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Guilherme Boulos (PSOL) almoçou com lideranças, em Olinda
Guilherme Boulos (PSOL) almoçou com lideranças, em OlindaFoto: Divulgação

O coordenador nacional do MTST e ex-candidato à presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, aproveitou a sua passagem por Recife para conversar com alguns atores políticos sobre a organização de uma frente de resistência ampla aos desmandos do governo Bolsonaro. Ele participou de um jantar na noite desta quinta-feira, na casa da a ex-candidata ao Senado, Eugênia Lima, em Olinda.

Estiveram presentes representantes do PSOL Pernambuco como o vereador do Recife, Ivan Moraes; as codeputadas do Juntas, Carol Vergolino, Kátia Cunha, Joelma Carla e Jô Cavalcanti; o presidente estadual do partido, Severino Alves; e a ex-candidata ao governo do estado, Dani Portela. Também participaram do encontro, o deputado estadual pelo PCdoB, João Paulo; e a deputada federal pelo PT, Marília Arraes.

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Líder do PT no Senado, Humberto Costa.
Líder do PT no Senado, Humberto Costa.Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder do PT no Senado Federal, o senador Humberto Costa (PE) comemorou o resultado do Processo de Eleição Direta (PED) do partido, ocorrido no último domingo (8), no qual seu grupo político saiu vitorioso. Apoiada por nomes como Humberto Costa, o deputado federal Carlos Veras e os deputados estaduais Ducicleide Amorim e Doriel Barros, além do vereador João da Costa, a chapa Unidade na Luta por Lula Livre foi a grande vencedora do Processo de Eleição Direta (PED) do Estado, que teve a sua votação finalizada no final da noite desta segunda-feira.

Quase 20 mil pessoas participaram do PED em Pernambuco, que foi disputado por seis chapas estaduais. Do total, cerca de 37% ficou com a Unidade na Luta. Em segundo lugar, ficou a chapa Força Militante com 29% dos votos. Em terceiro lugar, aparece a Frente Ampla – Lula Livre com 19,5%. Em quarto, aparece a Resistir com Lula Livre com 9%. Juntas, as outras duas chapas somam cerca de 5%. Nos próximos dias 19 e 20 de outubro, o PT de Pernambuco deve realizar o seu Congresso Estadual, que deve escolher o nome do novo presidente estadual do partido. A Unidade na Luta indicou o nome de Doriel Barros para o cargo.

"A nossa chapa vai constituir uma maioria importante para fazer com que o PT de Pernambuco continue alinhado às posições do PT nacional, fortalecendo as nossas relações políticas do campo da esquerda com diversos outros partidos com os quais estamos construindo uma grande unidade para enfrentarmos os retrocessos do governo Bolsonaro", afirmou Humberto. "Certamente, Pernambuco também continuará alinhado com esse pensamento, com essas ideias, com essa visão."

Para o senador, a forte sinalização dada pelo PT estadual em favor da construção desse campo amplo de esquerda tem reflexos muito importantes na condução dos rumos da legenda em Pernambuco e no plano nacional. "Por isso, quero agradecer aos militantes, aos filiados e às filiadas pelo enorme comparecimento para elegermos os diretórios municipais e os delegados que integrarão os congressos estadual e nacional. Foi uma grande manifestação de vitalidade do nosso partido", disse ele

Para Humberto, o PED em Pernambuco mostrou que o PT respeita o debate interno, mas está unido. “Esse é um processo importante, que confirma o quanto a vida partidária está ligada ao próprio processo democrático. Em um momento de tantos ataques a instituições e a própria Democracia, o partido mostra que sabe respeitar divergências, mas que a união de forças é sempre o melhor caminho para vencer retrocessos”, disse.

De acordo com o presidente estadual do PSOL, Severino Alves, o partido tem como meta dobrar a sua participação nos pleitos majoritários e proporcionais do próximo ano.
De acordo com o presidente estadual do PSOL, Severino Alves, o partido tem como meta dobrar a sua participação nos pleitos majoritários e proporcionais do próximo ano.Foto: Divulgação

O PSOL Pernambuco enviou uma nota para esclarecer sua posição em relação a uma possível aliança com o PDT nas eleições de 2020. Apesar de afirmar que "sua tática eleitoral ainda está sendo debatida internamente", a legenda afirmou que "não há nenhuma orientação definida para a colocação do partido em frente com o PDT para o pleito de 2020".

Confira a nota:

"Nota Oficial PSOL Pernambuco

Após publicação de nota na imprensa indicando uma possível articulação do PSOL com o bloco liderado pelo PDT na disputa majoritária do Recife em 2020, o partido vem à público esclarecer que a sua tática eleitoral ainda está sendo debatida internamente.

Gostaríamos de reforçar que o PSOL é um partido de oposição de Esquerda ao governo federal e estadual, e buscará nas eleições municipais em 2020 os aliados partidários e dos movimentos sociais com esse perfil programático. O PSOL tem uma tradição de candidaturas majoritárias na cidade do Recife, com indicação de nomes próprios.

O processo de debates foi iniciado em julho, com a criação do Grupo Tático Eleitoral (GTE), para estudos de viabilidade e cenários políticos em todos os municípios considerados prioritários pelo partido, e isso inclui a cidade do Recife. Portanto, não há nenhuma orientação definida para a colocação do partido em frente com o PDT para o pleito de 2020.

No momento, estamos empenhados na nossa escuta junto à sociedade, com o projeto Recife Arretado, onde queremos apresentar uma proposta de cidade democrática, libertária, acolhedora, inclusiva, sustentável e igualitária para todas e todos que historicamente sempre foram vítimas deste sistema social cada vez mais excludente e coercitivo.

Recife, 11 de setembro de 2019
Diretório Estadual do PSOL Pernambuco"

2ª Conferência Livre de Mulheres Rurais de Pernambuco
2ª Conferência Livre de Mulheres Rurais de PernambucoFoto: Divulgação

Mulheres do campo e das águas se reúnem, nesta quarta-feira (11), na 2ª Conferência Livre de Mulheres Rurais de Pernambuco. O evento promovido pela Secretaria Estadual da Mulher (SecMulher-PE) e pela Comissão Permanente de Mulheres Rurais de Pernambuco (CPMR-PE) será realizado, das 8h às 16h30, no Auditório do Centro do Artesanato, localizado à Avenida Alfredo Lisboa, s/n – Marco Zero, Recife Antigo. A conferência tem o objetivo de debater e construir propostas para serem encaminhadas a 5ª Conferência Estadual, com ênfase nas políticas públicas para as mulheres rurais.

Iniciada a Conferência, a secretária Estadual da Mulher, Silvia Cordeiro fará a abertura do evento, com o tema “Mulheres e Democracia: Uma Agenda de Luta por Direitos Iguais”. As 10h, acontece a palestra com a Professora Dra. Rosário Silva, docente do Curso de História da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap-PE). A partir das 11h, haverá debates com as representantes, Maria de Oliveira, Coordenadora do Programa Chapéu de Palha, da Secretaria de Planejamento e Gestão; a dirigente Estadual do MPA-PE, Vani Souza e a representante da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE-PE), Luiza de Marillac.

À tarde, a partir das 13h30, serão apresentados os documentos para auxiliar na elaboração de ações nas Gestões de Políticas Públicas para a população feminina de Pernambuco, nos espaços de poder e estratégias de resistência, para as mulheres da cidade, do campo e das águas, fortalecendo também as organizações e os movimentos de controle social.

A gerente de Articulação e Interiorização da SecMulher, Márcia Aguiar, esclarece que a Comissão Permanente de Mulheres Rurais do Estado segue com o compromisso de defender os direitos das mulheres do campo e das águas por meio da articulação e do controle social das ações públicas e privadas. “Nós trabalhamos na promoção da igualdade de gênero, com recorte de raça, classe, geração e orientação sexual, contribuindo para a autonomia da população feminina rural”, esclarece a gestora.

O Encontro contará com representantes (titulares e suplentes) dos 15 movimentos sociais integrantes da CPMR-PE: Articulação das Pescadoras de Pernambuco; APOINME; CPT; FETAPE; FETRAF; MMTR-NE; MPA; MLST; MST; Convergir Mulher; Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú; Rede de Mulheres da Fruticultura Irrigada; Rede de Mulheres Indígenas; Rede de Mulheres Mandiocultoras; Rede de Mulheres Quilombolas; bem como das secretarias estaduais da Mulher, de Meio Ambiente e Sustentabilidade, de Ciência, Tecnologia e Inovação, de Infraestrutura e Recursos Hídricos; SDA (ProRural, Iterpe, IPA e ADAGRO.

conferência

Vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) representou o governador Paulo Câmara (PSB) na reunião.
Vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) representou o governador Paulo Câmara (PSB) na reunião.Foto: Roberta Aline /CCOM

A governadora em exercício Luciana Santos (PCdoB) coordena reunião com representantes do setor produtivo do Estado, nesta segunda-feira (9), a partir das 14h, no Palácio do Campo das Princesas. Na pauta, uma discussão sobre emprego, renda e autonomia para as mulheres. O encontro – realizado em parceria com a Secretaria da Mulher – inaugura os Fóruns de Diálogo do Pernambuco por Elas, uma iniciativa que visa reunir informações, propostas e esforços pela inserção justa e cidadã das mulheres no mundo do trabalho.

Luciana assumirá o cargo interinamente, em razão de viagem do governador Paulo Câmara. Foram convidados para o fórum representantes de entidades como Fecomércio, Sesc, Senac, Fiepe, Sesi, Senai, IEL, Faepe, Femicro e Sebrae. Do governo, participarão os secretários da Mulher, Silvia Cordeiro; de Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes; de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo; de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto; e de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach; além do presidente da ADDiper, Roberto Abreu e Lima.

O Pernambuco por Elas reúne as ações do Grupo de Trabalho sobre Mulheres e o Mercado de Trabalho em Pernambuco, instituído pelo decreto Nº47.386, de 30 de abril de 2019. O objetivo é fortalecer, direcionar e ampliar as políticas públicas de trabalho e renda para mulheres, que serão avaliadas e vão contribuir para a construção do Pacto pelo Emprego, com o fortalecimento feminino no setor produtivo.

A iniciativa pretende envolver todas as esferas do governo e da sociedade em um grande esforço por maior equidade no mundo do trabalho. Os próximos fóruns envolverão representantes de entidades de trabalhadores; das cadeias de Tecnologia, Cultura, Turismo, Saúde, Infraestrutura, Logística e Conhecimento.

O diálogo com a sociedade se dará também por meio digital. A categoria “Mulher, trabalho e renda”, dentro do portal www.participa.pe.gov.br, reúne propostas da população sobre o tema. Qualquer um pode contribuir. Será lançada ainda uma página específica do Pernambuco Por Elas, também aberta ao debate.

Mais de 40% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Mais de 80% das crianças brasileiras até quatro anos têm mulheres como primeiro responsável. A taxa de desocupação das mulheres no país, contudo, é 36,9% maior que a dos homens. Elas ganham salários menores e ocupam menos cargos de chefia, embora estudem mais.

O governo de Pernambuco quer ajudar a mudar esse quadro. “Acreditamos que a autonomia econômica pode transformar a vida das mulheres, porque ela contribui diretamente para o empoderamento feminino e o combate à violência de gênero e ao machismo. Quando uma mulher está bem colocada no mercado de trabalho, isso tem impacto direto na qualidade de vida das famílias e também na economia do país”, defende Luciana Santos, que coordena o grupo de trabalho.

De acordo com relatório 2017 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil pode expandir sua economia em até R$ 382 bilhões até 2025, se aumentar a inserção das mulheres no mercado de trabalho em 25%.

Serviço

Fórum de diálogo Pernambuco por Elas – Autonomia, Trabalho e Renda, com setor produtivo
Segunda, 09/09/2019
Horário: 14h
Local: Sala das Bandeiras, Palácio do Campo das Princesas

Plenário da Câmara Federal
Plenário da Câmara FederalFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A relação entre os parlamentares e seus partidos é repleta de nuances e interesses capazes de alinhar aproximações ou definir mudanças de trajetória. No centro do debate, que voltou à tona recentemente com as punições aplicadas pelo PSB - e sinalizadas no mesmo caminho dadas pelo PDT - aos deputados que votaram contra a orientação partidária na reforma da Previdência, está a autonomia parlamentar. Um sintoma da crise de representatividade vivida pelas agremiações políticas. O crescimento desenfreado na quantidade de siglas, a diluição das ideologias partidárias, o caráter cada vez mais personalista do voto e a aproximação, propiciada pelas redes sociais, entre os políticos e seus eleitores, são os principais fatores que afetam a relação entre parlamentares e legendas.

Doutor em Ciência Política e professor da Faculdade Damas, Antônio Lucena afirma que houve uma mudança na postura tanto dos partidos quanto dos parlamentares nos últimos 20 anos. “Atualmente, fica complicado o partido punir. Ele perde bancada, fundo eleitoral, ou seja, o andamento dele é prejudicado. O partido perde o poder de barganha. Claro que alguma punição deve ser aplicada, mas se for muito severa, sai pela culatra”.

A mudança também é ressaltada pela cientista política e professora da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO), Priscila Lapa, que considera a capacidade dos partidos em “fazer a diferença” cada vez mais restrita, com a postura pessoal tornando-se predominante. “As coisas mudaram, os partidos não têm mais a força de alinhar suas bancadas como antigamente, perderam a capacidade de agendar seus parlamentares”. A situação atual, para ela, também remete à dificuldade que os partidos têm em se conectar com a “agenda da sociedade”. “Eles estão tão diluídos, tão pouco representativos de segmentos da sociedade que há uma dificuldade de ver uma agenda claramente ideológica. Todo mundo é Centro, quando todos são Centro ninguém é nada”.

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Para o deputado federal Felipe Carreras (PSB), recentemente suspenso pela sigla, os políticos passaram a enxergar que o elo entre eles e o povo não necessita de intermediários. "Com raríssimas exceções, as pessoas não vão às urnas com a finalidade de votar no partido, mas no candidato que apresenta maior afinidade com sua linha de pensamento. Acredito que hoje os parlamentares não são maiores do que os partidos, mas esta é uma tendência que deve ser invertida caso não exista uma mudança na forma de trabalho das legendas", opina. Para Carreras, há ainda a necessidade de rever o tamanho do poder que uma legenda pode ter sobre sua bancada. "É preciso acabar com a história que o partido manda no voto do parlamentar. Ninguém é eleito para se transformar em um fantoche de partido".

Entre todos os dissidentes socialistas e pedetistas, Átila Lira (PSB-PI) foi o que, até o momento, sofreu a punição mais severa, ao ser expulso do partido. A justificativa é a reincidência. Além de ter ido contra a orientação do partido na Previdência, já tinha feito o mesmo na reforma trabalhista de Michel Temer. Para o parlamentar, a decisão do PSB é de quem acha que "pode subjugar deputados e senadores". “Há debate, mas só no figurativo. (A direção) Tinha um ponto de vista e queria que nós seguíssemos. Nesse sentido, eu me insurgi e vi que nós tínhamos liberdade de votar da forma que quiséssemos”, afirma. Ele frisa que a sigla deve ter uma diretriz, mas que deve haver liberdade para os parlamentares que quiserem “inovar”.

Quarto mais votado do Piauí, o deputado federal Flávio Nogueira (PDT) é um dos oito do partido criado por Brizola que não podem falar em nome e nem representar a sigla na câmara, enquanto aguardam qual punição vão receber. “Meu partido vive como se fosse na década de 1930, 1940, usando os postulados de Getúlio Vargas, mas cada época é diferente, hoje estamos atolados numa grande crise econômica, precisamos de reformas.” Questionado se pretende sair do PDT após o anúncio da punição, ele sinalizou que o fim da união com o partido é questão de tempo. “Vem a reforma tributária, a venda das estatais, e o partido pode tomar uma decisão e nós acharmos que está errado. Aí o partido toma sua decisão e fica a bancada esperando para votar. Isso é absurdo, é usurpar o direito que temos como parlamentares.”

A ação do partido sobre os seus parlamentares não é de controle, mas de convencimento, de acordo com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Ele, porém, crê que a atuação parlamentar deve obedecer alguns limites. “Essa questão de autonomia tem limite. O limite da autonomia individual é saber respeitar o coletivo”, afirma, ressaltando que “muitos entram sem saber sequer o que representa a história de cada partido e suas propostas”. A tese é corroborada pelo líder do PSB na Câmara, Tadeu Alencar (PSB). Para ele, o partido deve prevalecer em algumas questões. “A autonomia deve existir, mas não pode ser completa”. Ele frisa que isso não significa “colocar o parlamentar numa camisa de força”, mas sim manter diretrizes de um partido com 72 anos de existência, caso do PSB.

A balança pendeu para o lado dos parlamentares, opina Lapa. Um cenário que pode ser ainda mais sensível aos partidos historicamente alinhados à esquerda. “O PSB e o PDT não estão equivocados no ponto de vista tradicional, nesse momento de divisão clara de narrativas, a oposição, por efeito rebote, delimita os seus temas, sua agenda. Porém, no momento em que ensaia punir os que de alguma forma se conectam com o sentimento difuso da sociedade, quem perde é o partido", diz.


Com as próprias pernas
Antônio Lucena aponta uma dependência cada vez menor que os políticos têm dos seus partidos. As campanhas podem ter um impacto considerável com o uso das redes sociais e a alta quantidade de siglas praticamente garante uma rota de fuga. “Os deputados e senadores estão menos dependentes, não significa que não precisam da estrutura partidária, mas antigamente eles precisavam muito mais do tempo de TV, do dinheiro do partido. Agora, eles podem ter uma comunicação direta com a população pelas redes sociais".

Priscila Lapa destaca que, para o eleitor, não é simples entender o cenário partidário, sendo muito mais fácil se apegar a um político. “A população não entende a necessidade de tantos partidos ocupando o mesmo espectro, acaba achando que é tudo a mesma coisa. Trinta partidos representam o que?", questiona. A tendência, para ela, é que o Brasil siga cada vez mais um caminho identificado em diversos países do mundo. “Os novos modelos de democracia e novos ativismos levam o cidadão a se conectar nas redes sociais em novas formas de comunicação que não precisam do partido para intermediar nada. É muito mais fácil acompanhar o ‘meu deputado’ do que a bancada de um partido.”


Suprapartidário
Tentando estar acima da disputa com os partidos, um grupo de cerca de 30 deputados federais do PSB, PDT e outras legendas criaram, há cerca de um mês, o Grupo Parlamentar Suprapartidário (GPS), com a intenção de ganhar certa autonomia em suas ações. "O projeto ainda está muito embrionário. Ainda estamos nos reunindo. Acredito que é um grupo que pensa política de forma um pouco diferente, que vai trabalhar em favor do Brasil independente das respectivas legendas. Nossa intenção é pensarmos juntos uma forma de termos dentro da Câmara um grupo que vai sempre pensar no povo em primeiro lugar, independente de qualquer direcionamento", afirma Felipe Carreras. “Não vamos ficar submetidos à doutrinação partidária ideológica, vamos discutir temas atuais para o Brasil”, corrobora Flávio Nogueira.

Mesmo defendendo que cada parlamentar deve procurar a situação que lhe dá mais conforto, Tadeu Alencar ressalta que o PSB, nos últimos anos, “fechou questão apenas duas vezes, na reforma trabalhista e na reforma da Previdência”, algo que não é suficiente para que o grupo de dissidentes opte por se desligar ideologicamente da legenda. “Falei com os parlamentares e, não todos, mas a maioria manifestou o desejo de permanecer no PSB”. Carlos Lupi, por sua vez, vai além e aposta que a existência do GPS não vingará. “Isso é burlar a lei, a lei não considera a existência de grupo e sim de partido, e duvido que o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), eleito por partidos, vai patrocinar isso. A lei é clara, parlamentar tem que estar filiado ao partido e tem que discutir democraticamente e internamente a orientação da maioria do partido”.

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE)
Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE)Foto: Roberto Stuckert Filho

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticou, nesta sexta-feira (6), a determinação judicial de reintegração de posse, com autorização do uso da força policial, contra o centro de formação Paulo Freire, no assentamento de Normandia, em Caruaru (PE). Para o senador, a decisão, tomada pela 24ª Vara da cidade, é incompreensível, pois se trata de uma área cultural e de formação importante em um dos assentamentos mais antigos da reforma agrária do país.

“É um local mantido pelo Movimento Sem Terra (MST) que remanesce do governo FHC. O juiz determina, nessa desocupação, o uso de forca polícia, arrombamento se necessário, condução coercitiva para a delegacia da Polícia Federal em caso de resistência, remoção de bens móveis e de animais para currais, já com autorização para doação ou abate. Isso tudo nos preocupa muito. Por isso, espero que o Tribunal Regional da Federal da 5ª Região (TRF-5) suspenda a ação cautelarmente”, afirmou.

O parlamentar lembrou que o centro já funcionou como a casa dos assentados e, sob a orientação do próprio Incra, passou a ser um centro de formação ao longo dos anos. O centro de formação Paulo Freire foi inaugurado em 1999 e, hoje, tem capacidade para abrigar cerca de 240 pessoas e dispõe de um auditório que comporta 800 pessoas.

Ele destacou que instituições de relevância nacional fazem, inclusive, parceria com o centro mantido pelo MST, como a Universidade Federal de Pernambuco, a Fundação Oswaldo Cruz e o instituto federal do estado.
“A construção do auditório e de alojamentos começou no fim dos anos 90. Com o tempo, o local sofreu mais alterações. Hoje, o espaço conta com uma creche, oferece aulas e cursos diversos, funciona como a casa da juventude e tem uma academia da cidade com quadra esportiva. O centro de formação não é mais apenas uma referência para Pernambuco, mas sim para o país todo”, ressaltou.

Humberto entrou com um requerimento de informação para que o Incra explique o que move essa sua determinação de buscar a reintegração e contou que vai aguardar uma posição do TRF-5 sobre o caso. O governo estadual, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, entrou com uma ação de medida cautelar para suspender a operação. “Estamos vivendo tempos sombrios. Há um governo em Brasília que não vê com bons olhos a reforma agrária e os movimentos sociais. As iniciativas contra assentamentos rurais devem ser vistos com preocupação”, observou.

A campanha de filiação foi realizada em todas as regiões do Brasil
A campanha de filiação foi realizada em todas as regiões do BrasilFoto: Lúcio Pessoa / Divulgação

A campanha nacional de filiação do Partido Social Liberal (PSL), presidido pelo deputado Federal Luciano Bivar (PE), resultou na marca de 188.355 novos filiados. No último dia 17 de agosto, foi realizada em todas as regiões do Brasil. O PSL passou a ter, no total, 459.714 membros. A meta estabelecida pelo presidente nacional da legenda é de 500 mil filiados até o final deste ano e a 1 milhão de filiados até o final de 2020.

Com 3.203 novos filiados, o PSL Pernambuco saltou de 18.798 para 22.001 membros. No Estado, a Campanha Nacional de Filiação foi realizada em dois pólos: no antigo Comitê de Bolsonaro, em Boa Viagem; e em Caruaru. Além da presença de Luciano Bivar, os dois atos contaram com diversas lideranças políticas do Estado.

"O sucesso da campanha nacional realizada em agosto foi estrondoso. As informações que tive pelo Brasil foram as melhores e, aqui em Pernambuco, não foi diferente. A expectativa para 2020 é muito otimista. O PSL é um partido que tem efetivamente uma ideologia definida, objetivo a procurar e perseguir. Tenho certeza que isso se identifica muito com o que o povo brasileiro quer, a renovação", comentou Bivar.

O resultado mais expressivo foi na região Sudeste com 90.978 novos filiados. Já no Sul foram 42.758 novos membros para o PSL. O Nordeste contabilizou 22.550 associados ao partido. No Centro-Oeste do Brasil, o PSL ganhou 21.127 novos membros, enquanto no Norte foram 10.942. 

Para 2020, o PSL planeja aumentar cerca de 500% o número de prefeitos em Pernambuco e duplicar o número de vereadores. Atualmente, o partido conta com a prefeitura de Araripina, no Sertão de Pernambuco, comandada por Raimundo Pimentel. Além, claro, de apostar na reeleição de Raimundo Pimentel, que teve 43% dos votos em 2016, o partido espera eleger prefeitos em todas as regiões do Estado. No pleito para vereadores, o PSL, que hoje conta com 42 vereadores no Estado, pretende triplicar o número de cadeiras nas câmaras municipais.

Além disso, o partido deverá ter candidato à Prefeitura do Recife com nome ainda a ser definido pelo presidente nacional, Luciano Bivar, e o presidente estadual, Marcos Amaral.

Militância do PT no Recife
Militância do PT no RecifeFoto: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

Filiados e filiadas da militância petista irão às urnas, em todo País, neste domingo (08), das 9h às 17h, para votarem no Processo de Eleições Internas (PED) do PT, no 7° Congresso do partido. A militância elegerá os presidentes dos diretórios municipais e zonais, a composição dos diretórios municipais e zonais, além de delegações aos Congressos Estaduais e ao Congresso Nacional do PT - Lula Livre.

O partido deu início em julho, a seu processo congressual interno. Desde então, debates de chapas, discussão de suas respectivas teses, seminários e muita movimentação nas bases marcaram os primeiros meses deste processo. Domingo também será um importante momento de luta, quando mais pessoas poderão ter acesso ao abaixo-assinado pela liberdade de Lula e vestir suas camisetas por Lula Livre.

Para a votação é importante filiados e filiadas aterem-se às candidaturas e chapas inscritas em cada município. As variadas propostas das diversas chapas municipais estão conectadas às teses das seis chapas estaduais que, por sua vez, apoiam diferentes candidaturas nacionais do PT, representadas por 9 chapas.

As chapas estaduais do PT Pernambuco são :

400 – Resistência Socialista: desafios do Partido e da Esquerda no século XXI Marcos Lothar – Presente

410 – Diálogo e Ação Petista, Avante Ao socialismo.

430 -Força Militante – Lula Livre

450 – Resistir e Lutar Com Lula Livre

480 –Unidade na Luta por Lula Livre

490 – Frente Ampla – Lula Livre

Em relação à renovação do quadro dirigentes estaduais, nos dias 19 e 20 de outubro o Congresso estadual, já com a delegação eleita, tratará da renovação destas direções.

E, em novembro, nos dias 22, 23 e 24, em São Paulo, o 7° Congresso Nacional, que elegerá o quadro de dirigentes nacionais, debaterá a seguinte pauta:

a) A luta por um mundo sem exclusão, sem fome, sem desigualdade e sem guerras. A Política Internacional do PT;

b) A alternativa democrática e popular para o Brasil. Programa, Estratégia, tática e alianças e

c) A organização do PT como partido socialista democrático e de massas. Funcionamento Interno.

A superintendente-geral do IMIP, Tereza Campos, participou de audiência com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
A superintendente-geral do IMIP, Tereza Campos, participou de audiência com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.Foto: Divulgação

A superintendente-geral do IMIP, Tereza Campos, participou nesta semana de audiência com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. A gestora, que também preside a Federação dos Hospitais Filantrópicos de Pernambuco (FEHOSPE), estava acompanhada pelo deputado pernambucano André de Paula. Na pauta, a destinação de recursos para o IMIP, diante das dificuldades que a Instituição enfrenta.

Por conta do grave momento financeiro enfrentado pelo Brasil, com repercussão severa nos serviços de saúde de um hospital 100% SUS, o IMIP adotou medidas de adequação com redução substancial de custos até o limite que não comprometesse a assistência à população. Essas medidas, entretanto, não foram suficientes para a manutenção da Instituição, considerando que há um subfinanciamento do SUS, com demanda crescente de atendimento.

O Complexo Hospitalar do IMIP é reconhecido como uma das estruturas hospitalares mais importantes do País, sendo Centro de Referência Assistencial em diversas especialidades médicas e não médicas. Referência também na implantação de serviços, o IMIP executa pesquisas e treinamento técnico em recursos humanos da área de saúde para organismos nacionais e internacionais, governamentais e não governamentais, além de prestar assessoria e consultoria às três instâncias de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Contando com 1075 leitos exclusivamente para atendimento a pacientes do SUS, o IMIP realiza mais de 600 mil atendimentos anuais em seus serviços. Num trabalho sempre em parceria com a gestão pública, o IMIP ampliou várias vezes a sua área de atuação constituindo-se hoje em um complexo de 21 blocos interligados com 69.000 m2 de área construída, onde circulam em média 21.000 pessoas por dia. Entre os serviços realizados, destacam-se os de Alta Complexidade em especial: Transplante Renal, Hepático, Cardíaco, Medula Óssea, Córnea e Serviços de Oncologia, Terapia Renal Substitutiva, Neurocirurgia, entre outros.

O IMIP também desempenha um papel relevante na área de Atenção Materno Infantil no Estado de Pernambuco. Entre os serviços realizados, estão diversas especialidades em pediatria incluindo as emergências, ambulatórios, internações, terapia intensiva, neonatologia e método Canguru. A emergência pediátrica atende demanda espontânea 24h/dia; e a maternidade de Alto Risco, com Centro de Parto Normal, é a maior referência no Estado de Pernambuco.

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