em casa sem salários e sem os recursos de rescisão. O Estado basicamente lava as mãos, mas não contra o coronavírus e sim contra os trabalhadores”, conclui.

O que a MP previa:

- Quatro meses sem trabalho e sem salário ou seguro-desemprego

- Apenas benefícios, como plano de saúde, continuam a ser pagos

- Empresas poderão, em caráter não obrigatório, conceder uma “ajuda compensatória mensal”, “sem natureza salarial” e “com valor definido livremente entre empregado e empregador, via negociação individual”

- Define critérios para antecipação de férias individuais e coletivas

- Suspende a necessidade de recolhimento do FGTS

- Altera medidas de saúde e segurança do trabalho

- Pemite o regime especial de compensação de jornada, por meio do banco de horas

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Crédito: Reprodução Twitter

Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal FederalFoto: José Cruz/Agência Brasil

O anúncio do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o governo federal vai ao Supremo tribunal Federal (STF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a elevação do limite de renda para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), deve aprofundar ainda mais a cisão entre o Executivo e o Legislativo e depende de uma mudança de entendimento do Judiciário para ser bem-sucedida, de acordo com especialistas ouvidos pela Folha.

Ao derrubar, na quarta-feira, o veto do presidente Bolsonaro (sem partido) ao projeto de lei que impacta em R$ 20 bilhões - de acordo com o Governo - o benefício pago aos idosos carentes e pessoas com deficiência, o Congresso acrescentou um novo capítulo ao clima de hostilidade que tem permeado Brasília.

“O que foi feito pelo Congresso foi uma demonstração de força, no sentido de que se o governo continuar jogando a sociedade contra o Congresso, quem perde é o País. Sem dúvida, isso foi uma resposta que os parlamentares deram ao governo”, avalia Priscila Lapa, cientista política e professora da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (Facho). Ela define o STF como "intermediário" nessa situação. “Ele deve atuar para apagar o incêndio, promover o equilíbrio, o que não é papel do Judiciário, mas em um momento de crise aguda, alguém tem que fazer esse papel”, diz Priscila, que acredita numa decisão “favorável ao equilíbrio das forças, nesse caso, ao Executivo”.

Para isso, o advogado especialista em direito previdenciário, Almir Reis, afirma que é necessário uma mudança de entendimento do Supremo relacionada ao BPC. “Hoje, só pode acessar o BPC quem tem renda máxima de um quarto do salário mínimo, só que em 2014, na Reclamação 4374, o STF já tinha entendido que esse critério era inconstitucional, e que o Congresso deveria reformular o critério de acesso ao benefício. O Congresso ficou inerte de lá pra cá, mas agora, regulamentou a questão, com um novo critério (até metade do salário mínimo) já antenado com o que o STF tinha estabelecido”, explica Reis, no entanto, sublinhando que o STF é “uma caixinha de surpresas”. “O Supremo já disse que o critério de um quarto não valia, agora com o novo critério se o STF disser que não vale, teremos a Corte se pronunciando sobre a mesma matéria com dois julgamentos conflitantes”.

O deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) entende que a derrubada do veto promovida pelo congresso é pode gerar “um transtorno grande”. “Não podemos ter sinalizações como tivemos ontem (quarta-feira) na Câmara, em você estar aumentando os custos sem receita e, evidentemente, gerando nisso um transtorno para os próximos meses”. Ele acrescenta que há várias ações que estão ocorrendo no Parlamento que “aumentam consideravelmente os custos do País”. Danilo Cabral (PSB), por sua vez, crê que a derrubada responde a uma necessidade. “Temos que ampliar a proteção social das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade. A crise colocou mais de 56 milhões de brasileiros na linha da miséria, é importante proteger essas pessoas”. Para o deputado, a ida de Guedes ao STF e TCU “não representa novidade alguma” quando obervado o modus operandi do Governo. “Quero acreditar que o STF não vai ratificar isso (questionamento de Guedes)”.

Após a reunião, o ministro se comprometeu em tomar medidas sobre o assunto
Após a reunião, o ministro se comprometeu em tomar medidas sobre o assuntoFoto: Divulgação

Em Brasília, os deputados federais Augusto Coutinho (SD) e Carlos Veras (PT) estiveram reunidos com o presidente do Dataprev, Gustavo Canuto, para buscar soluções ao fechamento das agências em Pernambuco. Entre as preocupações levadas pelo deputado está a situação dos funcionários, ameaçados de perderem seus postos. A reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira, 11.

“Pernambuco é um dos estados atingidos com esta reestruturação e, de imediato, pelo menos 60 pessoas correm o risco de perderem seus postos de trabalho. Levamos isso ao presidente Canuto na tentativa de articular caminhos para minimizar esses prejuízos”, disse Coutinho.

Já o deputado Carlos Veras alertou que "a medida afeta no nosso estado 60 profissionais da empresa, que é referência mundial em tecnologia. Somos contra o desmonte da Dataprev. A estatal manteve-se superavitária, nos últimos 10 anos, e conta com profissionais extremamente qualificados”.

De acordo com Coutinho, houve um comprometimento por parte de Gustavo Canuto de que medidas seriam adotadas. Entre as propostas apresentadas esteve a relocação desses funcionários para agência do INSS. “O presidente explicou que se trata de uma reestruturação nacional do quadro, mas houve esse compromisso por parte dele. Seguiremos acompanhando esta situação”, completou o deputado Augusto Coutinho.

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) apresentou, nesta quinta-feira (12), novo requerimento de convocação
O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) apresentou, nesta quinta-feira (12), novo requerimento de convocaçãoFoto: Kauê Pinto / Divulgação

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) entrou, nesta quarta-feira (11), com representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), contra o presidente Jair Bolsonaro por crimes comum, de responsabilidade e de improbidade administrativa. O chefe do Executivo vem incitando manifestações contra o Congresso Nacional e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) para o próximo domingo (15).

Além das declarações e articulação do presidente da República, o governo também utilizou canal institucional, como o perfil oficial do Twitter, para divulgação do protesto antidemocracia.

“Este ato demonstra, mais uma vez, a intolerância da Presidência da República com os valores democráticos, uma vez que houve a retomada do ataque, por parte de Bolsonaro, aos poderes Legislativo e Judiciário, como já havia feito no dia 25 de fevereiro ao disparar, por sua conta pessoal do Whatsapp, mensagens convocando seus aliados para a mesma manifestação”, diz a representação.

No primeiro momento, ao ter mensagens vazadas no final de fevereiro, chefe do Executivo negou que tivesse incentivando protestos contra os demais poderes. Mas, desde a última semana, incitou o protesto publicamente em agendas em Roraima e nos Estados Unidos e nas redes sociais. Durante passagem por Maimi, Bolsonaro usou o Orçamento para chantagear o Congresso Nacional, atrelando o ato do dia 15 ao acordo que selou a divisão do Orçamento.

Evaldo Cruz Neto foi empossado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho
Evaldo Cruz Neto foi empossado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério MarinhoFoto: Adalberto Marques / MDR

Evaldo Cruz Neto foi empossado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho e afirmou que “é uma honra estar à frente da Sudene”. Disse que sabe da existência de grandes desafios a serem enfrentados, mas se comprometeu a lutar “com todo vigor para trazer um novo marco para a região Nordeste”.

O superintendente destacou, ainda, a importância de aprovar o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), em tramitação no Congresso Nacional, trazendo uma nova perspectiva de transformação para o Nordeste, inclusive no que diz respeito à atração de investimentos para a Região.

Para o Ministro Rogério Marinho, a Sudene é uma instituição de extrema importância para os estados de sua área de atuação, pois tem a missão de planejar ações que busquem soluções para os graves problemas de desníveis regionais enfrentados pelo País. “O desenvolvimento se dá com planejamento e historicamente a Sudene sempre teve esse papel”.

Perfil

Nascido em João Pessoa, o paraibano Evaldo Cruz Neto tem 34 anos. É advogado, tem pós-graduação na área jurídica e cursa MBA em Liderança do Setor Público. Também possui cursos na área de Gestão Pública, com foco no manejo de recursos federais.



O gestor foi assessor do Tribunal de Justiça da Paraíba e desempenha, há 10 anos, funções junto às administrações municipais no acompanhamento e gestão de recursos federais e estaduais, além da elaboração de prestação de contas e assessoramento na execução do orçamento da União. Evaldo Cruz Neto também possui experiência na defesa jurídica-administrativa de entes públicos junto aos Tribunais Estaduais e Superiores, bem como em Corte de Contas.

Congresso Nacional
Congresso NacionalFoto: Arquivo/Agência Brasil

A Frente Parlamentar da Agricultura Familiar quer chamar a atenção do Parlamento sobre a importância de políticas públicas para a sucessão rural. Para isso, promove a exposição Juventude Rural e Você, uma mostra com produtos de jovens de todo o Brasil, no espaço Mário Covas, na Câmara dos Deputados, entre os dias 17 e 19 de março. “Precisamos entender que a sucessão rural é uma questão de toda a sociedade. O jovem que deseja ficar no campo, e lá encontra condições dignas para viver e produzir, contribui para a soberania alimentar do país. Ele não será obrigado a buscar oportunidades nas cidades, onde, muitas vezes, acaba em situações de subempregos, desemprego ou de vulnerabilidade”, afirma o secretário-geral da Frente, deputado federal Carlos Veras (PT/PE). Mais de 2 milhões pessoas, entre 15 e 29 anos, deixaram os municípios rurais, entre 2010 e 2017.

Atualmente, mais de 6 milhões de jovens vivem no campo (dados do IBGE) e enfrentam desafios como falta de moradia e acesso a serviços públicos (saúde, educação, crédito, assistência técnica, esporte e cultura). Demandas que devem ser apresentadas aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. A agenda política está organizada em cinco eixos principais: democracia, soberania, respeito às diversidades, políticas públicas e sucessão rural.

Considerando que a agricultura familiar produz 70% dos alimentos que vão à mesa da população, a sucessão rural é uma questão estratégica para o país. “As jovens e os jovens rurais, além de participarem da produção de alimentos saudáveis para a sociedade, são detentores de conhecimentos e tradições, que mantém viva a cultura e a identidade tradicional de diversas comunidades do campo. Por isso, precisamos que todas e todos se comprometam com essa agenda”, explica Mônica Bufon, secretária de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da Contag, entidade que apoia o evento.


Serviço:

Juventude Rural e Você - comprometa-se com a sucessão rural!
Mostra de produtos da agricultura familiar

Abertura oficial dia 17/09 (terça-feira), às 16h
Período: De 17 a 19 de março
Local: Espaço Mário Covas
Anexo II, Câmara dos Deputados
Mais informações: (61) 9 8164-3174

cf

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