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Com o apoio do deputado federal Eduardo da Fonte, Edna Gomes, assume a presidência do partido Progressistas no município.
Com o apoio do deputado federal Eduardo da Fonte, Edna Gomes, assume a presidência do partido Progressistas no município.Foto: Divulgação

A secretária municipal de Programas Sociais e vereadora licenciada do Cabo de Santo Agostinho, Edna Gomes, assumiu a presidência do partido Progressistas no município, com o apoio do deputado federal Eduardo da Fonte. Vereadora por dois mandatos e vice-prefeita do Cabo em 2012, Edna é bacharel em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo), e também acumula em sua rotina a executiva de Políticas sobre Drogas. Natural do Cabo, Edna é aliada do prefeito Lula Cabral e no município, também já foi Secretária Executiva da Mulher.

"Democracia em Vertigem" traz ascensão e queda de Dilma e Lula
"Democracia em Vertigem" traz ascensão e queda de Dilma e LulaFoto: Divulgação

A indicação ao Oscar do documentário Democracia em Vertigem, da brasileira Petra Costa, foi alvo de uma publicação irônica do perfil oficial do PSDB, nesta segunda-feira (13). "Parabéns à diretora Petra Costa pela indicação de melhor ficção e fantasia por Democracia em Vertigem", diz a postagem no Twitter.

Confira:

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Crédito: Reprodução / Twitter

A publicação gerou reações e respostas de personalidades do mundo político, como o deputado Paulo Pimenta (PT).

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O deputado federal e presidente do Progressistas, Eduardo da Fonte, intensifica as visitas pelo estado, ao lado do presidente da Assembléia Legislativa Eriberto Medeiros.
O deputado federal e presidente do Progressistas, Eduardo da Fonte, intensifica as visitas pelo estado, ao lado do presidente da Assembléia Legislativa Eriberto Medeiros.Foto: Divulgação

O deputado federal e presidente do Progressistas, Eduardo da Fonte, intensifica as visitas pelo estado, ao lado do presidente da Assembléia Legislativa Eriberto Medeiros. Os compromissos deste domingo (12) começaram, no Recife, pelo aniversário de Mário Medeiros, irmão de Eriberto. Continuando a agenda, seguiram para o município de João Alfredo para o ato de filiação das mulheres progressistas, evento realizado na Câmara Municipal da cidade, onde também anunciou a pré-candidatura a prefeito do secretário executivo da Casa Civil do estado, Zé Maurício.

A última visita foi na cidade de Bom Jardim, para o ato de filiação das mulheres progressistas e lançamento da pré-candidatura de Miguel Barbosa a prefeito da cidade, lembrando que Miguel, já foi prefeito de Bom Jardim, onde fez um grande trabalho durante sua gestão. As visitas aos municípios do estado de Pernambuco visam fortalecer o partido Progressistas, que pretende lançar mais de 100 candidatos a prefeito no estado.

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Senador acredita que a prisão de um ex-presidente nunca é algo a se comemorar
Senador acredita que a prisão de um ex-presidente nunca é algo a se comemorarFoto: Divulgação

Em entrevista à Folha de Pernambuco, o senador Jarbas Vasconcelos (MDB) avalia o primeiro ano do novo mandato na Casa Alta e as perspectivas para as eleições deste ano. Ele defende uma candidatura própria do MDB, mas sinaliza que decisão caberá ao deputado Raul Henry (MDB).

Qual a avaliação do senhor sobre o primeiro ano do Governo Bolsonaro? Houve mais avanços ou as polêmicas em torno de declarações controversas e a família do chefe do Executivo atrapalharam os avanços da pauta econômica?
Apesar das confusões e das falas desencontradas do capitão e de seus filhos, há de se reconhecer avanços na pauta econômica. Porém, é justo destacar o protagonismo do Congresso Nacional que ajustou e melhorou propostas do executivo, em particular nas regras de atualização da previdência social. Estávamos caminhando para um colapso nas contas públicas, além de perpetuar uma perversa relação entre alguns privilegiados e a grande massa da população.

Há uma expectativa de avanço neste ano na discussão de pautas reformistas como a reforma tributária, administrativa e o pacto federativo. Como o senhor avalia as discussões em torno desses temas? O senhor acredita na aprovação dessas propostas em pleno ano eleitoral?
É urgente avançar em outras reformas vitais para o país. As distorções de receita entre as diversas regiões do Brasil saltam aos olhos e ao bolso. Os impostos gerados por diferentes entes inibem o empreendedorismo, a geração de emprego e a cadeia produtiva. Também não podemos conviver com o peso da máquina pública existente. É preciso torna-la mais justa, eficiente, ágil, delegando ao setor privado parte da burocracia pública. O pacto federativo tem a possibilidade de diminuir asfixia entre os organismos mais frágeis do país. Essas pautas começam com apelo econômico, mas trazem resultados virtuosos em benefícios sociais. Independente de ser um ano eleitoral não vamos fugir dessas discussões.

Como o senhor avalia o primeiro ano de legislatura no Senado?
Falei aqui já do protagonismo que vem sendo exercido pelo Congresso Nacional e devo destacar o exercício de convergência que vem sendo construído na Câmara e Senado Federal. As pautas estão além do governo instalado, são essenciais para o equilíbrio das próximas gerações e exigem pressa e coragem política. Tenho me reunido com um grupo de Senadores mais experientes, que possuem ampla visão do país e do momento que vivemos, inclusive em parte ex-governadores, a exemplo de Tasso Jereissati, José Serra, Antônio Anastasia, entre outros. Nós que já fomos testados nas encruzilhadas de tantas dificuldades estamos tentando mediar o tensionamento exacerbado pela intolerância dos extremos.

Pernambuco tem estado presente em sua atuação?
Foi a Pernambuco que dediquei minha jornada, nas mais diferentes posições que ocupei, inclusive este ano estou fazendo 50 anos de vida pública, como Deputado Estadual, Federal, Prefeito do Recife, Governador, e Senador da República. Até hoje não tive o que desabonasse minha conduta, e sou grato por ter recebido reiteradas vezes a confiança do povo. Em Brasília, no ano passado, viabilizamos cerca de 40 milhões de reais para aplicação nas áreas de saúde e infraestrutura, em regiões e municípios da zona da mata, agreste e sertão. Parte desses valores serão aplicados diretamente pelo Governo do Estado, e também por mais de 50 municípios e 17 entidades de prestação de serviço público.

Na eleição de 2016, o MDB conseguiu crescer bastante, aumentando o número de prefeitos do partido. Como está a preparação do MDB para as eleições deste ano?
Nas eleições de 2016 o partido teve como estratégia lançar o maior número possível de candidatos. E tivemos muito êxito nessa iniciativa. Fomos a secção estadual do MDB que mais cresceu no Brasil. Elegemos 17 prefeitos, 15 vice-prefeitos e terminamos como a segunda força em 13 municípios pernambucanos. Para 2020 queremos e iremos repetir essa estratégia e seguir crescendo e fortalecendo nossa legenda.

A entrada do senador Fernando Bezerra no MDB foi tumultuada no início. Hoje, o senhor acredita que a legenda conseguiu construir a unidade interna? Como é sua relação com o grupo do senador?
O Senador Fernando Bezerra me procurou pessoalmente no início do ano passado e passamos a limpo nossas posições, viramos a página com relação ao contencioso que tivemos. Precisamos pensar no coletivo, na necessidade da maioria da população despossuída, na obrigação que temos em reconstruir o conceito da política como ferramenta preciosa de uma sociedade que busca a maturidade em sólidos princípios de governança e bem estar da população. Mantivemos o comando do partido, oferecendo a ele espaços na região em que tem sua representação eleitoral. Nos encontramos na convergência e nos respeitamos na divergência.

Como conciliar a postura de oposição do grupo do senador Fernando Bezerra Coelho e a aliança do MDB com o PSB?
Nossa relação com Paulo Câmara é de apoio político e administrativo. Ele é equilibrado e dedicado às suas tarefas de gestor público. Não é fácil para um Governador de um estado do Nordeste que crescia mais do que sua região e país, administrar a profunda crise que atingiu o Brasil nos últimos anos. O impacto em Pernambuco foi avassalador, e ele tem oferecido o melhor de sí. Mantêm os salários em dia, os equipamentos públicos funcionando e tem atraído novos empreendimentos, indústrias, centros de distribuição, com geração de empregos.

O senhor defende a candidatura do deputado federal Raul Henry para prefeito do Recife?
Raul Henry é um excelente quadro da política. Tem grande capacidade de agregar. Conhece bem a cidade do Recife onde já serviu como secretário e Vice-Prefeito. Gostaria de vê-lo candidato na disputa deste ano. Já externei isso a ele, mas respeito seu tempo de reflexão sobre o assunto e também sua decisão futura.

Uma eventual candidatura de Raul Henry para a Prefeitura do Recife poderia afetar a aliança com o PSB?
Fazemos parte hoje da Frente Popular no Estado, que reúne vários partidos e tem bons quadros. Se a candidatura de Raul a prefeito do Recife ocorrer, será um movimento natural e legítimo do MDB, na sua busca por fortalecimento como legenda.

Como o senhor vê a candidatura de João Campos? Ele tem as credenciais para ser prefeito do Recife apesar da pouca idade?
A candidatura de João Campos é algo que em primeiro lugar deve ser tratada dentro do próprio partido dele, o PSB, para que em seguida essa decisão seja dividida com os demais partidos que formam a Frente Popular. O importante é que possamos ter unidade em torno de um candidato comprometido com as propostas e desafios do Recife.

O senhor foi prefeito do Recife, tendo uma das gestões mais exitosas do País na época. Como o senhor avalia a administração do Recife hoje?
É preciso entender as circunstâncias, limitações e ousadias de cada tempo. Imagino que alguém que seja eleito Prefeito deseja emprestar o melhor a sua cidade. O cartão de visitas do Recife, hoje, é o modelo e o funcionamento do COMPAZ, um exemplo do bom aproveitamento de uma proposta do MDB para a cidade. Estamos no ano em que precisamos ouvir o eleitor. A gestão atual teve oito anos para mostrar a que veio e agora é aguardar a resposta das urnas.

 

A advogada Abnai Vitor assume o comando do Progressistas no município e deverá se candidatar para a Prefeitura.
A advogada Abnai Vitor assume o comando do Progressistas no município e deverá se candidatar para a Prefeitura.Foto: Divulgação

Com o apoio do deputado federal Eduardo da Fonte, a advogada Abnai Vitor assume o comando do Progressistas no município de Rio Formoso, confirmando também a sua pré-candidatura para prefeita pela sigla.

Abnai é natural de Rio Formoso e é filha de trabalhadores rurais. Militante há 20 anos na advocacia da região, já exerceu o cargo de procuradora municipal em várias cidades da Mata Sul.

“Estou vindo para que os menos favorecidos da nossa cidade tenham oportunidade de sonhar com dias melhores. Os profissionais de Rio Formoso precisam ser valorizados e ter os seus direitos resgatados”, declara a pré-candidata.

o Partido Verde Jaboatão referendou a recondução do professor Cristiano Carrilho na presidência municipal da legenda em Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral de Pernambuco
o Partido Verde Jaboatão referendou a recondução do professor Cristiano Carrilho na presidência municipal da legenda em Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral de PernambucoFoto: Divulgação

Com a presença do Presidente Estadual do Partido Verde em Pernambuco, Jorge Carreiro, o Partido Verde Jaboatão referendou a recondução do professor Cristiano Carrilho na presidência municipal da legenda em Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral de Pernambuco, na noite dessa quinta feira, 09 de janeiro de 2020, para as eleições municipais.

Em sua fala, o presidente estadual da legenda, Jorge Carreiro, ressaltou que o PV está numa fase de crescimento e passou na cláusula de barreira imposta pela legislação eleitoral. Na eleição municipal de Jaboatão dos Guararapes, no ano de 2016, a coligação “A MUDANÇA SOMOS NÓS”, presidida por Cristiano Carrilho, elegeu 03 vereadores, com mais de 26 mil votos, sendo a segunda colocada em quantidade de vereadores eleitos, sem nenhum vereador de mandato em sua composição. Em 2020, Cristiano Carrilho pretende repetir o resultado e já está bem avançado na composição de uma chapa competitiva e com candidatos ficha-limpa. Parlamentares aprovaram R$ 2 bilhões para financiar partidos nas eleições municipais.

Confira a composição da nova executiva municipal do PV Jaboatão:

Cristiano Carrilho (presidente); Ivaldo Rodrigues (1º vice-presidente), Pastor Severino de Jesus (2º vice-presidente), Rodrigo França (secretário de Organização), Gleybson França (Secretário de Finanças), Ana Paula Valdez (Secretária de Formação), Washington Sandocan (Secretário de Comunicação), Mauricio Bezerra (Secratário da Juventude), Andréa C. Dourado (Secretária da Mulher), Jailson França (Secretário de Mobilização) e Pedro Paulo (Secretário de Direitos Humanos e Diversidade).

Tadeu Alencar está no final do mandato a frente da liderança da bancada do PSB na Câmara Federal
Tadeu Alencar está no final do mandato a frente da liderança da bancada do PSB na Câmara FederalFoto: Jose Britto/ Folha de Pernambuco

Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, nesta terça (7), o deputado federal Tadeu Alencar, que está encerrando seu mandato na liderança do PSB na Câmara Federal, comentou sobre a disputa interna protagonizada pelos deputados Danilo Cabral (PE) e Alessandro Molon (RJ) para sucedê-lo. Em julho de 2019, após uma disputa interna no partido que tinha como concorrentes Júlio Delgado (MG) e o próprio Danilo, ambos retiraram as suas candidaturas para construir a unidade da legenda e reconduzir Tadeu ao posto até o final do ano, com a sinalização de que Danilo seria o sucessor, mas a entrada de Molon na disputa, este ano, mudou o cenário. Tadeu também defende a candidatura do deputado federal João Campos (PSB) para a Prefeitura do Recife e aborda outros temas nacionais

O governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Julio já declararam apoio a Danilo Cabral para a sucessão na liderança do PSB na Câmara Federal. Contudo, o senhor não declarou apoio a ele. Existe um racha dentro do PSB?

É natural o governador dar apoio a um deputado de Pernambuco e acho também natural do prefeito do Recife, ainda mais sendo um deputado com os atributos para ser líder como o deputado Danilo, que é nosso companheiro e amigo de longa data. Não é uma questão que se dá sob a ótica de Pernambuco. Tem parlamentares do Sul, do Sudeste, do Centro Oeste, do Nordeste e do Norte. Então, esse debate precisa ser muito equilibrado. Por exemplo, os dois nomes que estão postos, o de Molon e o de Danilo, são nomes que têm dimensão nacional. Molon é um cara conhecido e deu um brilho ao nosso partido e tem os atributos para ser líder. E Danilo do mesmo jeito. Agora, isso não não se faz com alguém que é ungido líder. É uma construção que se faz dentro da bancada. Até porque quem vota, se tiver um bate chapa, são os deputados federais. Qual o meu papel nisso? Meu papel é conversar com todo mundo para que a gente construa a unidade. Não adianta Molon ganhar e uma banda que queria Danilo ficar atrapalhando a gestão de Molon e não adianta o contrário. Na verdade, qualquer dos dois que for eleito eu estarei contemplado porque sou amigo dos dois.

Mas como fica, então, o entendimento com Danilo Cabral sobre a sucessão, firmado em julho de 2019, em consenso com o deputado Julio Delgado para que os dois retirassem a candidatura?

Entendimento bom é onde as partes ficam satisfeitas. Porque se for para eu ficar satisfeito e você insatisfeito, que entendimento, que acordo é esse? E isso se trata internamente, porque quem lê os jornais de Pernambuco hoje pensa que a eleição é decidida pelos cinco deputados de Pernambuco. Se fosse assim já estava resolvido. A gente teve um bocado de percalço nessa caminhada que meio que atrapalhou isso. Tivemos a votação da reforma da Previdência onde alguns colegas ficaram numa posição mais refratária e tal. E, na verdade, os candidatos precisam dialogar. Eu não tenho dificuldade de votar em Danilo. Zero. Agora eu não posso dizer que vou votar em Danilo contra Molon sem que o ambiente, inclusive das pessoas que me apoiaram lá para eu ser líder, também estejam em consenso.

Como foi o acordo em julho de 2019 para que Julio Delgado e Danilo retirassem as candidaturas?

A gente estava no processo de discussão. Aí eles apresentaram uma lista dizendo 'olha, a gente apoia Tadeu para terminar o ano e já indica Danilo para o próximo ano'. Na verdade, as pessoas não tinham nenhuma dificuldade com essa formulação, mas não queriam decidir isso por antecipação. Estava nesse debate quando a lista foi apresentada, com 17 nomes. Foi o Julio Delgado quem apresentou a lista. Aí houve uma reação muito grande porque as pessoas acharam que ali era meio que uma coisa imposta e que não topavam aquilo. Aí eu tive uma conversa com Danilo e disse 'Danilo, você deve ser líder de todo o conjunto da bancada e não de 17, rapaz. Você faça o seguinte: você não tem 17 assinaturas? Você tem seis meses para conquistar o voto dos 15 que não assinaram e conte comigo para isso'. Só que isso não aconteceu, chegamos no final do ano e esse trabalho de convencimento das pessoas não foi feito e as coisas foram se encaminhando em outra direção. Agora, meu trabalho será de tentar construir essa unidade que eu acho que é perfeitamente possível de se construir.

O que faltou para consolidar o consenso em torno do nome de Danilo Cabral para a liderança?

Não é porque alguém merece ser líder e quer ser líder que as coisas acontecem no automático. É preciso um convencimento. Todo eleitor gosta de ser convencido e quer saber os compromissos que se faz com ele. E você imagine quando esse eleitor é um deputado federal, acostumado com eleição e a pedir voto, ele gosta que venham pedir voto a ele. Eu acho que talvez tenha faltado um pouco isso. Mas olhando friamente para esse quadro, nós temos o mês de janeiro - e eu vou investir fortemente nisso. Agora, para eu ter apoio das pessoas que me apoiaram e que eu tenho talvez um diálogo mais fluido, é preciso que a gente converse. Porque não tem da minha parte absolutamente nenhuma dificuldade. Nós tivemos uma conversa preliminar no final de dezembro e ficamos de conversar em janeiro.

Qual seria o consenso possível, diante da disputa entre Danilo e Molon, na sua opinião?

Acho perfeitamente possível que a gente combine algum jogo, seja ele qual for. Que Danilo seja agora e Molon depois, ou Molon seja agora e a gente já assumir um compromisso que Danilo seja depois. Da minha parte não tem nenhuma dificuldade. Agora, eu tenho uma liderança que é da bancada toda e eu não posso tratar isso como se fosse uma questão de Pernambuco. Eu não posso funcionar como deputado de Pernambuco, eu sou líder da bancada e só tenho a confiança de muitos de meus colegas porque ajo dessa forma. Nossa turma aqui também teve os espaços reconhecidos. Danilo ocupa a comissão mais importante e foi para a comissão da reforma da Previdência e foi muito prestigiado. O problema não é Danilo , de maneira nenhuma. Nem da minha parte. Agora no final do ano falamos e dissemos que era importante a coisa da unidade. Vamos apostar nisso.

Como o PSB está preparando as articulações para a disputa das eleições municipais?

Em Pernambuco nós temos um legado. Se você olhar de 2007 para que nós tivemos dois governos de Eduardo, um de Paulo e agora o segundo dele que tem resultados consistentes. Em momentos econômicos diferentes. (...) Nós temos agora 70 prefeitos do PSB e talvez uns 130 da Frente Popular. Se tivermos uma visão exclusivista dizendo que tem que ser os 130 do PSB talvez não mantenhamos nem os 70. Nós temos um zelo muito grande com o símbolo que é a Capital do estado e acho que a gestão de Geraldo tem um reconhecimento da população. Então, o PSB vai colocar o nome de João (Campos), não há outro nome. Agora, é óbvio que isso tem que ser uma visão nossa e dos demais parceiros da Frente Popular. Não vamos empurrar João goela abaixo e dizer que ele vai de todo jeito, se for desse jeito ele estará começando muito mal. Agora, o nosso nome é João e nós queremos dialogar com o PT,PDT, PSD, MDB que podem ter candidato. Esses partidos todos são da Frente Popular hoje. O nosso esforço vai ser o de construir junto com eles o nome de João para representar não o PSB, mas a todos nós. E onde for importante para cada um desses partidos, cada um tem as suas preferências, é perfeitamente possível compatibilizar e dizer que queremos o apoio no Recife mas que vamos apoiar candidatos em outros municípios. Então, acho que se a gente tiver essa visão de compartilhamento de resposnabilidades, representando um conjunto político e uma forma de governar, acho que a gente tem uma possibilidade grande de sucesso.

Se confirmada a candidatura de João Campos, Marília Arraes e Túlio Gadêlha, teremos uma eleição marcada por jovens. Como o senhor enxerga esse cenário?

Quanto à juventude de João, eu fico impressionado porque eu conheço jovens que são velhos e velhos que são jovens, inconsequentes e infantis. João é um cara que muito jovem foi o deputado federal mais votado de Pernambuco. Foi secretário de Estado muito jovem na Casa Civil. Ele não é um deslumbrado. João é um deputado aplicado, estudioso, corajoso. Um menino novo que chegou lá e faz enfrentamentos que são notáveis. Eu vejo a juventude como uma virtude e não como um defeito. O que é defeito é a inconsequência, a falta de espírito público e de visão republicana. Virtudes que eu vejo que todas elas João tem. Então eu acho que João vai ser um grande candidato e tenho a convicção ainda maior de que ele será um grande prefeito do Recife.

O senhor acha Lula terá um papel importante na eleição do Recife?

Lula é sempre alguém que terá uma influência forte na política em qualquer circunstância, ainda mais no Nordeste onde ele tem um grande apelo e isso ficou muito evidente no resultado do segundo turno, onde praticamente no Nordeste todo ganhou o candidato do PT, com Lula preso. E Lula solto terá um apelo ainda maior. É óbvio que o PT é o maior partido. Aqueles que advogavam que o PT estava enterrado, viram o PT renascer das cinzas e fazer o maior número de governadores e a maior bancada e tem a maior liderança popular do Brasil. Agora, o PSB não é o PT. Nós temos um jeito próprio, temos aliança com o PT em muitos lugares, mas o PSB é um partido que tem uma história e uma visão própria. Nós não somos nem extensão muito menos um anexo de nenhum partido de oposição. Cada partido tem um jeito. E nem por isso nós deixamos de ter um nível de convergência importante para conseguir barrar algumas coisas que eram muito graves do ponto de vista institucional, de ataque à democracia, à cultura, à saúde e à educação. É desastroso quando você olha em um ano tudo que aconteceu. Então, mesmo cada um com sua característica, um estilo, a gente guarda uma zona de convergência onde é perfeitamente possível, mantendo esse estilo, atuar em sintonia e fizemos isso muito bem.

O presidente Jair Bolsonaro disse, recentemente, que se vetasse o Fundo Eleitoral aprovado pelo Congresso, poderia sofrer impeachment. Como o senhor vê essa afirmação?

Todo dia chegam para ele projetos aprovados pelo Congresso onde ele pode ou sancionar ou vetar. É o exercício regular de seu papel de presidente da República. De onde ele tirou a ideia de que isso pode geral o impeachment? Porque ele é um prestidigitador mal acabado que fala para uma plateia de devotos, só que subestima a inteligência do povo, porque impeachment é uma coisa muito séria. Ele não vai vetar porque vai sofrer a mais fragorosa derrota já vista no Congresso. Isso foi negociado por todos os líderes no Congresso. Ele mandou uma proposta com R$ 2 bilhões e pouco e depois quer 'tirar casquinha' em cima de todo mundo.

Porque há tanta resistência sobre o Fundo Eleitoral?

A sociedade está tão irritada com os erros da política que você poderia colocar qualquer valor que seria visto como uma coisa indevida. Porque o patrocínio de uma atividade criminalizada como está a politica, a sociedade não aceita que se gaste dinheiro com isso. Ninguém está discutindo qual é o modelo de financiamento que melhor atende uma democracia de massa como é a do Brasil. Se é o financiamento privado que ficou identificado pelos escândalos de corrupção que a Lava Jato detectou e vinculados umbilicalmente ao modelo onde se financia governadores e parlamentares e depois captura as votações no Congresso e as decisões do executivo para atender os interesses privados. Isso é o barato que sai caro.

Como anda a discussão da reforma Tributária na Câmara Federal?

Está bem na ordem do dia a discussão da reforma Tributária. Ela já era para ter andado e não foi possível porque tinham muitos projetos e o governo anida vai mandar um outro. É um debate que nos interessa, porque o Estado brasileiro é caro, é perdulário, é patrimonialista, corporativo e burocrático. Então, ele tem que ser enfrentado nesse burocratismo cartorial, porque isso são séculos do 'império do carimbo'. Esse debate é muito importante. As propostas que há trabalham só na simplificação. O problema é que os pobres no Brasil pagam muito mais tributos do que os ricos. Os bancos praticamente não pagam imposto.

Danilo Cabral e Alessandro Molon querem liderar o partido na Casa
Danilo Cabral e Alessandro Molon querem liderar o partido na CasaFoto: Cleia Viana / Pabro Valadares

As movimentações para conseguir apoio ao posto de líder PSB na Câmara dos Deputados devem movimentar o recesso dos deputados Danilo Cabral (PE) e Alessando Molon (RJ), que se colocam como candidatos para a disputa. Isso porque os dois parlamentares estão se articulando para conseguir assinaturas para a eleição do líder deve ser escolhido em fevereiro, na volta do recesso parlamentar. Atualmente, o deputado federal Tadeu Alencar lidera a bancada socialista.

O impasse na bancada socialista é que alguns deputados assinaram a lista de apoio de Cabral e de Molon. Ao todo, quatro legisladores teriam assinado os dois documentos. Entre eles está o pernambucano Gonzaga Patriota, que disse ter sido procurado pelos dois correligionários. "Não gostaria de ver um bate-chapa, que nunca aconteceu", afirma Patriota. O parlamentar relatou que voltará à Brasília mais cedo para conversar com os colegas. As assinaturas duplicadas nas listas reforçam o clima de divisão interna na bancada e a necessidade de articulação dos postulantes.

Já o deputado federal Felipe Carreras (PSB) defende o nome de Danilo Cabral para a liderança. "É um processo que está posto. São dois candidatos que se colocam, grandes quadros do partido e nós de Pernambuco, na maioria da bancada, sinalizamos apoio a Danilo. Ele tem história no PSB, três mandatos e nunca exerceu função de líder, mas reúne todas as condições de liderar o partido. É um nome importante para Pernambuco e para o partido”, avaliou. Carreras defende que Molon é um quadro importante para o futuro do PSB, mas que é preciso dividir os espaços da legenda.

Procurado pela reportagem, Danilo Cabral defendeu a unidade da bancada, mas assegurou que se não houver entendimento, vai bater chapa com Molon. "Apresentamos a proposta de entendimento da bancada, que se dividiu, sobretudo, no debate sobre a reforma da Previdência", disse. Ele afirma, ainda, ter 17 assinaturas a seu favor, além do apoio da bancada pernambucana, com exceção de Tadeu Alencar - que apoia a candidatura de Molon. O governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Julio, inclusive, já teriam dado apoio ao pernambucano, nos bastidores.

Vale ressaltar que Tadeu foi reconduzido ao cargo em julho de 2019 após uma disputa interna no partido que tinha como concorrentes Júlio Delgado (MG) e o próprio Danilo. Na ocasião, em acordo, os dois retiraram as suas candidaturas para construir a unidade da legenda. Tadeu segue na liderança até a nova eleição. Procurado, o deputado Alessandro Molon não atendeu às ligações. A assessoria do parlamentar se limitou a responder que "o posto de novo líder do PSB está sendo construído entre os parlamentares".

O parlamentar é líder da oposição ao governo Paulo Câmara (PSB) na Alepe
O parlamentar é líder da oposição ao governo Paulo Câmara (PSB) na AlepeFoto: Divulgação/ Facebook

O deputado estadual e líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB), fez um balanço positivo em relação ao ano de 2019 da bancada de oposição ao governo Paulo Câmara (PSB). O parlamentar destacou as ações desenvolvidas pela bancada na casa e comemorou o entrosamento entre os parlamentares.

“Este ano foi atribuído a mim a liderança da bancada de oposição, mas não faríamos nada se não fosse o entrosamento entre os demais deputados que assumiram esse compromisso de realizar um trabalho sério e responsável na Alepe”, declarou o parlamentar.

O deputado Marco Aurélio, que foi oficializado pré-candidato a Prefeitura do Recife pelo PRTB, destacou a necessidade de alternância na gestão Estadual. “O povo de Pernambuco está saturado de PSB, PT, PCdoB e seus aliados. Chegamos a um ponto em que as ações não são mais voltadas para o povo e sim para a manutenção do poder. Sabemos que é preciso mudar, 2020 teremos a oportunidade de fazer isso ”, disparou ele.

A atual bancada de oposição na Alepe é composta por 11 parlamentares, são eles: Álvaro Porto (PTB), Clarissa Tércio (PSC), Gustavo Gouveia (DEM), João Paulo Costa (Avante), Manoel Ferreira (PSC), Marco Aurélio (PRTB), Antônio Coelho (DEM), Romero Filho (PTB), William Brígido, Priscila Krause (DEM) e Wanderson Florêncio (PSC), que por sua vez, iniciou a legislatura na base do governo e em maio migrou para a oposição.

Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal de PernambucoFoto: Rafael Furtado/ Folha de Pernambuco

Para celebrar os dez anos do curso de bacharelado em Ciência Política com ênfase em Relações Internacionais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), será realizada uma série de debates e mesas-redondas nos dias 18 e 19 deste mês. As atividades terão início a partir das 9h, no anfiteatro do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da UFPE. Confira a programação aqui e acompanhe mais detalhes no instagram: 10anoscp_ufpe. Interessados no evento devem enviar mensagem para o e-mail [email protected]

A celebração contará com palestras e discussões que abordarão, entre outros temas, inovação no governo, ciência política no mercado e ciência de dados. Na ocasião, serão celebrados os 100 anos da área de Relações Internacionais, com uma mesa especial. No encerramento, estarão presentes os cientistas políticos Antônio Lavareda, Marcus André Melo, Mauro Soares e Nara Pavão para discutir o futuro da Ciência Política.

Para o coordenador do curso, Adriano Oliveira, o bacharelado representa um marco no Norte e Nordeste, além de uma inovação. “Estamos cumprindo nosso objetivo de formar cientistas políticos e internacionalistas prontos tanto para o mercado de trabalho quanto para a vida acadêmica”, afirma o professor, que também é coordenador do Núcleo de Estratégia e Comunicação Eleitoral (Nece).

“Além de celebrar os dez anos de criação do curso, o nosso objetivo é reunir egressos, graduandos, futuros alunos e pessoas interessadas no tema em geral para refletir sobre o desenvolvimento do curso e como a nossa formação pode contribuir em diversos setores relevantes para a sociedade”, afirma a doutoranda em Ciência Política pela UFPE Virginia Rocha, egressa da primeira turma do curso e uma das organizadoras do evento.

HISTÓRICO - Em março deste ano, o bacharelado completou uma década. Na época, o curso foi o mais concorrido dentre as dez novas graduações criadas a partir de recurso do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e o sétimo mais concorrido no ranking geral. Avaliado pelo Ministério de Educação (MEC) em 2012 e 2019 com a nota máxima (5), o curso já formou 198 alunos.

“A expectativa da criação do curso era proporcionar a formação de jovens que estivessem aptos a trabalhar e aperfeiçoar a lógica de funcionamento do Estado, seja na perspectiva de planejamento, implementação e avaliação de políticas públicas, seja na formação de pensadores ativos do mundo acadêmico", recorda o professor Ernani Carvalho, um dos criadores do bacharelado.

A vice-coordenadora, Gabriela Tarouco, destaca os avanços: “Há dez anos, estávamos começando um projeto ambicioso. Hoje, depois de termos aprendido a lidar com grandes desafios, avalio que temos conquistado ótimos resultados, como este evento vai mostrar. O curso tem um novo quadro de professores e logo terá também um novo currículo, porque agora temos novas e maiores ambições, que serão compartilhadas nas mesas do evento.”

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