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Congresso Nacional
Congresso NacionalFoto: Arquivo/Agência Brasil

A aprovação do projeto de Lei que garante renda de até R$ 1.200,00 por família durante a pandemia do novo coronavírus, nesta segunda-feira (30), no Senado, gerou repercussão entre os políticos de Pernambuco. Como para tirar o projeto do papel ainda falta a sanção presidencial, muitos aderiram a campanha pela agilidade dessa assinatura de Jair Bolsonaro (sem partido), subindo a hashtag #PagaLogoBolsonaro. Já o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB), comemorou a aprovação do PL na Casa Alta.

A deputada Marília Arraes (PT) explicou a campanha para acelerar a execução do projeto. "#PagaLogoBolsonaro é a principal mensagem da live que fiz com o senador @randolfeap. Essa Renda Básica já poderia ter sido aprovada e estar atendendo aos trabalhadores que mais precisam. Não dá pra perder mais tempo. A live ficou disponível no Instagram", tuitou.

"O Senado priorizou a população e aprovou o projeto de Renda Mínima Emergencial. Será uma renda de até R$ 1.200 por família. É uma vitória do povo. É esperar que o presidente tenha o mínimo de sensatez e sancione com a maior urgência possível", escreveu a deputada em outra postagem.

Outro a aderir à campanha foi o deputado federal João Campos (PSB). "É hora de fazer a pressão necessária pelo cumprimento do projeto mais importante do ano, já aprovado pela Câmara e pelo Senado", postou. Já o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos), limitou-se a comemorar a aprovação do PL. "Boa notícia! O Senado aprovou, nesta segunda-feira (30), a renda mínima de até R$1.200. A medida segue agora para sanção do presidente. Vamos trabalhar para a ajuda chegar a quem mais precisa o quanto antes!", escreveu.

No senado, entre os parlamentares pernambucanos, se pronunciaram sobre a aprovação da Renda Mínima os senadores Humberto Costa  (PT) e Fernando Bezerra Coelho, que é líder do governo na Casa. Humberto juntou-se à campanha para pressionar o presidente a sancionar o quanto antes a matéria. "Aprovamos no Senado o #SeguroQuarentena, agora precisamos que Bolsonaro libere os recursos para o povo receber o benefício. Seguimos na luta! Vamos subir a #PagaLogoBolsonaro Flag of Brazil", postou.

Já Fernando Bezerra usou suas redes sociais para comemorar a aprovação. "O Senado aprovou o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600,00 para trabalhadores informais, desempregados e microempreendedores individuais. A expectativa é que 30 milhões de brasileiros serão beneficiados com a medida".

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Crédito: Reprodução Twitter


Ministro da Economia, Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo GuedesFoto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O anúncio do ministro da Economia, Paulo Guedes de que o governo federal vai ao Supremo tribunal Federal (STF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a elevação do limite de renda para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), deve aprofundar ainda mais a cisão entre o Executivo e o Legislativo e depende de uma mudança de entendimento do Judiciário para ser bem-sucedida, de acordo com especialistas ouvidos pela Folha.

Ao derrubar, na quarta-feira, o veto do presidente Bolsonaro (sem partido) ao projeto de lei que impacta em R$ 20 bilhões - de acordo com o Governo - o benefício pago aos idosos e pessoas com deficiência, o Congresso acrescentou um novo capítulo ao clima de hostilidade que tem permeado Brasília.

“O que foi feito pelo congresso foi uma demonstração de força, no sentido de que se o governo continuar jogando a sociedade contra o congresso, quem perde é o País. Sem dúvida, isso foi uma resposta que os parlamentares deram ao governo”, avalia Priscila Lapa, cientista política e professora da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (Facho). Ela define o STF como "intermediário" nessa situação. “Ele deve atuar para apagar o incêndio, promover o equilíbrio, o que não é papel do Judiciário, mas em um momento de crise aguda, alguém tem que fazer esse papel”, diz Priscila, que acredita numa decisão “favorável ao equilíbrio das forças, nesse caso, ao Executivo”.

Para isso, o advogado especialista em direito previdenciário, Almir Reis, afirma que é necessário uma mudança de entendimento do Supremo relacionada ao BPC. “Hoje, só pode acessar o BPC quem tem renda máxima de um quarto do salário mínimo, só que em 2014, na Reclamação 4374, o STF já tinha entendido que esse critério era inconstitucional, e que o congresso deveria reformular o critério de acesso ao benefício.

O congresso ficou inerte de lá pra cá, mas agora, regulamentou a questão, com um novo critério (até metade do salário mínimo) já antenado com o que o STF tinha estabelecido”, explica Reis, no entanto, sublinhando que o STF é “uma caixinha de surpresas”. “O STF já disse que o critério de um quarto não valia, agora com o novo critério se o STF disser que não vale, teremos o Supremo se pronunciando sobre a mesma matéria com dois julgamentos conflitantes”.

O deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) entende que a derrubada do veto promovida pelo congresso é pode gerar “um transtorno grande”. “Não podemos ter sinalizações como tivemos ontem (quarta-feira) na Câmara, em você estar aumentando os custos sem receita e, evidentemente, gerando nisso um transtorno para os próximos meses”. Ele acrescenta que há várias ações que estão ocorrendo no parlamento que “aumentam consideravelmente os custos do País”.

Danilo Cabral (PSB), por sua vez, crê que a derrubada responde a uma necessidade. “Temos que ampliar a proteção social das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade. A crise colocou mais de 56 milhões de brasileiros na linha da miséria, é importante proteger essas pessoas”. Para o deputado, a ida de Guedes ao STF e TCU “não representa novidade alguma” quando obervado o modus operandi do Governo. “Quero acreditar que o STF não vai ratificar isso (questionamento de Guedes)”. 

Policiais federais
Policiais federaisFoto: Arquivo/Agência Brasil

Representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), da Confederação Brasileira dos Policiais Civis (Cobrapol) e dos Policiais Rodoviários Federais (FenpaPRF) definiram, em reunião nesta segunda-feira (10), a data do primeiro congresso nacional unindo as três forças de segurança pública. O evento está marcado para os dias 05, 06 e 07 de maio, em Brasília.

“A ideia é nos juntarmos para que tenhamos mais força para discutir assuntos e problemas relevantes para todos nós”, explicou o presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens.

Entre os temas, estão a Reforma da Previdência e seus impactos para a categoria, a implementação da porta de entrada única em cada uma das polícias, com promoções baseadas em mérito e capacitação do servidor e o ciclo completo de investigação, em que o policial que presencia ou chega primeiro à cena do crime conduz a investigação.

Além dos três temas-chave, os policiais pretendem debater pontos também comuns a todos, como proteção social para os agentes de segurança pública, plano de saúde, a reforma administrativa que o governo federal pretende levar ao Legislativo e outras matérias que tramitam no Congresso Nacional e podem impactar os policiais.

O Congresso de Policiais pretende convidar para os debates representantes de outras onze entidades de classe, incluindo os policiais legislativos e militares, agentes penitenciários e socioeducativos, servidores da Agência Brasileira de Inteligência, entre outros.

“Essa foi a primeira reunião para tratar do assunto. Na próxima, marcada para o dia 03 de março, pretendemos detalhar a pauta do encontro e definir outros temas para os debates e os convidados para palestras ou mesas-redondas”, antecipou Boudens.
Também representou a Fenapef no encontro, o diretor de Estratégia Sindical, Júlio César Nunes dos Santos.

Sobre a Fenapef

Fundada em agosto de 1990, a Fenapef é a maior entidade representativa da Polícia Federal (PF), com mais de 14 mil filiados. Além de defender e representar os servidores da PF, a federação também atua como agente transformador nas políticas de segurança pública.

Dentre as principais áreas de atuação da Federação Nacional dos Policiais Federais, destacam-se a defesa irrestrita dos filiados e a luta por uma segurança pública moderna e eficiente.

15º Congresso Estadual da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CECUT-PE) “Lula Livre”
15º Congresso Estadual da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CECUT-PE) “Lula Livre”Foto: Divulgação

O 15º Congresso Estadual da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CECUT-PE) “Lula Livre” começa nesta quinta-feira (28), trazendo como pauta “Emprego, Direitos, Soberania e Democracia”. O CECUT ocorrerá no Centro de Formação e Lazer (CFL) do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência (Sindsprev), com credenciamento a partir das 10h a abertura oficial acontecerá às 17h. A atividade se encerra no sábado (30).

Em torno de 400 delegados e delegadas, além de observadores, se encontram devidamente inscritos pelos sindicatos e federações filiadas à CUT para participar do congresso. A nova direção da CUT-PE para o mandato 2019-2024 será eleita na sexta (29) no final da tarde.

Congresso Nacional
Congresso NacionalFoto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os deputados Tabata Amaral (PDT-SP), Felipe Rigoni (PSB-ES), João Campos (PSB-PE), Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), Raul Henry (MDB-PE) e o Senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE),  construíram um pacote de medidas na área social nos últimos meses, liderados pelo Presidente Rodrigo Maia e com o apoio de mais 15 especialistas.

Liderado pelo Presidente da Câmara dos Deputados, um grupo de coordenado pela Deputada Tábata Amaral (PDT-SP), e formado por Felipe Rigoni (PSB-ES), Senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), João Campos (PSB-PE), Pedro Cunha Lima (PSDB-PB)e Raul Henry (MDB-PE) tomaram a frente da discussão e propuseram um pacote de projetos para combater a desigualdade e a pobreza no Brasil. De 2014-2017, o número de pessoas pobres e extremamente pobres no Brasil aumentou em 15 milhões.

A Agenda para o Desenvolvimento Social foi fruto de um trabalho de vários meses, que envolveu mais de 15 especialistas de 5 áreas diferentes, 7 consultores legislativos, consulta a mais de 70 referências de experiências nacionais e internacionais e mais de 60 reuniões com experts.

Na semana que vem será instalada Comissão Especial para aperfeiçoar e ampliar o Bolsa Família. Melhorias no programa Bolsa Família fazem parte do primeiro pilar da Agenda, que trata sobre Garantia de Renda. Os projetos dos demais pilares serão apresentados nas semanas subsequentes.

Os parlamentares estarão disponíveis para uma coletiva de imprensa para esclarecer as dúvidas da imprensa no  Salão Verde às 16h. O press-kit será disponibilizado aos jornalistas no local da entrevista, e também será divulgado online no site da Câmara www.camara.gov.br.

Serviço:

LANÇAMENTO - AGENDA PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL
Local: Salão Verde - Câmara dos Deputados
Horário: de 16h às 17:30h

Reforma Tributária
Reforma TributáriaFoto: Pixabay

O 18º Congresso Nacional do Fisco Estadual e Distrital (18° Conafisco), que será realizado entre os dias 24 e 27 de setembro, em Ipojuca, em Pernambuco, vai reunir fazendários e tributaristas de todo o País para discutir o tema “Tributação e Previdência Solidárias – Por um Brasil mais justo”. Uma das principais questões do evento será a Reforma Tributária, assim como as diversas propostas que estão sendo discutidas no Congresso. A Reforma Tributária Solidária (RTS) - um movimento suprapartidário, recentemente apoiado oficialmente pelos governadores dos Estados do Nordeste e pelas bancadas parlamentares de pelo menos seis partidos – ganhará painéis específicos.

As ideias da RTS, focadas no uso da tributação como meio de diminuição de desigualdade no Brasil, serviram de base para emendas na PEC 45. Capitaneada pela Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital) e Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), a Reforma Tributária Solidária reúne mais de 40 renomados especialistas que discorrem sobre temas como progressividade no Imposto de Renda, tributação de grandes heranças, diminuição da carga sobre o consumo, volta da tributação sobre lucros e dividendos, entre outros.
O 18º Conafisco, que também trará discussões sobre formas de fortalecimento do Fisco, é uma realização da Fenafisco em parceria com Sindifisco-PE.

Programação Oficial do 18º Conafisco

Confira a programação da 18ª edição do Congresso Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Conafisco). Com o tema Tributação e Previdência Solidárias – Por um Brasil mais justo, o encontro será realizado entre os dias 24 e 27 deste mês no Enotel (Ipojuca-PE).

24 de setembro - Terça-feira

20h - Abertura Solene do 18º CONAFISCO

Palestra Magna: “Nem sempre foi assim Mercado X Estado: As Duas visões da Organização da Ordem Capitalista” Palestrante Pedro Rossi, professor Doutor do Instituto de Economia, diretor Unicamp e coordenador do Conselho Editorial do Brasil Debate

25 de setembro - Quarta-feira

15h às 19h - PAINEL 1: REFORMA TRIBUTÁRIA EM PERSPECTIVA: SIMPLIFICAÇÃO E FEDERALISMO

Palestrantes: Paulo Gil, auditor Fiscal da Receita Federal e diretor do Instituto de Justiça Fiscal (IJF), e André Horta, ex-presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda, Receita, Finanças ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).
Debatedores: Fernanda Mara O.M. Pacobahyba, secretária da Fazenda do Ceará, e Sousa Júnior, secretário de Fazenda do Estado do Pará

26 de setembro - Quinta-feira

14h às 18h - PAINEL 2: REFORMA TRIBUTÁRIA EM PERSPECTIVA: PROGRESSIVIDADE E ESTADO SOCIAL

Palestrantes: Dão Real dos Santos, diretor do Instituto de Justiça Fiscal (IJF), Eduardo Fagnani, professor da Unicamp, Eloísa Machado de Almeida, professora de Direito na FGV/SP

Debatedores: Marcellus Ribeiro Alves, secretário de Fazenda do Estado do Maranhão, e Rodrigo Orair, pesquisador do IPEA

27 de setembro - Sexta-feira

10h às 12h - Palestra de Encerramento: TRIBUTAÇÃO E DESIGUALDADE

Palestrante: Eduardo Moreira, empresário e escritor

Debatedor: Randolfe Rodrigues- Senador da República/AP

Wagner Rosário, Titular da pasta da CGU, apresentou números que apontam um bloqueio de R$ 812 milhões em licitações
Wagner Rosário, Titular da pasta da CGU, apresentou números que apontam um bloqueio de R$ 812 milhões em licitaçõesFoto: IIA Brasil / Lucas Ninno

Titular da pasta da CGU, apresentou números que apontam um bloqueio de R$ 812 milhões em licitações, apenas este ano, feitos com o auxílio de algoritmos associados à tecnologia de inteligência artificial. A palestra foi realizada para mais de 900 profissionais durante o Congresso Brasileiro de Auditoria Interna
Florianópolis, terça-feira (17) – O combate à corrupção em estatais com o apoio da robótica foi o tema central da apresentação do ministro Wagner Rosário, da Controladoria-geral da União (CGU), na manha desta terça-feira (17) na capital catarinense.

O responsável pelo órgão expôs dados significativos com resultados recentes obtidos por meio do uso da inteligência artificial. “Intensificamos este ano o uso de algoritmos principalmente nas áreas de licitação e conseguimos frear R$ 812 milhões em processos que não eram necessários ou estavam irregulares”, revelou Rosário.

Só neste ano, até agosto, foram 15 pregões cancelados ou suspensos. O sistema busca identificar riscos que expõem as organizações públicas por meio de análises de textos. “Agimos antes que a licitação, ocorra de forma eficiente e sem a necessidade de contar com diversos servidores nesses processo”, explicou o ministro. Segundo ele, as novas funcionalidades têm gerado resultados que contribuem para desestimular a abertura de pedidos de licitação desnecessárias, dando mais coerência às metodologias.

O ministro, que atendeu a imprensa local antes de sua apresentação, lembrou que o país tem avançado significativamente no combate à corrupção e má gestão pública, tendo gerado um benefício ao governo federal da ordem de R$ 29.8 bilhões nos últimos seis anos. “Só no ano passado foram R$ 7 bilhões, e isso de um órgão que custa R$ 1 bilhão para operar”, lembrou.

Sobre os acordos de leniência as cifras também impressionam. São R$ 11.5 bilhões de desde de 2017, com a maioria fechada ano passado. O ministro estima que só em 2019 tenha sido acordado algo entre R$ 3 e R$ 4 bilhões até agosto.

Além de utilizar em licitações, a CGU aplica a inteligência artificial nas análises de trilhas de pagamentos de pessoal, com 94 ferramentas que rodam todos os meses em sistemas pelo país. Há também o uso de algoritmos nas análises de prestação de contas de convênios, no qual a tecnologia auxilia tanto na identificação de irregularidades, como na liberação de processos automáticos, nos casos em que não foram encontradas provas de fraudes. “Isso agilizou demais os sistemas e trouxe muita economia para o governo”, revelou Rosário.

A 39ª edição do Congresso Brasileiro de Auditoria Interno (Conbrai), que quebrou recorde em participação, termina nesta terça-feira com apresentação de Gil Giardelli, professor global de MBA e colunista da Band News. Mais informações sobre o evento em: iiabrasil.org.br/conbrai.

 

A palestra foi realizada para mais de 900 profissionais durante o Congresso Brasileiro de Auditoria Interna

A palestra foi realizada para mais de 900 profissionais durante o Congresso Brasileiro de Auditoria Interna - Crédito: IIA Brasil / Lucas Ninno

Paulo Pugliesi, diretor executivo da Folha de Pernambuco; Mário Bandeira Guimarães Neto, diretor geral da Escola Superior de Advocacia da OAB (ESA) e Felipe Ferreira Lima futuro presidente do Instituto Egídio Ferreira Lima.
Paulo Pugliesi, diretor executivo da Folha de Pernambuco; Mário Bandeira Guimarães Neto, diretor geral da Escola Superior de Advocacia da OAB (ESA) e Felipe Ferreira Lima futuro presidente do Instituto Egídio Ferreira Lima.Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco

Com referências a quatro datas significativas, o 1º Talk Internacional de Direitos Fundamentais, em homenagem à Egídio Ferreira Lima, será realizado na próxima quarta-feira, dia 4 de setembro, das 9h às 17h, no auditório da Ordem dos Advogados de Pernambuco (OAB-PE). Além de prestar uma homenagem aos 90 anos de Egídio, o evento lembra os centenários da Constituição de Weimar e da Fundação Organização Internacional do Trabalho (OIT), assim como os 70 anos da Lei Fundamental de Bonn.

O evento também marca a posse da nova diretoria do Instituto Egídio Ferreira Lima, que será presidida por Felipe Ferreira Lima. A organização já foi comandada pelo desembargador do Tribunal do Trabalho da 6ª Região (TRT6) Eduardo Pugliesi e pelo advogado Carlos Neves, que agora foi conduzido ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) por indicação do governador Paulo Câmara.

Para Mário Bandeira Guimarães Neto, diretor geral da Escola Superior de Advocacia da OAB (ESA) e futuro vice-presidente do Instituto que homenageia Egídio Ferreira Lima, a conferência busca ressaltar os marcos históricos e discutir a importância dos direitos fundamentais. “São datas extremamente importantes, relacionados aos direitos fundamentais. Debater os direitos fundamentais, hoje em dia, é extremamente pertinente no cenários que a gente vive. Não só no País, mas a nível global”, explicou Mário, em visita à Folha de Pernambuco, junto ao futuro presidente do Instituto, Felipe Ferreira Lima, e ao desembargador Eduardo Pugliesi. Eles foram recebidos pelo diretor executivo do jornal, Paulo Pugliesi, nesta terça-feira (27).

“Ninguém expressa mais os direitos fundamentais em Pernambuco do que Egídio Ferreira Lima, que completou ontem 90 anos”, complementou Pugliesi, um dos palestrantes do Talk.

Entre participantes confirmados estão o professor catedrático da Universidade de Lisboa, Portugal, Pedro Romano Martinez, e o professor da Scuela Superiore Sant’Anna de Pisa, Itália, Giacomo Delledonne. Além deles, a conferência contará com a participação de Ingrid Zanella, doutora pela UPFE; Marcelo Labanca, pós-doutor pela Universidade de Pisa, Itália; Sílvia Nogueira, mestra pela UFPE; Leonam Baesso da Silva, pós-doutor pela UFRJ; Carol Amorim, doutora pela PUC/SP; Sérgio Torres Teixeira, doutor pela UFPE; Marcelo Casseb Continentino, doutor pela UNB; Walber Agra, pós-doutor pela Universidade de Bourdeaux, França, e Sílvio Romero, pós-doutor pela Universidade de Lisboa.

Na oportunidade, serão entregues, ainda, medalhas comemorativas a personalidades do meio jurídico, político e cultural pernambucano que contribuíram no desenvolvimento do Estado e do País. A primeira medalha destas homenagens, inclusive, foi concedida pelo Instituto a Armando Monteiro Filho, em 26 de agosto de 2009.

O evento é promovido pela ESA e pelo Instituto Egídio Ferreira Lima, com o apoio do TRT6, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), da Associação dos Advogados Trabalhistas de Pernambuco (AATP) e da Faculdade Damas. As inscrições podem ser realizadas no site www.esape.com.br.

Ministério Público de Pernambuco
Ministério Público de PernambucoFoto: Reprodução/Google Street View

Entre os dias 21 e 23 de agosto, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), recebe a primeira edição do Congresso Nacional de Direito Consensual no âmbito do Ministério Público. Durante os três dias de evento, o público contará com palestras e workshops com os principais nomes do direito brasileiro e internacional para discutir questões como o direito sistêmico, as constelações familiares, a justiça restaurativa, a comunicação não violenta, a negociação, a mediação, o direito administrativo sancionador consensual e a justiça criminal consensual.

As inscrições podem ser realizadas pelo link http://bit.ly/Congresso-Direito-Consensual.

Ao acessar, é preciso realizar inscrição para cada dia do Congresso em formulários separados. O interessado selecionará a data na qual deseja participar e preencher o formulário de inscrição. Caso deseje participar de todo o Congresso, preencherá três formulários de inscrição.

No evento - que acontece no Centro Cultural Rossini Alves Couto, no bairro da Boa Vista - os participantes poderão conhecer os diversos ramos de atuação da solução consensual no direito, tanto na seara cível quanto na criminal, com a apropriação do conhecimento dos seus diversos métodos, com ênfase no envolvimento e protagonismo do Ministério Público brasileiro.

O primeiro dia (21/08) de evento conta com a palestra do juiz do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Sami Storch. Ele falará sobre direito sistêmico e constelações familiares. A temática procura revisitar a forma de viver, procurando trazer equilíbrio e paz entre os envolvidos em um conflito. A temática se constitui enquanto um método sistêmico-fenomenológico de solução de conflitos, com viés terapêutico, que tem por escopo conciliar, profunda e definitivamente, as partes.

A segunda palestra irá tratar sobre a experiência de justiça restaurativa do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), tratando da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Belo Horizonte. A titular da Promotoria, Daniela Arlé, irá fazer a exposição. Encerrando o primeiro dia, o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcelo Pelizzoli irá falar sobre comunicação não violenta e a importância de envolvimento da temática pelo agente público (membros, servidores e demais profissionais atuantes no serviço público).

No segundo dia (22/08), pela manhã, o procurador-geral de Justiça do MPPE, Francisco Dirceu Barros, irá falar sobre o acordo de não persecução penal, expondo a experiência de implementar o primeiro Núcleo da área dentro da estrutura administrativa de um Ministério Público. Ele será acompanhado da exposição e experiência da área do promotor de Justiça do Ministério Público de Goiás (MPGO), Renée do Ó Souza; e o procurador da República, Carlos Fernando Mazzoco.

No período vespertino, será a vez do painel “Justiça criminal consensual, experiências brasileira e estrangeira”, com exposição do procurador regional da República, Vladimir Aras; da procuradora da República da Itália, Alessandra Cerreti; advogada e presidente da associação americana de promotores de Justiça dos EUA, Amie Ely.

O terceiro dia (23/08) de evento será dedicado à perspectivas futuras. A professora da Universidade Carlos III, de Madri, Helena Soleto Muñoz; e o procurador de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Paulo Valério Dal Moraes, realizarão exposição sobre os desafios da negociação colaborativa.

Após intervalo para almoço, o promotor de Justiça do MPMG, Luciano Luz Badini Martins, falará sobre técnicas de negociação. A penúltima palestra será realizada pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Ceará, Valter Shuenquener de Araújo, sobre o encontro do direito administrativo e perspectivas consensuais. A palestra de encerramento fica por conta do promotor de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Emerson Garcia, com o tema “Consensualidade e perspectivas de atuação do Ministério Público”.

Após o encerramento do evento, os certificados serão emitidos por dia de participação para aqueles que obtiverem 100% de frequência nas atividades do dia específico.

SERVIÇO

I Congresso Nacional de Direito Consensual no âmbito do Ministério Público

Data: 21 a 23 de agosto de 2019.

Local: Auditório do Centro Cultural Rossini Alves Couto/Ministério Público de Pernambuco - Rua do Hospício, n.º 875 - Boa Vista

Inscrições e programação: http://bit.ly/Congresso-Direito-Consensual

Informações: (081) 3182-7350

Humberto Costa (PT) avalia que vazamento compromete imagem do Ministério público e do Judiciário. Silvio Costa Filho pondera que é preciso aguardar esclarecimentos para o "debate reponsável"
Humberto Costa (PT) avalia que vazamento compromete imagem do Ministério público e do Judiciário. Silvio Costa Filho pondera que é preciso aguardar esclarecimentos para o "debate reponsável"Foto: Divulgação

A notícia sobre o vazamento de mensagens particulares trocadas entre o ministro da Justiça Sérgio Moro (na época em que ainda era juiz federal) e o procurador federal Deltan Dallagnol, bem como diálogo entre procuradores da Lava Jato, publicada pelo site The Intercept, neste domingo (10), ganhou repercussão nacional pelo teor das mensagens, onde o então juiz e o procurador supostamente combinam estratégias sobre o processo que condenou o ex-presidente Lula e sobre outros casos julgados por Moro. No meio político, a denúncia ganhou grande repercussão

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, dimensionou a gravidade das conversas interceptadas. "Apesar de todos nós já termos conhecimento de que havia muita coisa obscura na Lava jato e todo o processo de perseguição ao ex-presidente Lula, uma coisa muito evidente da prática de muitas ilegalidades, ninguém tinha a dimensão da amplitude dos erros e até supostos crimes que podem ter acontecido. Se tudo aquilo que está sendo dito for verdadeiro, o sentimento de impunidade, de onipotência que Sérgio Moro e esses procuradores da Lava jato tinham era enorme", disse.

Segundo Humberto, as revelações reforçam a tese do PT de que a prisão de Lula foi ilegal. "Nós nunca deixamos de dizer que Lula estava preso injustamente por uma ação política de Sérigio Moro e da turma da Lava Jato. Porém o mais importante agora é apurar. Porque essa é uma crise que compromete duas instituições muito importantes para a democracia brasileira que são o Ministério Público e o Poder Judiciário. A imagem desses dois está muito comprometida", avaliou o senador. "Compromete muito fortemente a reputação da Lava Jato, por isso eu acho que eles deveriam ser os primeiros interessados em que fosse feita uma investigação profunda sobre essas questões", sugeriu.

"Esses vazamentos fragilizaram bastanete Sérgio Moro e os procuradores, mas eles ainda são muito poderosos. Seria bom que ele (Sérgio Moro) continuasse (no governo)para que a investigação pudesse chegar o mais longe possível. Porém se ele continuar quem está comproteido é o governo Bolsonaro. Ele hoje é um zumbi. Se Bolsonaro vier a mantê-lo, compromete fortemente o governo dele", concluiu Humberto.

Já o deputado Silvio Costa Filho (PRB) foi mais ponderado em sua avaliação sobre os fatos revelados pelas reportagens. "Possivelmente o ministro Sérgio Moro deve vir à Câmara prestar esclarecimentos. Vamos aguardar que ele possa pronunciar e a gente poder fazer o debate reponsável sobre esse assunto", comentou. "Apenas assim é possível se fazer Justiça, com a isenção e o equilíbrio inerentes a uma verdadeira democracia", ponderou o deputado.

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