Bolsonaro diz que se empenhará por maior cooperação entre o Brics

Bolsonaro destacou, como exemplo desse cooperação, a criação do Novo Banco de Desenvolvimento

Presidentes da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin,; do Brasil, Jair Bolsonaro; primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi; e o presidente da África do Sul, Cyril RamaphosaPresidentes da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin,; do Brasil, Jair Bolsonaro; primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi; e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa - Foto: Alan Santos - Presidência da República

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta sexta-feira (28), ao abrir a reunião informal do Brics, grupo de países que reúne Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul, no Centro de Convenções Intex, em Osaka, no Japão, que o seu governo trabalhará ativamente para o fortalecimento do Brics. “Contem com o empenho de nosso governo para que a cooperação entre nós se fortaleça sempre mais”.

Bolsonaro destacou, como exemplo desse cooperação, a criação do Novo Banco de Desenvolvimento. “Menciono, como exemplo bem-sucedido da cooperação no Brics, o Novo Banco de Desenvolvimento. Aproximá-lo do setor privado e garantir que atenda às necessidades de financiamento em infraestrutura é prioridade para nosso governo”.

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O presidente brasileiro disse ainda que a união dos líderes do grupo é importante para colaborar na busca de soluções de conflitos internacionais. Segundo ele, desde a crise financeira de 2008, o Brics tem apontado o papel relevante das grandes potências emergentes para a estabilidade e a prosperidade da economia mundial.

Bolsonaro ressaltou que, no seu governo, o Brasil reafirmou o apoio ao sistema multilateral de comércio por entender que ele é importante para o desenvolvimento da economia mundial. “A persistência de correntes protecionistas e de práticas econômicas desleais é fonte de tensões comerciais e põe em risco a estabilidade das regras internacionais de comércio. Em meu governo, o Brasil reafirmou seu apoio ao sistema multilateral de comércio, por ter certeza de que o dinamismo da economia mundial depende dele”.

Em seu discurso, o presidente brasileiro destacou o posicionamento do Brasil de continuar colaborando para a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Estamos plenamente dispostos a seguir colaborando para a reforma da Organização Mundial do Comércio e para a construção de uma agenda negociadora equilibrada. A redução das medidas distorcivas do comércio agrícola segue sendo uma prioridade e uma tarefa de grande urgência para os países em desenvolvimento”.

Declaração conjunta
Após a reunião, os líderes do Brics divulgaram uma declaração conjunta, na qual manifestaram o posicionamento do grupo em que reconhece, entre outros temas, que a inovação é uma força motriz essencial do desenvolvimento e reafirmaram comprometimento em maximizar os benefícios da digitalização e das tecnologias emergentes, inclusive para as populações de áreas rurais e remotas. “Encorajamos esforços conjuntos para compartilhar boas práticas de redução da pobreza por meio da internet, bem como de transformação digital do setor industrial”, diz o comunicado.

O Brics ressalta também a importância de uma reforma da OMC para enfrentar os desafios que a entidade terá pela frente. "Trabalharemos de forma construtiva com todos os membros da OMC sobre a necessária reforma da organização, com vistas a melhor enfrentar os desafios atuais e futuros no comércio internacional, aumentando assim sua relevância e eficácia.

A reforma deve, inter alia, preservar a centralidade, os valores centrais e os princípios fundamentais da OMC, e considerar os interesses de todos os membros, inclusive os países em desenvolvimento e os países de menor desenvolvimento relativo (PMDRs). É imperativo que a agenda de negociações da OMC seja equilibrada e discutida de maneira aberta, transparente e inclusiva".

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