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Rui Costa (PT), governador da Bahia
Rui Costa (PT), governador da BahiaFoto: Reprodução/Facebook

O governador da Bahia, Rui Costa (PT) irá anunciar, nesta segunda (25), os nomes que integrarão a sua chapa majoritária. O evento, que acontece às 16h, deve oficializar ângelo Coronel (PSD) para uma das vagas ao senado. Com isso, existe a expectativa de que a senadora Lídice da Mata (PSB) fique de fora do palanque e se veja obrigada a lançar uma candidatura avulsa. O cenário, desta forma, preocupa as cúpulas do PSB e PT, que tentam costurar alianças em alguns estados, inclusive Pernambuco, mas enfrentam dificuldades.

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Na Bahia, o PSD comanda 90 prefeituras. Por isso, Rui Costa considera garantir o apoio de Ângelo Coronel, que é presidente da Assembleia Legislativa do estado. Ele terá o ex-governador Jaques Wagner (PT) como companheiro na chapa e o vice-governador, João Leão (PP), deve permanecer no cargo.

Segundo o jornal 'A Tarde', no sábado, 23, Rui e Lídice se reuniram para tratar da chapa, mas não houve avanços. Os socialistas também marcaram uma reunião da executiva estadual da sigla, no mesmo horário do evento de Rui Costa, para avaliar a conjuntura.

Deputado estadual André Ferreira e o prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira que romperam com o governo Paulo Câmara
Deputado estadual André Ferreira e o prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira que romperam com o governo Paulo CâmaraFoto: Anderson Stevens

Após romper com o governador Paulo Câmara (PSB), o deputado estadual André Ferreira (PSC) formaliza, amanhã, em evento festivo, o ingresso da família Ferreira e do PSC na frente oposicionista “Pernambuco Vai Mudar”, como a coluna Folha Política antecipou na edição da última sexta-feira. O ato está marcado para as 9h, no The Garden Open Mall, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes - cidade governada por Anderson Ferreira (PR). O senador Armando Monteiro Neto (PTB), que encabeça a chapa da oposição, e o deputado Mendonça Filho (DEM), estarão presentes.

Cotado para ocupar a segunda vaga do Senado nesse palanque, André já inicia a semana integrando a bancada de oposição da Assembleia Legislativa (Alepe) e afirma que o espaço no palanque será construído mais adiante.

A escolha de Jaboatão carrega um tom simbólico devido à influência dos irmãos no município, segundo colégio eleitoral do Estado. “A gente vai reunir nosso grupo para declarar apoio à frente das oposições, vai ser um encontro pra reunir as pessoas, mostrar nosso posicionamento”, explicou André.

Em resposta às críticas disparadas pela base governista, André Ferreira sublinhou que não fez qualquer imposição. “Nós nos colocamos como pré-candidato ao Senado como todos os outros se colocaram. O PCdoB tá cobrando, o próprio Jarbas (Vasconcelos) se colocou como pré-candidato, o PP se colocou também como candidato. O PR se juntou com o PP, dizendo que queria uma das vagas também. Nos colocamos como qualquer partido. Imposição não existiu”, rebateu.

A sua indicação para o Senado na oposição, entretanto, não será tratada num primeiro momento - havendo, inclusive, a possibilidade de André não estar na majoritária. O PSDB já havia sinalizado que abriria mão da vaga de senador se um partido da base governista se juntasse ao conjunto. “Desde o rompimento, nós já conversamos com Armando, com Mendonça, com Daniel (Coelho), Silvio Costa Filho. Estamos aderindo a esse grupo, acredito que é um grupo forte e bem intencionado pra governar o Estado”, esclarece.

   Uchoa e Solidariedade

O presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa (PSC), ainda não definiu se mudará de palanque, mas há informações de bastidores de que o Palácio das Princesas já fizera gestos a fim de manter Uchoa.

Haveria insatisfação do presidente com uma demora de cerca de três meses para ser atendido em audiência por Paulo Câmara. Apesar da dificuldade, o Palácio já teria acenado com a indicação de um nome para a Secretaria de Habitação da Prefeitura do Recife, segundo fontes governistas.

O Solidariedade, que também avalia mudar de lado, insatisfeito com o tratamento dado ao PP, em detrimento dos demais, está agora hesitante. Segundo parlamentares da base, o presidente do SD, Augusto Coutinho, almoçou com o assessor especial do Palácio das Princesas, Antônio Figueira, na última quinta, no restaurante Costa Brava, em Boa Viagem. Estavam presentes ainda, de acordo com uma fonte em reserva, os deputados Kaio Maniçoba e Alberto Feitosa.

O "cardápio" seria a permanência da legenda - que já apoia o candidato oposicionista ao Senado, Mendonça Filho. Figueira estaria, nesse sentido, buscando debelar mais um "incêndio".

Germana Laureano é procuradora geral do MPCO
Germana Laureano é procuradora geral do MPCOFoto: Divulgação

Uma recomendação conjunta foi expedida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) orientando que sejam encerrados os contratos com escritórios de advocacia para compensações previdenciárias dos regimes próprios de Previdência com o regime geral de Previdência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o texto da recomendação, a Receita Federal já disponibiliza sistema eletrônico e gratuito para fazer esta compensação (Comprev), não sendo necessário, segundo TCE e MPCO, os municípios contratarem escritórios de advocacia para realizar este tipo de serviço. A recomendação, já publicada no Diário Oficial, foi assinada pelo presidente do TCE, Marcos Loreto, e pela procuradora-geral do MPCO, Germana Laureano.

Os municípios estavam contratando escritórios de advocacia, em alguns casos sem licitação, para prestar assessoria sobre compensação da Previdência própria com o INSS. Os municípios têm direito a compensação nos casos de servidores estatutários que se aposentam pela Previdência municipal e que usam tempo de contribuição com o INSS.

"A compensação previdenciária não demanda a contratação de serviços especializados, na medida em que se trata de tarefa administrativa corrente e permanente no âmbito do regime próprio, estando disciplinada no Manual de Compensação Previdenciária do Ministério da Previdência. Cabe aos órgãos gestores do regime próprio apresentar ao INSS requerimento informatizado de compensação previdenciária referente a cada benefício concedido com cômputo de tempo de contribuição no âmbito do regime geral do INSS, via sítio eletrônico Comprev", afirma Germana Laureano.

O Ministério Público de Contas identificou, no entanto, alguns casos em que contratos abusivos estavam sendo celebrados entre prefeituras e escritórios com este objeto, que deveria ser sem custo para os municípios.

Na determinação, os dois órgãos recomendam aos gestores encerrar em 30 dias os contratos vigentes e não assinar novos ajustes com escritórios par aeste tipo de compensação.

A recomendação orienta que "os municípios do Estado de Pernambuco devem se abster de contratar os serviços de análise, conferência e revisão de procedimentos, para fins de recuperação de crédito entre regimes previdenciários – RGPS e RPPS – compensação administrativa e financeira/Comprev. Os municípios do Estado de Pernambuco devem rescindir os contratos vigentes para o objeto em lume, no prazo de 30 dias".

Urna eletrônica
Urna eletrônicaFoto: TSE

Os eleitores de sete municípios brasileiros voltaram às urnas neste domingo (24) para escolher novos prefeitos, após os vencedores no pleito de 2016 terem seus mandatos cassados pela Justiça Eleitoral.

Em Minas Gerais, venceu as eleições suplementares, na cidade de Santa Luzia, o candidato Christiano Xavier (PSD), com 54,28%. No município de Timóteo, o eleito foi Douglas Willkys (PSB), com 48,28%, enquanto que em Itanhomi o novo prefeito será Raimundo Francisco Penaforte (MDB), após receber 42,98% dos votos válidos.

No Rio de Janeiro, os eleitores de Cabo Frio escolheram Dr. Adriano (Rede) como novo prefeito. Ele recebeu 68,58% dos votos, superando Rafael Peçanha (PDT). Em Rio das Ostras, o vencedor foi Marcelino da Farmácia (PV), com 50,24% dos votos válidos.

No Pará, foi eleita no município de Moju a candidata Maria Nilma (MDB), com 94,49% dos votos válidos. Já em São Paulo, 57,93% dos eleitores de Santa Cruz da Palmeira escolheram Zé da Fármacia (Patriota). Os eleitos devem cumprir mandato até o pleito de 2020.

Tocantins
O estado do Tocantins também teve eleições suplementares nesse domingo. O agropecuarista Mauro Carlesse, do PHS, foi eleito, com 75% dos votos, para continuar no cargo e cumprir mandato-tampão até o fim do ano. Ele superou, no segundo turno, o candidato Vicentinho Alves (PR), que recebeu 25% dos votos válidos. A abstenção chegou a 35%. Segundo as regras da Justiça Eleitoral, o novo governador permanecerá no cargo até 31 de dezembro e poderá concorrer à reeleição no pleito de outubro. Carlesse deve ser empossado em 9 de julho.

Paulo Câmara com aliados, em Carpina na Zona da Mata Norte
Paulo Câmara com aliados, em Carpina na Zona da Mata NorteFoto: Hélia Scheppa/SEI

Os pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado, em Pernambuco, aproveitaram o fim de semana para visitar as festas de São João e fazer acenos aos prefeitos aliados, além de testar sua popularidade junto ao eleitorado. Enquanto o governador Paulo Câmara (PSB) percorreu Carpina e Limoeiro, acompanhado por deputados da base, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) foi a Gravatá com o companheiro de chapa Mendonça Filho (DEM). Ainda sem o aval do partido, a vereadora Marília Arraes (PT) esteve em Tacaimbó, Arcoverde e Caruaru junto com o deputado Silvio Costa (Avante), pré-candidato à Casa Alta.

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Em Gravatá, Armando e Mendonça foram recebidos pelo prefeito Joaquim Neto (PSDB), um dos mais críticos da gestão socialista. “O São João de Gravatá vai ganhando, a cada ano, mais dimensão e importância. É muito bom saber o que o prefeito Joaquim Neto vem fazendo um trabalho muito importante para valorizar a festa”, enalteceu Armando Monteiro.

Mendonça Filho, Joaquim Neto e Armando Neto em Gravatá

Mendonça Filho, Joaquim Neto e Armando Neto em Gravatá - Crédito: Leo Caldas/Divulgação



O governador Paulo Câmara foi recebido pelos prefeitos Joãozinho (PSB), em Limoeiro, e Manoel Botafogo (PDT), em Carpina. Cidades comandadas por oposicionistas como Caruaru (Raquel Lyra, do PSDB) e Petrolina (Miguel Coelho, dissidente no PSB), que investiram pesado nas suas programações de festas juninas, ficaram fora do roteiro do governador.

"Estou feliz que Pernambuco está sendo, mais uma vez, o melhor São João do Brasil. A festa ocorre em vários municípios, várias regiões, mantendo as nossas tradições, com as pessoas aproveitando em paz", afirmou Paulo Câmara, que apareceu para cerca de 600 mil pessoas nas duas cidades da Zona da Mata e Agreste. Dado como certo na chapa da Frente Popular, o deputado Jarbas Vasconcelos (MDB) não acompanhou o socialista.

Sílvio Costa e Marília Arraes foram a Arcoverde e Caruaru

Sílvio Costa e Marília Arraes foram a Arcoverde e Caruaru - Crédito: Arthur Marrocos/Divulgação

Em marcha pelo Sertão e Agreste, a vereadora Marília Arraes fez o seu roteiro acompanhada de Silvio Costa e de outros aliados, como a deputada estadual Teresa Leitão (PT). "A noite de São João deste sábado em Caruaru foi muito animada e cheia de boas energias. Sentimos a alegria do povo na principal festa junina do Brasil. Apesar da ausência do Governo do Estado, que não repassou nenhuma verba para a festa deste ano, o forró não deixou ninguém parado nos polos culturais", disparou a pré-candidata, em sua conta no Instagram. Coincidentemente, Marília ainda cruzou com o senador Humberto Costa (PT) em Caruaru - que é defensor da aliança entre PT e PSB.

Geraldo Alckmin e Mendonça Filho
Geraldo Alckmin e Mendonça FilhoFoto: Divulgação

Por Ulysses Gadêlha e Renata Bezerra de Melo

O deputado federal Mendonça Filho (DEM) tem evitado falar do assunto, mas seu nome continua citado como mais viável do Nordeste para ocupar a vice do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa presidencial. Na última sexta (22), ele encontrou-se com Alckmin, em Caruaru, durante visita do tucano ao Sítio Macambira, do ex-governador João Lyra Neto (PSDB).

Integrante da campanha de Geraldo Alckmin, o deputado paulista Ricardo Trípoli acredita que Mendonça tem todas as qualidades pra ser o vice e grifa que, no momento, nenhum outro nome está sendo cogitado. "Vejo no ministro Mendonça um nome altamente qualificado. Na época do Fernando Henrique, fomos buscar o Marco Maciel para esta composição. A origem dos dois é a mesma e eu, particularmente, tenho muito apreço pelo nome do Mendonça", enfatiza.

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Mendonça minimiza o encontro que teve com Alckmin na casa de João Lyra. "Recebi Alckmin apenas como um amigo. Continuo na minha pré-campanha para o Senado". Indagado sobre a importância de um vice do Nordeste na chapa do paulista, ele desconversou: "Não irei opinar". Na semana passada, o ex-ministro da Educação ofereceu um café da manhã a Alckmin, em Brasília, na presença do presidente do DEM, ACM Neto.

No último sábado, Geraldo Alckmin, em Campina Grande, afirmou ser "natural" ter um vice do Nordeste, que não seja do PSDB. A declaração foi vista como aceno ao DEM. Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no entanto, ainda tem o nome posto como pré-candidato à Presidência, mas, nos bastidores, já quem fale em desistência. Democratas também estiveram com Ciro Gomes (PDT).

O Nordeste detém 39 milhões de eleitores, o que representa 26% do eleitorado do País. Nos últimos anos, o desempenho do PSDB na região esteve sempre abaixo dos 20% dos votos do 1º turno. Em Pernambuco, Aécio Neves, teve apenas 5,9% dos votos em 2014.

"Evidentemente, o vice sendo do Nordeste fortaleceria muito candidatura do governador Alckmin. Depois da aliança com o DEM, um vice do Nordeste é importante e Mendoncinha teria condições, desde que seja feita a aliança nacional. Estamos coligados aqui no Estado", pondera João Lyra Neto, que foi anfitrião do presidenciável e conversou com ele sobre o assunto.

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), que já declarou voto em Geraldo Alckmin, avalia o seguinte: "Ele, sendo de São Paulo, tem que buscar vice de uma região diferenciada. Reitero que o vice deve ser do Nordeste". Na análise dele, os estados mais importantes são Bahia, Pernambuco e Ceará.

"Dentro desses três, ele vai buscar solução", aposta o emedebista, que já começa a traçar agendas conjuntas com Paulo Câmara, em cuja chapa deve estar na corrida pelo Senado. O ex-governador, entretanto, já teve seu nome ventilado para a missão de ser vice do presidenciável paulista. Mas evita tocar no tema. Foca na relevância da região: "O Nordeste corresponde exatamente ao eleitorado de São Paulo".

"Natural"
Em passagem pelo São João de Campina Grande (PB), o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou, no último sábado, que é "natural" que o vice em sua chapa seja um político do Nordeste e que seja indicado por outro partido. A declaração foi interpretada por aliados como um aceno ao DEM, que ainda não definiu como caminhará na eleição deste ano.

"É natural que o vice venha do Nordeste e que não seja do PSDB. Deve ser escolhido pelos nossos partidos aliados", declarou Geraldo Alckmin em Campina Grande.

Alckmin aparece com apenas 2% das intenções de voto no Nordeste, atrás dos pré-candidatos ao Planalto, Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede).
Ao indicar disposição para a escolha de um vice da região, o tucano também tenta fazer frente às negociações do DEM com Ciro, que foi governador do Ceará. Os democratas estiveram com o pedetista e com Alckmin em Brasília nos últimos dias. Parte dos dirigentes do DEM no Nordeste vê com bons olhos uma aliança com Ciro.

Paulo Câmara visitou o São João de várias cidades
Paulo Câmara visitou o São João de várias cidadesFoto: Hélia Scheppa/SEI/Divulgação

O governador de Pernambuco, e pré-candidato à reeleição, Paulo Câmara, cumpriu nesse sábado (23) agenda marcando presença em alguns polos do São João de Pernambuco – em Limoeiro e em Carpina. Neste último, no entanto, Câmara foi recebido pelo público presente com intensa vaia. Os gritos contra a atual gestão estadual se estenderam por alguns minutos e o governador acabou se retirando do palco sem discursar.

Confira o vídeo:


Procurada pela reportagem da Folha neste domingo (24), a equipe de comunicação do Governo do Estado não quis se pronunciar sobre o caso. Na madrugada, em comunicado enviado pela assessoria de imprensa do governador, nenhuma menção ao fato ocorrido em Carpina é feita. No material, apenas uma tentativa de destacar a principal pauta de Câmara para esse período pré-campanha – segurança pública, que junto com a educação é tida pelo político como o carro-chefe de sua gestão.

Na comitiva que acompanhou o governador, estiveram presentes os deputados federais Fernando Monteiro e Luciana Santos; os deputados estaduais Aluísio Lessa e Vinícius Labanca e o chefe de gabinete, Gustavo Negromonte. O Blog também tentou contato com o prefeito de Carpina, Manoel Botafogo, mas o gestor municipal não atendeu nem retornou as ligações.

Defesa
Para Fernando Monteiro, deputado federal pelo Partido Progressista (PP), as vaias não podem ser lidas como uma manifestação contra ninguém em particular. “Foram vaias para a política. O problema não é a vaia em si, normal em qualquer democracia. Grandes líderes já enfrentaram isso em algum momento de suas vidas. O que me preocupa, neste momento particular do nosso país, é que ela expressa a grave crise de representatividade que atravessamos, e isso atinge todas as esferas (Legislativo, Executivo e Judiciário)", disse, em nota enviada à redação.

Segundo ele, as vaias foram uma ação isolada e não apagam tudo o que está sendo feito. "E há ainda muito a se fazer”, afirma. Monteiro é candidato à reeleição e tem entre suas bandeiras o desenvolvimento regional da Zona da Mata, Agreste e Sertão através de sua vocação econômica e cultural.

Governador Paulo Câmara e Fernando Monteiro

Governador Paulo Câmara e Fernando Monteiro - Crédito: Divulgação


 

Marcos Loreto
Marcos LoretoFoto: Henrique Genecy/Arquivo Folha

Dos 184 municípios de Pernambuco, apenas dois apresentam um índice de transparência considerado “desejado” pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE): o Recife e Jaboatão dos Guararapes. Adicionalmente, é considerado "inexistente" o índice de transparência de três municípios do Estado: Ribeirão, Santa Maria da Boa Vista e Tracunhaém. Para tentar reverter esse quadro, o TCE publicou no Diário Oficial da última quarta-feira,20, a Resolução Nº 33, que dispõe sobre a transparência pública e sobre o Índice de Transparência dos Municípios de Pernambuco (ITMPE), criado pelo Tribunal.

Para o presidente do TCE-PE, Marcos Loreto, "a resolução é uma ferramenta de grande importância no combate à corrupção, a partir do momento em que orienta os gestores e esclarece sobre os conceitos e aspectos legais que devem ser observados para assegurar a transparência pública”, avalia Loreto argumentando que com as regras, a expectativa é melhorar a disponibilização dos dados para o cidadão, que deverá ser feita de forma mais simples e acessível, até em termos de organização administrativa, forçando os órgãos públicos a terem um controle maior da qualidade dos dados fornecidos”.

A publicação da Resolução, todavia, é apenas parte de um importante processo em curso, iniciado em 2015, quando o Tribunal criou o Índice de Transparência dos Municípios de Pernambuco (ITMPE), inicialmente, para avaliar os sites e portais de transparência das 184 prefeituras pernambucanas e, desde 2017, também das câmaras municipais. O índice é calculado com base em 51 critérios — que vão desde a análise do conteúdo a aspectos relacionados aos recursos tecnológicos exigidos pela LRF e pela LAI — e, a partir desse cálculo, o TCE elabora e divulga um ranking, em que os municípios são classificados em cinco níveis de transparência.

A resolução não introduz novas obrigações, pelo contrário: consolida regras dispersas em várias leis e decretos, com o objetivo de facilitar o trabalho do gestor público, especialmente daqueles responsáveis pela manutenção dos websites e portais de transparências de prefeituras e câmaras de vereadores. “Estamos trazendo para uma só norma a série de exigências que estão na Lei de Responsabilidade Fiscal, na Lei de Acesso à Informação, em leis complementares e nos decretos que regulamentam essas leis. Na verdade, estamos só colecionando”, diz Gustavo Diniz, auditor de controle externo do TCE. “E estamos complementando com informações sobre como deve ser feito”, conclui.

O próximo passo será um ciclo de capacitação à distância, a ser oferecido gratuitamente pela Escola de Contas Públicas Barreto Guimarães, do TCE-PE. Durante o curso, voltado para os gestores responsáveis pela manutenção desses sites e portais de transparência, auditores do Tribunal estarão disponíveis para dar informações e esclarecer dúvidas. Após o término do período de aulas, o conteúdo permanecerá disponível online, para aprendizado em modo auto instrucional.

“A demanda por capacitação é antiga, desde a criação do ITM, para que eles pudessem saber como atender os critérios pontuados no índice”, explica Sheila Nery, auditora de controle externo Tribunal. A Resolução Nº 33 se aplica a todas as unidades jurisdicionadas do TCE e estabelece um prazo de 30 dias, a partir da sua publicação no Diário Oficial, para cadastro das informações no Sistema de Cadastro de Unidades Jurisdicionadas. “A gente só publicou a resolução porque o sistema está pronto para isso. Em 23 de julho, o tribunal vai começar um novo ciclo de apuração do ITM. Em seguida, vamos dar ciência do resultado para que possam prestar os esclarecimentos e faremos então uma reavaliação. Só depois disso o ITM 2018 vai ser divulgado”, explica Gustavo Diniz.

O princípio da transparência é pedra fundamental da Democracia e, no Brasil, sua aplicação à administração é um preceito constitucional. Dar transparência é mais que divulgar atos e gastos: é chamar a sociedade a participar das decisões da administração. “Com essa clareza, o cidadão tem condições de exercer melhor o controle social, acompanhar a gestão pública em sua cidade, avaliar a correta aplicação dos recursos públicos nas áreas essenciais, além de fiscalizar e denunciar o mau gestor”, diz Loreto.

Jair Bolsonaro
Jair BolsonaroFoto: Divulgação

O deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência pelo PSL, usou os microfones da Câmara em 2003 para parabenizar e defender a ação de grupos de extermínio no País.

Capitão reformado do Exército e defensor do regime militar, Bolsonaro disse na ocasião que, como o Brasil não tem pena de morte, esses grupos são úteis e teriam seu apoio. A sua fala era uma resposta a um deputado que horas antes havia afirmado que o governo da Bahia, na época, assumira pela primeira vez a existência de esquadrões da morte na região.

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"Enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, esses grupos de extermínio, no meu entender, são muito bem vindos. E se não tiver espaço na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro. Se depender de mim, terão todo o apoio, porque no Rio de Janeiro só as pessoas inocentes são dizimadas. Na Bahia, as informações que tenho - lógico que são grupos ilegais, mas meus parabéns - [são a de que] a marginalidade tem decrescido."

Um mês depois da fala de Bolsonaro, um crime atribuído aos esquadrões da morte da Bahia ganhou repercussão internacional. Em setembro de 2003, o mecânico Gérson Jesus Bispo foi assassinado dias depois de prestar depoimento à relatora da ONU (Organização das Nações Unidas) para execuções sumárias, Asma Jahangir. Ele acusava PMs de torturar e assassinar seu irmão e um amigo.

Ainda em 2003, a Câmara dos Deputados instalou uma CPI para apurar a ação de grupos de extermínio no Nordeste. Em seu relatório, dois anos depois, a comissão apresentou um perfil desses grupos.

Segundo o documento, os esquadrões da morte surgiram "com o pretexto de combater o crime e 'limpar' a sociedade de pessoas consideradas 'indesejáveis'", atuando no extermínio tanto de adultos como de crianças e adolescentes. "As vítimas adultas costumam estar ou não ligadas ao mundo do crime. Também agem sob o ódio de base étnica, cultural, racial, sexual e violência rural."

Segundo a CPI, os grupos são constituídos em sua maioria por policiais, ex-policiais, seguranças privados, integrantes de organizações criminosas vinculadas ao tráfico de drogas e outras atividades lícitas e "grupos que não guardam relações específicas com o crime organizado, mas exercem o controle de determinadas regiões com a desculpa de garantir a 'segurança' de seus moradores".

Especificamente sobre a Bahia, a comissão afirmou que os esquadrões da morte agiam em várias regiões do Estado, em um "caminho que começa na segurança ilegal privada e termina nas execuções sumárias, inicialmente daqueles que cometem pequenos furtos nas áreas que se pretendem protegidas, depois, de forma indiscriminada, de todos aqueles que, por alguma razão, se interpõem no caminho dos integrantes e dos patrocinadores dos grupos de extermínio".

Entre os casos relatados, havia a da juíza da Vara Criminal de Juazeiro, segundo quem uma única pesquisa no cartório de registro civil da cidade, em junho de 2001, mostrava 198 óbitos de jovens por morte violenta com características similares: "Um grupo de motoqueiros, sempre com um carona, nos finais de semana, com as vítimas sendo pobres, normalmente pretas e jovens, algumas com passagens pela polícia".

A reportagem perguntou à assessoria de Bolsonaro se ele mantém a posição de 15 anos atrás, quando ele já estava no seu quarto mandato na Câmara, e se queria se manifestar. Não houve resposta.

O presidenciável, que lidera as pesquisas nos cenários sem Lula, é deputado desde os anos 90. Ele se envolveu em várias polêmicas por defender posições extremadas ou mesmo ilegais, como um novo golpe militar no País.

Raquel Lyra (PSDB), prefeita de Caruaru, e Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato à Presidência no Monte Bom Jesus
Raquel Lyra (PSDB), prefeita de Caruaru, e Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato à Presidência no Monte Bom JesusFoto: Mauro Filho/Divulgação

Em clima de campanha, o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) desembarcou em Caruaru, na última sexta (22), a convite da prefeita Raquel Lyra (PSDB). Ao lado do deputado federal Bruno Araújo (PSDB), Alckmin visitou pontos turísticos da cidade, como o Monte Bom Jesus, o Pátio do Forró, aproveitando a oportunidade dos festejos juninos para se aproximar da população - uma vez que o destino é vitrine turística para o Nordeste nesta época.

Patinando na casa dos 6% das pesquisas e com pouca inserção no Nordeste, o presidenciável chega a Caruaru buscando fortalecer seus palanques na região. Em suas propostas para os nordestinos, ele elencou como prioridade o investimento em "água, desenvolvimento, infraestrutura e segurança". "Pude ouvir aqui, ver os problemas, o término importantíssimo da Transnordestina, obra estratégica para chegar ao Porto de Suape, região de Araripina, do gesso, escoamento de produção agrícola, desde o Piauí, enfim promoção do desenvolvimento. Tem também a questão da água, nós ajudamos na Transposição do São Francisco, do eixo leste, que passa por Pernambuco. Floresta, Sertânia, terá um canal do Agreste. Você terá, aqui, um ramal vindo pra Caruaru que está entre as cinco maiores cidades do Pernambuco", afirmou.

Além disso, o paulista procura consolidar uma aliança com o DEM. Nesse caso, o deputado federal Mendonça Filho (DEM), que prestigiou a visita de Alckmin, é um dos interlocutores em prol do apoio ao PSDB. Embora o pré-candidato a governador Armando Monteiro Neto (PTB) seja eleitor do ex-presidente Lula (PT), o tucano deverá subir no palanque da frente "Pernambuco Vai Mudar". O petebista, que também esteve no Sítio Macambira, já demonstrou certa simpatia pelo ex-governador paulista.

O tucano desceu direto no Aeroporto de Caruaru, acompanhado da esposa Lu Alckmin, do presidente do PSDB-PE, deputado Bruno Araújo. O ex-governador João Lyra (PSDB), pai da prefeita, também esteve na acolhida ao correligionário. Um “café junino” foi oferecido ao presidenciável no Sítio Macambira, momento em que lideranças políticas puderam cumprimenta-lo.

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