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Deputado federal Tadeu Alencar (PSB)
Deputado federal Tadeu Alencar (PSB)Foto: Chico Oliveira/Divulgação

Os movimentos de oposição ao Governo do presidente Michel Temer (MDB) poderão levar socialistas pernambucanos a um posto de destaque no cenário nacional. É que o PSB vai escolher, em fevereiro, o novo líder do partido na Câmara e, por ser maioria na bancada, o estado poderá ganhar protagonismo.

Pernambuco tem seis deputados federais, o dobro de São Paulo, que é o segundo maior em número de parlamentares. Entre os nomes ventilados estão Tadeu Alencar e Danilo Cabral. Os dois bateram forte no Executivo federal no último ano e são de uma linhagem mais ligada à esquerda democrática, campo em que a legenda decidiu marchar nas eleições.

Atualmente a liderança da Casa é exercida por Júlio Delgado, que assumiu um mandato tampão desde a destituição de Tereza Cristina, que saiu do PSB por apoiar Temer.

Apesar de destacar que ainda não colocou seu nome na mesa, Tadeu Alencar confirmou que Pernambuco terá participação especial no processo de escolha. O deputado se candidatou à vaga na sessão legislativa passada, conseguiu 14 votos dos 36 totais, mas com o rolo compressor do Governo Federal alguns votos foram transferidos a Tereza Cristina, que ganhou a eleição com 22 votos.

Antes, Tadeu havia exercido interinamente a cadeira por três meses. "Mas com o novo posicionamento do PSB e a saída de seis deputados, o grupo ligado a Temer enfraqueceu e acredito que não haverá muita disputa. Se houver, é muito provável que não seja com posições políticas tão distintas como foi no ano passado", avaliou o parlamentar. A eleição que deu vitória à Tereza criou um racha na bancada por causa do choque de posicionamentos pró e contra o presidente.

De acordo com Júlio Delgado, no próximo dia 5, dia da retomada das atividades na Câmara, será definida uma data para o pleito. Quando assumiu a liderança, Júlio assegurou o compromisso de abrir o debate para a questão. Por causa disso, ele afirmou que não se colocará na disputa, a não ser que seu nome fosse suscitado em consenso pelos socialistas.

"Não vou fazer como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que assumiu mandato tampão dizendo que não iria se candidatar e depois se candidatou. Não vou disputar com ninguém", explicou.

Sobre os nomes de Danilo e Tadeu, este último com quem tem grande afinidade, ele disse que são dois grandes quadros, que, inclusive, participaram ativamente para trazer o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, para o PSB. Outro nome que se movimenta, nos bastidores, para se candidatar à vaga é o de Hugo Leal (RJ).

Embora o novo líder ainda não tenha sido escolhido, o tom de quem ficar no cargo deverá continuar de oposição a Temer, contrário a temas como a Reforma da Previdência e a alteração na Regra de Ouro."Até porque estamos em ano eleitoral. O posicionamento do novo líder será pró-ativo e em sintonia com os desejos da população", acrescentou.

Paulo Câmara avalia que partido terá postura mais coerente
Paulo Câmara avalia que partido terá postura mais coerenteFoto: Thiago Britto/ Especial para Folha de Pernambuco

A saída de uma leva de dissidentes do Partido Socialista Brasileiro (PSB) foi vista pelos dirigentes como uma oportunidade para fazer um reposicionamento ideológico da sigla e conquistar novos quadros que queiram se descolar do Governo Temer. No entanto, ainda há uma ala na legenda que insiste em manter os laços com o Palácio do Planalto. Ontem, a expectativa era de que a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) fosse visto como o primeiro teste do novo direcionamento, mas o placar apontou poucas diferenças em relação ao da primeira acusação.

A legenda manteve os mesmos 22 votos contra o relatório favorável ao Executivo Federal. A diferença foram os votos favoráveis ao presidente Michel Temer (PMDB). Desta vez, foram apenas seis ante os 11 da votação passada. A diferença é equivalente ao número de parlamentares que pediram desfiliação da sigla desde a última terça-feira. Foram cinco baixas, Fernando Filho, Tereza Cristina, Danilo Forte, Fábio Garcia e Adilton Sachetti. Todos votaram pelo relatório que absolvia o chefe do Executivo. Além dos votos, o partido contabilizou duas ausências João Fernando Coutinho, que também não participou da primeira denúncia, e Luana Costa, que tinha votado a favor da investigação na denúncia passada.

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Para Tadeu Alencar, PSB votará unido contra Temer

No começo da tarde, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) chegou a apostar que o partido votaria unido contra Temer. “Não vamos passar pelo constrangimento que passamos na apreciação da primeira denúncia, quando integrantes do PSB, em posição de representação, desafiaram desrespeitosamente a orientação partidária e a deliberação da instância máxima de seu Diretório Nacional”, avaliou.

A expectativa é que os nomes que ainda divergem da posição partidária deixem as hostes socialistas até o fim do prazo eleitoral, em março. Ainda restam nove processos de expulsão no Conselho de Ética do PSB, mas a mudança de posicionamento de parte dos parlamentares e a busca de uma saída negociada devem acalmar os ânimos. Muitos já estão com saída programada do PSB como Heracliton Fortes e Atíla Lira, dado como filiados certos do DEM.

A expectativa dos socialistas é que o reposicionamento ideológico traga novos quadros para a legenda. O partido conversa tanto com parlamentares da oposição como Alessandro Molon (Rede) quanto da base do governo que pretendem se descolar de Temer.

"O PSB está forte. A saída dessas pessoas, que estavam contrárias a linha que o partido, vai trazer muitas pessoas e muitos deputados que querem estar alinhados com a forma que o PSB pensa. A saída desses deputados vai também fazer um movimento de muitas pessoas que querem estar no partido. A tendência é de crescimento para o futuro. Até março, com essa janela, o partido tende a crescer", avaliou Câmara, após ato administrativo.

Para Danilo Cabral, o parlamento demonstra "descolamento" com a sociedade
Para Danilo Cabral, o parlamento demonstra "descolamento" com a sociedadeFoto: Jedson Nobre/Arquivo

Os deputados pernambucanos na Câmara dos Deputados deverão repetir, hoje (25), a mesma votação da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) nesta segunda denúncia. Na primeira acusação feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelo crime de corrupção passiva, o peemedebista recebeu 13 votos do Estado para barra-la e 11 a favor da denúncia.

Naquela ocasião, apenas o deputado João Fernando Coutinho (PSB) não demarcou posição se ausentando. Na nova interpelação feita pela PGR por obstrução de justiça e organização criminosa, o presidente tem até o momento sete votos optando pelo arquivamento, mas deverá crescer com os três votos indecisos e outros quatro de deputados não localizados que votaram contra a denúncia na primeira vez, contabilizando 13 ou 14 votos.

Na base aliada, votos certos pró-Temer até o momento são os dos ministros Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB) e Fernando Filho (PSB) assim como os dos deputados Augusto Coutinho (SD), Luciano Bivar (PSL), Marinaldo Rosendo (PSB) e Sebastião Oliveira (PR).

Este último, assim como na primeira ocasião, foi exonerado momentaneamente do governo do Estado para pode votar com o Planalto e assim evitar uma retaliação que poderia lhe custar a perder do comando do partido no estado.

Já Fernando Filho deverá novamente seguir contrariando a orientação partidária e Bruno Araújo seguirá o voto pró-Temer em meio a pressão interna no PSDB e de partidos do centrão que cobiçam a sua pasta das Cidades.

Na base aliada do governo Federal, o entendimento é que a denúncia não traz consistência que justifique a admissibilidade. A avaliação também é que o País precisa de estabilidade para melhorar a economia e uma nova crise política com a abertura da denúncia só iria agravar a situação. "E se de fato ele (Temer) cometeu abuso ele será investigado normalmente quando deixar a presidência", avaliou o deputado Augusto Coutinho (SD) ressaltando que a primeira denúncia era mais robusta e a Câmara dos Deputados ainda assim derrubou.

Naquela ocasião, após se mostrar indefinido quanto à matéria, o deputado terminou por barrar a investigação do presidente.

Para o governista, passada a votação da denúncia, o foco é dar continuidade as ações reformistas que o presidente vem implementando e que são necessárias para o País voltar a crescer. "Estamos vendo dados da economia que o Brasil está se estabilizando. Temos que avançar. Focar nas ações que precisam melhorar a economia".

Na oposição, deputados consideram como certa a vitória do Planalto. Apesar de ensaiarem a estratégia do esvaziamento do plenário para não dar quórum e fazer o governo sangrar até renunciar, oposicionistas consideram difícil conquistar os 342 votos para dar prosseguimento a admissibilidade do processo. “Mais uma vez, o Parlamento tende a dar uma demonstração de descolamento com a sociedade”, avalia o deputado Danilo Cabral (PSB).

De acordo com o socialista, o presidente utilizou de todos os expedientes para garantir o voto dos deputados pela permanência no cargo e só a pressão popular poderia mudar o quadro.

Para o deputado Tadeu Alencar (PSB), “o Governo perdeu totalmente a respeitabilidade, a credibilidade e a autoridade política para governar o país". Segundo o socialista, a maioria presente ao plenário deve ser favorável à investigação, mas o quantitativo será insuficiente para que o processo seja aberto.

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