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Coronavírus
CoronavírusFoto: Alfredo Estrella/ AFP

Nesta quarta-feira (18), a OAB Caruaru recebeu o segundo pedido de ajuda de advogados inscritos na OAB Caruaru, que estão fora do Brasil e não conseguem retornar, por conta dos transtornos causados devido à pandemia de coronavírus.

Dessa vez, o advogado que solicitou a assistência está em Cusco, no Peru. A OAB Caruaru, por meio do presidente Fernando Junior, enviou ofício à Embaixada do Brasil naquele país e manteve contato telefônico com a consulesa Zelma Fortes, que informou que as autoridades brasileiras estão trabalhando arduamente nas ações necessárias para a retirada de todos os brasileiros que estão no Peru. Em seguida, o presidente da OAB Caruaru intermediou o contato do advogado com a consulesa.

Mais cedo, a OAB Caruaru já havia solicitado apoio para os advogados que estão em Portugal e buscam retornar para o Brasil. Obtendo resposta da Embaixada do Brasil em Portugal e da OAB Pernambuco, que também fez contato com a embaixada e está intermediando o retorno dos advogados.

Líder do PSC na Alepe, Clarissa Tércio diz que STF acaba de blindar "uma raça superior"
Líder do PSC na Alepe, Clarissa Tércio diz que STF acaba de blindar "uma raça superior"Foto: Divulgação / Alepe

Representante da bancada evangélica na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Clarissa Tércio (PSC) criticou, nesta segunda (17), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criminalizar a homofobia, comparando atos de discriminação à população LGBT ao crime de racismo. A deputada do PSC disse ser "completamente contra a violência e a discriminação", mas defendeu que "a liberdade de expressão e a liberdade religiosa ficam comprometidas" com a decisão da Suprema Corte.

"Será que isso aqui que eu estou falando vai configurar discurso de ódio? A verdade é que o STF acaba de blindar uma raça superior. Pode se criticar o pastor. Eu sei o quanto pastor pode ser criticado. Padre pode ser criticado também. Nós somos parlamentares e podemos ser criticados. Vossas excelências sabem que somos chamados de ladrões, corruptos. Mas os homossexuais não podem ser criticados", questionou Clarissa Tércio. "Preparem as celas. Podem construir mais presídios. Porque os verdadeiros pregadores da palavra continuarão pregando a verdade doa a quem doer. Porque esse povo está disposto não apenas a ser preso pelo evangelho e pela verdade, mas também para morrer por ele", discursou a parlamentar.

A posição de Clarissa foi rebatida pelo deputado estadual Doriel Barros (PT), que discursou em seguida. "Homofobia é crime. O STF está correto. E quem cometer o crime tem que pagar pelo que cometeu. Se tiver que as cadeias ficarem cheias por quem cometeu homofobia, elas vão ficar cheias", reagiu o petista.

O discurso de Clarissa não é o único movimento de parlamentares da Alepe em reação à decisão do Supremo. O deputado estadual Cleiton Collins (PP) apresentou um projeto de lei que protege religiosos de eventualmente serem enquadrados no crime de homofobia ao fazerem pregações da Bíblia. O parlamentar do PP, que é pastor, diz que está em contato com deputados de outros estados para apresentarem propostas semelhantes.

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