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Vereadora do Recife vai manter calendário de campanha, aguardando decisão final da nacional
Vereadora do Recife vai manter calendário de campanha, aguardando decisão final da nacionalFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Uma reunião entre os apoiadores da vereadora do Recife, Marília Arraes, lotou o auditório do sindicato dos bancários na Boa Vista, área central do Recife, na manhã do domingo (10). O encontro teve a finalidade de traçar uma agenda de pré-campanha, mas não contou com a presença da parlamentar, que precisou cumprir outras agendas partidárias. Apesar do lançamento da nota da executiva nacional, sinalizando para as alianças com o PSB, PCdoB e outros partidos, os entusiastas da candidatura própria de Arraes se recusam a aceitar que possam ter que subir no palanque da Frente Popular, do governador Paulo Câmara (PSB).

De acordo com a assessoria de Marília, a pré-candidatura ao Governo de Pernambuco continua mantida e o calendário de atividades segue do mesmo modo até o dia 26 e 27 de julho, quando será realizado o encontro com os dirigentes estaduais. A partir desta semana, Marília Arraes deve iniciar conversas e negociações para apresentar um plano de governo.

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Os questionamentos quanto à manutenção da pré-candidatura de Arraes tiveram início no último sábado (9), quando a executiva nacional lançou a ‘Resolução da Comissão Executiva Nacional sobre tática eleitoral’. Na nota, a candidatura do ex-presidente Lula (PT) ao Planalto é colocada como prioridade máxima - mesmo que o apoio de outros partidos sacrifique palanques estaduais. Além disso, o texto ainda sinaliza para a formalização de uma frente de esquerda, formada, também, pelo PSB e PCdoB, o que, a depender dos termos do acordo, poderia minar a candidatura de Arraes ao Palácio do Campo das Princesas.

   Mesmo clima

Apesar da decisão da executiva nacional, a deputada estadual Teresa Leitão explicou que, por enquanto, nas bases “o clima continua o mesmo”. “Houve uma interpretação de que a resolução retiraria as candidaturas estaduais, mas não. As candidaturas estaduais estão dialogando com a nacional, mas como a discussão nacional começou agora, a gente não sabe se vai lograr êxito com essa aliança nacional com o PSB. A gente tem que fortalecer a candidatura, com o esticamento do encontro, que era hoje e passou para o final do mês de julho. A gente vai ter que ocupar esse período todo com aquilo que a gente ocuparia, caso o encontro estivesse sido ocorrido hoje”, ressaltou Teresa.

Sobre a nota lançada pela executiva nacional, o presidente estadual da sigla, Bruno Ribeiro, explicou que se tratava de uma formalização de uma discussão “desde quando Lula ainda estava livre”, já que, de acordo com ele, o diálogo por uma aliança nacional já estavam em andamento. Ainda segundo Ribeiro, não houve uma oficialização sobre o acordo e nem de como deveria ser essa aliança. “Uma negociação que está em curso”, afirmou. Já que, “nós como cada estado vamos seguindo o nosso roteiro. A aliança pode ou não se confirmar”.

Nesse contexto, Marília vai tentando otimizar o tempo para organizar seu plano de governo e até costurar um palanque no Estado, já que o partido ainda trabalha com a possibilidade - mesmo que a cada dia mais remota - sobre a candidatura própria. “Marília muito bem colocada de acordo com pesquisas internas”, reforçou o presidente Ribeiro.

Eleitores fazem protesto na Avenida Sul
Eleitores fazem protesto na Avenida SulFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Após a formação de uma fila quilométrica, os eleitores que tentaram garantir uma ficha nesta quarta-feira (9), último dia para atualizar o título eleitoral, decidiram realizar um protesto no Recife. Eles fecharam, com galhos de árvores, a Avenida Sul, em frente ao Forte das Cinco Pontas, no bairro de São José, na área Central da capital pernambucana.

Os eleitores se queixavam que foram distribuídas, nesta manhã, cerca de mil fichas e, por volta das 10h30, os portões foram fechados. Segundo eles, muita gente não conseguiu garantir uma ficha. Houve confusão e a Polícia Militar foi acionada. Foram encaminhadas, ao local, quatro viaturas.

Sem a regularização, o eleitor não pode participar do processo eleitoral 2018, que terá o 1º turno no dia 7 de outubro. O assessor de comunicação social do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Saulo Moreira, informou que quem não conseguiu atendimento nesta quarta pode voltar outro dia e pedir uma certidão circunstanciada. A certidão será usada para matrículas em faculdades, emissão de passaporte, concursos, entre outros. Apesar da liberação da via, a fila ainda está tumultuada.

Desde cedo no local, Clarissa Andrade, de 29 anos, foi uma das pessoas que não conseguiram pegar uma ficha. "Tivemos que protestar, fechar a via, para que alguém viesse de lá de dentro informar o que estava acontecendo e falar sobre a certidão circunstanciada", contou a eleitora que pretende prestar concurso público e seria prejudicada pela irregularidade do título eleitoral.

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Manoel Jerônimo
Manoel JerônimoFoto: Rafael Furtado

O Defensor Público-Geral de Pernambuco, Manoel Jerônimo de Melo Neto, dá mais um passo para consolidar sua candidatura a deputado estadual, neste ano. Nesta sexta-feira (06), ele realiza o ato de filiação ao PROS, a partir das 19h30, no auditório das Torres, localizado no Shopping Rio Mar, no Pina. Aliado do governador Paulo Câmara, Manoel Jerônimo ingressa no partido após convite do deputado federal João Fernando Coutinho, que deixou o PSB no mês passado para assumir o controle da legenda.

O defensor público geral é filho do pernambucano Jerônimo Barata de Melo e da paraibana Teresa Cristina da Cunha Farias Melo. Nasceu em 22 de Julho de 1978, em João Pessoa e é casado com Ana Cecília Sampaio de Sá Melo. Ele é formado em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito) pela Universidade Estadual da Paraíba, sendo Especialista em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Potiguar (UnP), localizada em Natal-RN, e Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito) pela Universidad del Museo Social Argentino (UMSA).

Raul Jungmann
Raul JungmannFoto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A decisão do presidente Michel Temer (MDB) de intervir na segurança pública do Rio de Janeiro poderá lhe render dividendos eleitorais, inclusive, cacifá-lo para uma possível reeleição, caso consiga ter bons resultados com a iniciativa.

Mas ele não é o único: outro que pode ter sua popularidade e, consequentemente, o potencial nas urnas turbinado, é o ministro da defesa, Raul Jungmann (PPS-PE).

Titular da pasta que conduzirá as ações do Exército na capital fluminense, Jungmann tem ganhado notoriedade nos noticiários nacionais por encampar a luta contra o combate ao crime, especialmente, ao crime organizado nas grandes metrópoles.

Após ter ficado à frente da segurança dos Jogos Olímpicos de 2016, e protagonizado várias repressões a rebeliões em presídios do País, o pós-comunista se tornou o porta-voz do Palácio do Planalto, nos últimos dias, quando o assunto é a segurança pública do Rio, que está sob os holofotes da mídia nacional.

Diante disso, o ministro se tornou peça chave para melhorar o desempenho do Governo Federal que vive à sombra da má avaliação e busca uma agenda positiva para respirar. Com o resultado de uma ação bem sucedida no Rio, o pós-comunista poderá se cacifar e colher os louros na eleição de 2018.

Questionado se o fato de estar no foco do debate de maior apelo nacional, na atualidade, não poderá lhe render benefícios no processo eleitoral que se aproxima, o ministro prefere não misturar o assunto. Diz que o seu esforço é para cumprir a pauta administrativa, muito embora, em outros momentos, já tenha demonstrado interesse em disputar um assento na Câmara Federal.

Culatra
Na avaliação do cientista político Elton Gomes, no atual cenário em que o ministro esta colocado, e diante do protagonismo que vem desfrutando , a expectativa é que Jungmann tenha grande chance de se eleger deputado federal com alta votação.

“Muito provavelmente ele vai associar o nome dele à segurança e Pernambuco é um Estado que está com crise de segurança. Vai tentar se associar essas questões”.

Questionado se a vitrine que o pós-comunista vem tendo pode se refletir na política de aliança no estadual quando o PPS está na base de Paulo, mas ameaça desembarcar, Gomes considerou que "quanto mais perto do centro do poder mais o passe fica valorizado."

O entendimento do especialista é que o sucesso da intervenção pode valorizar o passe do PPS e os pós-comunistas cobrarem uma fatura mais alta. Entretanto, Gomes faz uma ponderação: a de que o insucesso pode ter um efeito reverso.

"Se a intervenção for fracasso, evidentemente que o nome dele ficará mal falado e, invés de aumentar o poder de barganha, vai diminuir", diz o especialista prevendo que os próximos três quatro meses serão cruciais para o projeto eleitoral de Jugmann".

O cientista político pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Antônio Lucena, também corrobora com a ideia de que o protagonismo que Jungmann vem adquirindo poderá lhe dar folego para as eleições.

"De fato, o ministro está tendo protagonismo nessa área. Ele é um ministro sério e pode ser visto com bons olhos na população. Ele teve dificuldade de mobilizar a população, sobretudo, nas últimas eleições e talvez esse protagonismo pode lhe dar uma sobrevida maior", diz Lucena.

Paulo Câmara
Paulo CâmaraFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Com a proximidade do início da campanha eleitoral, começam a circular especulações sobre a formação das chapas na proporcional. Pelo que se comenta, poderão sair três chapas a deputado federal, tendo a do governador Paulo Câmara (PSB) chapinha à parte.

Uma teria na majoritária o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), outra o senador Armando Monteiro (PTB) e a terceira do governador. Embora tenha causado insatisfação entre integrantes da Frente Popular, o deputado federal e presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, se empenha em montar aliança com o PSL, SD, PDT e PCdoB para eleger mais parlamentares. Todos os partidos são da base do governo.

Pelos cálculos dos políticos, o chapão do governador caminha para sair, na proporcional, com PSB, PR, PSD e PT e poderia fazer de 10 a 12 deputados. A expectativa, de acordo com um socialista, é que sejam eleitos, pelo menos, seis correligionários. Nesta pespectiva, no entanto, a cúpula petista iria jogar por terra o objetivo de recompor a bancada federal.

"O PT só conseguirá fazer um deputado, que deverá ser Humberto Costa ou João Paulo. Não tem voto suficiente para mais que isso", afirmou a fonte. Alas do PT defendem a aliança com PSB por causa da possibilidade de ganhar uma vaga na majoritária.

Já no bloco da oposição, a chapa de Bezerra Coelho, caso tenha como aliados o PSDB, o PSC, o PV, PRTB e PSDC, faria de três a quatro na proporcional.

Já o grupo do senador Armando Monteiro, se tiver acordo com o DEM, Podemos, PRB, Avante e PPS, conseguiria fazer de quatro a cinco parlamentares.

Nestas eleições, a dinâmica da proporcional poderá causar uma reviravolta no cenário eleitoral. Isso porque houve uma mudança no código eleitoral, em 2017, que permite que siglas que não alcançaram o coeficiente eleitoral, neste ano de 170 mil votos, possam disputar as vagas não preenchidas diretamente pelos coeficientes partidários, as chamadas "sobras de voto".

Antes, somente poderiam conquistar uma cadeira no Legislativo aqueles que tivessem atingido o coeficiente eleitoral. A nova regra beneficia os partidos nanicos, que antes buscavam se encaixar nos chapões. No entanto, é preciso ter uma votação que seja próxima ao coeficiente.

Por causa da mudança no regramento, muitos partidos querem fazer chapinhas, como o PP, que fará uma puro sangue na disputa estadual. "A expectativa é eleger de 10 a 12 deputados", contou Eduardo da Fonte.

O deputado federal Silvio Costa (Avante), o estadual André Ferreira (PSC) e o vereador Davi Muniz (Patriota) tentam formar outras coligações à parte, mas nada foi fechado

Deputado Federal Jarbas Vasconcelos
Deputado Federal Jarbas VasconcelosFoto: Alan Marques

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), independente da briga que ameaça a posição do seu grupo no MDB, se consolidou como pré-candidato ao Senado na Frente Popular.

Na noite de sábado e na madrugada de ontem, durante o Baile Municipal do Recife, embora não tenha comparecido, seu nome foi repetido e exaltado por políticos de variada coloração partidária.

A sinalização é de que sua vaga na Câmara dos Deputados seja ocupada pelo então vice-governador Raul Henry, seu herdeiro político.

A vaga de vice-governador na reeleição de Paulo Câmara e a outra vaga para o Senado seriam a razão de uma longa articulação que maximize o poder da Frente Popular.


Peça fundamental nesse xadrez, a ausência de Raul foi sentida no Baile Municipal, e segundo informações de bastidores, fala-se que a sua falta se deve à insatisfação de ter sido incumbido de representar Paulo Câmara na sexta-feira, na recepção ao presidente Michel Temer em Cabrobó, tendo que esbarrar em Fernando Bezerra.

Nenhum emedebista esteve no camarote do prefeito Geraldo Julio, exceto seu representante jurídico, o advogado Carlos Neves, que reafirmou sua confiança em vencer a batalha contra o MDB Nacional.

Cofre
Caso permaneça no controle do diretório, Raul terá o caixa eleitoral esvaziado, uma vez que o presidente nacional do MDB, Romero Jucá, não mandaria dinheiro do fundo partidário para seus adversários.

Basta lembrar que Jarbas chamou o senador por Roraima de crápula na tribuna da Câmara Federal e Raul foi um dos que sugeriu a renúncia de Temer na época das denúncias da JBS.

Mesmo assim, o MDB ainda seria influente em Pernambuco, pela quantidade de tempo de televisão que dispõe. Hoje o partido é o de maior representação na Casa, com 59 deputados.

Com 5% das intenções de voto, conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Múltipla, Fernando não tem o que perder nessa eleição, já que está no meio do mandato de senador, e levará adiante seu desejo de disputar o governo do Estado seja no MDB ou em outra sigla que o acolha.

Jarbas, por outro lado, está em condições mais favoráveis de retornar ao Senado e consolidar o poder do seu grupo político.

“Jarbas é o nome forte, é um nome com substância, um homem público honrado, sério, foi governador de Pernambuco, prefeito do Recife, senador da República, é um nome muito forte. Qualquer candidato a governador gostaria de tê-lo do lado”, define o deputado federal Augusto Coutinho (SD), que compareceu ao Baile Municipal.

O deputado federal André de Paula (PSD), que sempre teve afinidade com o grupo jarbista, afirma que “o nome de Jarbas é irrecusável, pela história, pela força política, e talvez seja na Frente Popular o político que tem mais destaque em todas as pesquisas”.

“Essa perspectiva é tão concreta que Raul já trabalha há algum tempo pra ser deputado federal. Jarbas representaria o grupo na majoritária. Então, há duas vagas já definidas, que é Paulo Câmara como governador e Jarbas como senador”, diz André, cujo nome foi levantado para ocupar o cargo de vice-governador de Paulo.

A outra vaga ao Senado poderia ser negociada com outros pretendentes que já demonstraram interesse, como o deputado estadual André Ferreira (PSC), o ex-prefeito de Caruaru, Zé Queiroz (PDT), a deputada federal Luciana Santos (PCdoB) e mesmo reservá-la ao PT, como se ventila, que poderia ser o ex-prefeito do Recife João Paulo.

O deputado Eduardo da Fonte (PP), que havia manifestado desejo de ser senador, provavelmente disputará a reeleição, montando, para isso, um vasto cardápio de “chapinhas” que amplifiquem seu nome ainda mais.

Paulo Câmara e Ciro almoçaram juntos no Palácio do Campo das Princesas
Paulo Câmara e Ciro almoçaram juntos no Palácio do Campo das PrincesasFoto: Daniel Leite/Blog da Folha


Apesar do revés que o ex-presidente Lula (PT) sofreu na Justiça, comprometendo a sua candidatura à Presidência e pondo em risco o peso do Partido dos Trabalhadores na disputa nacional, o PSB ainda considera estratégica a aliança com os petistas para a eleição desse ano, tendo Pernambuco como palco principal dessa união.

No último sábado, durante o Baile Municipal do Recife, essa articulação foi aventada nas conversas da cúpula socialista e dos integrantes da Frente Popular. Nos bastidores, fala-se que a maioria do PSB é favorável a essa união, que deve beneficiar as duas legendas.

O cálculo da aliança envolve questões regionais e nacionais. O PT está interessado em dar palanques competitivos a Lula, em estados como Pernambuco, além do suporte para a ampliação da bancada federal, que se vê ameaçada, uma vez que a sigla não dispõe mais da máquina poderosa do Palácio do Planalto.

Por outro lado, o PSB espera ter Lula como cabo eleitoral para turbinar a reeleição de Paulo Câmara, caso o ex-presidente supere os obstáculos jurídicos, e também conta com o tempo de rádio e televisão que o PT, com 57 deputados federais, dispõe enquanto segunda maior bancada na Câmara dos Deputados.

Se havia qualquer possibilidade de resistência na Frente Popular, o maior opositor dos governos do PT no Congresso, o deputado Jarbas Vasconcelos (MDB) já mencionou que não fará óbice à aliança com os petistas.

Gestos dos dois lados não faltam para concretizar essa aliança. O camarote do prefeito Geraldo Julio (PSB), que reuniu, em sua maioria, pessoas do núcleo do PSB, contou com as presenças do ex-coordenador do Mais Médicos no governo Dilma, Mozart Sales (PT), e do ex-vereador do Recife Henrique Leite (PT).

Houve sinalizações, inclusive, de que o próprio governador Paulo Câmara estaria pessoalmente empenhado em concretizar essa afinidade. Por outro lado, o senador Humberto Costa (PT) vem amenizando as críticas ao Governo do Estado, direcionando sua atenção aos “aliados do governo Temer”.

No âmbito da Câmara de Vereadores do Recife, o tom do PT está mais tênue nessa legislatura, restando apenas à Marília Arraes (PT) a tarefa de bater no PSB – algo que ela realiza muito mais por questões individuais do que partidárias.

Para o deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB), que é líder do governo e já foi do PT, qualquer definição depende do resultado do processo de Lula.

“Eu, particularmente, sou favorável a alianças que ajudem os candidatos a governador do PSB. A grande maioria tem uma visão favorável (à aliança com o PT), agora não pode ser uma decisão por pontos, tem que ser algo coletivo. Nós não temos nenhuma posição do partido. Só teremos essa posição no congresso do partido, em março”, assegura, dando uma justificativa parecida com a dos petistas.

“A minha posição é de fazer o que for melhor para a candidatura do presidente Lula. Isso passa pelo crivo do nacional”, diz João Paulo, ex-prefeito do Recife (PT). É como se nenhum dos dois lados quisesse dar o braço a torcer antes da justiça bater o martelo sobre o ex-presidente.

Segundo informações de bastidores, o grande entrave, em Pernambuco, é o projeto de candidatura ao governo do Estado de Marília Arraes – que pode se transformar num projeto para deputada federal ou estadual.

No próprio PT, em reserva, petistas afirmam que Marília não tem sintonia com a cúpula partidária em Pernambuco. Ela poderia ameaçar a posição de Humberto, se saísse candidata a federal, ou a posição de Teresa Leitão (PT), se concorrer a estadual.

Aliados de Paulo Câmara, da mesma maneira, ironizam a tentativa da vereadora de disputar o governo tendo o apoio de apenas uma prefeitura, a de Serra Talhada. “Paulo tem a máquina do Estado, tem o Recife, tem Olinda, tem Paulista. Ela só tem Serra Talhada, não vai dar conta da estrutura que o governador tem para concorrer”, afirma um socialista, em reserva.

Joaquim Barbosa
Joaquim BarbosaFoto: José Cruz/Agência Brasil

Depois que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), declarou publicamente que pode abrir a cabeça da chapa e apoiar a reeleição de seu vice, Márcio França (PSB), a ala socialista favorável à candidatura própria- convite feito ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa- articula um manifesto para se contrapor à aliança com os tucanos.

De acordo com o deputado federal, Julio Delgado (PSB), apesar de São Paulo ser o maior e mais rico estado brasileiro, uma união com o PSDB poderia ser desastrosa. Segundo ele, o apoio à candidatura à Presidência de Alckmin em troca do estado paulista está longe de ser a vontade e desejo do partido.

"Ao mesmo tempo em que ele (Alckmin) fez uma sinalização, João Dória, prefeito de São Paulo e Ar­thur Virgílio, de Manaus, afirmaram que o PSDB não pode fazer isso- abrir mão da cabeça de chapa. Temos que desencostar do que condenamos. Acho que é importante. Alckmin saindo candidato, o governo será assumido pelo Márcio França, que deverá disputar o governo. Agora acho que apoiar Alckmin está longe da vontade e do desejo do partido", explicou.

Em dezembro do ano passado, a Executiva Nacional do PSB decidiu que o partido iria marchar com siglas de centro-esquerda.

Entusiasta da candidatura de Joaquim, que é cortejado desde 2014 pelo PSB, Delgado afirmou que o diretório de Minas Gerais já elaborou um manifesto em favor do nome do ex-ministro.

Após o recesso, o socialista vai capitanear outro documento com apoio da bancada da legenda no Congresso. Para o parlamentar, a postulação de Joaquim, por ter potencial de puxar votos, poderia ajudar mais França que uma aliança com o PSDB.

Ontem, Alckmin falou que apesar de ser natural que o PSDB tenha candidato próprio, não dá pra ir para a mesa de negociação com uma pré-condição. Em Pernambuco, no entanto, a aliança com o PSDB pareceu agradar a quadros do PSB.

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De acordo com o presidente da Perpart, André Campos (PSB), a decisão que envolve São Paulo repercute em todos os estados do país."Teria peso não só em Pernambuco.

Depois do fator de Lula, com a impossibilidade de ele não disputar, a decisão pode ter alguma influência. É uma questão a ser ponderada". Atrair partidos é uma preocupação do PSB local.

Com a possibilidade de perder o MDB, Câmara corre risco de ficar com 30% a menos no tempo de TV.

Marília Arraes
Marília ArraesFoto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

Embalada com uma maré positiva a seu favor em virtude de pesquisas lhe deixando bem colocada, a vereadora do Recife e pré-candidata ao governo de Pernambuco, Marília Arraes (PT), vem percorrendo o interior do Estado para se cacifar e ontem, no programa de rádio Farol de Notícias, na Vilabela FM, em Serra Talhada, deu declarações ressaltando o seu interesse em receber apoios de peso.

“Se o PSB quiser coligar com a gente pode vir, não tem problema, não”, disse a petista após pesquisas do Instituto Múltipla lhe apontar como terceira via com a menor rejeição.
À Rádio Vilabela, Arraes reforçou que não vai flexibilizar seu programa de governo.

“A gente tem que aceitar apoio. Miguel Arraes foi apoiado por gente que tentou assassinar ele em 64. Mas ele não flexibilizou seu projeto de governo por conta disso, não fez flexibilização ideológica. Então, nós podemos sim, lógico (coligar).

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Quem quiser apoiar seja bem vindo, agora não vamos mudar e flexibilizar o nosso projeto para fazer um projeto parecido com o que Michel Temer está fazendo com o Brasil que é isso o que eles defendem”, afirmou a vereadora, também se referindo ao ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).

Pesquisa
Em pesquisa recente, a petista apareceu com 14,5% das intenções de voto na primeira pesquisa registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) para as eleições de 2018.
De acordo com o “Instituto Múltipla”, que ouviu 600 pessoas em 65 municípios, o senador Armando Monteiro (PTB) lidera com 20,5%, seguido pelo governador Paulo Câmara (PSB), com 16%.

Fora do pleito em 2014, a petista está em empate técnico com os primeiros colocados, e já considera o apoio do PSB e de aliados do presidente Michel Temer (PMDB) para concorrer ao Palácio do Campo das Princesas.

Responsável pelos números da corrida estadual, o Instituto de Pesquisa Múltipla está sediado no centro de Arcoverde, no Sertão do Moxotó, conforme dados públicos, registrado no nome de Maria Edna Fallabella.

Segundo o registro no TRE-PE, a contratante da pesquisa é a própria empresa, que realizou as entrevistas entre 18 e 22 de janeiro. O instituto aponta que Marília cresceu de 10% para 14,5%, enquanto Paulo Câmara caiu de 18,7% para 16%.  O crescimento de Marília corrobora com a tese de que uma candidatura própria do PT seria o caminho ideal para assegurar a formação de uma bancada petista fortel.

Cautela
Apesar das pesquisas apontarem boa desenvoltura de Marília, o senador Humberto Costa (PT) afirma que a candidatura própria passará pelo crivo da executiva nacional, que avaliará o melhor cenário para garantir a candidatura de Lula.

Pernambuco quer mudar tem ação em Serra Talhada
Pernambuco quer mudar tem ação em Serra TalhadaFoto: Divulgação

O segundo grande encontro das oposições em Pernambuco, realizado neste sábado (27), em Petrolina, foi marcado pela intensificação dos ataques ao governo Paulo Câmara (PSB). Em seus discursos, as principais lideranças do bloco soltaram o verbo contra o aumento dos índices de violência e a precariedade da saúde no Estado, mostrando que as duas temáticas devem nortear os debates eleitorais deste ano. Em suas falas, os oposicionistas também fizeram questão de enaltecer os esforços dos ministros pernambucanos, deputados e senadores, para garantir recursos do Governo Federal, suprindo a escassez de investimentos por parte do Estado. O evento aconteceu no Coliseu Hall e reuniu mais de 3,5 mil pessoas.

Na ocasião, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), iniciou seu discurso cobrando a falta de engajamento do governador Paulo Câmara ao assumir um compromisso eleitoral. “A outra frente que está aí no poder vai ter que justificar, porque não honrou com os compromissos assumidos”, falou. Apesar disso, FBC considera outros fatores como sendo os mais preocupantes. “São 2 bilhões e 300 milhões de dívidas em aberto”. A temática da segurança pública, um dos assuntos que deve pautar as majoritárias em 2018, também foi discutida por Bezerra. “Mais de 5,4 mil mortes. Num único ano. Dizem alguns estudiosos que esse fraco na política de segurança não se justifica apenas com a reduções dos investimentos. Se explica, sobretudo, pela falta de gestão, de compromisso com as políticas de proteção social com as áreas de risco”, disse.

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O senador Armando Monteiro (PTB), que nas últimas eleições encabeçou uma chapa de oposição nas eleições majoritárias, aproveitou o púlpito para lembrar sua trajetória política, enaltecer o trabalho das demais personalidades políticas presentes e criticar à gestão do PSB no Estado. “Eu tô na oposição desde 2014 aqui. Eu já fiz juízos e faço ainda e vejo confirmadas todas as avaliações que eu fazia. Das promessas mentirosas que foram feitas, iam cobrar salário de professor, iam entregar num sei quantos hospitais e o debate foi falseado”, afirmou.

Assim como o senador, todos os demais políticos que discursaram no evento, usaram a tribuna principalmente para endossar o coro das promessas de campanha do governador Paulo Câmara que ainda não foram cumpridas. “Eu sabia desse governo como incompetente e despreparado, mas nós vemos agora que além de tudo é um governo desonesto com as informações”, reforçou o deputado Bruno Araújo (PSDB), ex-ministro das Cidades do governo Temer.

Segundo o, prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, anfitrião do evento, que ainda integra as fileiras do PSB apesar da saída do clã dos Coelhos da base governista, o governo de Câmara pecou na falta de diálogo com os municípios e até aproveitou o ensejo para agradecer pessoalmente a verba proveniente de recursos federais. No entanto, apesar das críticas à gestão do PSB, o prefeito citou o ex-governador Eduardo Campos como sendo um dos grandes administradores do Estado. “Se a segurança tá ruim, tem como consertar. Se o desemprego está alto, tem jeito e tem como construir novos empregos. Tem jeito porque a gente já vivenciou isso aqui no governo de João Lyra, de Mendonça, de Eduardo e de tantos outros governadores que Pernambuco teve o orgulho de ter”, pontuou.

O bloco de oposição também é composto pelo Ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM). Ex-governador de Pernambuco, o ministro, também foi mais um a avaliar negativamente a situação do Estado. “Pernambuco está no rumo errado”, disparou. Na ocasião Mendonça também foi mais um a reforçar a unidade do bloco. “Aqui não tem disputa, não tem esperteza e não tem ninguém querendo puxar o tapete do outro”. assegurou.

O próximo evento do Pernambuco Quer Mudar deve acontecer no dia 3 de março, em Caruaru, Agreste. O bloco de oposição está com agenda marcada para realizar um ato a cada mês.

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