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Prefeita Nadegi Queiroz (SD) prestigiou o evento.
Prefeita Nadegi Queiroz (SD) prestigiou o evento.Foto: Aline Sales

Para incentivar a prática de atividades físicas e comemorar o Dia do Estudante, a Prefeitura de Camaragibe, por meio da Secretaria de Esportes, realizou nesta quinta (15), a primeira edição da "Corrida do Estudante", em parceria com as secretarias municipais de Educação, Saúde, Segurança Pública e Desenvolvimento Econômico.

O evento, que teve a presença da prefeita do município, Doutora Nadegi Queiroz, contou com a participação de 230 estudantes da Rede Municipal e Estadual de Ensino, percorrendo cerca de dois quilômetros pelas ruas da Vila da Fábrica. "Essa corrida prestigia os responsáveis pelo futuro da nossa cidade. Os estudantes também precisam de incentivo, de momentos de lazer e de prática de atividade física para seguirem desenvolvendo seus potenciais", declarou a prefeita.

De acordo com o secretário municipal de Esportes Ivo Moraes, "essa foi a primeira de muitas edições de uma corrida que, desde o início da nova gestão, foi pensada para promover a socialização entre os estudantes de Camaragibe".
Para participar o estudante precisou estar regularmente matriculado, e frequentando as aulas nas escolas públicas do município.

Confira o ranking dos melhores colocados de cada categoria, e suas escolas:

Feminino
Categoria 13 a 15 anos
1º Soraia Maria (Escola Vale Das Pedreiras)
2º Rosane Vitória (Escola Municipal Nelson Chaves)
3º Emilly Suelen ((Escola Municipal Nelson Chaves)
4º Isabela Maria (Escola Vale Das Pedreiras)
5º Raissa Vitória (Escola Estadual Santa Sofia)

Categoria 16 a 18 anos
1º Mycaely Mayara (Deputado Oscar Carneiro)
2º Myssdaysa Maria (Deputado Oscar Carneiro)
3º Ingrid Manuelly (Escola Municipal Nelson Chaves)

Masculino
Categoria 16 a 18 anos
1º Rubens Gomes (Escola Municipal Nelson Chaves)
2º Victor Roosevellt (Escola Conselheiro Samuel Mac Dowell)
3º Rycardo Vasconcelos (Escola Conselheiro Samuel Mac Dowell)
4º Oseas Justino (Santa Apolônia)
5º Kayo Pattrick (Deputado Oscar Carneiro

O gestor destacou o empenho da equipe em realizar um trabalho diferenciado, tendo como lema o compromisso com a população
O gestor destacou o empenho da equipe em realizar um trabalho diferenciado, tendo como lema o compromisso com a populaçãoFoto: Matheus Britto/PJG

A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes inaugurou, na manhã desta segunda-feira (5), no bairro de Cavaleiro, a Creche Municipal Lêda Maria Queiroz Rêgo Barros. A unidade, com capacidade para atender até 65 crianças de zero a três anos, é o 17º equipamento inaugurado pela atual gestão e eleva, agora, para 21 o número de creches da cidade. Além de salas de aula, o espaço conta com área de lazer e área reservada ao aleitamento materno.

Durante a inauguração, o prefeito Anderson Ferreira ressaltou a satisfação de entregar um equipamento que oferece espaço, segurança e educação de qualidade. “Essa creche simboliza mais uma avanço para o nosso município e é uma referência em Cavaleiro, pois tem um padrão melhor que as particulares. Quando iniciamos a nossa administração, eram apenas quatro, e em dois anos e meio, chegamos a 21”, salientou.

O gestor destacou o empenho da equipe em realizar um trabalho diferenciado, tendo como lema o compromisso com a população. “É dessa forma que estamos mudando a vida das pessoas. Essa é a transformação verdadeira que estamos realizando em Jaboatão”, disse Anderson Ferreira.

A dona de casa Ytaciana Aparecida matriculou seus dois filhos, João Vitor, de 3 anos, e Lucas Gabriel, de 9 meses, que estavam na creche no primeiro dia de funcionamento.”É a primeira vez que coloco eles numa creche. Trouxe na certeza de que aqui vão ter algumas coisas que não posso oferecer em casa. Estou desempregada e às vezes temos pouco o que comer. Na creche, há lanche e almoço. Agora eu posso procurar emprego com mais tranquilidade, porque sei que meus filhos estarão em segurança e bem cuidados”, contou.

Ana Renata também matriculou Camile Vitória, 3, e Daniel Alexandre, 1, na creche Professora Lêda Maria Queiroz Rêgo Barros, e disse que, agora, terá como procurar emprego. “Faço trabalhos quando tenho tempo por causa dos meninos, que precisam ficar com minha mãe. Agora, com eles na creche, vai ser diferente. Eles estão em um lugar seguro, alimentados e com professores que a gente sabe que vão tratar bem. E eu poderei procurar emprego”, assinalou a dona de casa.

Miguel Coelho participa em Harvard de troca de experiências para políticas da primeira infância
Miguel Coelho participa em Harvard de troca de experiências para políticas da primeira infânciaFoto: Divulgação

O prefeito Miguel Coelho tem agenda marcada nos Estados Unidos, neste final de semana, para concluir um ciclo de capacitações voltadas para a gestão pública. Dessa vez, ele participa junto com líderes de vários países de um encontro sobre políticas para a primeira infância. As atividades ocorrerão entre os dias 4 e 9 de agosto na Universidade de Harvard, na cidade de Cambridge.

Será a 10ª edição do Programa de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância. A iniciativa reúne 60 líderes convidados de diversos países para a troca de experiências, capacitações e palestras voltadas para a educação nos primeiros anos de vida e formulação de soluções para o setor público e privado no ambiente escolar.

Para o prefeito sertanejo, além dda troca de experiências com lideranças internacionais, o encontro em Harvard pode gerar parcerias para fortalecer o ensino público na rede municipal petrolinense. "É a oportunidade de aprender políticas inovadoras para nossa cidade e mostrar porque temos uma das melhores avaliações do Nordeste. Ao mesmo tempo, fazemos conexão com entidades internacionais que podem nos ajudar com parcerias, projetos ou financiamentos para avançar ainda mais na educação de qualidade para nossa cidade", explica Miguel.

A participação de Miguel Coelho foi a convite da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, organização sem fins lucrativos ligada à questão da primeira infância. Em julho, Miguel já havia feito uma viagem à capital estadunidense, Washington, quando visitou o Congresso dos Estados Unidos e teve encontro com líderes do Brasil e outros países para tratar de inovações na gestão pública.

Miguel participa em Harvard de troca de experiências para políticas da primeira infância

UFPE
UFPEFoto: Divulgação

Na luta pela recomposição do orçamento das universidades públicas, docentes e pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco lançaram no início de julho, a série Observatório do Conhecimento. Uma realização da Associação dos Docentes da UFPE (ADUFEPE), em parceria com o Observatório do Conhecimento - rede formada por associações de docentes de universidades de diferentes estados brasileiros que dá título à produção. Além da divulgação em nossas redes sociais, a TV Universitária também irá exibir os 20 capítulos da série.
  
A série mostra exemplos de como o conhecimento criado pelas instituições federais de ensino superior, através dos projetos de pesquisa e programas de extensão, afetam diretamente a vida da população brasileira, e tem como objetivo principal sensibilizar a sociedade civil sobre o papel essencial desempenhado pelas universidades públicas na produção do conhecimento e desenvolvimento do País. A atuação da UFPE, em específico, no campo das pesquisas e seus projetos multidisciplinares, é referência mundial por seu caráter inovador. O resultado desta vasta produção impacta diretamente na vida cotidiana da população em geral, através do desenvolvimento de novas tecnologias e ferramentas criativas e funcionais para resolver problemas coletivos.

Entre os entrevistados, nomes de referência na Ciência e Tecnologia como o do ex-ministro de CT&I Sérgio Rezende, do ex-secretário de educação superior do Ministério da Educação Amaro Lins, do diretor do Centro de Informática da UFPE (CIn), André Santos, da coordenadora da Cátedra Paulo Freire, Eliete Santiago, e da ex-Secretária de Educação de Pernambuco Silke Weber, todos docentes e pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco.

Nos capítulos, são apresentados exemplos de como a universidade pública contribui para o aprimoramento científico, econômico, social e cultural da sociedade, através de casos como o impacto do processo de interiorização da UFPE no desenvolvimento do Polo Têxtil no Agreste pernambucano com a implementação do Centro Acadêmico do Agreste; a atuação do Instituto Aggeu Magalhães e do Hospital das Clínicas, e suas descobertas em diagnóstico e combate ao Zika Vírus, Dengue e Microcefalia; e a implementação do Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia da UFPE, que reúne as atividades de 12 laboratórios, com objetivo de integrar ações que visem a realização de pesquisa, inovação, ensino e extensão nas diversas áreas da cadeia produtiva da indústria do petróleo, gás e biocombustíveis.

Presidente da Associação dos Docentes da UFPE, Edeson Siqueira destaca a produção audiovisual como um marco na luta contra os cortes de 30% realizados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, no orçamento das universidades federais. “Precisamos estar cada vez mais próximos da população e sensibilizá-los a respeito da importância que a universidade têm para o desenvolvimento político, social, econômico e cultural do País. As iniciativas realizadas dentro dos laboratórios e salas de aula, em seus mais diversos segmentos, afetam diretamente a vida de todos”, afirma o docente.

A série é divulgada diariamente, na página do Facebook da ADUFEPE (www.facebook.com/adufeperecife/) em 20 episódios de aproximadamente 1 minuto. Os vídeos contam ainda com acessibilidade comunicacional, através da tradução em libras.

Confira o trecho com o ex-ministro de CT&I Sérgio Rezende:


UFPE
UFPEFoto: Divulgação

Em liminar concedida na manhã desta quarta-feira (31), o juiz federal Felipe Mota Pimentel de Oliveira, titular da 38ª Vara da JFPE, no exercício da 5ª Vara Federal, suspendeu, por solicitação do Ministério Público Federal (MPF), os artigos 1º e 3º do Decreto n° 9.725, de 12 de março de 2019, que extingue milhares de cargos em comissão e funções de confiança nas unidades das Universidades Federais e Institutos Federais, além de exonerar os eventuais ocupantes dos cargos que deixam de existir por força do decreto, a partir de 31 de julho de 2019.

De acordo com o MPF, a partir da referida data, seriam extintos 372 cargos e/ou funções comissionadas na UFPE; 83 cargos e/ou funções comissionadas na UFRPE, além de 107 da UFAPE; e, por fim, 105 cargos e/ou funções comissionadas no IFPE. Tal ação viola o artigo 84 da Constituição Federal, uma vez que direciona-se a cargos ocupados. Por outro lado, afeta diretamente a gestão das universidades e institutos federais, aos quais a Constituição de 1988 atribui autonomia administrativa e de gestão financeira e patrimonial. O MPF destaca, ainda, ser diminuto o valor que a manutenção dessas funções representa nos orçamentos das universidades e institutos federais, razão pela qual, diante dos impactos administrativos e efeitos concretos deletérios à administração das universidades e institutos federais, trata-se de medida, além de ilegal e inconstitucional, também, desarrazoada e desproporcional.

Em sua decisão, o magistrado destacou que, além dos argumentos apresentados pelo MPF, no presente caso, a adequação do decreto com outras normas constitucionais, tais como a moralidade, a impessoalidade e o próprio princípio republicano, deve ser igualmente analisada. Isto porque, em um contexto de constante altercação pessoal travado entre autoridades políticas contra a Instituições Públicas Federais de Ensino - com declarações, por parte das primeiras, que denotam intensas e explícitas emoções negativas, paixões e ressentimentos -, há razões suficientes para que se possa legitimamente questionar se a medida ora impugnada é efetivamente fruto de uma autêntica consciência republicana acerca dos problemas reais da nação ou se, em verdade, não passa da incapacidade de separar o público e o privado, os afetos da razão, a necessidade do revanchismo.

“No momento em que autoridades públicas, destemperadamente, manifestam-se, em rede nacional, no exercício de suas funções, de modo a revelarem mais emoções que argumentos, mais irracionalidade que técnica, mais compromissos privados que políticas assertivas (sejam tais políticas de quaisquer lado do espectro ideológico), tais manifestações produzem efeitos”, explicou Felipe Mota, que segue... “No presente caso, o efeito é a suspeição que este juízo, cumprindo a Constituição da República Federativa do Brasil, impõe à presunção de legitimidade que deveria pairar sobre os motivos do decreto impugnado, em vista do aparente descompasso que há entre ele e a moralidade, a finalidade e a impessoalidade que devem reger os atos públicos, descompasso esse revelado pelos compromissos de foro íntimo (não republicanos) tão viscerais como os expressados pelas autoridades em relação ao tema. Reforce-se: a presunção de legitimidade é essencial ao Estado Democrático de Direito bem como ao exercício regular das funções e burocracias estatais. Porém, essa prerrogativa do ato não é prerrogativa pessoal da autoridade e muito menos serve para a realização de desejos ou afetos com o verniz de republicanismo. Ou seja, a presunção de legitimidade não alberga a concretização pública de paixões ou interesses pessoais”, expõe a decisão.

Por fim, o magistrado destaca: “Em uma República, acaso exista dúvida em relação aos motivos que ensejaram o ato de uma autoridade - se o teor dos motivos são republicanos ou não republicanos -, desde que essa dúvida seja razoável e causada por posturas não condizentes com o decoro do cargo, a Constituição exige que o ato e/ou seus efeitos sejam sustados”.

Confira a decisão, na íntegra:

https://docdro.id/sSHWrj9

Escola Municipal Caminho da Cidadania, em Curaçá, sertão da Bahia.
Escola Municipal Caminho da Cidadania, em Curaçá, sertão da Bahia.Foto: Divulgação

Nos livros didáticos o semiárido aparece como um lugar de miséria, sem água, sem comida, uma área sem futuro para quem nela habita. É essa visão que os alunos da rede públicas dessa região têm do local onde vivem. Essa distorção foi constatada na pesquisa “Educação para a Convivência com o Semiárido Brasileiro: realidade na prática pedagógica”, realizada por pesquisadores do Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist), da Diretoria de Pesquisas da Fundaj, em parceria com a Rede de Educação do Semi-Arido Brasileiro (Resab) e o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), além de representantes de instituições governamentais e da sociedade civil.

O trabalho identificou os conceitos de convivência com o semiárido brasileiro trabalhados na prática pedagógica, além de verificar como esse conhecimento vem sendo incorporado pelos professores no cotidiano das escolas públicas. As bases teóricas da pesquisa se apoiaram nas propostas pedagógicas das redes municipais de ensino de Curaçá, Sento Sé e Uauá, na Bahia.

“Trabalhamos para verificar se os professores estavam tratando sobre o assunto e se os alunos estavam absorvendo. Ficamos surpresos ao perceber que, até então, os conhecimentos são rasos”, afirmou a coordenadora da pesquisa e do Cedist, Edilene Pinto.

Boa parte dos professores, explica,expressaram incompreensão do significado do termo trabalhado. Ou se ativeram a clichês, apesar de afirmarem ter recebido formação continuada em Educação Contextualizada no semiárido para o conhecimento que lhes faltava sobre a região.

Os alunos foram mais verdadeiros ao dizerem não saber, não ter aprendido ou não saber dizer o significado de semiárido. Na teoria, as secretarias de educação declararam que todo seu corpo docente havia participado de formação continuada na perspectiva da proposta, mas na prática essa afirmação foi contrariada.

“Acredito que, durante o período de pesquisa, por causa da mudança de gestão nos municípios, houve troca de professores. Dessa forma, muitos dos que receberam capacitação anteriormente não estavam mais ensinando nos colégios no momento em que foram analisados”, afirmou a coordenadora da pesquisa.

Comparando as respostas dos alunos e professores, houve discrepância no que diz respeito a convivência com o semiárido. Enquanto, segundo os docentes, a mesma teria sido tratada na sala de aula, as respostas dos alunos sobre aspectos negativos daregião revelaram uma visão que a nega como possibilidade de convívio, contrariando, assim, a essência da proposta: procurar modificar a visão de mundo e a representação social sobre o semiárido, desmistificando a ideia de que é lugar de miséria e de seca, onde só tem chão rachado.

Uma explicação para a não inserção plena da Ecsab na vida escolar de professores e alunos se encontra na disponibilidade insatisfatória de material didático contextualizado. A proposta pedagógica feita depois da análise, cujo pressuposto seja o da educação contextualizada, exige um maior investimento na formação continuada de professores e na produção de material didático contextualizado, de modo a criar as condições para que os alunos possam produzir sentidos para o mundo que os cerca, e assim, consolidar a política de Educação para a Região Semiárida Brasileira.

Por fim, é possível notar que, apesar das falhas, houve mudanças nas comunidades onde as escolas estão inseridas, a partir da adoção da Ecsab. Maior participação dos pais na escola, envolvimento cada vez maior dos moradores da comunidade nos assuntos da escola, fortalecimento da cultura local e a parceria escola-comunidade na discussão das questões locais visando o bem comum são reveladores dessas mudanças. Porém, ainda há muito a ser feito, tanto nesses municípios que já possuem acesso a Ecsab, quanto nos que ainda não possuem. “Pretendemos levar a Ecsab para municípios onde essa prática ainda é desconhecida, e assim, promover a valorização da cultura no semiárido brasileiro”, finalizou Edilene.

A pesquisa

pesquisa ideia a pesquisa surgiu na I Conferência Nacional de Educação do Semiárido (Conesa), realizada em Juazeiro, na Bahia (BA), em maio de 2006. Promovida pela Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab), o evento discutiu e elaborou as Diretrizes da Educação para a Convivência com o Semiárido Brasileiro. A partir daí, foi tomada a decisão de que a contribuição da Fundaj, que é integrante da Resab, seria a realização de uma pesquisa nas escolas públicas daquela região. O que também envolveria o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa).

Em abril de 2008, o projeto foi aprovado pela Comissão de Pesquisa da Diretoria de Pesquisas Sociais da Fundaj (Compesq/Dipes/Fundaj) e teve início imediato. A pesquisa de campo aconteceu com a escuta dos professores e alunos dos três municípios, por meio de questionários.

Deputado Federal Danilo Cabral (PSB-PE) vai protocolar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos da 1.373, do Ministério da Educação
Deputado Federal Danilo Cabral (PSB-PE) vai protocolar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos da 1.373, do Ministério da EducaçãoFoto: Chico Ferreira

O deputado federal Danilo Cabral (PSB) vai protocolar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos da 1.373, do Ministério da Educação, publicada no Diário Oficial da União. O texto regulamenta o decreto do presidente Jair Bolsonaro, de maio, que retira dos reitores das universidades federais a autonomia para indicar cargos de livre comissão. São atingidas, por exemplo, as nomeações de pró-reitores e diretores, que passarão a ser feitas pelo MEC e Casa Civil.

“Essa medida pode ser considerada uma intervenção do governo nas universidades e não pode acontecer em um regime democrático. Querem acabar com a autonomia das universidades”, critica Danilo Cabral, um dos coordenadores da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais. O deputado afirma que o governo Bolsonaro promove frequentes ataques à educação, desde cortes no orçamento ao fim de programas

“A educação definitivamente não é uma prioridade deste governo, a cada dia, presenciamos retrocessos”, afirma Danilo Cabral. Ele lembra que essa não é a primeira tentativa ingestão do governo nas universidades. “O governo sinalizou que pretende mudar o processo de nomeação dos reitores, determinando que ela seja feita pelo presidente da República. Por isso, apresentamos um projeto de lei (nº 3.211/19) que estabelece mecanismos e critérios para o processo de escolha de dirigentes das instituições de ensino superior”, disse.

A proposta do parlamentar estabelece, entre outras diretrizes, que será feita uma consulta à comunidade escolar da universidade, com votação uninominal. A nomeação deverá ser decorrente do processo de consulta, organizado pelo colegiado máximo da instituição, criado especificamente para este fim, no qual será declarado vencedor o candidato mais votado.

O deputado pedetista prome diversaos debates sobre educação na região
O deputado pedetista prome diversaos debates sobre educação na regiãoFoto: Divulgação

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) visita, entre terça (23) e quinta-feira (25), as cidades de Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Camboriú e Itapema (SC) com o objetivo de conhecer experiências exitosas de políticas públicas e participar de debates sobre o sucateamento do ensino superior promovido pelo governo Bolsonaro.

“O próximo semestre na Câmara será de uma luta intensa, principalmente na área de Educação, diante do sucateamento promovido pelo governo. Vamos fazer diversos debates no Sul e, aproveitando que estaremos lá, queremos conhecer experiências exitosas em algumas cidades. Vamos trocar ideias e estreitar alguns laços para melhorar o nosso mandato”, declara Gadêlha.

O pedetista se reúne também com correligionários e lideranças locais. Em seu primeiro mandato como deputado federal, Gadêlha é visto como um parlamentar em ascensão e uma das figuras que representam a renovação política na Câmara dos Deputados e no PDT.

Rio Grande do Sul

Gadêlha vai conhecer, na terça-feira, o Mercado Público de Porto Alegre - inaugurado em 1869 e tombado como patrimônio histórico em 1979. O espaço vai completa 150 anos em outubro próximo e, assim como outros espaços públicos no Brasil, corre o risco de ser entregue à iniciativa privada.

Assim como os do Recife, o Mercado Público Central é ponto de referência arquitetônica, gastronômica e cultural no Centro Histórico. No espaço, que abriga cerca de 100 lojas e 1,2 mil trabalhadores, deputado se reunirá com comerciantes locais e integrantes da Associação do Comércio do Mercado.

A capital pernambucana possui mais de 20 mercados públicos.

O pedetista se reúne também com a deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta de Leonel Brizola, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. E, depois, participa de uma roda de conversa, com estudantes, na sede União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre (UMESPA) em defesa da Educação.

Paraná

Na quarta-feira, o parlamentar desembarca em Curitiba para conhecer o funcionamento da mobilidade urbana, que é referência mundial. A capital paranaense se tornou exemplo de planejamento urbano e mobilidade sustentável ao priorizar os veículos não motorizados, como as bicicletas, e os meios de transporte coletivo, com o sistema Bus Rapid Transit (BRT) - com corredores exclusivos.

Implantado em 1974 como modelo pioneiro de transporte público, o sistema de Curitiba continua sendo referência de mobilidade urbana e uma das razões é o fácil deslocamento de passageiros por meio dos 1.226 ônibus que compõem a frota, monitorada em tempo real por câmeras e mecanismos de geolocalização.

De acordo com pesquisa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Curitiba é a cidade campeã, dentre 11 pesquisadas, no número de BRTs em operação: são oito sistemas que juntos chegam a quase 90 quilômetros. Os dois BRTs do Recife possuem 46 quilômetros.

Se a capital paranaense é modelo em mobilidade, a pernambucana figura nas piores posições. Segundo pesquisa da TomTom Traffic, Recife tem o 10º pior transito do mundo. Em outra pesquisa, esta do aplicativo de mobilidade 99, a capital pernambucana aparece como a de pior trânsito do país.

Na passagem por Curitiba, Gadêlha também se reúne com correligionários locais e, depois, participa, do evento “Quartas Trabalhistas”, evento de debates sobre conjuntura, promovido pela Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini e pelo PDT do Paraná, com o deputado estadual Goura (PDT-PR) e outras lideranças trabalhistas do estado.

Santa Catarina

O pedetista finaliza, na quinta-feira, a visita à região Sul, em Santa Catarina, onde debate com a juventude socialista do PDT na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Reúne-se também com o vereador Patrick Machado (PDT-SC). E à noite, participa de um ato na Câmara Municipal de Camboriú sobre o desmonte do ensino superior.

Uma realização da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), em parceria com o Observatório do Conhecimento
Uma realização da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), em parceria com o Observatório do ConhecimentoFoto: Divulgação

Na luta contra os cortes dos orçamentos das universidades públicas, docentes e pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco lançam, nesta quarta-feira (17), a série Observatório do Conhecimento. Uma realização da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), em parceria com o Observatório do Conhecimento - rede formada por associações de docentes de universidades de diferentes estados brasileiros que dá título à produção -, a produção apresenta, em 20 capítulos, exemplos de como o conhecimento criado pelas instituições federais de ensino superior, através dos projetos de pesquisa e programas de extensão, afetam diretamente a vida da população brasileira.

A série tem como objetivo principal sensibilizar a sociedade civil sobre o papel essencial desempenhado pelas universidades públicas na produção do conhecimento e desenvolvimento do País. A atuação da UFPE, em específico, no campo das pesquisas e seus projetos multidisciplinares, é referência mundial por seu caráter inovador. O resultado desta vasta produção impacta diretamente na vida cotidiana da população em geral, através do desenvolvimento de novas tecnologias e ferramentas criativas e funcionais para resolver problemas coletivos.

Entre os entrevistados, nomes de referência na Ciência e Tecnologia como o do ex-ministro de CT&I Sérgio Rezende, do ex-secretário de educação superior do Ministério da Educação Amaro Lins, do diretor do Centro de Informática da UFPE (CIn), André Santos, da coordenadora da Cátedra Paulo Freire, Eliete Santiago, e da ex-Secretária de Educação de Pernambuco Silke Weber, todos docentes e pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco.

Nos capítulos, são apresentados exemplos de como a universidade pública contribui para o aprimoramento científico, econômico, social e cultural da sociedade, através de casos como o impacto do processo de interiorização da UFPE no desenvolvimento do Polo Têxtil no Agreste pernambucano com a implementação do Centro Acadêmico do Agreste; a atuação do Instituto Aggeu Magalhães e do Hospital das Clínicas, e suas descobertas em diagnóstico e combate ao Zika Vírus, Dengue e Microcefalia; e a implementação do Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia da UFPE, que reúne as atividades de 12 laboratórios, com objetivo de integrar ações que visem a realização de pesquisa, inovação, ensino e extensão nas diversas áreas da cadeia produtiva da indústria do petróleo, gás e biocombustíveis.

Presidente da Associação dos Docentes da UFPE, Edeson Siqueira destaca a produção audiovisual como um marco na luta contra os cortes de 30% realizados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, no orçamento das universidades federais. “Precisamos estar cada vez mais próximos da população e sensibilizá-los a respeito da importância que a universidade têm para o desenvolvimento político, social, econômico e cultural do País. As iniciativas realizadas dentro dos laboratórios e salas de aula, em seus mais diversos segmentos, afetam diretamente a vida de todos”, afirma o docente.

A série será divulgada diariamente, no canal do YouTube da Adufepe (https://bit.ly/2xOhHKf) e nas redes sociais da entidade, em 20 episódios de aproximadamente 1 minuto. Os vídeos contam ainda com acessibilidade comunicacional, através da tradução em libras.

Confira o primeiro episódio:



1# - Observatório do Conhecimento: André Furtado

No primeiro vídeo da série desenvolvida pela ADUFEPE e Observatório do Conhecimento em defesa das universidades públicas, o professor e pesquisador André Furtado fala sobre a importância da produção científica para o desenvolvimento de pesquisas na área da saúde, em especial, no diagnóstico e tratamento do zika, chikungunya e da dengue. Doutor em Biologia, André Furtado foi diretor do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (Fiocruz) por 7 anos e hoje é professor aposentado da Fundação Oswaldo Cruz.

Observatório do Conhecimento

O Observatório do Conhecimento é uma rede formada por Associações de Docentes de universidades de diferentes estados brasileiros e parceiros da área da educação, ciência e pesquisa, da qual a ADUFEPE faz parte, que se articula em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade e da liberdade acadêmica. Iniciativa suprapartidária e independente, o Observatório do Conhecimento se mobiliza para enfrentar os cortes de investimentos no orçamento do ensino superior, além de monitorar e denunciar políticas e práticas de perseguição ideológica a reitores, professores, alunos e pesquisadores. Saiba mais em https://observatoriodoconhecimento.org.br

ADUFEPE – 40 anos de luta

Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco, a ADUFEPE é uma entidade de caráter sindical que atua, há 40 anos, na luta em defesa da democracia e da universidade pública, gratuita e de qualidade. Com cerca de 2300 sindicalizados, a associação surgiu durante o regime militar com o intuito de valorizar o caráter do trabalho do professor enquanto produtor e transmissor de conhecimentos. Responsável por conquistas históricas para o ensino público superior no Brasil, a ADUFEPE desponta hoje como referência nacional na luta pela valorização das universidades, da produção do conhecimento, da democracia e da soberania nacional. Saiba mais em http://www.adufepe.org.br/

Recepção ao reitor eleito da UFPE no Palácio do Campo das Princesas
Recepção ao reitor eleito da UFPE no Palácio do Campo das PrincesasFoto: Divulgação

O reitor eleito da UFPE,  Alfredo Macedo Gomes, acompanhado do vice-reitor eleito, Moacyr Cunha foram recebidos pelo governador Paulo Câmara (PSB) nesta terça-feira (16), no Palácio do Campo das Princesas. A eleição foi realizada na última segunda-feira (15). Além do governador, participaram da recepção os secretários estaduais de Educação e Esportes e de Ciência e Tecnologia, respectivamente Fred Amancio e Aluísio Lessa, o presidente da AMUPE, José Patriota e o ex-secretário de Juventude do Recife, Eduardo Granja, e o deputado Professor Paulo Dutra, vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alepe.

De acordo com Paulo Dutra, o estreitamento das relações entre a Universidade Federal de Pernambuco e os poderes Legislativo e Executivo é imprescindível para garantir a autonomia da universidade pública. “É muito importante estarmos fortalecendo essa relação com a Academia. Nestes tempos de ataques à educação em todos os seus níveis, é preciso lutar para garantir a continuidade de uma educação pública, gratuita e de qualidade social. É apenas com a educação que retomaremos o rumo do desenvolvimento no Brasil”, disse.

O deputado se comprometeu ainda a trabalhar na Assembleia Legislativa de Pernambuco com o objetivo de colaborar com o reitor eleito: “É preciso resistir ao descaso do Governo Federal para com a nossa educação. A UFPE é um importante instrumento de transformação social para quem tem como projeto de vida cursar a universidade. Não só como parlamentar, mas também como membro da comunidade escolar da Universidade Federal de Pernambuco, me comprometo em caminhar juto com o novo reitor, Alfredo Gomes, para garantirmos a continuidade e a ampliação do acesso ao ensino superior público e a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão”.

Eleitos em segundo turno, para serem confirmados na direção da universidade, os nomes dos professores Alfredo Gomes e Moacyr Cunha precisam ser validados pelo Ministério da Educação. Como de costume, o MEC recebe uma lista tríplice encaminhada pelo Conselho Universitário da UFPE e encabeçada pelos vencedores do pleito. A palavra final, porém, caberá ao Governo Federal.

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