Bolsonaro lamenta incêndio de Notre-Dame e fala em 'momento sombrio'

Logo após a publicação da notícia, Martins publicou uma foto em sua conta do Twitter junto a um versículo bíblico

Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL)Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) - Foto: Mauro Pimentel / AFP

O presidente Jair Bolsonaro lamentou nesta segunda-feira (15) o incêndio que atingiu a catedral de Notre-Dame, em Paris, na França.

"Em nome dos brasileiros, manifesto profundo pesar pelo terrível incêndio que assola um dos maiores símbolos da cultura e da espiritualidade cristã e ocidental, a catedral de Notre-Dame, em Paris. Neste momento sombrio, as nossas orações estão com o povo francês", escreveu o presidente nas redes sociais.

A famosa catedral parisiense foi atingida por um incêndio de grandes proporções e ainda não se sabe o que teria causado as chamas.

O fogo teria se originado nos andaimes atualmente instalados na parte superior do prédio para trabalhos de restauração, segundo o jornal francês Le Monde.

Leia também:
Governo Bolsonaro escolhe delegado para a presidência do Inep, responsável pelo Enem
Bolsonaro 'não acredita totalmente' no que diz sobre nazismo, diz Mourão


O incêndio também foi tema de postagens do assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Filipe Martins.

Logo após a publicação da notícia, Martins publicou uma foto em sua conta do Twitter junto a um versículo bíblico.

"E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão", escreveu.

Questionado pela Folha sobre o que quis dizer com o texto, ele disse ter sido apenas um lamento.

"Foi um lamento apenas, uma forma de dizer que tragédias como essa e a que destruiu o nosso Museu Nacional trazem à memória a importância do nosso legado histórico e civilizacional e nos lembram do nosso dever de proteger a cultura que recebemos dos nossos antepassados", respondeu Martins.

Na sequência, ele fez uma postagem criticando interpretações do primeiro texto.
"Lamentei o incêndio em Notre-Dame, expressando através de um versículo bíblico o sentimento de que a tragédia nos faz lembrar da importância de proteger nosso legado civilizacional e logo apareceu quem achasse que eu estava 'politizando' o incêndio. A ignorância é impressionante."

Quando ainda era deputado federal e candidato a presidente, Bolsonaro não quis comentar o incêndio que atingiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado. A tragédia foi o maior desastre que já atingiu o patrimônio científico e histórico do Brasil.

Ao ser questionado sobre o tema por jornalistas, o então candidato mostrou-se irritado: "E daí?", respondeu. "Já tá feito, já pegou fogo, quer que eu faça o quê?"
Ele acusou jornalistas de quererem jogá-lo contra a cultura ao fazer a pergunta.
"Vocês querem me jogar contra a cultura. A cultura é importante e eu quero saber de cultura raiz. Rercuso, sim, via lei Rouanet para artista que está iniciando a carreira, para música caipira, sertaneja, é por aí. Não é para esses globalistas ficarem mamando na nossa teta não", disse.

Veja também

Bolsonaro diz que vai defender na ONU marco temporal para demarcação de terras indígenas
Política

Bolsonaro diz que vai defender na ONU marco temporal para demarcação de terras indígenas

 54% reprovam gestão de Bolsonaro contra a pandemia da Covid, mostra Datafolha
Datafolha

54% reprovam gestão de Bolsonaro contra a pandemia da Covid, mostra Datafolha