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reunião do governador Paulo Cãmara (PSB) com o ministro Sérgio Moro, na Seplag.
reunião do governador Paulo Cãmara (PSB) com o ministro Sérgio Moro, na Seplag.Foto: Hélia Scheppa/PSB

Aprimeira parceria confirmada entre o Governo de Pernambuco e o Governo Federal é a inclusão do município do Paulista, localizado na Região Metropolitana do Recife, na seleta lista do Programa Nacional de Combate à Violência. O projeto será implementado, em caráter piloto, nos municípios com alto índice de homicídios em cada região do País. São eles: Cariacica, no Espírito Santo; Ananindeua, no Pará; São José dos Pinhais, no Paraná; Paulista, em Pernambuco, e Goiânia, única capital da lista.

O programa será lançado oficialmente pelo Governo Federal no dia 28 de maio, com início das atividades previsto para 1º de julho. As cidades escolhidas devem receber cerca de R$ 200 milhões para a aplicação. A experiência deverá acontecer ao longo de três meses, com possibilidade de renovação, e contará com a Força Nacional, as policias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), que darão suporte às polícias civis e militares. A parceria já havia sido discutida no dia 28 de março, durante a estada do secretário Nacional de Segurança Pública, general Guilherme Teófilo.

Ao fim do encontro de ontem, o governador Paulo Câmara (PSB) comentou sobre a oportunidade. “É uma ação integrada, que não envolve apenas repressão, mas também a prevenção e a presença do Estado. A gente ficou de conversar mais. Vamos avaliar os resultados com a ação em Paulista”, explicou. “Será uma ação articulada pela redução dos homicídios naquela região. É piloto para termos de condições, mas, na frente, esperamos fazer em outras localidades”, contou Câmara.

O governador também sinalizou o interesse de cooperação com o governo Bolsonaro. “A gente espera que isso possa ter um desdobramento e trabalhar em conjunto. O que vier de ajuda do Governo Federal, principalmente nas questões do tráfico de drogas e de armas é importante para Pernambuco”, disse. Ações nos presídios e a presença de inteligências como a PF e PRF foram lembradas. “São ações permanentes, que estaremos sempre conversando com o Governo Federal, dentro de uma pauta realmente de buscar reduzir o número de homicídios em todo o Estado.”

Na segunda-feira, uma delegacia comunitária será implementada no bairro de Maranguape I. De acordo com o capitão Manassés, do 17º Batalhão da Polícia Militar de Paulista, uma das exigências do Governo Federal foi uma contrapartida de cunho social. “A estratégia tem como referência o modelo policial japonês Koban, que propõe uma parceria entre a comunidade e a polícia. Cerca de 17 policiais militares e 10 guardas municipais tiveram aulas sobre políticas comunitárias, gestão no atendimento, direitos humanos e práticas de ensino para lidar com a comunidade”, explicou.

Ciro Gomes, do PDT
Ciro Gomes, do PDTFoto: Reprodução/Facebook

Na próxima segunda-feira (27), Ciro Gomes desembarca no Recife para participar de uma palestra na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). O candidato à presidência da República em 2018 pelo PDT fará uma análise dos primeiros meses do Governo Bolsonaro e as perspectivas de futuro para o Brasil. O evento começará às 15h30 e acontecerá no auditório G2 da Unicap.

Iniciativa da Fundação Leonel Brizola - AP/PE e do Instituto Politeia/Unicap, a roda de diálogo com Ciro Gomes será mediada pelo Deputado Federal Túlio Gadelha e pelo cientista político Thales Castro. Além deles, a mesa também será composta por figuras políticas do cenário local. Entre eles, o advogado e vice presidente da Fundação Leonel Brizola - AP em Pernambuco, Pedro Josephi; a ex-atleta olímpica Joana Maranhão; o comunicador social André Carvalho; o enfermeiro e ativista na área da saúde Rodrigo Patriota; a presidenta da Juventude Socialista do PDT/Caruaru, Joana Grego; a ativista de Direitos Humanos Sylvia Siqueira; o professor Rodrigo Bione; a ativista em defesa da diversidade Maria do Céu; e o advogado e professor André Costa.

“Nossas expectativas com esse debate são as melhores. Esperamos construir uma consciência crítica e cidadã que coloque o Brasil novamente nos rumos do crescimento, do desenvolvimento e da justiça social. Esse é o espírito das atividades que a Fundação Leonel Brizola pretende fazer no estado”, comenta o vice presidente da Fundação Leonel Brizola - AP em Pernambuco, Pedro Josephi.

Serviço
Dia: 27/05 (segunda-feira)
Horário: 15h30
Local: auditório G2 da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap)

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Em agenda no Recife, na manhã desta quinta-feira (23), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, comentou o resultado da votação da Medida Provisória da reforma administrativa que retirou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das atribuições da sua pasta. Com 228 votos a 210, o órgão que ele considera estratégico no combate à corrupção voltará a ser da alçada do Ministério da Economia.

“Houve uma votação para uma maioria apertada que se decidiu pela volta do Coaf ao ministério da economia. Embora eu não tenha gostado, evidentemente, respeitamos a decisão do Parlamento”, disse Moro em entrevista coletiva após reunião na Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

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Apesar de lamentar a decisão, o ministro destacou que o Conselho vai continuar fazendo o trabalho que sempre realizou: "o trabalho de inteligência em prevenção à lavagem de dinheiro, que é extremamente relevante para fins de prevenção e combate ao crime organizado e identificação de patrimônio criminosos, então a política de integração continua, ainda que ele fique em outra pasta”, afirmou. 

Quando questionado sobre a expectativa de um possível veto do presidente em relação à decisão, Moro ponderou que “não parece que isso seria possível”, mas que a "questão ainda não foi avaliada". 

Confira entrevista com o ministro Sérgio Moro

A mudança sobre o Coaf foi votada nominalmente a pedido do PSL. Orientaram a favor da mudança do órgão para a Economia partidos como PT, DEM, PP, PR, Solidariedade, PSB, PDT, PSOL e PSC. Foram contra o Novo, PROS, PV e Cidadania, além do partido de Bolsonaro (PSL). A medida provisória visa confirmar a estrutura do governo implantada pelo presidente no começo do ano. 

Na ocasião, ele reduziu a quantidade de ministérios de 29, como havia no governo Michel Temer (MDB), para 22. Se não tiver aval das duas Casas do Congresso, o presidente tem que retomar a configuração anterior.

  

O deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) se reuniu, nesta quarta-feira (22), com o prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PR).
O deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) se reuniu, nesta quarta-feira (22), com o prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PR).Foto: Divulgação

O deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) se reuniu, nesta quarta-feira (22), com o prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PR). O objetivo do encontro foi conhecer melhor o modelo de gestão implementado em Jaboatão, visitar o novo complexo administrativo do município e também discutir a conjuntura política atual.

O complexo administrativo do Jaboatão dos Guararapes possui 11 mil m² com uma estrutura inovadora, onde funcionam no mesmo espaço mais de 28 secretarias com 1.200 servidores públicos trabalhando juntos, aumentando a produtividade da equipe.

“Quando se quer, se consegue fazer diferente. Visivelmente é um grande sucesso, a sinergia é outra. É um modelo que vai inspirar outros gestores. Mesmo sem as paredes dividindo os setores o silêncio predomina, com os servidores produzindo mais e quem ganha com isso é a sociedade, que quer ver o Poder Público trazer resultados significativos no dia a dia”, declarou Wanderson Florêncio.

Quanto a pauta política, o deputado destacou que o prefeito e presidente estadual do Partido Republicano (PR) Anderson Ferreira será a grande referência nas próximas eleições municipais por ter transformado a gestão de Jaboatão dos Guararapes num modelo a ser copiado. “A gestão do prefeito Anderson Ferreira trouxe inovação e eficiência no trato da máquina pública, com isso, ganha a população que sente na ponta os resultados aparecerem”, elogiou o deputado.

João Paulo vse reuniu com presidente do PV de Jaboatão e ex-superintendente de Meio Ambiente do município, professor Cristiano Carrilho
João Paulo vse reuniu com presidente do PV de Jaboatão e ex-superintendente de Meio Ambiente do município, professor Cristiano CarrilhoFoto: Divulgação

Com Jaboatão no radar para uma possível disputa nas eleições municipal de 2020, o deputado estadual e ex-prefeito do Recife João Paulo (PC do B) se reuniu, em Piedade neste fim de semana, com o presidente do PV de Jaboatão e ex-superintendente de Meio Ambiente da cidade, Professor Cristiano Carrilho. Em pauta, ideias sustentáveis para o município.

No encontro, além de assuntos relacionados à temática ambiental em Jaboatão, uma eventual articulação de aliança entre o PV e o PC do B, em Jaboatão não foi descartada por João Paulo. Carrilho ocupou espaços com quadros do PC do B na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, durante o segundo Governo Eduardo Campos.

Gilson Machado recebeu o convite do presidente na semana passada
Gilson Machado recebeu o convite do presidente na semana passadaFoto: Divulgação

Em meio às mobilizações para criar uma conexão com o Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro nomeou o empresário Gilson Machado Neto para a presidência do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur). Aliado de primeira hora do chefe do Executivo desde a campanha presidencial, Machado ocupava o cargo de secretário de Ecoturismo e Cidadania Ambiental do governo, mas foi convidado pelo chefe do Executivo, na última quinta-feira, para assumir o posto, após a saída do empresário Paulo Senise da autarquia.

Gilson Machado espera levar para o instituto sua experiência como coordenador da pasta de Turismo no período de transição do Governo e suas passagens pela secretária de Florestas e Ecoturismo, além do conhecimento acumulado como empreendedor da área horteleira. O gestor cita a eliminação de "gargalos" do setor de turismo como o alto valor das passagens, segurança, infraestrutura e a abertura do mercado para empresas internacionais investirem no mercado brasileiro.

"Quero eliminar o máximo de barreiras que atrapalham o turismo nacional. Quando da minha experiência fora, pude perceber que alguns óbices desnecessários causam a perda de uma massa de turistas. Quero também sair da mesmice e utilizar ao máximo facilidades tecnológicas para desbravamento do mercado,promoção dos destinos diversos e belos que o país oferece, publicidade,merchandising em polos omissores e eventos internacionais; fazendo do Brasil o grande desejo dos turistas internacionais", afirmou.

O administrador também pretende investir no turismo religioso e no investimentos nos centros de convenções e arenas multiusos contruídas para a realização da Copa do Mundo de 2014. Gilson Machado também avaliou que o incentivo ao turismo não deve levar em consideração a "orientação sexual" do turista. "Queremos turistas, pessoas, todos eles! Trataremos com igual comunicação e receptividade todas as pessoas, independente dessa questão", afirmou.

Presidente participa de reunião da Sudene em Pernambuco e pode passar por Petrolina
Presidente participa de reunião da Sudene em Pernambuco e pode passar por PetrolinaFoto: Mauro Pimentel / AFP

esde que assumiu a Presidência, há quatro meses e meio, Jair Bolsonaro voou mais 60 mil quilômetros em viagens internacionais, que incluíram passagens pelos Estados Unidos, Suiça, Israel e Chile. O suficiente para percorrer toda a circunferência da terra na altura da linha do Equador e ainda realizar outra meia volta. Mas a primeira visita à Região Nordeste como chefe do Executivo ainda não aconteceu. Está prevista, contudo, para a próxima sexta-feira, uma rápida passagem por Pernambuco, para que o presidente analise o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) no Recife e projetos relacionados ao Programa Minha Casa Minha Vida em Petrolina, no Sertão.

O compromisso no Recife ocorre às 10h e ainda não tem local definido, apesar de a presença do presidente ter sido confirmada por parte da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). É uma reunião em que se finaliza o PRDNE e o encaminha ao Congresso Nacional que seja avaliado e aprovado. Na prática, o plano define estratégias para o desenvolvimento regional, pauta frequente nas mídias sociais do presidente.

O plano a ser apresentado a Bolsonaro vai apostar no investimen­to focado em influentes mu­­ni­cí­pios-polos e priorizar a interiorização por meio dos arranjos produtivos locais. De acordo com asse­s­soria da Sudene, a sustentabilidade e a revolução científica e tecnológica são dois pilares que devem alicerçar a estratégia. O PRDNE foi construído em parceria com órgãos de diversos segmentos e representantes de governos estaduais.
A reunião ainda discutirá o Comitê Técnico de Acompanhamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), um capital financeiro operado pelo Banco do Nordeste que visa ao desenvolvimento regional com programas de financiamento de setores produtivos. Unidos, a Sudene e o Banco do Nordeste podem obter mais êxito na redução da pobreza e da desigualdade.

À tarde, o presidente corta todo o Estado e desembarca em Petrolina. A agenda no local, contudo, ainda não está garantida, segundo assessoria de imprensa do senador pernambucano e líder do Governo Federal no Congresso, Fernando Bezerra Coelho (MDB), um dos principais intermediários da viagem de Bolsonaro.

Nordeste

O Nordeste foi a única região onde Bolsonaro foi derrotado em todos os estados, nas eleições de outubro. No segundo turno, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) obteve 20,3 milhões de votos dos nordestinos, mais que o dobro dos 8,8 milhões alcançados por Bolsonaro. A região, governada por políticos da oposição, apresenta o maior índice de rejeição ao presidente. No Nordeste, cerca de 40% das pessoas entrevistadas avaliam como ruim ou péssimo o Governo Federal, de acordo com a última pesquisa Ibope, realizada entre os dias 12 e 15 de abril. Na média nacional, este índice é de 27%.

A viagem, assim, pode ser vista como um tentativa de aproximação por parte do presidente com os nordestinos. No entanto, a cientista política Priscila Lapa discorda, alegando que o presidente não se preocupa em tentar reverter à impopularidade do Governo Federal. “Ele acredita estar no caminho certo, que foram eleitos para isso, e quem não pensa dessa forma está doutrinado ideologicamente com a esquerda. A visita ao Nordeste demorou muito para acontecer”, afirmou. A professora também não acredita que a visita renda grandes anúncios. “É muito mais um gesto símbolico, do que trazer uma agenda inclusiva para o Nordeste. Essa vinda, numa crescente, ele nem perde popularidade, nem ganha.”

Priscila também ressalta o papel de Fernando Bezerra Coelho (MDB) na visita a Pernambuco. “É uma tentativa de fortalecimento do grupo político dele (Bezerra Coelho). Não passa muito numa conexão com o eleitor”, disse.

Bolsonaro e o filho Flávio Bolsonaro
Bolsonaro e o filho Flávio BolsonaroFoto: Sergio Lima/AFP

"Talvez venha um tsunami", previu o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Esta semana trouxe ondas volumosas que comprovaram a meteorologia que o chefe do Planalto fez no último dia 10. Após o contigenciamento nos orçamentos de universidades e institutos federais de ensino, milhares de pessoas foram às ruas em mais de 170 cidades do País. No Congresso, o Centrão e a oposição convocaram o ministro da Educação, Abraham Weintraub; em uma derrota de 307 votos a 82. Mais grave do que isso, o Ministério Público do Rio de Janeiro conseguiu quebrar os sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, de outras 86 pessoas e de nove empresas na apuração que envolve o ex-assessor Fabrício Queiroz.

Foi nesse cenário que o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC) escreveu que "o que está por vir pode derrubar o capitão". Ele alertava para a possibilidade de o governo descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) caso não consiga aprovar no Congresso um projeto que autoriza um gasto extra de R$ 248 bilhões - uma das cinco Medidas Provisórias que podem perder a validade caso o Governo não retome as rédeas da relação com o Congresso. "Eu não gostaria de contingenciar nada. Mas isso é uma realidade. Se não fizer isso, eu estaria incluso na Lei de Responsabilidade Fiscal e responderia talvez um impachment até", afirmou o presidente, nos Estados Unidos.

No final da semana, Bolsonaro compartilhou no WhatsApp um texto de um autor desconhecido que afirma que o Brasil é "ingovernável" sem conchavos. "Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o País de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!", diz a nota que o presidente distribuiu ao ser questionado sobre a mensagem.

O "tsunami" de crises atinge o governo no momento em que Bolsonaro tem perdido apoios de conservadores. O Movimento Brasil Livre (MBL) subiu o tom das críticas ao Planalto como representante da direita. O músico Lobão disse, em entrevista ao Valor Econômico, que Bolsonaro "não tem a menor capacidade intelectual e emocional para poder gerir o Brasil".

"O relacionamento entre o governo e a sociedade teve um período de lua de mel mais curto do que costuma ter. Na Ciência Política, o tempo de referência que a gente utiliza para falar de lua de mel é de seis meses. Principalmente quando é um governo que inicia um ciclo. Isso ocorreu porque, embora tenha havido uma renovação de expectativas, há um descompasso entre os anseios dos brasileiros e a capacidade do governo de administrar essa agenda. O governo tem tido uma dificuldade muito grande de coordenar sua base no Congresso Nacional; de montar o seu núcleo de dirigentes, sua burocracia; e há um desafio fiscal que também alimenta esse momento de insatisfação", avalia o professor Arthur Leandro, professor da UFPE.

Dentro dessa série de crises, a investigação contra Flávio tem potencial de ser mais explosiva para o governo. Na lista de investigados estão nove funcionários que, além de trabalhar para o hoje senador, também atuaram no gabinete de Jair Bolsonaro, quando o presidente era deputado federal. Entre os alvos, têm também cinco investigados que ainda trabalham com Flávio no Senado; seus salários somam R$ 86,8 mil mensais. A lista dá pistas de que as investigações podem avançar sobre milícias, o PSL, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e até a ex-mulher do presidente.

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Fabrício Queiroz indicou para o gabinete de Flávio duas parentes de um ex-PM acusado de comandar uma das milícias mais violentas da cidade: Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonças da Costa da Nóbrega, mãe e mulher de Adriano da Nóbrega, acusado de comandar a milícia de Rio das Pedras e Muzema. Ao mesmo tempo, o gabinete do senador abrigou parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, segunda ex-mulher do presidente com quem ele teve um rompimento atribulado em 2008. Outro ponto que pode ser aprofundado é o pagamento de R$ 24 mil feito por Queiroz à primeira-dama.

O presidente afirma que o repasse é parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil dado ao ex-assessor. Michelle, diferente do marido, não tem foro especial e pode ser investigada pela Promotoria no Rio. O pedido de afastamento do sigilo bancário e fiscal foi o primeiro passo judicial de investigação após um relatório do Governo Federal, há quase 500 dias, ter apontado movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta bancária de Queiroz. Além do volume movimentado na conta de quem era apresentado como motorista de Flávio, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo. Queiroz já admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado. O MP vê indícios de que uma organização criminosa atuava no gabinete do senador.

"Em relação ao Flávio Bolsonaro, esse elemento espefício termina gerando maior dificuldade para o governo. Ele atinge diretamente um membro da família, que é o núcleo duro do Bolsonaro. O Flávio é o mais comedido dos três filhos e é o que busca fazer articulação política. Então essa denúncia acaba gerando um problema extremamente grave. O governo se elegeu com uma bandeira de combate à corrupção. A denúncia do Ministério Público indica a forte possibilidade de crimes como desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito, provável formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Se ele for processado, isso tira a aura de inviolabilidade que a família Bolsonaro tinha até então", alerta o cientista político Antônio Lucena, professor da Faculdade Damas.

Outro desafio do governo é a questão fiscal. Com uma previsão de déficit de R$ 139 bilhões para 2019, a União precisa aprovar ajustes rigorosos, como a reforma da Previdência, capaz de economizar R$ 1,2 trilhão em dez anos. Sem base aliada ampla no Congresso, porém, a reforma só passou da Comissão de Constituição e Justiça, e ainda precisa ser aprovada pela Comissão Especial e pelo plenário antes de ser submetida ao Senado. O atraso na agenda econômica tem levado o mercado a rever a expectativa de crescimento do PIB de 2,5% para 1%. E com menos crescimento, há menos arrecadação.

Em março, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia anunciado um contingenciamento de R$ 29,7 bilhões. Agora, é esperado novo corte de R$ 10 bilhões. Além disso, a Medida Provisória que reduz o número de ministérios de 29 para 22 perde validade no dia 3 de junho. Se ela não for aprovada pelo Congresso até lá, Bolsonaro voltaria a ter a mesma estrutura do governo Michel Temer (MDB), o que gera mais gastos. Programas sociais também precisam que o governo aprove no Legislativo um crédito suplementar de R$ 248 bilhões, para que o presidente não descumpra a LRF.

É desse contexto que nasce o arrocho nas universidades federais. "Os atos em 26 estados e no Distrito Federal revelam um componente importante que é o retorno dos protestos de rua. Os governos passados também fizeram contingenciamentos, inclusive no Ministério da Educação. Mas a falta de estratégia de comunicação política fez com que uma coisa que poderia ter sido feita de forma técnica fosse superdimensionada: o ministro chamou as universidades de balbúrdia e o presidente disse que os manifestantes eram idiotas úteis", afirma o cientista político Elton Gomes, professor da Faculdade Damas. Apesar disso, ele lembra que o presidente da República ainda tem um "amplo espaço negocial", com todos os cargos e emendas à disposição para os parlamentares.

Líder do PSC na Câmara, o deputado André Ferreira diz que a convocação de Weintraub foi uma "ação orquestrada" para dar palanque à oposição. Ele credita o interesse em atingir o presidente à parte da grande imprensa. O deputado conta não ter visto pessoas da sociedade civil participando dos atos contra os cortes na educação. "Esses protestos foram feitos por pessoas da oposição, por sindicatos ligados à esquerda. Não é um protesto de pessoas sem partido. Me espanta esse pessoal não ter ido às ruas quando houve cortes nos governos Dilma e Lula", disparou.

Sileno Guedes e Geraldo Julio prestigiaram filiação do vereador
Sileno Guedes e Geraldo Julio prestigiaram filiação do vereadorFoto: Roberto Pereira

O Partido Socialista Brasileiro filiou, na noite desta quinta-feira (16). o vereador Aerto Luna. Ele assinou a ficha de filiação, na sede do partido, em um ato que foi acompanhando pelo prefeito recifense Geraldo Julio, pelo presidente Estadual do PSB, Sileno Guedes, o deputado estadual Diogo Moraes, além dos vereadores socialistas Carlos Gueiros, Felipe Francismar, Aderaldo Pinto e Samuel Salazar (PRTB). Agora a bancada socialista na Câmara Municipal do Recife, agora composta por nove parlamentares. 

Durante o ato de filiação, que contou com a presença de familiares e líderes políticos do vereador, Aerto Luna afirmou que, após a unificação do PRB e Patriota, sua permanência no partido ficou inviável devido aos posicionamentos da última legenda.
Ele destacou que já fazia parte da Frente Popular de Pernambuco e a escolha da filiação. “Por que o PSB ? A minha história, além de ser filho de liderança política e sindical, foi iniciada nos movimentos pastorais da igreja católica, sempre buscando entender as políticas públicas para uma parcela da sociedade que necessita do estado para ter uma vida digna e vendo como poderia contribuir para termos uma sociedade mais justa e igualitária. Vi no PSB este cenário de poder contribuir com a formação dessas políticas públicas e colocar em prática aquilo que acredito”, disse.

Durante a reunião, o prefeito Geraldo Julio falou da importância do PSB fortalecer suas bandeiras em um momento tão conturbado no País, com o enfraquecimento das políticas públicas de Educação e Assistência Social, essenciais para a população. “A gente precisa mostrar às pessoas com menos acesso à informação o que está acontecendo no Brasil porque essas escolhas são feitas por decisão. Precisamos fazer esse debate político de maneira séria. E hoje a gente está assinando a ficha de um homem sereno, firme, sério, corajoso, num tempo que parece que é encomendado. E Aerto entra num debate quando a discussão é equilibrada e com assunto sério. E tudo isso é muito valioso para fortalecer nosso partido”, frisou.

Durante o ato, o presidente Estadual Sileno Guedes destacou que a história do PSB conta com a contribuição de grandes nomes na política local e nacional, a exemplo do ex-governadores Miguel Arraes, Eduardo Campos, João Mangabeira e Jamil Haddad, e que o partido continua sendo fortalecido com a chegada de políticos como Aerto Luna. “Estamos reunidos para trazer pessoas como você, pessoas da sua qualidade, políticos que com seu espírito público, seriedade e serenidade possam discutir o futuro político do País. Você traz consigo essa virtude, que admiramos e vai fazer bem ao PSB. Somos um partido que tem vida. Temos nossas referências, mas são os segmentos sociais que fazem essa construção diária. Um partido que não tenha presença da sociedade é apenas agremiação e não estamos aqui para isso”, afirmou.

Também presente no evento, o deputado Diogo Moraes falou da responsabilidade do partido e suas lideranças com a discussão de temas importantes para a sociedade pernambucana. “Com a liderança do presidente Sileno o partido só tem a crescer. Fico feliz em você ajudar nosso prefeito Geraldo Julio e nosso partido. O PSB é sua nova casa, uma casa boa para fazer política e trabalhar. Vamos fazer um excelente trabalho”, finalizou.


Jair Bolsonaro, em visita ao Museu The Sixty Floor, em Dallas, Estados Unidos.
Jair Bolsonaro, em visita ao Museu The Sixty Floor, em Dallas, Estados Unidos.Foto: HO / Brazilian Presidency / AFP

Os parlamentares da Bancada do Nordeste estão sendo convidados pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para um café da manhã, na próxima quarta-feira, às 8h, no Palácio do Planalto. No encontro, o chefe do Executivo deve tratar de temas como a reforma da Previdência, Educação e os pleitos Região. Vale lembrar que a reunião acontece um dia antes da data em que está prevista uma visita de Bolsonaro a Pernambuco. Esta será a primeira agenda do gestor federal no Nordeste desde que foi eleito. Pernambuco conta com 25 parlamentares.

A reunião com a bancada nordestina acontece 13 dias após encontro entre Bolsonaro e os governadores nordestinos - opositores ao governo do presidente, que, na ocasião, entregaram uma carta com pontos prioritários para o diálogo com o Governo Federal. A estratégia de pressionar os gestores estaduais por apoio à reforma da Previdência não surtiu o efeito esperado e o convite pode ser visto como um gesto direto aos congressistas.

André de Paula, líder do PSD na Câmara Federal, ressaltou que o encontro é uma cobrança antiga do presidente da bancada do Nordeste, deputado Júlio César (PSD-PI). "O deputado Júlio Cesar tem a muito tempo cobrado do presidente Bolsonaro uma reunião com a bancada do Nordeste, que é uma bancada bem orgânica, tem sempre reuniões. Essa será a primeira em que o presidente vai participar", disse.

O deputado federal Danilo Cabral, por sua vez, acredita que esta é uma oportunidade para debater com o Governo Federal e conhecer "o que, de fato", pensa o governo sobre o Nordeste. "Eu defendo que a gente participe da reunião. Temos que fazer oposição de forma colaborativa. Temos que escutar, saber o que vai se apresentado. Está prevista a apresentação de um plano de desevolvimento regional. É a primeira vez que a gente vai ouvir esse governo falar sobre a questão do Nordeste. Nós queremos que o Nordeste seja tratado com respeito", disse.

Líder do PSB na Câmara Federal, Tadeu Alencar defende a participação da bancada desde que a reunião resulte "em um desdobramento concentro". Para ele, "é interessante" uma conversa com o presidente para trazer as questões que afetam o Nordeste. "Acho que isso tem que ser feito de modo coordenado. Nós temos a obrigação de defender os interesses do Nordeste e do nosso Estado", ponderou.

Para Sílvio Costa Filho (PRB), é preciso que o presidente construa uma pauta programática para a região. "É importante que ele (Bolsonaro) possa ouvir a bancada, que possa ampliar o diálogo com o Nordeste, que possa andar pela região. Mas, o mais importante, é que ele, de fato, possa apresentar uma agenda objetiva para a região. Uma agenda que dialogue com as necessidades da retomada das obras, de ampliar os programas sociais e de criar de forma permanente um canal com os parlamentares", pontuou. Além disso, ele defende a participação de toda a bancada pernambucana. "(Assim) a gente mostra que Pernambuco está unido para ajudar o Estado", completou.

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