'Bolsonaro não usou políticos para se eleger', diz Érika Siqueira

Assessora de Comunicação do PSL nacional, Érika Siqueira diz que Bolsonaro “é uma pessoa que ouve”

Carol Brito, Érika Siqueira e Renata Bezerra de MeloCarol Brito, Érika Siqueira e Renata Bezerra de Melo - Foto: Folha de Pernambuco

“(Jair) Bolsonaro é uma pessoa impulsiva, mas é uma pessoa que ouve”. A definição é da assessora de Comunicação do PSL nacional, Érika Siqueira, que coordenou, em Pernambuco, a campanha do presidente eleito. De malas prontas para retornar a Brasília, ela voltará a atuar à frente da assessoria do partido. Para isso, aguarda o reestabelecimento do presidente nacional da sigla, Luciano Bivar, que submeteu-se a cirurgia de coluna na semana passada. Bivar pretende seguir para Capital Federal na segunda-feira (5) e Érika está ciente da alteração no ritmo da rotina do PSL que enfrentará. Ela não hesita em admitir: “Trabalhamos diariamente tentando controlar essa impulsividade, que é na família, não é só do próprio presidente eleito”. Refere-se ao estilo verborrágico de Bolsonaro, que levou a equipe de comunicação a ter que apagar vários “incêndios” ao longo da campanha.

De antemão, reforça: “Ele (Bolsonaro) é uma pessoa que ouve, que segue orientações e acho que a gente não vai ter dificuldade no governo de encaminhar para uma relação tranquila”. Quem são as pessoas que o presidente eleito mais ouve? Érika devolve: “O general Augusto Heleno e o Paulo Guedes também. São pessoas mais experientes e são ponderadas”. Ela fez as declarações em entrevista à coluna digital “No Cafezinho”, que está no ar nas redes sociais, no Youtube e no Blog da Folha. A despeito da pesquisa Ibope ter indicado, na semana anterior ao 2º turno, uma virada na cidade de São Paulo pró-Fernando Haddad, Érika realça: “Em um estado do tamanho de São Paulo, Haddad só ganhou em 14 municípos. Bolsonaro venceu nos outros com mais de 60%”. Ela registra que João Doria, chegou a tentar contato com o, então, candidato do PSL, ainda na campanha. “O próprio Bolsonaro evitou chegar a sentar e fechar um acordo”, relata Érika. E grifa: “Ele (Bolsonaro) não utilizou de palanques, nem de políticos para alcançar as pessoas. O contato e a ligação dele era direta com o eleitor”. Essa estratégica distância regulamentar pode ter o efeito de livrar o presidente eleito de ter que atender volume elevado de aliados. Em outras palavras, os caminhos podem ser encurtados também para a redução de ministérios e, na esteira, para a proposta de combate à corrupção - missão que cai no colo do juiz federal Sérgio Moro. A conferir.

Confira a coluna no Cafezinho, em vídeo:


Fiscalizando de perto
O deputado federal Augusto Coutinho retoma o acompanhamento de seu projeto de lei de manutenções prediais, já aprovado na Câmara Federal e, atualmente, em tramitação no Senado. Como o senador Romero Jucá não foi reeleito, a proposição ganhará novo relator e poderá tramitar com mais celeridade.

Concreto > O texto é baseado em lei em vigor em Pernambuco e trata da responsabilidade de manutenção sistemática de prédios públicos e privados para evitar desabamentos.

Oposição > O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, convocou reunião da Comissão Executiva Nacional para asegunda-feira, às 14h30. Condição de oposição do partido está na pauta.

 

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