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Documento assinado pelo PT, PSB, PDT, Psol, PCdoB, Rede, PV e Unidade Popular reafirma unidade para 'resistir à agenda neoliberal e antidemocrática de Jair Bolsonaro'
Documento assinado pelo PT, PSB, PDT, Psol, PCdoB, Rede, PV e Unidade Popular reafirma unidade para 'resistir à agenda neoliberal e antidemocrática de Jair Bolsonaro'Foto: Humberto Pradera

A situação política, econômica e social do país é cada dia mais grave. O presidente da República afronta sistematicamente a Constituição e a Democracia. Atua para desestabilizar as instituições, ao apoiar manifestações contra o Congresso e o STF e ao incitar ações políticas e ilegais nas polícias militares.

A economia continua estagnada. A política de austeridade voltada aos interesses do sistema financeiro drena recursos da sociedade. O real se desvaloriza, não há investimentos públicos nem privados, as projeções do PIB são minguantes.

A vida do povo piora com os cortes nos programas de proteção social. Milhões aguardam na fila do Bolsa Família e da Previdência. Não há resposta eficaz para o desemprego. O trabalho é cada vez mais informal e precário. A fome voltou a atormentar as famílias.

Diante deste acúmulo de crises, que compromete o desenvolvimento do país, sacrifica a vida do povo e ameaça a própria democracia, os partidos políticos que assinam esta nota decidem:

* Resistir à agenda neoliberal, de destruição dos direitos do povo e do estado brasileiro;
* Definir uma pauta de atuação conjunta no Congresso Nacional em defesa do país;
* Apoiar, incentivar e participar dos atos e manifestações dos movimentos sociais, sindicais e populares convocados para os dias 8 (Dia Internacional da Mulher), 14 (2 anos do assassinato de Marielle e Anderson) e 18 de março (Em Defesa da Educação do Serviço Publico);
* Fortalecer o fórum permanente dos partidos de oposição para avaliar a conjuntura e definir ações e manifestações conjuntas;
* Construir atos nacionais unificados em defesa dos direitos do povo, da democracia e da soberania, com todas as forças democráticas;
* Construir uma política unificada de comunicação, fortalecendo a presença nas redes sociais.

Brasília, 3 de março de 2020

Partido dos Trabalhadores
Partido Socialista Brasileiro
Partido Democrático Trabalhista
Partido Socialismo e Liberdade
Partido Comunista do Brasil
Rede Sustentabilidade
Partido Verde
Unidade Popular

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB)
Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB)Foto: Divulgação

A alta de 1,1% do PIB em 2019 é um grande resultado para o país após os impactos do desastre de Brumadinho e da derrocada da economia da Argentina, afirmou nesta quarta-feira (4) o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Segundo ele, sem essas adversidades, a economia brasileira teria crescido acima 1,5% no ano passado.
  
“Os que falam de pibinho de 1,1%, trata-se de um grande resultado em meio à derrocada da Argentina e ao acidente grave de Brumadinho, que ceifou receitas de exportação de minério de ferro do Brasil”, disse o líder. “Se não tivessem acontecido essas adversidades, que não estavam na mão do governo, o PIB certamente teria ultrapassado 1,5%. E neste ano temos todas as condições, se prosseguirmos com essa agenda, de ver o PIB acima de 2%.”

A declaração foi feita durante a votação da PEC dos Fundos pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Para ele, a aprovação da emenda é um grande passo para enfrentar o grave desequilíbrio das contas públicas. “O que está em discussão é a transferência de recursos para determinadas áreas por meio de fundos cuja eficácia de utilização não chega, na média, a 50%. Estamos retirando do Orçamento o dinheiro que está faltando para saúde, educação e segurança pública e canalizando para fundos onde os recursos se esterilizam”, explicou.
  
“O Brasil só vai conseguir consolidar o seu crescimento se o Congresso Nacional tiver a coragem para tomar medidas duras e amargas, que possam reequilibrar as contas públicas”, acrescentou Fernando Bezerra Coelho.

Centrais sindicais
Centrais sindicaisFoto: Anderson Stevens / Folha de Pernambuco

Exigimos providências para resguardar o Estado de Direito

Na noite desta terça-feira de Carnaval, 25 de fevereiro, a sociedade brasileira recebeu com espanto a notícia de que o presidente da República, eleito democraticamente pelo voto em outubro de 2018, assim como governadores, deputados e senadores, disparou por meio do seu Whatsapp convocatória para uma manifestação contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, a ser realizada em todo país em 15 de março próximo.

Com esse ato, mais uma vez, o presidente ignora a responsabilidade do cargo que ocupa pelo voto e age, deliberadamente, de má-fé, apostando em um golpe contra a democracia, a liberdade, a Constituição, a Nação e as Instituições.

Não há atitude banal, descuidada e de “cunho pessoal” de um presidente da República. Seus atos devem sempre representar a Nação e, se assim não o fazem, comete crime de responsabilidade com suas consequências.

Ressaltamos que, segundo o Art. 85 da Constituição Federal:

“São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação”.

A Nação brasileira deve repudiar a enorme insegurança política que fere a liberdade, os direitos dos cidadãos, que trava a retomada do crescimento e, por consequência, alimenta o desemprego e a pobreza.

Precisamos ultrapassar essa fase de bate-bocas nas redes sociais e de manifestações oficiais de repúdio aos descalabros do presidente da República.

Não podemos deixar que os recorrentes ataques à nossa democracia e à estabilidade social conquistadas após o fim da ditadura militar e, sobretudo, desde a Constituição Cidadã de 1988, tornem-se a nova normalidade.

Diante desse escandaloso fato, as Centrais Sindicais consideram urgente que o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional se posicionem e encaminhem as providências legais e necessárias, antes que seja tarde demais.

Do mesmo modo, conclamamos a máxima unidade de todas as forças sociais na defesa intransigente da liberdade, das instituições e do Estado Democrático de Direito.

São Paulo, 26 de fevereiro de 2020

Sergio Nobre, presidente da CUT (Central única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo, presidente da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

José Calixto Ramos, presidente da NCST (Nova Central de Sindical de Trabalhadores)

Antonio Neto, presidente da CSB (Central de Sindicatos do Brasil)

As inscrições para o edital 'Resistência' podem ser feitas até 28 de fevereiro
As inscrições para o edital 'Resistência' podem ser feitas até 28 de fevereiroFoto: Divulgação

As inscrições para o edital 'Resistência' podem ser feitas até 28 de fevereiro
Em um cenário em que direitos fundamentais da população brasileira vêm sendo ameaçados e retirados continuamente, e diante do avanço de um conservadorismo extremo que lança mão de violência de Estado contra pessoas em situação de vulnerabilidade, o Fundo Brasil vai doar R$ 800 mil a organizações, grupos e coletivos que promovem e defendem direitos humanos em todo o país.

Com o título “Resistência”, o Edital Geral 2020 foi lançado na quinta-feira, 5 de dezembro, e recebe inscrições de projetos até 28 de fevereiro. Cada projeto apoiado poderá receber até R$ 40 mil para executar sua proposta de mobilização e luta popular.

O Edital Geral 2020 do Fundo Brasil vai apoiar grupos que dispõem de poucos recursos ou têm dificuldade de acesso a outras fontes de financiamento. Propostas que pretendam estimular o trabalho em rede e as que sejam lideradas por jovens terão prioridade.

Em relação aos temas, o edital define como prioridades de apoio: direitos das mulheres, especialmente negras, indígenas e de populações tradicionais; enfrentamento à violência de Estado; valorização e defesa das religiões de matriz africana; direitos de refugiados e fortalecimento institucional.

Não serão aceitos projetos apresentados por organizações governamentais, universidades, organizações internacionais, partidos políticos, empresas e microempreendedores individuais.

As propostas inscritas passam por uma triagem interna feita pela equipe do Fundo Brasil que avalia a adequação de cada projeto ao escopo do edital. Em seguida, um comitê de seleção independente, formado por ativistas de diversas causas dos direitos humanos e de origem diversa pelo país, escolhe os projetos a serem apoiados. A decisão final fica a cargo do Conselho de Administração do Fundo Brasil.

A lista de projetos a serem apoiados será divulgada a partir de 26 de junho de 2020.

Sobre o Fundo Brasil

O Fundo Brasil é uma fundação independente, sem fins lucrativos e com a proposta inovadora de criar meios sustentáveis para destinar recursos a organizações sociais que lutam pela defesa dos direitos humanos. A partir do apoio financeiro e técnico oferecido a essas organizações, o Fundo Brasil viabiliza o desenvolvimento de projetos de defesa e promoção de direitos humanos em todas as regiões do país, impactando positivamente no dia a dia de milhares de pessoas. Em atividade desde 2007, o Fundo Brasil já apoiou cerca de 500 projetos.

Lançamento aconteceu no 4° Congresso Brasileiro dos Promotores de Eventos, promovido pela EMBRAPE
Lançamento aconteceu no 4° Congresso Brasileiro dos Promotores de Eventos, promovido pela EMBRAPEFoto: Divulgação

Idealizada e criada pelo Deputado Felipe Carreras (PSB/PE), a Frente visa fortalecer o setor. “Demos um grande passo para tratarmos demandas importantes do setor. Não faltam pessoas interessadas nessa pauta e juntos, vamos mostrar a nossa força, contribuindo com avanços e ajudando o país a crescer”, ressaltou.
  
Carreras também citou a Medida Provisória assinada hoje pelo Presidente Jair Bolsonaro, que transforma o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) na Agência Brasileira de Promoção Internacional de Turismo. “Considero essa MP um avanço.
  
Como agência, a Embratur poderá fazer parcerias com a iniciativa privada e promover ações com mais autonomia e agilidade”. A proposta ainda reduz a arrecadação do ECAD pela reprodução de obras artísticas em quartos de hotel e cabines de navio.

Estiveram presentes no evento o Ministro do Turismo Marcelo Álvaro, o Presidente da Embratur Gilson Machado Neto, o Presidente da ABIH Manoel Linhares, o Presidente da ABRAPE Carlos Alberto Xaulim, mais de 30 Deputados Federais e 05 Senadores.

Fórum que reúne secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras fez encontro no Recife nesta terça
Fórum que reúne secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras fez encontro no Recife nesta terçaFoto: Andréa Rêgo Barros/ PCR

Presidente para a América do Sul do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade, o prefeito Geraldo Julio (PSB) fez a abertura do 17º Encontro Nacional do Fórum de Secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras – CB27, realizado nesta terça-feira (05) no Recife. O foco do encontro foi Eficiência Energética e o prefeito destacou a importância dos municípios, especialmente as capitais, atuarem para inovar e atingir a redução das emissões dos gases do efeito estufa e citou alguns exemplos de ações do Recife como a expansão da iluminação em LED na cidade com o Ilumina Recife e o projeto de Eficiência Limpa que será implantado no Hospital da Mulher do Recife. O encontro aconteceu no Hotel Transamérica Prestige Beach Class, no Pina.

O prefeito Geraldo Julio falou sobre a importância do protagonismo dos municípios, frente a alguns retrocessos que acontecem com governos nacionais. Como exemplo lembrou quando em 2018, o governo brasileiro retirou sua candidatura para que o Brasil fosse sede da 25ª Conferência do Clima da ONU (COP-25) e o anuncio esta semana da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre. “Na hora que o governo nacional caminha numa linha que vai de encontro com o que a ciência tem mostrando e comprovado para o mundo inteiro, é hora dos governos locais assumirem o papel de enfrentamento as mudanças climáticas e de fazer o convencimento e o engajamento para que as pessoas possam reconhecer de fato a importância do tema”, ponderou.

O encontro do CB27 acontece paralelamente à realização da Conferência Brasileira de Mudança do Clima, evento preparatório para a COP 25, que acontece no Recife a partir desta quarta-feira (6). A solenidade, contou com a participação do coordenador Regional do CB27 e Secretário de Meio Ambiente de Vitória, Luiz Emanuel Zouain, a coordenadora de Projetos de Descentralização e Desenvolvimento Sustentável da Fundação Konrad Adenauer, Marina Caetano, o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, além dos secretários municipais.

No encontro o prefeito também falou sobre o desastre ambiental que afetou todo o litoral nordestino nas últimas semanas e que vai pautar também a Conferência. "Uma tragédia ambiental sem precedentes cujas consequências ambientais ainda vão ser conhecidas. Só a partir dos estudos que ainda precisam ser feitos, vão poder nortear quais ações possíveis vão ser capazes de mitigar as consequências ambientais e sociais que o derramamento de óleo provocou", explicou.

O 17º Encontro Nacional dos Secretários de Meio Ambiente teve como objetivo promover a discussão acerca do financiamento de projetos e iniciativas de eficiência energética nas edificações públicas e privadas, de energia sustentável no transporte e de novas tecnologias. Pautou ainda o debate sobre o papel das capitais no processo de transformação da matriz energética brasileira, a partir da disseminação e do compartilhamento de casos de sucesso e de conexões com o setor privado.

Secretária em exercício de Meio Ambiente do Recife, Raquel Moraes destacou algumas das ações realizadas pela Prefeitura do Recife e apresentadas no encontro. “O Recife é a 16º cidade mais vulnerável as mudanças climáticas do mundo, segundo dados do IPCC. A Prefeitura vem realizando políticas públicas de enfrentaento como Política de Sustentabilidade e de Enfrentamento das Mudanças Climáticas do Recife sancionada em 2014, inventário de emissão dos Gases do Efeito Estufa (GEE), a requalificação do Jardim Botânico, entre outros”, afirmou.

O coordenador Regional do CB27 e Secretário de Meio Ambiente de Vitória, Luiz Emanuel Zouain destacou a importância da reunião para a agenda climática. “Nossa principal meta é o fortalecimento e ação coordenada das Secretarias de Meio Ambiente para o enfrentamento da crise climática. Esta é uma oportunidade importante para os municípios”, pontuou.

Conferência Brasileira de Mudança do Clima – A partir desta quarta-feira (6), o Recife sediará a Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC). A programação da CBMC vai transformar o Bairro do Recife no Bairro do Clima com atividades em nove espaços, sendo parte deles prédios públicos cedidos pela Prefeitura do Recife, para debates em torno da temática da conferência. que servirão de palco para mais de 80 painéis, entre sessões de debates, mesas redondas, grupos de trabalho, demonstração de negócios e tecnologias, workshops, demonstração de iniciativas da sociedade civil e comunidades; sessões de diálogos de governos subnacionais; oitivas e assembleias de deliberação. A abertura acontece no Arcádia Paço Alfândega, às 8h30.

O município de Camaragibe realizou nesta quarta-feira (23) a IV Conferência Municipal da Juventude Camaragibe
O município de Camaragibe realizou nesta quarta-feira (23) a IV Conferência Municipal da Juventude CamaragibeFoto: Divulgação

O município de Camaragibe realizou nesta quarta-feira (23) a IV Conferência Municipal da Juventude Camaragibe, onde reuniu, na Escola Estadual Francisco De Paula, estudantes interessados em discutir as políticas públicas para a população jovem do município. O tema trabalhado este ano trouxe o eixo “As Novas Perspectivas para as Juventudes Camaragibenses – Camaragibe pelo Desenvolvimento das Políticas Afirmativas para as Juventudes”.

“Trazer os jovens para discutir políticas públicas é mais do que essencial para um bom funcionamento de uma gestão que é comprometida com o futuro da cidade, como a nossa. Queremos que eles participem e se sintam parte de toda construção política do meio em que vivem”, contou o secretário de Assistência Social, Anderson Neves.

Para abrir o momento de diálogo, o secretário extraordinário de Articulação Institucional, Paulo Wilton, reforçou o compromisso da gestão sob o comando da prefeita Doutora Nadegi com os jovens da cidade. “Esse é um momento muito importante, pois nós que fazemos a gestão acreditamos na nossa juventude. Sabemos que com ela organizada e dialogando entre si, conseguiremos avançar nas políticas públicas para a população jovem. Acreditamos que essa mobilização ativa é capaz de garantir os direitos e os avanços necessários”, disse.

A representante da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Marta Almeida, também presente no encontro, ministrou palestra e destacou a importância do momento. “Em momento de retrocesso político, é muito significativo fazer uma conferência como esta para que nós possamos manter, além do processo democrático, uma gestão popular e participativa. Estamos fazendo história. Nem todos os municípios e estados estão promovendo encontros como este. É a participação popular junto ao poder público para fazer melhor pela cidade de Camaragibe”, ressaltou.

camaragibe

Na opinião de Tadeu Alencar, o financiamento público permitirá condições de disputas mais justas a candidaturas que não tenham proximidade com setores econômicos
Na opinião de Tadeu Alencar, o financiamento público permitirá condições de disputas mais justas a candidaturas que não tenham proximidade com setores econômicosFoto: Divulgação

Ao participar de audiência pública sobre a Reforma Política, na sede da OAB-PE, o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Tadeu Alencar, defendeu o financiamento público de campanha como instrumento importante para equilibrar as oportunidades entre as candidaturas e partidos. Para ele, um sistema baseado no financiamento privado permite distorções e influências negativas dos financiadores. Ele criticou, no entanto, a elevação dos valores do fundo eleitoral em níveis irreais, como chegou a ser defendido pela Comissão de Orçamento da Câmara.

“Muitas empresas, quando fazem doação às campanhas, não o fazem por ideologia ou por afinidade com os valores que o candidato defende. Mas, para capturar o poder político e colocar aquela representação a serviço dos seus interesses e não da sociedade”, afirmou Tadeu, para quem as mudanças promovidas pelo STF, ao declarar a inconstitucionalidade da doação empresarial a partir das eleições de 2016, deram um “freio de arrumação” no sistema privado de financiamento de campanhas.

“Em 2016, já se teve um freio muito relevante na alteração dessa escalada da influência do poder econômico, dessa espiral que certamente não levou o Brasil a um bom caminho”, disse o deputado. Ele defendeu uma discussão serena sobre o fundo e criticou o aumento irreal de seus valores: “Fico espantado que a Comissão de Orçamento tenha tentado aumentar em R$ 2 bilhões, o valor do fundo”.

Na opinião de Tadeu Alencar, o financiamento público permitirá condições de disputas mais justas a candidaturas que não tenham proximidade com setores econômicos, como as de líderes populares e sindicais, estudantes, artistas e representantes da cultura popular, alguém de classe média ou qualquer um do povo. O fundo público, diz Tadeu, permite com mais segurança o exercício de “um mandato independente, altivo ao representante do povo no parlamento”. Ele se mostrou confiante de que as discussões caminham para bom termo. “Acho que o Supremo Tribunal Federal caminhou nessa direção exatamente porque nós chegamos a uma situação limite. Eu tenho muita confiança de que iremos construir um bom modelo”, assinalou.

Honorários - A uma plateia de advogados, o parlamentar socialista defendeu a permissão para que despesas com advogados, em questões eleitorais, pudessem ser incluídas no fundo eleitoral, mas dentro do limite da campanha, como era sugerido por destaque apresentado pelo PSOL, que acabou derrotado.

“Como eu disse, falando pela liderança do meu partido na Câmara, essa é uma despesa como qualquer outra. Você financia propaganda, aluguel de comitê, programa de televisão, e não pode pagar um profissional de Direito para defender uma questão afeta ao processo eleitoral? É claro que o fundo deve poder pagar. O que fui contrário é que não houvesse limite. Se tudo deve estar dentro do limite, porque não as despesas com advogado e contador?”, questionou Tadeu.

Segundo o projeto, o início da Quaresma é na Quarta-feira de Cinzas e a data não pode ser dedicada a uma festa profana
Segundo o projeto, o início da Quaresma é na Quarta-feira de Cinzas e a data não pode ser dedicada a uma festa profanaFoto: Divulgação/ Facebook Prefeitura de Salvador

A Câmara Municipal de Salvador aprovou nesta quarta-feira (11) um projeto de lei que proíbe a realização de festejos de Carnaval em Salvador a partir das 5h da Quarta-feira de Cinzas. A proposta ainda depende da sanção do prefeito ACM Neto (DEM) para virar lei.

O projeto, de autoria do vereador Henrique Carballal (PV), é amparado por uma justificativa religiosa: ele argumenta que, por marcar o início da Quaresma, a Quarta-feira de Cinzas não pode ser dedicada a uma festa profana.

Na tradição da Igreja Católica, a Quaresma -período de 40 dias que antecede a Páscoa- deve ser dedicada ao resguardo.

"O Carnaval é uma festa vinculada ao calendário eclesiástico. Esticá-lo para a Quarta-feira de Cinzas, na verdade, é fazer uma negação do que é o Carnaval", disse à reportagem Carballal, que é ligado à Igreja Católica.

O vereador argumenta que, mesmo o Estado sendo laico, cabe ao Poder Público deve reconhecer a maioria cristã: "Não sou nenhum fundamentalista religioso, gosto de Carnaval. Mas o que vinha acontecendo era um exagero".

O arrastão da Quarta-Feira de Cinzas foi criado em 1995 por Carlinhos Brown e, desde então, tornou-se uma tradição no Carnaval de Salvador.

O desfile acontece no final da manhã da Quarta de Cinzas no sentido contrário ao do Carnaval, seguindo da Barra até Ondina. Também costuma ser mais curto, já que os trios elétricos andam em maior velocidade.

Artistas como Ivete Sangalo e Daniela Mercury já desfilaram durante o arrastão na Quarta-feira de Cinzas. No ano passado, a festa foi comandada pelo cantor Léo Santana e atraiu milhares de foliões.

O arrastão também é encarado como uma opção de lazer para os foliões que querem mais um dia de festa, mas também para os ambulantes e outros profissionais que trabalham durante o Carnaval.

Para o vereador Henrique Carballal, contudo, não se pode comparar uma tradição carnavalesca de de 24 anos com a Quaresma. "Estamos falando de uma tradição milenar".

A Quaresma surgiu por volta do ano 350, quando a Igreja decidiu aumentar de três dias para 40 dias o período de preparação para a Páscoa.

O gestor relata a atual e preocupante situação do sistema carcerário nacional
O gestor relata a atual e preocupante situação do sistema carcerário nacionalFoto: Ray Evllyn/SJDH

O secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária do Brasil (Consej), Pedro Eurico, enviou nesta quinta-feira (29) uma carta solicitando ao Supremo Tribunal Federal (STF), Câmara e Senado Federal, além da Procuradoria Geral da República, apoio na destinação dos recursos apreendidos pela Operação Lava Jato ao Sistema Prisional Brasileiro.

No documento, o gestor relata a atual e preocupante situação do sistema carcerário nacional, que, de acordo com o último levantamento do Banco de Monitoramento de Prisões, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), computa mais de 812 mil presos no Brasil e outros 366,5 mil mandados de prisão pendentes.

De acordo com Eurico, as outras áreas que vêm sendo sondadas para receber os recursos já dispõem de verbas para manutenção das suas atividades. A carta foi destinada ao ministro Alexandre de Moraes, ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao presidente do STF, Dias Toffoli, e à procuradora-geral Raquel Dodge.

“Não há qualquer perspectiva de redução da população carcerária e os investimentos no sistema prisional estão em queda vertiginosa. Em 2016, houve um repasse igualitário para os estados de R$ 44 milhões; em 2018, a aplicação caiu para R$ 3 milhões; em 2019, até o momento, nada foi liberado; e para 2020 a previsão é que não haja qualquer investimento”, diz a carta.

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