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"O Poder da Corrupção nas Democracias Contemporâneas"
"O Poder da Corrupção nas Democracias Contemporâneas"Foto: Divulgação

A grave crise democrática que se estende por diversas nações e apresenta a corrupção como uma espécie de quarto poder é o tema central do livro "O Poder da Corrupção nas Democracias Contemporâneas", do escritor Paulo Roberto Cannizzaro, que será lançado na próxima terça-feira (11), na Rua Januário Barbosa, 266, Madalena.

Produzido pela editora portuguesa Chiado, o livro mostra, constituído de forma paralela às instituições legais. Em 2019, virá a público o terceiro exemplar da série, tratando de forma específica sobre dívida pública com o olhar especializado de alguém que tem larga experiência na área tributária.

"Em 'O Poder da Corrupção nas Democracias Contemporâneas' eu apresento a corrupção como um marco civilizatório, já que nenhuma sociedade está imune ao problema. Mas as que apresentam mais degradação são justamente aquelas onde a inapetência política é maior. É um paradoxo. A minha teoria é a de que as pessoas estão desenvolvendo aversão aos políticos e ao mundo da política, tornando o ambiente mais propício para a corrupção, num verdadeiro círculo vicioso. Já nas sociedades onde a soberania popular é mais viva, é mais difícil haver este processo", analisa.

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O autor ressalta que todos os países são afetados pela corrupção. "A diferença é que nas sociedades mais desenvolvidas, existe um cuidado em se aperfeiçoar os mecanismos de proteção, controle e combate", destaca Cannizzaro, ao mesmo tempo em que lamenta o fato de que também vem se generalizando uma falência social e política.

Os principais países da Europa e mesmo os Estados Unidos da América, que por tanto tempo se gabaram de avanços sociais em seus sistemas democráticos, entraram também em colapso quando suas legendas políticas assumiram condutas econômicas antissociais, levando à perda de legitimidade de seus sistemas. Como resultado, partidos tradicionais vem perdendo o apoio das sociedades civis e as pessoas passaram a desprezar cada vez mais os temas políticos, enquanto muitas sociedades estão se tornando excessivamente judicializadas.

"Despolitizou-se a sociedade civil, ninguém confia mais nestes personagens políticos, além de ter havido uma expansão de comportamentos desviados de corrupção em todas as dimensões. É o resultado de um Estado deformado que já não consegue atender as necessidades sociais. Uma democracia liberal profundamente adoentada, que foi definida antes como um regime de 'democracia ideal', mas que entrou em crise, sob o impacto da perda de legitimidade dos governos", descreve.

Além de fornecer uma visão mais ampla do problema, Paulo Roberto Cannizzaro aprofunda sua análise acerca do Brasil (que já havia sido iniciada no volume anterior da trilogia, em que destacou as raízes do processo, antes mesmo de nos tornarmos uma república). O livro está atualizado até o último julgamento do presidente Lula. "Tentei mostrar todos os lados da questão, trazendo uma visão analítica e imparcial sobre a corrupção, que não é exclusiva de um partido político ou de um momento histórico", conta o autor, que finaliza conclamando os leitores a se envolverem com as questões políticas. "É fato que este modelo de gestão do Estado e da política nacional fragmentou-se. Mas é tempo de refundar a República e o Estado brasileiro".

Serviço:

Lançamento do livro "O Poder da Corrupção nas Democracias Contemporâneas", de Paulo Roberto Cannizzaro. Editora Chiado.
Local: Rua Januário Barbosa, 266, Madalena.
Dia: 11.12
Hora: 18h

Assassinatos de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes aconteceram há mais de oito meses e criminosos ainda não foram identificados
Assassinatos de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes aconteceram há mais de oito meses e criminosos ainda não foram identificadosFoto: Divulgação

Livro deixa dissertação da ex-vereadora da capital fluminense com linguagem voltada para o público em geral
Livro deixa dissertação da ex-vereadora da capital fluminense com linguagem voltada para o público em geral - Crédito: Divulgação

A ex-vereadora da cidade do Rio de Janeiro pelo PSol, Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018, terá uma adaptação da dissertação de mestrado que Marielle defendeu em 2014 na Universidade Federal Fluminense (UFF) lançada simultaneamente em 18 cidades.

O livro "UPP: a redução da favela a três letras - uma análise da política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro" retrata seu trabalho enquanto moradora da comunidade da Maré, e, portanto, suas respectivas posturas políticas enquanto mulher negra da periferia carioca.

Doutora em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro IUPERJ-UCAM (2009), Lia de Mattos Rocha, foi a responsável por deixar o livro mais acessível para o público não-acadêmico.

Belém do Pará, Belo Horizonte, Florianópolis, Goiânia, Maceió, Porto Alegre, Curitiba, Vitória, São Luís, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Tiradentes, Tabatinga e Teresina, além de Letícia, na Colômbia. No dia 10, a mãe de Marielle, dona Marinete Silva, irá a Madri, na Espanha, falar num evento da Anistia Internacional.

Em Recife, o lançamento acontece na praça da UR 11, na fronteira entre o Recife e Jaboatão dos Guararapes, dentro do evento Ibura Black (que tem entrada gratuita). A obra tem 160 páginas, custa R$ 30 e terá sua renda revertida para a família de Marielle, podendo ser comprado presencialmente ou através do site https://n-1publications.org.

Livro: "UPP: a redução da favela a três letras - uma análise da política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro"

Onde: Praça da UR-11

Quando: Sábado, 8 de dezembro, 19h. Durante o evento Ibura Black (que tem entrada gratuita).

Quanto: R$ 30

* Leia mais na edição deste sábado do Folha Mais, na matéria de Mariana Mesquita

Comunidade da Maré

Comunidade da Maré, Rio de Janeiro                                        Crédito: Dimitri Moretti

 

Banda 47Soul é formada por membros da Palestina e Jordânia
Banda 47Soul é formada por membros da Palestina e JordâniaFoto: Marcos Hermes/ Flickr Mimo 15 anos

Na última sexta-feira (26), o Festival Mimo, que completava 15 anos, teve sua abertura com concerto de Hermeto Pascoal, na Catedral da Sé, em Olinda, depois que a organizadora da Mimo, Lu Araújo, e o prefeito Professor Lupércio (SD) declarou oficialmente iniciado o final de semana especialmente cultural.

Já no sábado (24) , Egberto Gismonti fez seu concerto na Sé atraindo dezenas de pessoas para dentro e fora do espaço da catedral. Ele homenageou grandes nomes como Pixinguinha e  Heitor Villa-Lobos, destacando a importância deste tipo de Festival para o País.

O teor dos shows da noite foi bastante político, como no caso da excelente banda Palestine Soul, que que fez uma apresentação dançante mesclando ritmos árabes e universais. O público delirou quando o grupo fez uma fala contra o fascismo e a favor da liberdade.

O momento mais esperado da noite foi apresentação do rapper Emicida, que também foi extremamente dançante e combativo, com falas e vídeos contra o racismo e o fascismo. Centenas de fãs se aglomeravam na Praça do Carmo, vibrando com Emicida até quase às 2 horas da madrugada.

*Com informações de Mariana Mesquita, de Editoria de Diversão & Arte

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