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Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair BolsonaroFoto: Flickr / Palácio do Planalto

Após o novo pronunciamento em cadeia nacional do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na noite desta terça-feira (31), políticos de Pernambuco usaram as redes sociais para repercutir as suas  declarações.

A vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) postou uma série de tuítes para comentar a fala do presidente. "Como sempre o presidente Bolsonaro age de maneira errática. No pronunciamento desta noite, como é de seu feitio, deturpa informações e tira de contexto as declarações de Tedros Adhanom, diretor da OMS. Da outra vez tentou jogar o impacto econômico da crise da Covid-19 nos ombros dos governadores, pela necessidade do isolamento social", postou.

"Ao mesmo tempo, fruto da pressão de amplos setores da sociedade - dos panelaços ao êxito das medidas dos governadores e dos exemplos efetivos em todo o mundo - usa um tom que demonstra recuo da sua posição anterior, quando defendia isolamento vertical. Resta saber se a opinião dessa noite vai durar mais que algumas horas", disse em outra postagem. "Se o presidente está preocupado com a situação de informais e das pessoas mais vulneráveis, como diz, que trate de agir com a responsabilidade que lhe cabe e sancione a lei da renda básica proposta e aprovada pelo Congresso Nacional", concluiu.

Por sua vez, o senador Humberto Costa (PT) criticou o uso distorcido de uma fala do diretor geral da OMS. "O presidente chama rede nacional de rádio e TV para mentir vergonhosamente. Distorce a fala do diretor-geral da da @WHO, @DrTedros, para tentar dar argumentos à sua política genocida. @jairbolsonaro é a mentira encarnada. Sua figura atarantada é a tradução desse governo decadente", escreveu. "O povo deu a resposta para mais um pronunciamento mentiroso de Jair Bolsonaro", postou o senador, cmpartilhando um vpideo de um  panelaço no Recife durante o pronunciamento.

A deputada federal e pré-candidata à Prefeitura do Recife, Marília Arraes (PT) também destacou as informações falsas passadas por Bolsonaro sobre declaração do diretor da Organização Mundial de Saúde. "Bolsonaro segue distorcendo o que o Presidente da OMS, Tedros Adhanom, afirmou. Segue mentindo para os brasileiros. Se estivesse preocupado em garantir a vida e a renda das pessoas já teria sancionado o auxílio financeiro aprovado pelo Congresso. #AcabouBolsonaro", tuitou.

Confira:

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Crédito: Reprodução Twitter

Deputado federal João Campos (PSB)
Deputado federal João Campos (PSB)Foto: Luis Macedo - Câmara dos Deputado

Em resposta ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), que usou sua conta no Twitter para publicar uma mensagem exaltando o golpe que instalou o período da ditadura militar no Brasil, o deputado federal João Campos (PSB) rebateu a declaração. A ditadura militar começou a partir de um movimento iniciado na noite de 31 de março de 1964 e na madrugada de 1º de abril e completa 56 anos nesta terça.

"Há 56 anos, as FA intervieram na política nacional para enfrentar a desordem, subversão e corrupção que abalavam as instituições e assustavam a população. Com a eleição do General Castello Branco, iniciaram-se as reformas que desenvolveram o Brasil. #31deMarçopertenceàHistória", escreveu Mourão.

"Não, general. O marco para a democracia brasileira aconteceu quando milhares de brasileiros foram às ruas e gritaram por Diretas Já. Em 31 de março de 1964 começou a página mais triste da história do Brasil. #DitaduraNuncaMais ‬#GolpeDeEstado", respondeu João Campos.

Confira:

João Campos

Crédito: Reprodução Instagram

Debate abordará incentivos para artistas e profissionais da cultura
Debate abordará incentivos para artistas e profissionais da culturaFoto: Divulgação

Devido ao prejuízo que a pandemia do coronavírus também está causando ao setor cultural, a deputada federal Marília Arraes (PT) assinou, ao lado de parlamentares do PT e de diversos partidos, o projeto de lei de criação do fundo emergencial para a Renda Básica da Cultura durante o período do isolamento.

Para falar sobre o assunto, Marília participa nesta terça (31), ao lado da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), do Programa Quarentena, do Brasil 247, apresentado por Liana Cirne e Elika Takimoto, com transmissão nas redes sociais, a partir das 21h.

“O IBGE mostra que mais de 5 milhões de pessoas trabalham no setor cultural brasileiro. E grande parte deste contigente não tem carteira assinada, salário fixo. A cultura é também uma atividade econômica, que emprega, que gera renda, e por isso precisa fazer parte deste esforço de socorro financeiro”, defende Marília.

Confira algumas medidas para o setor cultural no projeto assinado por Marília:

Complemento mensal da renda para trabalhadores informais do setor cultural impactados pela crise do coronavírus;

Políticas federais para a cultura ao fomento de atividades culturais que possam ser transmitidas pela internet.

Proibição do corte no fornecimento de água, de energia elétrica e de quaisquer serviços de telecomunicações, inclusive internet, para entidades do setor;


Serviço:
Programa Quarentena (Brasil 247)
Horário: 21h
Facebook: brasil247 e mariliaarraes

Marília participa nesta terça, ao lado da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), do Programa Quarentena, do Brasil 247

Marília participa nesta terça, ao lado da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), do Programa Quarentena, do Brasil 247 - Crédito: Divulgação

Em rede nacional, Jair Bolsonaro questionou isolamento social e outras menidas contra a Covid-19
Em rede nacional, Jair Bolsonaro questionou isolamento social e outras menidas contra a Covid-19Foto: Reprodução / Youtube

Um vídeo institucional da Presidência de Jair Bolsonaro (sem partido) encabeça uma campanha em defesa de uma política leniente com a propagação do novo coronavírus (Covid-19) no País. Nele, a volta ao trabalho fora do confinamento é estimulada, contrariando orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema. A peça foi distribuída, em forma de teste, na última sexta, para as redes bolsonaristas. A frase "O Brasil não pode parar", encerra cada trecho do vídeo. Além disso, o próprio presidente postou em sua conta em rede social o vídeo de uma carreata realizada em Santa Catarina contrária ao isolamento social. Várias outras carreatas ocorreram na sexta e também estão programadas para acontecer nos próximos dias, inclusive no Recife.

O próprio Bolsonaro questionou as estatísticas em torno do coronavírus. Ao ser questionado sobre as 68 mortes registradas em São Paulo, deu a entender que os números não eram reais, que estavam superdimensionados. “Tem que ver o que está acontecendo aí. Não pode ser um jogo de números para favorecer interesse político", disse o presidente em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da TV Bandeirantes. Ele também questionou as estatísticas italianas, dizendo duvidar das 919 mortes registradas nas últimas 24h.

A ofensiva de Bolsonaro, entretanto, contou com reação de deputados, governadores, prefeitos, parlamentares e do Ministério Público. Os governadores, inclusive, articulam uma campanha nacional por conta própria, em reação à propaganda lançada pelo governo de Bolsonaro. A ideia é criar peças publicitárias para confrontar a narrativa do presidente e colocar o cuidado com as vidas como o mais importante. Os governadores querem defender as decisões tomadas até agora e falam em revisões de acordo com a curva do avanço do coronavírus.

Em pronunciamento, na sexta, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), apesar de não citar nominalmente Bolsonaro, afirmou que "não dá pra voltar à vida normal no meio de uma pandemia" e frisou que "o Brasil precisa de um governo que faça o certo".

"Os governos federais, nos mais diversos países, têm tomado providências emergenciais para cuidar da saúde e da renda das pessoas. Em Pernambuco, temos feito todo o possível. Mas só o governo federal pode emitir dinheiro e realizar programas de renda para os trabalhadores. É assim no mundo. Não faz sentido, aqui, o governo federal procurar briga com os governadores e querer colocar as pessoas em risco, sem assumir ações efetivas dedicadas ao social e à economia", disse o governador, reiterando a recomendação do Governo do Estado, de manutenção do isolamento social, exceto em serviços de primeira necessidade. "Tentar negar ou adiar certas decisões, como o distanciamento social, custou muito caro, uma conta paga com vidas.

O Consórcio dos Governadores do Nordeste também se manifestou. Em carta, os nove governadores da Região afirmam que vão "continuar orientados pela ciência e pela experiência mundial, para nortear todas as medidas" no embate ao coronavírus. Criticam a "ausência de efetiva coordenação nacional" e sinalizam a busca de entendimento com os governadores de outras regiões e o Congresso Nacional. "De nossa parte, exigimos respeito por parte da Presidência da República, esperando que cessem, imediatamente, as agressões contra os governadores, assumindo-se um posicionamento institucional, com seriedade, sobre medidas preventivas".

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também marcou posição diante da estratégia de Bolsonaro. "Mais de 50 países estão em quarentena. O mundo inteiro está errado e o único certo é o presidente Jair Bolsonaro?", disse Doria.

Estratégia
Para Antônio Lucena, cientista político e professor da Universidade Católica de Pernambuco, em sua estratégia, Bolsonaro busca “se eximir do impacto econômico gerado pela crise, jogar a conta no colo dos governadores e prefeitos e se mostrar defensor dos mais pobres”. “Mas é ele que tem a chave do cofre. Todos os governos centrais do mundo que promoveram medidas de isolamento, adotaram medidas econômicas paralelas a isso", pondera Lucena.

"O governo Bolsonaro não tem estratégia de combate à pandemia, em grande medida pela forma de pensar da equipe econômica. Em um momento como esse, não pode se preocupar em economizar, obviamente tem que empurrar a conta pra frente, mas você pode diluir isso ao longo do tempo", acrescenta.

Ainda de acordo com ele, diante da forma como Bolsonaro tem lidado com o panorama atual, não resta alternativa a não ser a sobreposição de vozes como a do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tomando a dianteira das resoluções. "Existe um protagonismo do Congresso e dos governadores, mas no caso dos governadores há limitações orçamentárias. Os estados não estão arrecadando, a arrecadação está em queda livre”, avalia.

Parlamento
Principal viabilizador das verbas federais para atender a necessidade dos governadores, Rodrigo Maia também se posicionou de forma contrária à campanha de retorno à normalidade durante o surto de coronavírus do presidente Bolsonaro. "Ou vamos seguir os exemplos de posições corretas - e decisões erradas geraram tragédias em outros países-, ou nós vamos navegar no escuro", afirmou Maia. "Como é navegar no escuro, a gente tem que rezar, e não vai sobrar nada que não seja rezar", afirmou Maia, em videoconferência realizada na sexta.

"O presidente tem uma posição, os governadores têm uma posição, nós temos uma posição. Então temos que tentar encontrar um denominador comum nas nossas posições para que a gente possa sinalizar à sociedade o mínimo de harmonia entre todos os entes federados e entre todos os Poderes", acrescentou o parlamentar.
Outros congressistas já procuraram a Justiça para suspender a campanha difundida pelo presidente. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e os deputados federais Felipe Rigoni (PSB-ES) e Tabata Amaral (PDT-SP) ingressaram com uma ação na 13ª Vara Federal pedindo ainda o bloqueio das verbas públicas destinadas à sua consecução.

O Ministério Público Federal (MPF) foi ao Tribunal de Contas da União para cobrar explicações sobre a contratação de uma agência de publicidade sem licitação, para a execução da campanha, por R$ 4,9 milhões. A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, por sua vez, enviou ao MPF e ao procurador-geral da República, Augusto Aras, uma representação contra Bolsonaro pedindo a instauração de inquéritos civil ou criminal para apurar a "postura negacionista e irresponsável" do presidente da República em meio à pandemia do novo coronavírus. Por meio de carta, a Frente Nacional dos Prefeitos questionou a campanha "O Brasil não pode parar" e ameaça ir à Justiça para responsabilizar Bolsonaro por possíveis consequências da mudança do isolamento social.

Atritos
A cisão entre os governos estaduais e a União já atinge até o próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, - até pouco tempo uma voz dissonante do presidente Bolsonaro e defensor do confinamento da população como forma de prevenção -, tem adequado sua postura para se enquadrar no que é desejado pelo presidente e já começa a se desentender com secretários estaduais de saúde, como ocorrido em reunião, na sexta, por videoconferência, na qual o ministro manteve a retórica dos últimos dias, de que em vários estados e municípios, prefeitos e governadores agiram de forma precoce ao isolar a população em casa.

Os chefes estaduais têm atuado de forma articulada, sob a liderança não oficial de Doria, que administra o estado mais afetado pela crise. Dentro do grupo, entretanto, começam a existir dissidências, de governadores que buscam o caminho defendido por Bolsonaro. Na semana passada, em Santa Catarina, o governador, Comandante Moisés (PSL), anunciou a permissão de funcionamento de serviços autônomos, domésticos e prestados por profissionais liberais e a operação parcial de academias, shoppings, bares, restaurantes e comércio em geral, sinalizando que adotará o isolamento vertical, que prevê apenas idosos e pessoas que fazem parte dos grupos de risco confinadas em casa. Por meio de redes sociais, na tarde de ontem, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), entretanto, garantiu a manutenção do isolamento social na cidade ao menos até 8 de abril.

Os governadores do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) e de Rondônia, Marcos Rocha (PSL) seguem na mesma direção. O primeiro também enfrenta resistência do prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB). Nos três estados, os governos afirmam que as medidas podem ser adotadas desde que respeitadas determinações, entre elas a limitação da entrada de pessoas em 50% da capacidade do local e o respeito à distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas. O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), é mais um partidário do afrouxamento no combate ao vírus, tendo anunciado nesta semana uma lista maior de estabelecimentos comerciais que poderão abrir as portas em meio à pandemia, apesar de resistência do governador do Estado, Wilson Witzel (PSC). Em Roraima, o governador Antonio Denarium (sem partido), aliado de Bolsonaro, ainda não decidiu se vai flexibilizar as regras. No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou a reabertura de lotéricas e lojas de conveniência.

Carreata
O movimento defensor de que "o Brasil não pode parar", iniciado por Bolsonaro, já apresenta ecos em várias cidades. No Recife, por meio das redes sociais, circula convocação para carreata na manhã da próxima segunda. Conforme o comunicado, sem assinatura de movimentos, empresários, comerciantes e motoristas de aplicativo devem partir do Marco Zero, no centro da cidade, em direção à Prefeitura do Recife e ao Palácio das Princesas. Entretanto, o poder público não deve agir de forma passiva.

O procurador-geral do Ministério Público de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros, afirmou, na sexta, que vai orientar todos os órgãos de Justiça para que recomendem à Polícia Militar a apreensão dos carros que participarem do ato, baseado no decreto do governador Paulo Câmara (PSB), que proíbe eventos públicos e privados no Estado. “O MPPE não vai entrar em debate ideológico político. Existe um decreto que proíbe a aglomeração de mais de dez pessoas, então essas aglomerações não são permitidas, inclusive uma orientação do Ministério da Saúde e também de órgãos internacionais da saúde”, afirmou Francisco Dirceu.

Deputado estadual Rogério Leão (PL)
Deputado estadual Rogério Leão (PL)Foto: Divulgação

Corroborando com o pensamento do deputado federal, Sebastião Oliveira, o parlamentar estadual de Pernambuco, Rogério Leão, defende a união das eleições municipais e gerais. O pleito de 2020 seria alinhado com o de 2022.

"É um momento para refletir sobre a atual situação da saúde e da economia do Estado Brasileiro. Nossa preocupação passa pela crise causada pelo COVID-19 e a campanha eleitoral municipal que se aproxima", disse Rogério Leão.

O deputado lembrou do corpo-a-corpo, ato político natural que acontece entre candidatos e eleitores. "Campanhas eleitorais se fazem com pessoas e de pessoas para pessoas. A recomendação da OMS é que seja evitado o contato físico e aglomerações. É questão de prioridades e nesse momento temos que priorizar a saúde pública", disse Rogério.

"Estamos na torcida e trabalhando junto às autoridades, levando em consideração a colaboração de toda a sociedade, para que esta crise seja sanada o mais rápido. Do contrario, é urgente o cancelamento do pleito este ano e o alinhamento com o de 2022", enfatizou o deputado.

Para o Leão, uma eleição geral "onde fosse escolhido de uma vez só, presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador", traria uma enorme economia para o País e grandes benefícios para a sociedade, para o governo e para todas as instituições envolvidas.










Líder do Governo, Isaltino Nascimento (PSB)
Líder do Governo, Isaltino Nascimento (PSB)Foto: Roberto Soares/Alepe

O líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Isaltino Nascimento (PSB) respondeu às críticas ao governador Paulo Câmara pelos filhos do presidente da República, Carlos e Eduardo Bolsonaro, no Twitter.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) e o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSCV) questionaram a prisão de líderes da manifestação em apoio ao presidente, neste domingo (15), que descumpriram decreto estadual que impedia aglomerações com mais de 500 pessoas.

"Prender um cara porque estava segurando uma plaquinha? Já sei que vão falar do coronavírus. Mas o corona só se pega em manifestação ou em estádio e ônibus tb? Revolta seletiva do governador? É o Estado acima das liberdades. Se isso não é fascismo eu não sei o que é...", tuitou Eduardo. "Esperavam o que de quem admira "liberais" como Barack Obama? Se prender manifestante com prudência e sofisticação parece que tá tudo bem...", criticou Carlos.

O deputado Isaltino Nascimento (PSB) saiu em defesa do governador Paulo câmara. Segundo o parlamentar, a atitude do governador foi correta por atender o princípio do interesse coletivo, que prevalesce sobre o individual. "Vivemos uma situação em que países de todos os continentes estão se prevenindo com medidas mais duras para conter a proliferação do vírus, visando o bem comum. Foi isso o que o governador fez com o decreto", explicou.

Segundo o governista, o Brasil tem uma vantagem para combater a doença que o Sistema Único de Saúde (SUS), que, inclusive, tem orientado estados e municípios em como agir diante da epidemia. "Aqueles que defendem o fascimo, o individualismo e a visão messianica estão se favorecendo porque o País tem um SUS. Se não fosse o SUS, o país não teria capacidade de reagir a uma pandemia como essa", criticou.

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Crédito: Reprodução / Twitter

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Crédito: Reprodução / Twitter

*Com informações de Paulo Veras, da editoria de Política

O deputado Fernando Filho (DEM-PE) anunciou emendas para as diversas regiões de Pernambuco
O deputado Fernando Filho (DEM-PE) anunciou emendas para as diversas regiões de PernambucoFoto: Divulgação

Em visita ao Sertão do Pajeú e do Moxotó, no sábado (14), o deputado Fernando Filho (DEM-PE) anunciou R$ 1,5 milhão em recursos para a perfuração e instalação de poços em Carnaíba, Serra Talhada, São José do Egito e Betânia. Somando os valores anunciados em visita ao Agreste Central, são R$ 4,5 milhões para seis municípios de Pernambuco.

“Estamos fazendo o nosso trabalho, através de nossas emendas e numa parceria com a Codevasf, com a entrega de máquinas e perfuração de poços, atendendo nossos amigos da zona rural. Temos que destravar recursos de Brasília para que as obras possam chegar aos municípios”, disse Fernando Filho, durante visita a Betânia.

No Agreste Central, os municípios de Bonito e Pesqueira serão contemplados com mais de R$ 3 milhões para obras de pavimentação e perfuração e instalação de poços, além de máquinas e equipamentos. Ao lado do deputado estadual Antonio Coelho (DEM), Fernando Filho explicou que R$ 2 milhões destinados para Pesqueira serão usados para pavimentar cerca de 30 ruas.

“Poucos parlamentares conseguiram trazer tantos recursos para a cidade de Pesqueira como nós conseguimos. Só no ano passado, colocamos R$ 2,7 milhões para ajudar no custeio da saúde. Hoje, nós estamos falando de aproximadamente 30 ruas que serão pavimentadas nos mais diversos bairros da cidade”, ressaltou.

Filiação – Na reta final para a filiação partidária, houve atos nas cidades visitadas por Fernando Filho entre sexta-feira e sábado. O ex-prefeito de Betânia Wal Araújo assinou a ficha do DEM, o mesmo destino da prefeita de Pesqueira, Maria José. Em Carnaíba, cinco vereadores também se filiaram ao DEM.

“Procuramos, através dos nossos mandatos, trazer as ações que o município sempre precisou através de cisternas, poços, máquinas, recursos para a saúde. Eu não tenho a menor dúvida que a gente vai ter a oportunidade de continuar trabalhando em parceria”, afirmou Fernando Filho, em Betânia.

Já o vereador Zé Raimundo, de Serra Talhada, assinou a ficha de filiação ao MDB. Em Bonito, Irmão Zenilson e outras lideranças partidárias selaram a entrada no MDB e no DEM.

Encerrando a agenda no interior, o deputado Fernando Filho participou da festa de emancipação política de Ferreiros, na Mata Norte, na noite de sábado.

Oscar: mo PT as pessoas precisam ter hist[oria, não sobrenome. Marília Arraes: críticas têm que ser discutidas internamente
Oscar: mo PT as pessoas precisam ter hist[oria, não sobrenome. Marília Arraes: críticas têm que ser discutidas internamenteFoto: Divulgação / Paullo Almeida

Aala do PT do Recife que defende a manutenção da aliança com o PSB se rebelou, neste domingo (15), contra a decisão do Diretório Nacional de lançar a deputada federal Marília Arraes como candidata à prefeitura. O presidente do PT do Recife, Cirilo Mota, divulgou ontem uma nota em que questiona o uso dos termos "resolução" e "decisão", afirma que a posição quebra todos os pactos firmados anteriormente, e mantém a realização do encontro do PT marcado para o próximo dia 29, que definiria se o partido deveria ou não ter candidatura própria.

"Nós tínhamos um acordo, firmado na presença de Lula, da presidente do partido, Gleisi Hoffmann e da própria Marília, de que tomaríamos uma decisão até a primeira semana de abril. Depois, a própria Marília pediu para antecipar essa definição para o dia 29 de março, o que nós concordamos. Só depois desse encontro do PT, é que a Direção Nacional diria se acataria ou não o que foi deliberado na instância local. O que nós queremos é que se respeite todo o processo que foi respeitado em 2018. Nós não vamos fazer os filiados do PT de imbécis. A tática de aliança com o PSB hoje é defendida por 80% do partido", explicou Cirilo Mota à Folha de Pernambuco.

Segundo o presidente do PT no Recife, todos os prazos locais acordados anteriormente serão mantidos. "Nós não somos contra ter candidatura. Nós somos contra o isolamento porque entendemos que é necessário a unidade da esquerda para enfrentar o governo Bolsonaro. A tática que nós adotamos em 2018, e que foi vitoriosa em todos os estados do Nordeste, foi a da aliança. Em Salvador e em Fortaleza, onde o PT terá candidato, há uma aliança em construção. Aqui, nós íriamos disputar só. Eu desafio Marília a apresentar quais dos partidos que estão nacionalmente com o PT, como PCdoB, PSB, PDT e PSOL, que estarão na nossa aliança, caso haja candidatura própria", cobrou Cirilo.

Membro do Diretório Nacional do partido e secretário de Saneamento do governo Geraldo Julio (PSB), Oscar Barreto diz que a resolução que opta por candidatura própria foi articulada como parte de uma disputa interna na bancada do partido, e que ela inova nos procedimentos internos da legenda ao definir uma estratégia para o Nordeste e outra para as demais regiões do País. "É um sinal ruim para os partidos que apoiaram Fernando Haddad em 2018. É uma quebra do acordo feito por Lula, que era de ter a primeira instância da decisão no Recife. Além disso, é uma demonstração clara de medo da militância do PT por parte da pessoa que o diretório nacional apontou para ser candidata. No PT, as pessoas precisam ter uma história de luta na esquerda, não ter sobrenome", disparou.

Por meio de sua assessoria, Marília Arraes reagiu à nota do PT do Recife. "A resolução nacional foi bem clara em favor da candidatura no Recife e demais capitais do Nordeste. Qualquer discussão sobre o partido deve continuar sendo feita internamente e não pela imprensa. Até porque a população não está interessada neste tipo de discussão. As pessoas querem, isto sim, é que a gente debata um projeto para o futuro da cidade. E é este diálogo que quero fazer com a população do Recife", afirmou a deputada.

Ato em apoio a Bolsonaro e contra o Congresso, na avenida Boa Viagem
Ato em apoio a Bolsonaro e contra o Congresso, na avenida Boa ViagemFoto: Leo Malafaia / Folha de Pernambuco

Apesar da recomendação das autoridades sanitárias para que as pessoas evitem aglomerações por causa da pandemia do novo coronavírus, milhares de pessoas foram ontem à avenida Boa Viagem, na Zona Sul, em um ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, com críticas ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. Grande parte dos manifestantes usavam máscaras para proteger o rosto durante a manifestação que saiu do entorno da Padaria Boa Viagem até o Segundo Jardim. Segundo policiais militares que acompanharam o protesto, o ato da Capital pernambucana reuniu cerca de 4 mil mil pessoas. Protestos similares ocorreram em várias das principais cidades do País.

No Recife, uma das principais pautas eram as críticas ao PLN 4, que trata do orçamento impositivo e transfere para o Parlamento o controle de R$ 15 bilhões. As faixas e cartazes, porém, defendiam temas que iam desde a prisão após condenação em segunda instância, até críticas aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM). Alguns grupos pregavam a intervenção militar como medida para combater a corrupção. Além do tradicional verde e amarelo, haviam bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.

Em um misto de proteção e crítica às recomendações para evitar aglomerações, muitos manifestantes usavam máscaras ou lenços para cobrir o rosto e o nariz.
Outros tomavam medidas para evitar um possível contágio. Foi o caso do representante comercial Michael Macedo, de 33 anos. "Eu conheço várias pessoas que estão participando hoje aqui dessa caminhada. A gente não se abraçou, não pegamos nas mãos e estamos evitando falar muito próximos. A gente também está usando álcool em gel, tomando medidas para nos proteger", explicou. Segundo Michael, o fato de Pernambuco ainda ter poucos casos, e não uma epidemia alastrada como no Rio e São Paulo, deu mais segurança para que as pessoas fossem às ruas. "A democracia exige da gente coragem", diz.

Para o administrador de empresas Rozemberg Milito, de 65 anos, o protesto era para defender o fim da corrupção e para apoiar o governo no enfrentamento contra a esquerda. "Nós não temos como tomar muito cuidado em um evento como este. Sabemos do risco. Mas achamos que não vai ser o coronavírus que vai fazer com que os verdadeiros brasileiros deixem de vir para a rua", justificou.

Segundo a Delegacia de Boa Viagem, um manifestante foi detido após o fim do ato. O grupo Direita Pernambuco identificou o manifestante como sendo o estudante de Economia Diego Ketriri, que foi detido por ser uma "liderança da manifestação". Um decreto do Governo de Pernambuco proíbe a realização de eventos com mais de 500 pessoas por causa do coronavírus. Numa rede social, Ketriri, que é presidente do grupo Bolsonaro PE, postou um vídeo ao lado de um advogado. "Galera, estou aqui na delegacia. Mas para tranquilizar vocês que está tudo bem", ele fala.

Referências ao coronavírus não faltarão, assim como homenagens aos EUA e a Trump

Referências ao coronavírus não faltarão, assim como homenagens aos EUA e a Trump - Crédito: Leo Malafaia / Folha de Pernambuco

Manifestação pró-Bolsonaro em outubro de 2018, em Brasília, durante a campanha do segundo turno das eleições de 2018
Manifestação pró-Bolsonaro em outubro de 2018, em Brasília, durante a campanha do segundo turno das eleições de 2018Foto: José Cruz / Agência Brasil

Grupos de simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ignoraram o cancelamento oficial dos atos pelo país por causa da pandemia de coronavírus e saíram às ruas para protestar neste domingo (15). Há manifestações em andamento em capitais como Rio de Janeiro, Brasilia e Belém.

Na semana passada, Bolsonaro chegou a pedir para que as manifestações fossem adiadas, mas apoiadores seguiram insistido em promover os protestos e iniciaram um movimento nas redes sociais: #DesculpeJairMasEuVou.

O próprio presidente, na manhã deste domingo, passou a incentivar as manifestações em suas redes sociais. Ele postou imagens de manifestações a favor do governo em Belém, por exemplo. A manifestação em São Paulo está prevista para o início da tarde na avenida Paulista.

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Apesar de terem divulgado o adiamento das manifestações, os movimentos organizadores afirmavam não ter controle sobre as ruas e alegavam que fizeram sua parte. Desde o recuo, na noite de quinta (12), os grupos de direita estão sendo atacados e chamados de covardes nas redes sociais.

Em live nas redes sociais e em pronunciamento nesta quinta (12), Bolsonaro pediu a seus apoiadores que não comparecessem às manifestações de rua. Segundo ele, "uma das ideias é adiar, suspender". "Daqui a um mês, dois meses, se faz. Foi dado um tremendo recado ao Parlamento", disse.

O protesto estava previsto desde o fim de janeiro, mas mudou de pauta e foi insuflado após o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, ter chamado o Congresso de chantagista na disputa entre Executivo e Legislativo pelo controle do orçamento deste ano.

Na última quarta-feira (11), a Comissão Mista de Orçamento aprovou dois projetos de lei enviados pelo governo que repartem com o Congresso cerca de R$ 15 bilhões dos R$ 30,8 bilhões. Os dois textos, agora, vão a plenário do Congresso, e a discussão continua.
Durante o Carnaval, Bolsonaro compartilhou em um grupo de aliados um vídeo que convocava a população a ir às ruas para defendê-lo. Na semana seguinte, em discurso, chamou a população a participar do ato, o que mais uma vez irritou as cúpulas do Congresso e do Supremo.

Além de apoiar o presidente, os organizadores da manifestação sempre carregaram bandeiras contra o Legislativo e o Judiciário e a favor das Forças Armadas. Nas redes sociais, usuários compartilharam convocações com mensagens autoritárias, pedindo, por exemplo, intervenção militar.

Em viagem aos Estados Unidos, no início da semana, o presidente chegou a dizer que os presidentes da Câmara e do Senado poderiam colocar "um ponto final" nas manifestações se abrissem mão do controle de parte do Orçamento.

Nesta quinta, em declaração para esfriar os ânimos, Bolsonaro afirmou que "ninguém pode atacar o Parlamento, o Executivo e o Judiciário". "Tem pessoas que não estão de acordo com a crise e acha que tem que acontecer, tudo bem. Mas as instituições, em si, têm que ser preservadas".

O presidente Jair Bolsonaro, de máscara Reprodução O presidente Jair Bolsonaro, de máscara ** Ao longos das duas últimas semanas, na tentativa de retomar apoio nas redes sociais, o presidente tentou criar novas polêmicas. Ele criticou a Rede Globo por reportagem do Fantástico sobre presidiárias transsexuais e colocou em dúvida o sistema eleitoral brasileiro.

Segundo o analista Pedro Bruzzi, sócio da empresa de dados Arquimedes, as duas estratégias não tiveram êxito diante da questão econômica. "Ele apresentou dificuldades nas redes sociais e as estratégias de mudar o foco falharam", avaliou.

Ao longo da quinta-feira, o presidente conversou com deputados bolsonaristas sobre a possibilidade de solicitar o adiamento das manifestações. Um dos argumentos apresentados foi o risco de ocorrerem protestos esvaziados por causa do receio de contágio da doença.

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