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Caminhada dos TerreirosFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A Academia Brasileira de Ciências Criminais (ABCCRIM) é uma entidade de fins culturais, presidida nacionalmente pelo professor e advogado Cristiano Carrilho. Pelo segundo ano consecutivo, a ABCCRIM irá realizar uma programação especial e gratuita, aberta ao público, para comemorar o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, coordenando roda de diálogo, homenagens e lançamento de livro, no auditório do Museu da Cidade do Recife (Forte das 5 Pontas) a partir das 17 horas da terça-feira, 21 de janeiro de 2020.

A roda de diálogo coordenada pela ABCCRIM pretende socializar testemunhos de crimes contra a liberdade religiosa, perseguições, experiências de sofrimento e preconceito vivenciadas pelos indivíduos, visando a promoção da tolerância nas relações humanas e contará com representantes cristãos, judeus, espíritas e de matriz africana, audição musical humanitária com participação do Coral Vozes de Sião (19h), homenagem ao Museu da Cidade do Recife e, às 20h, lançamento do livro Ética e Direito em Debate Volume 02.

Serviço:

Dia: 21 de Janeiro de 2020 (Terca-Feira)
Horário: das 17 às 22h.
Local: Museu da Cidade do Recife, Praça das Cinco Pontas, s/n - São José, Recife – PE.

Programação:

17h - Roda de diálogo pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e Homenagem ao Museu da Cidade do Recife.

19h- Apresentação do Coral Vozes de Sião.

20h – Coquetel de lançamento do livro "Ética e direito em debate - Volume 2".

O número de reeducandos trabalhando aumentou de 852 para 1.161 em 2019
O número de reeducandos trabalhando aumentou de 852 para 1.161 em 2019Foto: Ray Evllyn / SJDH

Em um ano, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) conseguiu ampliar as frentes de trabalho para os reeducandos, egressos do sistema prisional, em 36%. De janeiro a dezembro de 2019, o número de ex-detentos no mercado de trabalho aumentou de 852 para 1.161. Além de promover a reinserção social, o objetivo da iniciativa é diminuir a reincidência criminal. Os novos trabalhadores cumprem pena no regime aberto e livramento condicional.

Ao todo, 35 empresas públicas e privadas são parceiras do Patronato Penitenciário, órgão ligado à SJDH, que integra do Pacto Pela Vida, e é responsável por acompanhar os apenados. Trinta dias após deixar a prisão, eles se apresentam. No acompanhamento da pena, também podem contar com cursos profissionalizantes, assistência psicossocial e jurídica, além de se cadastrarem em um banco de talentos para vagas de trabalho.

Os contratos de trabalho estipulam carga horária de seis a oito horas e oferecem remuneração de um salário mínimo (R$ 1.039). Entre as atividades, estão: limpeza e manutenção de vias urbanas, ajudante de produção, jardinagem, agente administrativo e serviços gerais. Além da responsabilidade social, a iniciativa pode ser um bom negócio. Em média, as empresas privadas e os órgãos governamentais conveniados pouparam quase R$ 10 milhões em 2019. Economia gerada porque os contratos são regidos pela Lei de Execuções Penais, desobrigando os empregadores de encargos trabalhistas como 13° salário, férias e Fgts.

De acordo com o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, toda sociedade ganha com a reinserção dos apenados. “A maioria dessas pessoas atua para melhorar serviços públicos, cuidando da cidade. Assim, não voltam a cometer novos crimes, quebrando um ciclo de violência”, detalha.

Seis meses depois de ter deixado a prisão, José Fábio, 48 anos, finalmente conseguiu voltar ao mercado de trabalho. O reeducando integra a equipe de logística do Conorte (concessionária do Grande Recife Consórcio de Transporte). “A essa altura da minha vida, é difícil conseguir trabalho, ainda mais por ser reeducando. Essa nova chance representa minha reconstrução pessoal e familiar”, conta José.


mercado

Crédito: Ray Evllyn / SJDH

Unicap
UnicapFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Para marcar o Dia Internacional das Defensoras dos Direitos Humanos (29), o Coletivo de Mulheres Defensoras dos Direitos Humanos de Pernambuco (CMDDH- PE) realiza nesta quarta-feira (27), o seminário "Somos todas Defensoras dos Direitos Humanos: As Nossas Vidas Importam!". O evento acontece a partir das 8h, no Auditório Dom Helder Câmara, da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

A atividade objetiva fortalecer a Política de Proteção às pessoas defensoras dos direitos humanos, além de reconhecer e empoderar mulheres que exercem este papel.

A programação do Seminário conta com quatro rodas de diálogo seguidas de debates. Entre os temas, "Histórias de Lutas: As nossas vidas importam", com relatos de Defensoras de cinco Estados brasileiros; "Experiências Internacionais", com participação da ONU Mulheres e da Organização de Mulheres de Angola (OMA); "Políticas Públicas para as Defensoras de Direitos Humanos", com representantes do Ministério Público de Pernambuco e das secretarias da Mulher, do Estado e do Recife, e Executiva de Direitos Humanos; e "Mulher, Direitos Humanos e Comunicação", com as jornalistas Bianka Carvalho e Marcionila Teixeira.

Serviço:

Seminário Somos todas Defensoras dos Direitos Humanos: As Nossas Vidas Importam!

Data: 27/11

Hora: 8h

Local: Auditório Dom Helder Câmara - UNICAP

Igualdade Racial
Igualdade RacialFoto: Rafael Furtado

Para marcar o mês da Consciência Negra, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco promove o evento “Diálogos negros: consciência e luta dentro e fora do mercado de trabalho” no dia 29 de novembro, às 13h, no auditório da sede do órgão (Rua Conselheiro Portela, 531 - Espinheiro). O encontro, que é aberto ao público, tem o objetivo de promover discussões sobre negritude, racismo e desigualdade racial no trabalho. A programação conta com exibição de documentário e roda de debate com convidadas. As inscrições podem ser feitas por meio do link e estão limitadas ao número de 40 vagas.

Abrindo a programação, o documentário “Ser Solidão” aborda a condição das mulheres negras na sociedade brasileira. Colocadas em um lugar de exclusão ao longo da vida, o sentimento da solidão se materializa e toma forma em situações como a maternidade, no ambiente escolar e nos relacionamentos. Realizado por Emanuely Lima, estagiária da Assessoria de Comunicação do MPT, o filme foi produzido como Trabalho de Conclusão de Curso da graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

“O documentário representa muito da minha trajetória acadêmica e pessoal, do meu processo de entendimento sobre o que significa ser uma mulher negra no Brasil e da carga que essa identidade carrega. Ao mesmo tempo em que não parte apenas das minhas vivências, mas da dimensão da solidão enquanto um fenômeno social, atravessado pelo racismo e pelo machismo, imposto às mulheres negras, em níveis e formas diferentes, mas sempre presente. Por isso trago as vozes de outras mulheres”, explica Emanuely.

O evento segue com discussões sobre desigualdade racial no mercado de trabalho. A jornalista Geisa Agrício da Agência Pavio, responsável por idealizar a campanha institucional do MPT #NossoLugarÉLegítimo, que trata de diversidade e igualdade de oportunidades no trabalho, fala sobre o assunto.

Segundo pesquisa de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a maior taxa de desemprego está concentrada nas pessoas pretas e pardas, 64,2%. Além disso, as pessoas negras ainda são minoria nos cargos de chefia, apenas 29,9%, em relação à 68,6% de pessoas brancas. A desigualdade se aprofunda ainda mais quando se faz o recorte de gênero, a presença de mulheres negras é de apenas 0,4% nos quadros executivos, segundo pesquisa do Instituto Ethos de 2015.

Estarão presentes também para as discussões, as procuradoras do Trabalho Melícia Carvalho Mesel e Lorena Bravo, coordenadora e vice-coordenadora regionais, respectivamente, da Coordenadoria de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) do MPT. Dentro das atribuições da Coordenadoria está a de coibir discriminações em razão da origem, raça, cor ou etnia e reforçar a importância da promoção da inclusão das pessoas negras no mercado de trabalho.

Dia da Consciência Negra

No dia 20 de novembro é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, instituída por meio da lei 12.519, de 10 de novembro de 2011, sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A data marca a morte de Zumbi dos Palmares, ex-escravizado e líder do Quilombo dos Palmares, considerado símbolo da resistência contra a escravidão. Após 324 anos do falecimento, a data ressalta a importância de valorizar a cultura e identidade negras, refletir sobre a posição dos negros na sociedade e fomentar as discussões e a luta contra o racismo e desigualdades sociais.

De acordo com o secretário da SDSCJ, Sileno Guedes, a caminhada vai celebrar o mês da Consciência Negra e reafirmar a necessidade da população discutir e refletir sobre a violência contra a juventude negra, o feminicídio e a ampliação de direitos
De acordo com o secretário da SDSCJ, Sileno Guedes, a caminhada vai celebrar o mês da Consciência Negra e reafirmar a necessidade da população discutir e refletir sobre a violência contra a juventude negra, o feminicídio e a ampliação de direitosFoto: Divulgação

Para marcar o mês da Consciência Negra, o Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), promove uma caminhada para alertar e refletir junto à população sobre a ampliação dos direitos da população negra do País. A primeira edição da Marcha Zumbi Dandara, pela paz e direito à vida, acontece na terça-feira (26), no Parque 13 de Maio, área central do Recife, às 13h. O ato seguirá até o Pátio de São Pedro, no bairro de Santo Antônio, onde se junta às programações da Terça Negra, projeto que celebra e divulga a cultura negra.

De acordo com o secretário da SDSCJ, Sileno Guedes, a caminhada vai celebrar o mês da Consciência Negra e reafirmar a necessidade da população discutir e refletir sobre a violência contra a juventude negra, o feminicídio e a importância de ter políticas públicas que ampliem os direitos do grupo. “As ações pensadas e executadas para combater a desigualdade racial conseguiram gerar um impacto positivo, mas ainda há muito o que fazer para superar esse abismo racial. O momento é de consolidação das políticas afirmativas que já existem e de ampliação de programas de inclusão ou combate à discriminação e o preconceito, e precisamos que a população esteja atenta e se integrem a essas discussões”, ressalta.

O momento vai reunir estudantes, militantes e representantes da sociedade civil e do Governo. Para a secretária-executiva de Segmentos Sociais, Laura Gomes, o ato é necessário também para fortalecer as articulações entre o Estado e as instituições e coletivos que combatem a desigualdade racial. “É importante que a gestão governamental e os movimentos negros organizados estejam juntos tanto na tomada de decisões quanto na construção de políticas públicas voltadas para a igualdade racial para que as ações sejam cada vez mais estratégicas e efetivas. Com o ato, vamos fortalecer e consolidar essa relação”, pontua o gestor.

A governadora em exercício Luciana Santos assinou, no último dia 19, decreto criando a Marcha Zumbi Dandara em Pernambuco, evento que reforça as celebrações em alusão ao Dia da Consciência Negra no âmbito estadual. A Marcha Zumbi Dandara visa a reforçar as ações já em curso, como o Programa de Combate ao Racismo Institucional, e se soma às já existentes — a exemplo da Caminhada dos Povos de Terreiro, que, tradicionalmente, abre as comemorações do mês da Consciência Negra — e contribuir para a efetivação da Política de Promoção da Igualdade Racial.

Serviço:

Marcha Zumbi e Dandara, pela paz e direito à vida

Dia: Terça-feira (26)
Horário: às 13h
Local: Parque 13 de Maio, Rua Princesa Isabel, bairro da Boa Vista, Recife

A Marcha Zumbi Dandara, pela paz e direito à vida, acontece na terça-feira (26), às 13h, no Parque 13 de Maio

A Marcha Zumbi Dandara, pela paz e direito à vida, acontece na terça-feira (26), às 13h, no Parque 13 de Maio

Sede do Ministério Público do Trabalho
Sede do Ministério Público do TrabalhoFoto: Divulgação


O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco encaminhou, em reunião na última segunda-feira (7), Termo de Cooperação Técnica para formalização de comitê que discute políticas de inclusão e apoio a imigrantes no estado. O grupo, formado por uma série de órgãos e entidades, já se reúne mensalmente desde junho, mas ainda não havia oficializado as atividades.

O documento compartilha o compromisso com a promoção de direitos para este público, o acesso ao trabalho, educação, saúde e a integração em sociedade. O MPT tem atuado principalmente para a empregabilidade dos migrantes, com foco para os venezuelanos, em razão do número expressivo de entrada no estado.

Até julho, haviam chegado 317 pessoas, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ). As ações, articuladas junto a instituições parceiras, envolvem a revalidação de diplomas do ensino médio e superior, e oferta de cursos gratuitos de profissionalização.

A procuradora do MPT Débora Tito, que representa o órgão nas tratativas, informou que, além da formalização do grupo, a reunião encaminhou pedido de recursos ao poder público para viabilizar a realização de ações junto a refugiados. “Foram enviados ofícios para o Governo do Estado, para a Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe) e para todos os deputados e deputadas de Pernambuco, para que incluam no orçamento de 2020 verbas orçamentárias direcionadas ao acolhimento e proteção dos direitos dos migrantes vulneráveis que estão chegando em Pernambuco”, disse a procuradora.

A próxima reunião do comitê está marcada para o dia 8 de novembro, a partir das 9h, na Secretaria Executiva de Assistência Social (SEASS).

Confira aqui a ata da reunião.

Marcha Contra o Trabalho Infantil
Marcha Contra o Trabalho InfantilFoto: Divulgação / TRT6

Para fomentar as ações alusivas a Semana da Criança o Fórum Estadual de Prevenção e
Erradicação do Trabalho Infantil em Pernambuco - Fepetipe promove a 7ª edição da Marcha Pernambuco Contra o Trabalho Infantil. A expectativa é reunir um grande número de pessoas para chamar a atenção para essa grave violação de direitos da criança e do adolescente, que atinge mais de 2,3 milhões de crianças e adolescentes na faixa etária entre 5 e 17 anos, dos quais, 77 mil estão em Pernambuco, segundo dados divulgados pelo Fórum Nacional de Prevenção e erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE) de 2016.

A concentração para a Marcha terá início a partir das 13h:30min, no Parque Treze de
Maio. O percurso segue pela Rua Princesa Isabel, Rua do Sol, Praça da República, Ponte Buarque de Macedo, Av. Rio Branco e finaliza no Marco Zero.

A Marcha culminará com uma grande ciranda de roda e teatro interativo no Marco Zero, para chamar a atenção do Estado sobre o aumento de casos de trabalho infantil em Pernambuco, demonstrando que nosso Estado não está desenvolvendo ações eficazes na prevenção e na erradicação desta violação de direito da criança e do adolescente.
Antes e durante a Marcha, haverá apresentações culturais e brincadeiras, como: Flash
mob, “gritos de guerra” e depoimentos de adolescentes oriundos do trabalho infantil.
Também será destacada a aprendizagem profissional como alternativa ao trabalho infantil para adolescentes a partir dos 14 anos.

O objetivo da Marcha é conclamar a sociedade e órgãos de defesa de direitos a abrir os
olhos para a causa do trabalho infantil em Pernambuco, pois muitas vezes esse tipo de
trabalho se dá de forma silenciosa e naturalizada. Além da visibilidade ao tema, a mobilização busca chamar a atenção da sociedade acerca de sua responsabilidade no combate ao trabalho infantil.
 
Trabalho Infantil - É um fenômeno com muitas causas e muitas responsabilidades. A falta de vagas nas creches, a má qualidade do ensino e a dificuldade de conter a evasão escolar dos adolescentes contribuem para aumentar o número de meninos e meninas no trabalho doméstico, nos campos e nas ruas, correndo o risco de se envolverem com o tráfico de drogas e a exploração sexual.

Existe ainda a ideia de que é melhor a criança trabalhar do que ficar na rua e com a realidade das famílias pobres que, muitas vezes, não conseguem garantir sua sobrevivência sem envolver os filhos no trabalho. É preciso avançar com políticas públicas e maior acesso à educação de qualidade. Por isso, governo, empresas e toda a sociedade têm muito para fazer.

Na região metropolitana do Recife os principais focos de trabalho infantil são o comércio ambulante, feiras livres e praias.
 
Sobre o Fepetipe

O Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Pernambuco –
FEPETIPE, foi fundado no ano de 2000 e é um espaço permanente e democrático de
articulação, sensibilização e mobilização, composto por instituições governamentais e da sociedade civil para a prevenção e erradicação do trabalho infantil em Pernambuco.

Serviço

O que? VII Marcha Pernambuco contra o Trabalho Infantil
Dia: Quinta-feira, 10 de outubro.
Horário: A partir das 13h:30min. Saída às 15h.
Local: Concentração no Parque Treze de Maio. O percurso segue pela Rua Princesa
Isabel, Rua do Sol, Praça da República, Ponte Buarque de Macedo, Av. Rio Branco,
encerrando no Marco Zero.

criança
criançaFoto: Anderson Stevens

Para fomentar as ações da Semana da Criança, o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Pernambuco (Fepetipe) promove, na próxima quinta-feira (10), a 7ª edição da Marcha Pernambuco Contra o Trabalho Infantil. O procurador Leonardo Osório representa o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco no encontro que visibiliza a prática que viola uma série de direitos da criança e do adolescente.

A concentração para a marcha será a partir das 13h30, no Parque Treze de Maio. O percurso segue pela Rua Princesa Isabel, Rua do Sol, Praça da República, Ponte Buarque de Macedo, Av. Rio Branco e finaliza com uma grande ciranda de roda e teatro interativo no Marco Zero.

Antes e durante a caminhada, haverá apresentações culturais e brincadeiras, como: flash mob, “gritos de guerra” e depoimentos de adolescentes oriundos do trabalho infantil. Durante a mobilização também será destacada a importância da aprendizagem profissional, vista como alternativa de trabalho protegido para adolescentes a partir dos 14 anos.

O evento direciona os olhares para o problema, ainda silencioso e naturalizado pela sociedade, convocando órgãos de defesa de direitos e sociedade civil a abraçarem a causa do combate ao trabalho infantil. Além de chamar a atenção do público, a mobilização busca falar a respeito, dando uma dimensão coletiva à responsabilidade na defesa dos direitos de meninas e meninos.

Trabalho infantil

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos trabalhando. Eles trabalham na agricultura, na pecuária, no comércio, nos domicílios, nas ruas, na construção civil, entre outras situações.

As regiões Nordeste e Sudeste registram as maiores taxas de ocupação, respectivamente 33% e 28,8% dessa população de meninas e meninos trabalhando. Nestas regiões, em termos absolutos, os Estados de São Paulo (314 mil), Minas Gerais (298 mil), Bahia (252 mil) e Maranhão (147 mil) ocupam os primeiros lugares no ranking entre as unidades da Federação. Nas outras regiões, ganha destaque o estado do Pará (193 mil), Paraná (144 mil) e Rio Grande do Sul (151 mil).

Em Pernambuco, estima-se que exista 123 mil delas em situação de vulnerabilidade. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 85 milhões de crianças no mundo estão enquadradas nas piores formas. Esse número corresponde a 51% do total do trabalho infantil no mundo.

Fepetipe

O Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Pernambuco (Fepetipe), foi fundado no ano de 2000 e é um espaço permanente e democrático de articulação, sensibilização e mobilização, composto por instituições governamentais e da sociedade civil para a prevenção e erradicação do trabalho infantil em Pernambuco.

Seminário
SeminárioFoto: Divulgação

O Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) realizará o Seminário “Santo Amaro conta a sua história: prevenção e cultura de paz”, no dia 10 de outubro, das 8h às 16h, na Associação de Moradores da Ilha Santa Terezinha – Santo Amaro |Recife. O evento será promovido em parceria com organizações e coletivos do bairro.

A ação foi articulada pelo Gajop, Grupo Adolescer, Ruas e Praças, Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente | AACA e Associação de Moradores da Ilha de Santa Terezinha. A ideia surgiu com o intuito de reunir a comunidade para discutir prevenção da violência, a partir da articulação de vários grupos e moradores que desenvolvem projetos e atividades sociais no local.

O Seminário inicia no turno da manhã, em frente à sede do Grupo Adolescer, com a caminhada do conhecimento – passeio pelo bairro para explorar sua história e vivenciar sua rotina. Em seguida, na sede da Associação de Moradores da Ilha Santa Terezinha, será o momento de contação de história, dividido em dois eixos: “Memórias de Santo Amaro”, com as moradoras dona Mocinha, Nicinha e seu Arnóbio e, “Santo Amaro: lutas e conquistas” com depoimentos de três jovens da comunidade.

Dando sequência à programação, será a roda de conversa “Prevenção da violência” que reunirá moradores e organizações do bairro para discutir sobre a realidade local, tendo em vista traçar estratégias coletivas de prevenção à violência. Para finalizar o turno da manhã, o Gajop fará o lançamento da cartilha “Abordagem policial”, material ilustrativo com orientações legais sobre o tema e discas tratando o que pode e não pode acontecer durante uma abordagem.

O turno da tarde do Seminário será reservado para realização de debates e trocas de ideias entre os participantes, através do Cine Cidadania, com exibição de curtas metragens sobre Santo Amaro. Para encerrar o seminário, grupos culturais farão apresentações, entre elas: dança, percussão, capoeira, hip hop e teatro. Toda programação é gratuita e aberta ao público.



Seminário “Santo Amaro conta a sua história: prevenção e cultura de paz”

Data: 10 outubro de 2019 | Horário: 8h às 16h.
Local: Associação de Moradores a Ilha Santa Terezinha – Santo Amaro | Recife.

- Programação:

8h: Caminhada do conhecimento.
9h: Abertura do Seminário.
9h30: Contação de estórias: “Memórias de Santo Amaro” (dona Mocinha, Nicinha e seu Arnóbio) e “Santo Amaro: lutas e conquistas” (jovens da comunidade).
10h30: Roda de conversa sobre “Prevenção da violência” e lançamento da cartilha “Abordagem policial” do GAJOP.
11h30: Almoço.
14h: Cine cidadania + debate.
15h: Apresentações culturais comunitárias.
16h: Encerramento.

Trazendo impressas nas suas roupas textos sobre as diversas violências que costumam acometer mais as mulheres negras, a instalação tem por objetivo chamar a atenção das usuárias do metrô sobre a condição da mulher negra no estado.
Trazendo impressas nas suas roupas textos sobre as diversas violências que costumam acometer mais as mulheres negras, a instalação tem por objetivo chamar a atenção das usuárias do metrô sobre a condição da mulher negra no estado.Foto: Divulgação

Quem passa, no período da tarde, pela Estação Central do Metrô Recife, não fica indiferente a um grupo de manequins negras, expostas no hall de entrada. Trazendo impressas nas suas roupas textos sobre as diversas violências que costumam acometer mais as mulheres negras, a instalação tem por objetivo chamar a atenção das usuárias do metrô sobre a condição da mulher negra no estado. A mostra conta ainda com a ação de integrantes da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, que esclarecem dúvidas e entregam material informativo.

Quem quiser conferir esta atividade de campanha tem até o próximo dia 6 de outubro para ir até a Estação Central. Em seguida, a instalação e a ação educativa vão para o Terminal Integrado Xambá (Olinda). Esta ação faz parte da campanha “Mulheres Negras pela Vida”, promovida pela Rede de Mulheres Negras, em parceria com ONG Fase/Pernambuco.

Lançamento oficial_ Embora as atividades já tenham ganhado as ruas, o lançamento oficial da campanha será hoje (3/10), às 19h, no Sindicato dos Bancários (Av. Manoel Barros 564- Boa Vista), quando será apresentado um plano de açã seguido de uma mesa de debates. Os temas a serem abordados são: Políticas de Segurança Públicas e Impactos na Vida das Mulheres Negras, com a advogada Ciane Neves e a segunda “Violência obstétrica e mortalidade materna de mulheres negras”, com psicóloga Talita Rodrigues

Violência contra a mulher negra

No ano de 2017, no estado de Pernambuco, cerca de 72% das mortes por mortalidade materna foram de mulheres negras (pretas e pardas). A faixa etária mais atingida pelas mortes maternas está entre 20 e 39 anos, com cerca de 74% desses óbitos. Na cidade do Recife, 95% das mulheres que morreram de morte materna em 2018 eram negras. (Dados do Comitê de Mortalidade Materna).

Cerca de 80% das mulheres que estão em situação prisional em Pernambuco são negras. O Brasil é o 5º país do mundo que mais encarcera mulheres. Cerca de 20% dessas mulheres são analfabetas (Dados do INFOPEN).

Pernambuco é o terceiro estado com maior índice de aumento de casos de homicídios de jovens no ano de 2017, com um aumento de 26,2% em relação a 2016. Em torno de 70% desses jovens assassinados, são jovens negros. São os filhos, maridos, irmãos, familiares e amigos das mulheres negras (Dados do Atlas da Violência 2019).

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