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Evento, na quinta (12), marcou aliança entre PDT e PSB, em São Paulo
Evento, na quinta (12), marcou aliança entre PDT e PSB, em São PauloFoto: Humberto Pradera/PSB

Buscando desafiar a hegemonia do PT no campo da esquerda, PSB e PDT oficializaram ontem uma aliança nacional para disputarem juntos várias das capitais tidas como estratégicas pelos dois partidos na eleição municipal deste ano. No médio prazo, o acerto pode incluir, ainda, a candidatura presidencial do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), em 2022. Embora as siglas ainda não confirmem publicamente, o acordo pode ter repercussão no Recife, onde os pedetistas podem rifar a candidatura do deputado federal Tulio Gadelha (PDT) para reforçarem o palanque do deputado federal João Campos (PSB).

O primeiro fruto dessa aliança é o apoio do PDT ao ex-governador Márcio França (PSB) na corrida pela prefeitura de São Paulo. Os pedetistas indicaram Antonio Neto (PDT) como opção para a vice. Além da capital paulista, as duas siglas devem marchar juntas no Rio de Janeiro, com Marta Rocha (PDT), e em Porto Alegre, com Juliana Brizola (PDT). Segundo os jornais O Globo e Folha de S. Paulo, João Campos teria o apoio do PDT no Recife.

"Estamos aqui nesse ato simbólico para expressar a nossa vontade de que, daqui de São Paulo, parta um sinal para o Brasil que terá desdobramentos num futuro próximo", indicou, ontem, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, ao discursar no ato que selou a aliança. Numa prova de que a aproximação entre os dois partidos busca isolar os petistas, França afirmou que "PDT e PSB juntos são maiores que o PT" e que os dois partidos não são obrigados "a ficar subjulgados a nada".

Em um gesto direto a Pernambuco, Ciro Gomes iniciou seu discurso afirmando que o ex-governador Eduardo Campos faz falta ao Brasil. Depois, teceu elogios ao deputado federal Wolney Queiroz, presidente do PDT-PE e favorável à aliança com o PSB. "E, por falar em Pernambuco, abraço, com muita alegria, o nosso governador Paulo Câmara, meu querido amigo, que estou revendo aqui", emendou.

Em entrevista à Folha de Pernambuco, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, explicou que a repercussão do acordo nacional com o PSB dependerá da realidade de cada estado. "Em muitas cidades, como aí em Recife, nós temos candidato e eles também. Tudo isso está se definindo", afirmou. Questionado sobre a Capital pernambucana, Lupi manteve o discurso de que Tulio Gadelha será candidato a prefeito. "Já está definido. Agora é se organizar para disputar a eleição", indicou.

Procurado, Tulio voltou a lembrar que participou de várias das reuniões envolvendo o PDT, o PSB e também PV e Rede para tentar construir uma frente de esquerda para as eleições municipais. "Uma das capitais que ficaram de fora foi o Recife. E algumas outras cidades como Paulista, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Nessas cidades já está previamente acordado com a direção do PDT que não vai se consolidar essa aliança com o PSB", assegurou. "O caso de Pernambuco é muito claro porque, em 2018, foi o PSB que nos abandonou na aliança com Ciro Gomes. O PDT jamais trairia seus filiados, os entusiastas da candidatura presidencial de Ciro Gomes", garantiu.

No início da semana, Tulio impôs condições ao PDT para continuar candidato a prefeitura. Até ontem, ele esperava que o PDT confirmasse à Justiça Eleitoral a vigência da comissão provisória do partido no Recife, da qual é presidente. Às 19h30, os dados ainda não constavam no site do TSE. Hoje, se encerra o prazo da principal exigência: a de que os pedetistas entreguem os cargos que ocupa na Prefeitura do Recife, onde Isabella de Roldão (PDT) é secretária de Habitação.

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