Bolsonaro nomeará servidor do Itamaraty como chanceler

A possibilidade é de que seja nomeado um diplomata como ministro das Relações Exteriores

'Vou botar alguém do próprio Relações Exteriores', afirmou Bolsonaro, sobre nomeação do futuro ministro da pasta'Vou botar alguém do próprio Relações Exteriores', afirmou Bolsonaro, sobre nomeação do futuro ministro da pasta - Foto: Wikipédia

Em meio a ruídos sobre sua política internacional, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), indicou nesta terça-feira (6) que vai nomear um diplomata de carreira como ministro das Relações Exteriores. "É alguém de lá, alguém do Ministério das Relações Exteriores", disse ele, ao ser questionado sobre a escolha do novo titular do Itamaraty.

"Meu compromisso é [nomear] pessoas que entendam do assunto naquela área. Poderia botar, por exemplo, um general nas Relações Exteriores, mas isso não vai acontecer. Vou botar alguém do próprio Relações Exteriores", afirmou Bolsonaro ao sair de encontro em Brasília com o comandante da Marinha, almirante Leal Ferreira. A equipe de transição enfrenta tensões na área internacional, com a possibilidade de crises antes mesmo de sua posse.

O futuro presidente comprou briga com países do mundo árabe ao prometer durante a campanha, e reforçar a ideia depois de eleito, que transferirá a Embaixada do Brasil em Tel Aviv para Jerusalém. Com a medida, ele pretende fazer um aceno ao governo de Israel e ao eleitorado evangélico.

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Nesta terça, no entanto, o capitão reformado afirmou que a alteração "não está decidida", após ser questionado sobre o cancelamento de um compromisso diplomático com o Brasil pelo Egito, em aparente retaliação ao plano, que alimentou temores de boicote comercial. "Pelo que eu vi, é questão de agenda [do governo egípcio]. Acho que seria prematuro um país anunciar uma retaliação sobre uma coisa que não está decidida ainda", disse.

"Não é um ponto de honra essa decisão. Agora, quem decide onde é a capital de Israel é o povo, o Estado de Israel. Se eles mudaram de local..." Mais cedo, na saída de conversa no Ministério da Defesa, o presidente eleito se irritou ao ser indagado pela Folha de S.Paulo a respeito do cancelamento pelos egípcios: "Não, outro assunto, outra pergunta aí", pediu.

Com a insistência dos repórteres, repetiu a solicitação para mudar de assunto -em vão- e anunciou que iria embora, dando as costas aos jornalistas. Bolsonaro não divulgou nomes de novos ministros, além dos cinco já confirmados, durante o dia de  compromissos na capital federal. Reiterou estar em busca de pessoas com perfil técnico, que sejam da área da pasta, tenham experiência e sejam patriotas. Segundo ele, a equipe completa será anunciada até o fim deste mês.

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