Foram encontrados 61 resultados para "Educação":

Alfredo Gomes
Alfredo GomesFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

O professor Alfredo Macedo Gomes, atual diretor do Centro de Educação, foi nomeado reitor da UFPE para o período 2019-2023 pelo presidente Jair Bolsonaro, por meio de decreto publicado hoje (10) no Diário Oficial da União (DOU). Alfredo encabeçou, ao lado do professor Moacyr Araújo (Departamento de Oceanografia), a chapa Mude UPFE que venceu a consulta à comunidade acadêmica, realizada em dois turnos (nos dias 29 de maio e 12 de junho). Alfredo também havia sido o candidato mais votado no Conselho Universitário, que enviou lista tríplice ao Ministério da Educação (MEC). A nomeação é a partir do dia 13 deste mês, já que, no dia 12, encerra-se o mandato do reitor Anísio Brasileiro.

Alfredo Macedo Gomes, 55 anos, é docente do Departamento de Fundamentos Sócio-Filosóficos da Educação, e professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) do Centro de Educação (CE), do qual é diretor desde 2016. É graduado em Psicologia (1990) e mestre em Sociologia pela UFPE (1995). O docente possui doutorado em Educação (PhD) pela University of Bristol (2000), no Reino Unido, e realizou estágio pós-doutoral junto ao Centre for Globalization, Societies and Education, também pela University of Bristol (2010-2011).

Nascido em Ouricuri, no Sertão pernambucano, veio para o Recife em 1982, para fazer vestibular para a UFPE. Após concluir o curso de Psicologia, buscou dedicar-se à Sociologia no seu mestrado. O tema da sua dissertação foi “O Imaginário social da seca e suas implicações para a mudança social”, trabalho que alcançou o 1º lugar no Concurso Nelson Chaves de Teses e Dissertações sobre o Norte e Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco. Neste mesmo ano, 1995, Alfredo ingressou como professor da UPFE. No seu doutorado em Educação, desenvolveu estudo sobre as políticas públicas de educação superior durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Antes de ser diretor do CE, Alfredo coordenou em dois momentos o Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPE. Ele é membro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), da qual também já foi vice-presidente, no período de 2013 a 2015 e membro titular do seu conselho fiscal, de 2015 a 2017.

Caberá ao novo reitor a nomeação do seu vice. Seu companheiro de chapa, Moacyr Cunha de Araújo Filho, 56 anos, é formado em Engenharia Civil pela UFPE (1985), com mestrado em Hidráulica e Saneamento pela USP (1991) e doutorado (1996) em área de Física e Química do Meio Ambiente, no período de 1992 a 1996, no Institut de Mécanique des Fluides de Toulouse, que faz parte do Institut National Polytechnique de Toulouse, na França. Natural do Recife, ele ingressou como professor no Departamento de Oceanografia, em 1998, na área de Oceanografia Física.

Consulta acadêmica – No segundo turno, a chapa vencedora obteve 7.949 votos, ganhando nos três segmentos: 862 votos de docentes, 1.352 votos de técnicos administrativos e 5.735 votos de alunos (graduação, pós-graduação e residência), alcançando 31,32% dos votos. A outra chapa – Jeronymo José Libonati e José Luiz de Lima Filho (Gestão Integrada com Inovação) – alcançou 3.759 votos (832 docentes, 819 técnicos e 2.108 alunos), representando 27,05% dos votos. Houve 69 votos em branco (0,60%) e 81 votos nulos (0,68%). As abstenções alcançaram 40,35% do total de votantes. No primeiro turno, Alfredo e Moacyr também foram os mais votados, ficando Jeronymo Libonati em segundo, e a atual vice-reitora Florisbela Campos, em terceiro.

*Informações do site da UFPE



A informação foi dada pelo deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE), que se reuniu recentemente com professores de Águas Belas
A informação foi dada pelo deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE), que se reuniu recentemente com professores de Águas BelasFoto: Divulgação

O prefeito de Águas Belas, no Agreste, Luiz Aroldo (PT), sancionou projeto de lei aprovado pela Câmara dos Vereadores determinando o rateio com os professores do município de 60% dos precatórios do governo federal no Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério).

A informação foi dada pelo deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE), que se reuniu recentemente com professores de Águas Belas em audiência pública realizada em Itaíba para discutir o rateio dos precatórios do Fundef. A lei sancionada fixa as parcelas do rateio conforme o tempo de serviço de cada professor e cria comissão paritária, com representantes da prefeitura, Câmara Municipal e sindicato dos professores, para fiscalizar o pagamento.

Para ser aplicada na prática, explicou Rodolfo, a lei municipal de Águas Belas tem de ser homologada pelo Poder Judiciário local. O assunto foi debatido nesta quarta (9) por ele com professores da Bahia, Ceará e Piauí, no gabinete da liderança do PL na Câmara dos Deputados (foto), comprovando que o movimento de que participa ativamente pelo rateio com o magistério dos 60% dos precatórios do Fundef extrapolou as fronteiras de Pernambuco.

Opção viável - O deputado do PL propôs que os professores dos três estados negociem com seus prefeitos procedimento idêntico ao adotado em Águas Belas e em andamento em outros municípios pernambucanos - ou seja, a aprovação de projeto de lei de iniciativa da prefeitura na Câmara dos Vereadores estabelecendo o rateio e posterior homologação da lei municipal na Justiça local.

Salientou ser a opção mais viável ao rateio, sem risco de eventual punição aos prefeitos, enquanto o STF (Supremo Tribunal Federal) não se manifesta sobre ações que pedem a suspensão de decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) proibindo a distribuição ao magistério dos precatórios do Fundef. 

Fernando Rodolfo é autor de uma dessas ações. Seu parecer à Proposta de Fiscalização Financeira 181/2018, aprovada em junho pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), determinando o rateio, não foi cumprido pelo TCU. Ele ingressou, então, no STF, com ação solicitando que o TCU obedeça aos dispositivos do parecer dele à PFC 181/2018.

O deputado pernambucano voltou a insistir na suspensão da proibição do rateio apresentando hoje (quarta, 9) requerimento na CFFC que propõe a revisão do acórdão em que o TCU se negou a cumprir a PFC 181/2018. O requerimento foi aprovado na Comissão.

Cerca de R$ 90 bilhões foram depositados pelo governo federal no Fundef como resultado de decisão a ação judicial das prefeituras que reconheceu não ter a União, por divergência de cálculo, repassado tal quantia ao Fundo entre 1998 e 2006. Desse total, R$ 54 bilhões – equivalentes a 60% - têm de ser destinados “ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica”, conforme determina a lei do Fundef.

UFRPE
UFRPEFoto: Divulgação

Duas chapas concorrem à eleição para a reitoria da UFRPE, no quadriênio 2020/24. São elas: 'De Mãos Dadas pela UFRPE', tendo como candidato a reitor o docente, Marcelo Carneiro Leão, e 'Muda Rural', encabeçada pela docente, Mônica Folena. As chapas foram homologadas nesta quarta-feira (9).

A eleição acontece nos dias 6 e 7 de novembro. Sua realização está a cargo da Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRPE. Essas entidades constituíram, democraticamente, a Comissão Coordenadora da Eleição (CCE), composta por doze membros: seis docentes e seis discentes.

Estarão aptos a votar os servidores, docentes e técnicos administrativos, do quadro efetivo da ativa da UFRPE e os estudantes de graduação e pós-graduação regularmente matriculados no semestre vigente (inclusive nos cursos à distância). A votação terá peso paritário para os três segmentos, a partir do voto único e secreto de cada eleitor.

As seções eleitorais serão instaladas na sede da UFRPE no Recife, em Dois Irmãos, bem como nas Unidades Acadêmicas de Garanhuns (UAG), Serra Talhada (UAST), Cabo de Santo Agostinho (UACSA) e São Lourenço da Mata (Codai). A votação nos pólos de EaD será garantida por urnas volantes, roteiro será oportunamente divulgado. A apuração dos votos terá início logo após o encerramento da votação.

ufrpe

Audiência foi solicitada pelo deputado Danilo Canral (PSB-PE).
Audiência foi solicitada pelo deputado Danilo Canral (PSB-PE).Foto: Sérgio Francês

A Comissão de Educação da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (9), o requerimento de realização de audiência pública, em Pernambuco, para discutir os desafios para o fortalecimento das Universidades Públicas como vetor estruturante do desenvolvimento nacional. O documento foi apresentado pelo deputado Danilo Cabral (PSB).

De acordo com o parlamentar, é preciso aprofundar a discussão sobre o atual cenário de crise. “O nosso objetivo com a realização dessa audiência pública é de debater e mobilizar a sociedade contra os cortes no orçamento das universidades federais e, em especial, das pernambucanas. Vamos discutir as causas e suavizar os dados”, explica Danilo.

Neste ano, o governo Jair Bolsonaro chegou a contingenciar R$ 6,1 bilhões do Ministério da Educação de um orçamento inicial de R$ 25 bilhões. Esses cortes, a partir de uma análise dos dados disponíveis no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE), afetaram todas as áreas, do ensino básico ao superior, com descontinuidade de ações importantes, como a interrupção de pesquisas.

“Apesar da tentativa retórica de amenizar a gravidade desses cortes, as condições impostas pelo bloqueio do orçamento, em especial no caso das universidades e institutos federais, que dependem basicamente do orçamento da União, ameaça diretamente o funcionamento das instituições”, reitera Danilo Cabral.

A audiência pública ainda terá data definida, para que conte com a presença dos reitores das principais universidades.

Deputada estadual Clarissa Tércio (PSC)
Deputada estadual Clarissa Tércio (PSC)Foto: Roberto Soares/Alepe

A deputada Clarissa Tércio (PSC) reivindicou, na Reunião Plenária desta segunda (7), que Pernambuco faça a adesão ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), do Governo Federal. Para a parlamentar, a iniciativa “é de fundamental importância para o desenvolvimento dos jovens e para moralizar a educação”.

O Governo Federal pretende implementar 216 escolas cívico-militares até 2023, sendo 54 em 2020. A ação dos Ministérios da Educação e da Defesa prevê a participação de militares – tanto das Forças Armadas quanto policiais e bombeiros – nessas instituições, como monitores em atividades educacionais e administrativas.

Clarissa fez referência à entrevista concedida pelo secretário estadual de Educação, Frederico Amancio, na qual o gestor questionou o impacto de melhoria na qualidade da aprendizagem e descartou, por enquanto, a adesão ao programa. Na avaliação da deputada, a motivação seria “ideológica”, e o Estado deveria consultar a população, que, segundo ela, é favorável ao modelo.

“Hoje não se tem mais respeito pelos mestres e não se canta o hino nacional, mas o ‘passinho’ e as danças obscenas estão virando rotina. Nossas escolas estão se tornando ponto de tráfico de drogas”, disse. “O modelo cívico-militar se mostra eficiente para construir valores cívicos, respeito e cidadania. Parece que tudo o que é para resgatar valores morais o Governo do Estado não quer”, prosseguiu.

Outros parlamentares se manifestaram sobre o tema, em apartes. Joel da Harpa (PP) se dispôs a dialogar com prefeitos sobre a adesão. “Boa parte dos professores tem medo dos alunos em comunidades onde a violência é maior. Não podemos perder a oportunidade de ter esse investimento para garantir a disciplina nas escolas”, avaliou o deputado.

Para João Paulo (PCdoB), a intenção do Governo Federal, por trás do projeto, é desvalorizar os servidores públicos da área da educação. “Não há uma política de valorização dos professores ou de melhoria na infraestrutura das escolas. Há, sim, uma linha de destruição do conhecimento e da pesquisa”, observou.

Antonio Fernando (PSC) disse que “as escolas, militares ou não, são bem-vindas”. Professor Paulo Dutra (PSB) defendeu que as unidades em tempo integral são o modelo que deve ser priorizado. Alberto Feitosa (SD) assinalou que os militares não vão atuar na área didático-pedagógica, mas na disciplina e na segurança do ambiente escolar. Já para Antônio Moraes (PP), esquerda e direita buscam “emparedar universidades e escolas”, em vez de focar na educação.

A agenda em Surubim foi a primeira visita ao interior realizada por Danilo Cabral após a cirurgia cardíaca a que se submeteu no fim de julho.
A agenda em Surubim foi a primeira visita ao interior realizada por Danilo Cabral após a cirurgia cardíaca a que se submeteu no fim de julho.Foto: Douglas Fagner

Durante o Todos por Pernambuco, em Surubim, nesta sexta-feira (4), o deputado federal Danilo Cabral (PSB) solicitou do Governo do Estado a implantação de um campus da Universidade de Pernambuco (UPE) no Agreste Setentrional. Ele destacou que os avanços obtidos no ensino médio fizeram aumentar a demanda não atendida pelo ensino superior nos municípios da Região. “Na condição de representante dessa região, não poderia deixar de apresentar essa reivindicação do nosso povo”, afirmou.

O deputado tem articulado com os prefeitos do Agreste Setentrional e o governo do estado a instalação de uma unidade da UPE. “Pernambuco é, hoje, uma referência no ensino médio do Brasil e é chegada a hora de avançar na educação superior “, acrescentou Danilo Cabral. Ele lembrou que o Agreste Setentrional é a única região do estado que não tem a presença de uma instituição de ensino superior pública, seja federal ou estadual. “Não é justo que a região não tenha uma universidade pública”, reforçou.

Danilo Cabral destacou que, só de Surubim, 50 ônibus fazem o transporte intermunicipal universitário diariamente para outros municípios. “Como o Todos por Pernambuco é um ambiente de ausculta da população, esse é o fórum adequado para que façamos esse pedido e que tão logo seja possível, do ponto de vista fiscal, o governo crie uma universidade aqui”, disse. Os prefeitos da Região, representados pela prefeita Ana Célia (PSB), de Surubim, entregaram uma carta ao governador com a solicitação.

Em seu discurso, Danilo Cabral também elencou as ações do governo do estado na região. Citou, por exemplo, as obras de requalificação de estradas, como os acessos de Casinhas e de Vertente do Lério, a construção de escolas, como a Escola Técnica Antônio Farias, onde foi realizado o evento. “De coração renovado, quero agradecer os R$ 80 milhões que o senhor investiu no saneamento de Surubim, R$ 1 milhão para a obra que vai começar em Lagoa da Vaca. Muito obrigado por escutar esse povo que está aqui”, disse o deputado.

Durante o Todos por Pernambuco, o governador Paulo Câmara inaugurou Sistema de Esgotamento Sanitário, que vai beneficiar 42 mil habitantes de Surubim e assinou a ordem de serviço para a implementação do saneamento de Lagoa da Vaca, distrito do município. Na ocasião, o governador assinou o decreto que institui o Sistema de Transporte Complementar Intermunicipal e autoriza a circulação do transporte alternativo de passageiros.

A agenda em Surubim foi a primeira visita ao interior realizada por Danilo Cabral após a cirurgia cardíaca a que se submeteu no fim de julho. O parlamentar passou 45 dias afastado devido a uma licença médica e retomou as atividades na Câmara Federal em meados de setembro. Antes do Todos por Pernambuco, ele participou da reabertura da Policlínica Estefânia Arruda de Farias, localizada no bairro da Bela Vista.

Foto: Douglas Fagner

Líder do PT no Senado, Humberto Costa.
Líder do PT no Senado, Humberto Costa.Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) disse que o desbloqueio de R$ 1,2 bilhão pelo Ministério da Educação (MEC) para as universidades públicas e institutos federais é insuficiente não resolverá o problema da falta de recursos das instituições. O desbloqueio anunciado pelo MEC corresponde a metade da verba que havia sido congelada para essas instituições (R$ 2,12 bilhões) desde o início do ano.

Mesmo com a liberação, entidades de ensino, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), se pronunciaram publicamente e disseram que só conseguem garantir o funcionamento até o final de outubro.

"As universidades brasileiras estão sob ataque do governo. Cortam pesquisas, ameaçam os estudantes, planejam acabar com as bolsas de estudo, fazem a liberação de recursos a conta-gotas, gerando um clima de instabilidade e uma situação de penúria para instituições que são responsáveis pela formação do futuro do país. Cada dia fica mais claro o projeto desse governo de minar a educação do país. Um país sem formação é o que um governo incompetente e irresponsável precisa para se manter de pé", afirmou o senador, que, nessa quarta, esteve presente, ao lado de Ana Maria Freire, viúva do educador Paulo Freire, no Ato em Defesa da Educação e da Soberania, realizado na Câmara dos Deputados.

Os recursos desbloqueados serão usados pelas universidades para ações de custeio como o pagamento de contas de luz, contratos de limpeza, vigilância física e água. Muitas das instituições já funcionam com contas atrasadas. "Os estudantes, professores e a população em geral têm se mobilizado contra essa tentativa de acabar com as universidades públicas. E essas ações são fundamentais. Só com a mobilização conseguiremos barrar retrocessos", afirmou Humberto

Estudantes da Escola do Coque tiveram trabalho reconhecido e vão participar de uma feira no Paraguai em 2020
Estudantes da Escola do Coque tiveram trabalho reconhecido e vão participar de uma feira no Paraguai em 2020Foto: Divulgação /PCR

Utilizar um meio de comunicação quase desconhecido das crianças dessa geração, mas muito eficaz para desenvolver a escrita e a leitura. Assim surgiu o projeto “Das Cartas aos Postais: mostrando a nossa cidade” que alunos do 3º Ano da Escola Municipal do Coque apresentaram na Feira Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – FEICTIN – agora em setembro, na Colômbia. No evento, os estudantes recifenses foram credenciados para uma feira de ciências e conhecimento, que será realizada no Paraguai, no próximo ano.

O trabalho com as Cartas foi uma oportunidade para que os estudantes conhecessem sobre esse objeto de correspondência que por muito tempo foi a principal forma de comunicação entre as pessoas. O projeto propôs a escrita de cartas pessoais e cartões postais como uma estratégia para que os alunos pudessem escrever textos reais para leitores reais, buscando uma autonomia e uma escrita significativa. Os leitores reais foram os estudantes da Escola Mestre Vitalino, do Alto do Moura, em Caruaru.

Para os estudantes se apropriaram de alguns elementos essenciais ao gênero foram aprofundados os conhecimentos geográficos e históricos do Recife e Caruaru. Eles pesquisaram sobre a história do Mestre Vitalino e dos pontos turísticos do Recife e Caruaru, informações que serviram de subsídio para que produzissem não só cartas, como cartões postais que foram confeccionados e pintados artesanalmente pelas turmas. No conteúdo elas escreveram sobre os pontos turísticos do Recife, como a rua da Aurora, o Forte das Cinco Pontas, Marco Zero, Alto do Moura, Mestre Vitalino. Depois de se corresponderem por certo tempo, destinatários e remetentes se conheceram: os alunos de Caruaru vieram ao Recife e os de Recife foram conhecer a realidade dos novos amigos no Alto do Moura, em Caruaru.

Com esse gênero foi possível se conhecer mais o cotidiano da cidade, a partir da leitura de imagens, observando os aspectos estéticos das construções e paisagens comparando o ontem e o hoje, ampliando os conhecimentos em relação ao ambiente em que vivemos. Pensando na escrita, o projeto possibilitou aos estudantes o conhecimento do gênero carta pessoal e cartão postal, bem como a produção do gênero em diferentes momentos cumprindo uma demanda educativa de escrever com apropriação comparando o formal e o informal presente na língua.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Escola Municipal do Coque, Ana Paula Alcântara, o interesse das crianças foi intenso e envolveu a família e os professores, que ajudaram pesquisando cartas e postais antigos recebido por eles. “Foi um projeto que nos emocionou pois revisitamos lembranças e memórias nossas e de familiares. Foi um projeto que envolveu muito afeto”, comentou Ana Paula. A professora orientadora do projeto Maria do Rosário Neves acredita que ele contribuiu em muito para que as crianças que ainda não liam, desenvolvessem a habilidade. “Todas as crianças envolvidas conseguiram aprender a ler”.



A Greve é um protesto de docentes, estudantes e técnicos contra os sucessivos e ampliados cortes na educação, ciência e tecnologia públicas.
A Greve é um protesto de docentes, estudantes e técnicos contra os sucessivos e ampliados cortes na educação, ciência e tecnologia públicas.Foto: Sílvio Cadena

Uma Virada Cultural, com atividades nos três turnos, vai marcar as 48 horas de Greve Nacional da Educação, que acontecerá em todo país nesta quarta (2) e quinta (3), com movimentos de ocupação das universidades.

A Greve é um protesto de docentes, estudantes e técnicos contra os sucessivos e ampliados cortes na educação, ciência e tecnologia públicas. O movimento também vai expressar o NÃO da comunidade acadêmica ao programa de privatização das universidades, o 'Future-se'.

Na UFRPE, professores e estudantes, entidades e movimentos sociais vão armar uma grande tenda de circo, em frente ao Cegoe, que será o palco das atividades. Para os três turnos estão programados debates, rodas de diálogo, oficinas artísticas e culturais.

Mais informações no link abaixo:
https://grevenacionaledu.blogspot.com/


greve ufrpe

Erem Ginásio Pernambuco, da rua da Aurora
Erem Ginásio Pernambuco, da rua da AuroraFoto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco


O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, que apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares não contará com a participação do Governo de Pernambuco. De todo o Nordeste, apenas o Ceará aderiu ao programa, o que explicita a divergência entre os governadores da região com o atual Governo Federal.

A proposta é implantar 216 Escolas Cívico-Militares em todo o país, até 2023, sendo 54 por ano.  O modelo a ser implementado pelo Ministério da Educação se baseia nos colégios militares do Exército, das Polícias e dos Corpos de Bombeiros Militares. Os militares atuarão no apoio à gestão escolar e à gestão educacional, enquanto professores e demais profissionais da educação continuarão responsáveis pelo trabalho didático-pedagógico.

Participarão da iniciativa militares da reserva das Forças Armadas, que serão chamados pelo Ministério da Defesa. Policiais e Bombeiros militares poderão atuar, caso seja assim definido pelos governos estaduais e do Distrito Federal.

comece o dia bem informado: