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O ex-prefeito Beto Melo assume a presidência do Progressistas em Palmares, e oficializa sua pré-candidatura a prefeito com o apoio do deputado federal Eduardo da Fonte.
O ex-prefeito Beto Melo assume a presidência do Progressistas em Palmares, e oficializa sua pré-candidatura a prefeito com o apoio do deputado federal Eduardo da Fonte.Foto: Divulgação

O ex-prefeito Beto Melo assume a presidência do Progressistas em Palmares, e oficializa sua pré-candidatura a prefeito com o apoio do deputado federal Eduardo da Fonte. Beto que já foi prefeito do municipío. Em sua gestão, destaca a construção do mercado modelo da sulanca, a criação da Secretaria da Mulher, visando beneficiar a classe feminina, entre outras ações. O deputado Eduardo da Fonte vtem articulado chapas de prefeito em diversos municípios de Pernambuco.

O ex-prefeito de Surubim, no Agreste, Flávio Nóbrega se filiou ao Republicanos
O ex-prefeito de Surubim, no Agreste, Flávio Nóbrega se filiou ao RepublicanosFoto: Divulgação

O ex-prefeito de Surubim, no Agreste, Flávio Nóbrega se filiou ao Republicanos, nesta terça-feira (18), em Brasília, Distrito Federal. Ele foi recebido pelo presidente nacional da sigla e vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Pereira, acompanhado do presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho. Flávio é pré-candidato à Prefeitura da cidade.

“Para mim, é uma satisfação fazer parte do Republicanos e contar com o apoio do deputado Silvio Costa Filho, que tanto atua pelos municípios de Pernambuco. Em parceria com o deputado, vamos trazer obras de infraestrutura, na educação e na saúde do município. Tenho certeza de que vamos desenvolver Surubim, gerar mais empregos na região e melhorar a vida do povo surubinense”, declarou o ex-prefeito.

O deputado federal Silvio Costa Filho defende que Nóbrega é o nome mais bem preparado para o município. "Flávio é um homem sério e tem história em Surubim. Ele foi prefeito por dois mandatos e cuidou muito bem das contas públicas, buscando o equilíbrio e ampliando a capacidade de investimentos na cidade. Na sua gestão, a qualidade de vida da população melhorou e a cidade se desenvolveu. Ele movimentou o comércio da região, investiu em Educação e Saúde, incluindo construindo o primeiro hospital municipal. Ele foi um grande prefeito! Nós, do Republicanos, vamos unir forças com o pré-candidato a prefeito Flávio Nóbrega para ajudar Surubim a se desenvolver ainda mais", afirmou Silvio.

Nos próximos dias, o Republicanos deve anunciar a filiação de novos prefeitos, pré-candidatos a prefeito e lideranças.

'O Cabo pode e deve mudar, e é através dessa proposta de trabalho e renovação que a gente vai ter dias melhores', diz Antonio Coelho
'O Cabo pode e deve mudar, e é através dessa proposta de trabalho e renovação que a gente vai ter dias melhores', diz Antonio CoelhoFoto: Divulgação

Pré-candidato à Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho pelo Podemos, o delegado Antônio Rezende recebeu o apoio do PV, na tarde desta terça-feira (18). A costura, feita com empenho do deputado estadual Antonio Coelho (DEM), foi anunciada após reunião com o presidente estadual do PV, Jorge Carreiro.

“Muito importante o apoio que Resende recebeu do PV, através de seu presidente estadual Jorge Carreiro. Tenho certeza que será o primeiro de muitos que ainda virão e que fortalecerão um verdadeiro projeto de mudança. O Cabo pode e deve mudar, e é através dessa proposta de trabalho e renovação que a gente vai ter dias melhores”, destacou Antonio Coelho.

Jorge Carreiro afirmou que o pré-candidato “reúne todas as credenciais e tem a confiança do PV para fazer as mudanças que o Cabo precisa”. Por sua vez, Resende agradeceu a articulação do parlamentar e prometeu empenho na disputa. “O PV é muito bem-vindo, com certeza nos ajudará muito na nossa caminhada. Com o apoio deles e do deputado Antonio, sem dúvida, agora é a hora do Cabo mudar”, completou.

Plenário da Alepe
Plenário da AlepeFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

A eleição municipal não leva os deputados estaduais às urnas, mas é fundamental para nortear a dinâmica do parlamento estadual 2022. De forma pragmática, a reeleição dos atuais ocupantes da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) começa a se viabilizar ao longo da campanha e no pleito de outubro deste ano. Diante disso, o presidente da Casa, Eriberto Medeiros (PP) planeja reunir os líderes de partidos para implementar um regime diferenciado que deve ser posto em prática nos 45 dias do período de campanha eleitoral. A corrida às urnas tem início em 16 de agosto deste ano e se estende até o primeiro domingo de outubro, se a eleição for decidida em primeiro de outubro, ou o último domingo do mesmo mês, se o pleito for para 2º turno.

“Faremos uma reunião com o colegiado de líderes para fazer um formato que a gente concentre basicamente as votações pelo menos em dois dias, terça e quarta-feira, embora tenham as atividades nos outros dias, mas vamos centralizar os projetos em mais ou menos dois dias para não prejudicar o andamento da Casa”, explica Eriberto, justificando que as visitas dos deputados às suas bases são requisitadas por seus aliados.
  
O líder do governo, Isaltino Nascimento (PSB) ressalta que é preciso “garantir a presença dos deputados nas bases, mas sem prejuízo ao funcionamento” da Alepe e às “grandes demandas do Estado” por isso é importante haver uma pactuação entre os parlamentares. “Temos os deputados que são candidatos a prefeito e prefeita, mas todo mundo vai apoiar atuais os prefeitos, vereadores ou a oposição. Portanto, a sobrevivência para o retorno à Assembleia em 2022 depende do desempenho dos aliados no segundo semestre (deste ano)”.

O deputado Antônio Coelho (DEM) reconhece que há influência da eleição municipal em 2022 e demanda pela presença dos deputados em suas bases, mas não faz uma relação tão direta entre as duas disputas. “São cidades que, claro que você vai apoiar esperando retorno, mas também há bandeiras ideológicas e o fortalecimento de pessoas que, não necessariamente vão me apoiar”, enfatiza.

Para 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite a realização de comícios até o dia 1º de outubro. A realização de carreatas e passeatas - outros eventos em que a presença dos deputados deve ser pleiteada por seus aliados - podem ser realizados até a noite do dia 3 de outubro, véspera das eleições.

Wanderson Florêncio (PSC), Weberson Florêncio (Podemos) e Patrícia Domingos (Podemos)
Wanderson Florêncio (PSC), Weberson Florêncio (Podemos) e Patrícia Domingos (Podemos)Foto: Divulgação

A pré-candidata a prefeita do Recife, delegada Patrícia Domingos, voltou a circular nas prévias carnavalescas  ao lado de seu aliado e deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) e do presidente municipal do Podemos Weberson Florêncio, neste final de semana, em diversos bairros do Recife.

Filiada ao Podemos, a delegada falou sobre o contato com a população recifense. “É uma honra poder estar próxima das pessoas, recebendo todo esse carinho, quero retribuir essa confiança debatendo com ética e transparência os temas importantes da nossa cidade”, disse.

“Impressiona positivamente essa alta exaltação da população pela Patrícia, verdadeiramente é um fenômeno de popularidade. Esse apoio é algo recorrente por onde estamos passando. Mostra que em 2020 o Recife trilhará pela mudança”, afirmou Wanderson Florêncio.

Já Weberson Florêncio reiterou que o Podemos está trabalhando para montar uma chapa competitiva de candidatos a vereadores para apoiar a candidatura de Patrícia Domingos. “Estamos unidos, realizando o dever de casa ao construir uma chapa competitiva, com pessoas de vários segmentos da sociedade, para que Patrícia tenha na sua base, militantes imbuídos por causas coletivas de relevância, a nossa principal matemática é a da renovação”, declarou.

O Republicanos Pernambuco, presidido pelo deputado federal Silvio Costa Filho, filiou o prefeito de Cedro, Antônio Leite
O Republicanos Pernambuco, presidido pelo deputado federal Silvio Costa Filho, filiou o prefeito de Cedro, Antônio LeiteFoto: Divulgação

O Republicanos Pernambuco, presidido pelo deputado federal Silvio Costa Filho, segue filiando prefeitos de todas as regiões de Pernambuco. Nesta segunda-feira (17), a sigla confirmou a filiação do prefeito de Cedro, no Sertão, Antônio Leite. O partido iniciou o ano sem prefeitos, mas conta agora com seis gestores municipais filiados: Rolph Júnior, de Belém de Maria; Mário Flor, de Betânia; Tássio Bezerra, de Santa Cruz da Baixa Verde; Fausto da Farmácia, de Catende, além Antônio Leite.

“Cedro agora é 10! Vamos seguir juntos fazendo uma cidade com mais trabalho, mais compromisso e, acima de tudo, mais união ao lado do deputado Silvio Costa Filho, que tem trabalhado em defesa dos municípios”, destacou o prefeito. 

“Nós, do Republicanos, vamos filiar até o fim de março, prefeitos, vereadores e lideranças de todas as regiões de Pernambuco. Vamos trabalhar cada vez mais para fortalecer os municípios de Pernambuco, visando a retomada do crescimento econômico e da geração de emprego e renda. Antônio tem feito um belo trabalho à frente do município em conjunto com todo o grupo político. Vamos ajudar no desenvolvimento de Cedro”, pontuou Silvio.

Deputado Eriberto Medeiros, presidente da Alepe
Deputado Eriberto Medeiros, presidente da AlepeFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado estadual Eriberto Medeiros (PP) faz, em entrevista à Folha de Pernambuco, um balanço da sua gestão e destaca os projetos desenvolvidos na Casa nos últimos meses, como a TV Alepe e o Alepe Acolhe. O parlamentar também comenta sobre as novas regras eleitorais, que entram em vigência este ano, como o fim das coligações nas proporcionais - medida que, segundo ele, deve ser derrubada. Além disso, Eriberto sugere a unificação das eleições. Para ele, "os políticos não aguentam mais fazer campanha um ano sim e um ano não". Por fim, ele aborda a possibilidade de ser reconduzido na presidência da Alepe.

Qual o balanço do primeiro ano da sua gestão? Quais as ações que o senhor destaca?

O ano de 2019 foi muito proveitoso para a Assembleia Legislativa. Tivemos alguns avanços em várias áreas. Por exemplo, buscamos aproximar mais a Alepe da população. A assembleia continua sendo a casa de todos os pernambucanos. As portas continuam abertas, mas tivemos a iniciativa de ir ao encontro da população: criamos o programa Alepe nos Municípios. O corpo técnico da Casa foi a diversos municípios - e continuará indo este ano - mostrando a história da Alepe, o funcionamento, as atribuições dos deputados e deputadas, o funcionamento das comissões, votações, todos os trâmites os mecanismos de acesso à Alepe, para que a população possa dar ideias e sugestões.

Nosso objetivo é aprimorar o atendimento a população. Outro projeto foi o curso sobre novas regras (eleitorais). Nós fizemos parcerias com o Tribunal Regional Eleitoral, com a participação de desembargadores, técnicos do TRE que analisam contas de campanha e impasses em publicidade de campanha. Visitamos as 12 microrregiões do estado, fazendo esse curso com as pessoas que têm pretensão em ser candidato ou que vão participar em campanhas e a população. Tivemos uma brilhante participação no congresso da Unale, em Salvador. Lá existiu a análise de alguns projetos sociais realizados em Assembleias e Pernambuco teve a felicidade de ser premiado por meio do Alepe Acolhe, uma parceria com o Judiciário que tem abrigado jovens e adolescentes que estão em casas de abrigo prestes a completar 18 anos. Outro avanço foi a instalação da TV Alepe, uma preocupação de buscar reforçar a nossa comunicação da Casa.
Acreditamos que não adianta ser uma fábrica de leis e a população não ter conhecimento dessas leis. Nosso objetivo é avançar para cobrir todo o Estado. No mês de março estará pronto um aplicativo em que a população poderá acompanhar as leis que serão aprovadas aqui em um linguajar muito mais fácil para que conheça seus direitos. É uma forma da população acompanhar e analisar seu candidato.

Estamos em um ano eleitoral, a expectativa é de um ano mais lento?
Acredito que no primeiro semestre, até junho, seja corrido como sempre foi. Ano passado foram apresentados perto de 900 projetos. Sabemos também que no segundo semestre o trabalho será muito prejudicado por conta das eleições. Essa eleição é uma prévia da eleição de deputados e os deputados participam assiduamente das municipais. São prefeitos, vereadores, seus parceiros que irão lhe ajudar no dia a dia da sua campanha lá na frente para deputados. Acho que nesse formato que está o sistema eleitoral, o pessoal de Brasília nunca faz uma reforma política que venha a verdadeiramente corrigir. Faz um teste. Esse ano não pode coligação. Vai fazendo um teste na eleição de vereador, que são os cobaias. Imagina se essa eleição fosse de deputados federal e estadual, o que os deputados iam fazer, muitos deputados federais que só tem ele no partido e não tem condição de montar chapa, são remendos que acho que não tem como ficar pra frente. Se faz agora prejudica os vereadores e na frente os deputados. O Congresso não vai deixar, vai ter que mudar esse formato.

O senhor acha que o fim de coligação tende a ser derrubado?

Tende a ser, a buscar outro formato. Tem vários deputados federais aqui em Pernambuco que estão sozinhos no partido. Esse formato atual não interessa a eles. A questão de eleição de dois em dois anos. As cidades e o municípios para a cada ano. Trabalha um ano e para outro. O País para. Trabalha um ano e para outro. Além disso, existe uma reclamação da grande da maioria dos prefeitos que o segundo mandato não tem a mesma produtividade do primeiro. Isso deveria ter uma correção. Analisar se quatro anos é pouco para um mandato. E a unificação das eleições. Isso tem que ter, ninguém aguenta. Os políticos não aguentam mais fazer campanha ano sim e ano não. A administração pública não suporta mais isso. O período da campanha será meados de agosto e setembro, serão 45 dias. Esses dias nós faremos uma reunião com o colegiado de líderes para fazer um formato que a gente concentre as votações pelo menos em dois dias, embora tenham as atividades, para não prejudicar (os parlamentares que visitam as suas bases). Os outros dias são normais.

Como está a conversa sobre a sua reeleição a presidência da Alepe?

Existia inicialmente alguma dúvida, de poucas pessoas, em relação a possibilidade de uma reeleição porque nós tivemos um mandato tampão, de seis meses. A constituição estadual diz que você tem direito a dois anos sendo reconduzido por mais dois anos. No momento em que você não teve os dois anos, teve seis meses, você tem a condição de disputar. Mas isso é uma coisa em que a gente só vai, verdadeiramente, se debruçar depois das eleições. Nós buscamos uma gestão participativa interna e externa. Quando você junta mais você acerta mais. Esse reflexo a gente sente na rua, não é só na classe política.

Um projeto majoritário está nos seus planos?

Muita gente me perguntar, nos aborda. Isso acontece quando a gente se movimenta muito. Nós tivemos aqui (na Alepe) dois grandes presidentes, Romário (Dias) e Guilherme Uchoa, cada um com seu estilo e nós trouxemos o nosso estilo, que foi justamente de aproximação da assembleia com a população. Isso aí já demonstra uma certa curiosidade. O que nós pensamos é ter uma passagem na Casa e deixar uma marca, um registro. Na vida eu nunca pensei em ser vereador quando não era da política. Entramos e eu achava que ser vereador já era demais. Montamos uma chapa de deputado e estamos no quarto mandato. Na última eleição meus planos eram para candidato a federal, aí veio essa questão da presidência, revigorou, ascendeu tudo de novo. Não sei o que vai bater a porta, naturalmente seria uma candidatura proporcional. Eu não planejo muito lá para frente, eu vivo o momento porque o lá para a frente vai acontecendo.

Sem chapa, Bocão vai deixar o PSDB. Lemos diz que novas regras são mais democráticas. Ferreira destaca papel da sobra de vagas.
Sem chapa, Bocão vai deixar o PSDB. Lemos diz que novas regras são mais democráticas. Ferreira destaca papel da sobra de vagas.Foto: CMR / Julya Caminha / Felipe Ribeiro

Com novas regras para as eleições em vigência este ano, alguns partidos já estão encontrando dificuldades para formar as suas chapas e outros já desepareceram automaticamente como o PRTB, na Câmara do Recife. Isso porque as siglas não podem mais se coligar para as disputas proporcionais, ou seja, podem contar apenas com os seus próprios votos para eleger os seus vereadores. As mudanças diminuem a força dos chamados puxadores de votos e podem fortalecer partidos maiores e mais estruturados.

O cientista político e professor da faculdade Damas, Antonio Lucena, analisa que a "ideia de vedar as coligações nas eleições proporcionais é de tentar fortalecer o sistema político-partidário através de uma seleção natural dos partidos". Para ele, "subsistirão aqueles que são mais preparados, que realmente possuem algum tipo de ideologia, interessados com o bem público, com agendas programáticas e não apenas para negociar o tempo de rádio e TV". Lucena lembra, ainda, que os partidos precisam atingir o coeficiente eleitoral, "que a coligação realmente ajudava a atingir".

Diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Orson Lemos, reforça que, além de não poder coligar nas proporcionais, o percentual de vagas mudou. Hoje os partidos só podem ter um número de candidatos equivalente a 150% do total de vagas na Câmara. Outra questão levantada por Orson é maior representação feminina nesta eleição, com a cota para as mulheres.

Entre os partidos que podem ter problemas para eleger vereadores está o PSDB, que tem dois representantes na Câmara do Recife, André Régis e Junior Bocão, mas o primeiro não disputará a reeleição e Bocão está indo para o Cidadania. "PSDB não vai montar chapa para vereador. Não vai disputar", acredita Bocão. Para ele, "quem tem trabalho e está nas ruas não vai ter dificuldades para se eleger", avalia.

Segundo o vereador Eriberto Rafael (PTC), "o que se escuta" é que alguns partidos vão ter uma dificuldade maior para montar as chapas e estão recorrendo a outras legendas. “O PSB está montando e deve atrair mais vagas. As pessoas acham que é melhor ir para lá, concorrer lá com mais chance”. Ele, aliás, está mudando de partido, mas garante que a sua iniciativa não tem relação com novas regras.

Já o vereador Rodrigo Coutinho (SD) acredita que as mudanças são importantes para o fortalecimento das siglas. Ele, que foi eleito em 2016 sem coligações, também avalia que a quantidade de partidos é grande e que com a medida, alguns deixariam de funcionar como "legenda eleitoral" para eleger candidatos com mais facilidade. “Na Câmara, diversos partidos já se desfizeram porque os vereadores foram para o PSB ou outro partido maior".

O vereador Renato Antunes (PSC) também enxerga receio em alguns com o fim das coligações, mas ressalta que o seu partido sempre fez "chapa puro sangue" e que, por isso, não teria problemas. "Os partidos vão ter que fazer o dever de casa", disse Antunes.

Presidente do DEM-PE, Mendonça Filho, por sua vez, confia que a mudança não prejudica, mas sim fortalece os partidos "mais estruturados, que tem história e presença dentro da cidade". "Nos preparamos para essa situação e pretendemos preencher o número total de candidatos", garante.

O deputado federal Eduardo da Fonte, do PP, também está confiante na construção de uma boa chapa, mas destaca que, com as alterações, a "convenção do vereador vai ser no prazo de filiação partidária". Para ele, "a (convenção) de agosto será simplesmente homologatória". Também do PSC, o deputado federal André Ferreira toca em outro ponto importante deste pleito: a distribuição das chamadas "sobras de vagas", que também mudou. "A vantagem desta eleição é que, mesmo não fazendo o coeficiente, agora pode entrar. Antes quem não fazia era descartado de vez. A sobra vale para todos", diz.

Sobras de vagas

A mudança a que Ferreira se refere é a que todas as legendas que participaram do pleito poderão concorrer à distribuição dos lugares não preenchidos com a aplicação do quociente partidário. Antes, apenas os partidos que alcançaram o quociente eleitoral podiam concorrer a essas vagas. A nova regra abre a possibilidade para a participação de siglas com votações menores.

O quociente partidário é encontrado pela divisão de votos recebidos pelo partido pelo quociente eleitoral. Quanto mais votos recebidos, mais chances de preencher vagas. E o quociente eleitoral é determinando dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral.

Para Orson Lemos, as novas regras deixam a divisão mais democrática. "As sobras ficam tão importantes de calcular porque outrora só participava quem tinha coeficiente", explica. O diretor ressalta que o coeficiente está mantido e que é necessário alcançá-lo.

Puxadores de votos

As novas regras também devem refletir nos chamados puxadores de votos. Lucena acredita que eles deixam de ser "figuras centrais" para conseguir atingir o coeficiente e contribuir para a eleição de outros que são pessoas menos conhecidas e tiveram menos votos. "O ideal é que você não tenha apenas um campeão. Que você tenha pessoas que consigam performar bem nas urnas", afirma. Lemos também corrobora com a opinião de que os puxadores perdem força. Ele ressalta que não adianta um candidato atingir sozinho um índice muito alto se os demais não atingirem a quantidade mínima de votos - a cláusula de barreira.

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) se reuniu, nesta segunda-feira (17), com lideranças políticas para debater os cenários das eleições municipais. Estiveram com o emedebista, no Recife, a prefeita de Pesqueira, Maria José, e o ex-deputado João Eudes; o vice-prefeito de Tacaratu, Washington Araújo; e os pré-candidatos a prefeito Yves Ribeiro (Paulista) e Gustavo Teles (Petrolândia). O deputado estadual Antonio Coelho (DEM) também acompanhou as conversas.

“Após o Carnaval, vamos fazer uma série de filiações por todas as 12 regiões politico-administrativas do Estado. O MDB tem despertado o interesse de muitos que desejam se candidatar, fruto do trabalho que temos feito junto com o senador Jarbas Vasconcelos e com o presidente estadual da sigla, o deputado federal Raul Henry. Estipulamos uma meta de lançar mais de 70 candidaturas a prefeito, e temos recebido diversos nomes importantes, lideranças, ex-prefeitos, pessoas com experiência comprovada e que querem somar nesse processo de crescimento do MDB. Estamos animados com as conversas que temos tido e vamos seguir assim para trazer mais quadros para o nosso partido”, destacou Fernando Bezerra Coelho.

Charbel descartou apoiar Daniel Coelho (Cidadania), Mendonça filho (DEM) ou a delegada Patrícia Domingos (Podemos)
Charbel descartou apoiar Daniel Coelho (Cidadania), Mendonça filho (DEM) ou a delegada Patrícia Domingos (Podemos)Foto: divulgação

O procurador Charbel, pré-candidato a prefeito do Recife pelo NOVO, afirmou na tarde desta sexta-feira (14), que o partido NOVO não vai participar de aliança da oposição no Recife e, descartou a possibilidade de apoiar Daniel Coelho (Cidadania), Mendonça filho (DEM) ou a delegada Patrícia Domingos (Podemos), por conta do uso do fundo partidário, utilizado por estes partidos: "só coligaríamos com algum partido se essa legenda não usasse fundo partidário, se abrisse mão de usar o fundo eleitoral para bancar suas campanhas" acentuou Charbel. E, num eventual segundo turno no Recife, o NOVO faria coligação apenas com partidos de direita.

O pré-candidato tem uma proposta para a Habitação, com foco na revitalização do centro do Recife, proporcionar mais espaço para moradia: "vamos tirar todas as normas de regulações que estejam impedido que novos habitacionais sejam reformados e construídos" enfatizou o procurador Charbel.

Charbel é o pré-candidato à prefeitura do Recife pelo partido NOVO, servidor público municipal, atua como procurador do Recife há 11 anos. Formado em direito pela PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), e também, pós-graduado em direito público e tributário, é um dos fundadores do partido NOVO no estado de Pernambuco.

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