Política

Bolsonaro anuncia Abraham Weintraub para Ministério da Educação

Segundo Bolsonaro, Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta

Ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou corte de 30% nas verbas das universidades públicasMinistro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou corte de 30% nas verbas das universidades públicas - Foto: Rafael Carvalho/Divulgação Casa Civil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta segunda-feira (8) um novo nome para o ministério da Educação. Abraham Weintraub entra no lugar de Ricardo Vélez Rodríguez.

Segundo Bolsonaro, Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. "Aproveito para agradecer ao professor Vélez pelos serviços prestados", escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub é o atual secretário-executivo da Casa Civil e mantém proximidade com o ministro Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Economista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Weintraub participou das conversas sobre a reforma da Previdência. No domingo (7), Weintraub esteve com Bolsonaro no Palácio do Alvorada. O nome de Weintraub, contudo, não estava entre os nomes cotados que circulavam nos bastidores.

Leia também:
No Twitter, Bolsonaro anuncia novo ministro da Educação
Cem dias: O que foi dito e feito nas promessas de campanha de Bolsonaro

A saída de Vélez era ensaiada havia algumas semanas por causa da crise permanente na pasta, expondo uma disputa entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Na sexta (5), Bolsonaro indicou a jornalistas que resolveria a questão nesta segunda.

Anunciado no dia 22 de novembro, Vélez Rodriguez foi uma das últimas definições para a Esplanada dos Ministérios.

A publicação no Twitter do então presidente eleito tirou o professor colombiano radicado no Brasil desde a década de 1970 de um considerável anonimato. Até dias antes, o próprio Vélez Rodríguez jamais havia pensado que um dia seria ministro da Educação.

Vélez chegou à equipe de Bolsonaro por indicação do escritor Olavo, guru e ideólogo direitista, patrocinada pelos filhos do presidente.

Professor de filosofia, identificado com o conservadorismo, antipetismo e a luta contra o marxismo cultural, Vélez fez carreira discreta na própria instituição onde atuou por quase 30 anos, a Universidade Federal de Juiz de Fora.

Sem ter se dedicado aos debates sobre políticas públicas e educação, montou uma equipe a partir da indicação de vários grupos, o que depois resultou em um mosaico de interesses e disputas.

Passaram a compor a pasta profissionais ligados aos militares, ex-alunos de Vélez, técnicos do Centro Paula Souza, de São Paulo, e discípulos de Olavo. Ironicamente, atritos com ex-alunos de Olavo provocariam o desgaste mais prolongado de Vélez.

A disputa também atrasou definição de políticas importantes para as redes de ensino, como a continuidade do apoio à implementação da Base Nacional Comum Curricular -programa retomado somente no dia 4 de abril.

Nesses três meses, dúvidas com relação às avaliações federais e sobre a definição do programa de livros didáticos, por exemplo, causaram incômodo com os secretários de educação de estados e municípios.

Veja também

Sergio Moro afirma ser "provável" se lançar ao Senado em São Paulo
Eleições

Moro afirma ser 'provável' se lançar ao Senado em São Paulo

Projetos sobre combustíveis devem tramitar rápido no Senado
Combustíveis

Projetos sobre combustíveis devem tramitar rápido no Senado