Presidente da República

Bolsonaro passou por oitos partidos desde que iniciou carreira política em 89, relembre

O Partido Liberal (PL), será o nono partido dentro da trajetória política do presidente

Jair BolsonaroJair Bolsonaro - Foto: Evaristo Sa / AFP

Após mais de dois anos sem partido, desde que deixou o PSL em 2019, o presidente Jair Bolsonaro se filia nesta terça-feira ao Partido Liberal  (PL), legenda de Valdemar Costa Neto.

A entrada do chefe do Executivo na sigla chegou a ser marcada para o último dia 22, mas foi adiada devido a entraves de Bolsonaro com alianças da legenda em diversos estados com partidos de oposição, como PT e PSB. Na última semana, porém, depois de uma “carta branca” dos dirigentes estaduais, a filiação do presidente foi oficializada.

Esse é o nono partido que terá Jair Bolsonaro em seus quadros. Veja quais as legendas que o presidente já passou desde 1989 quando iniciou a carreira política.

Bolsonaro começou sua carreira política em 1989, no Partido Democrata Cristão (PDC), como vereador da cidade do Rio de Janeiro, cargo em que permaneceu por apenas dois anos. Em 1990, ele foi eleito para seu primeiro mandato como deputado federal (1991 a 1995). Em 1993, o PDC se fundiu com o Partido Democrático Social (PDS), o que levou à criação do Partido Progressista Reformador (PPR), legenda que tem Bolsonaro como um de seus fundadores.

No Partido Progressista Reformador (PPR), Bolsonaro permaneceu por apenas dois anos, até agosto de 1995. O motivo foi o mesmo que provocou a troca anterior: na época, o PPR se uniu com o Partido Progressista (PP) para fundar o Partido Progressista Brasileiro (PPB). Bolsonaro, que estava no início de seu segundo mandato como deputado federal, também foi um dos fundadores da nova legenda.

O PPB foi o segundo partido no qual Bolsonaro ficou por mais tempo: oito anos. O período compreendeu o segundo e terceiro mandatos na Câmara dos Deputados.

Quando já estava em seu quarto mandato como deputado federal, Bolsonaro decidiu deixar o PPB e migrar para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). O casamento, no entanto, durou menos de dois anos, quando o então parlamentar decidiu trocar de legenda novamente.

A troca de sigla levou Bolsonaro ao Partido da Frente Liberal (PFL), lugar em que ficou por ainda menos tempo, cerca de um ano. A decisão por deixar o PFL — atual Democratas — se deu por um acordo com o Partido Progressistas (PP), na época a nova denominação de uma de suas legendas antigas, o PPB.

Assim como havia permanecido por bastante tempo no PPB — quando comparado ao período em que esteve em outras legendas —, Bolsonaro teve com o PP o seu casamento mais duradouro. O presidente ficou na sigla de 2005 até 2016, com uma sequência de mandatos na Câmara dos Deputados.

No entanto, onze anos depois de sua entrada no PP, Bolsonaro solicitou a desfiliação afirmando, na época, que tinha "sonhos políticos", mas que não poderia realizá-los no partido. Apesar de não ser considerado um dos principais nomes à época, o atual presidente já tinha pretensões de chegar ao Palácio do Planalto.

Porém, antes de chegar ao Partido Social Liberal (PSL), partido pelo qual foi eleito em 2018, Bolsonaro passou pelo Partido Social Cristão (PSC) durante dois anos. O presidente ingressou no PSC logo que deixou o PP, sendo imediatamente lançado como pré-candidato à Presidência.

Na época, parlamentares da bancada evangélica, como o presidente do partido, pastor Everaldo, e o deputado Marco Feliciano (SP), celebraram a chegada de Bolsonaro no partido. No entanto, nos dois anos que se passaram antes das eleições de 2018, o radicalismo do atual titular do Palácio do Planalto desgastou sua relação com outros membros do PSC, o que levou à sua desfiliação.

Em março de 2018, Bolsonaro decidiu se filiar ao Partido Social Liberal (PSL), com sua candidatura à Presidência garantida pela legenda. Na época, seu discurso já era pautado por polêmicas. Uma de suas primeiras declarações como candidato foi em defesa da revisão da lei do desarmamento e pela garantia de que a “bancada da bala”, que reúne os deputados que o apoiam, aumentaria e se transformaria em “bancada da metralhadora” para “defender a liberdade e a vida”.

No PSL, Bolsonaro chegou ao Palácio do Planalto. A candidatura e a eleição eleição dele impulsionaram o PSL, levando a sigla de um cenário em que tinha apenas uma cadeira na Câmara para a segunda maior bancada eleita em 2018, com mais de 50 parlamentares.

A passagem de Bolsonaro pelo PSL, no entanto, foi curta. O racha no partido começou pouco depois das eleições, já em 2019, motivado por uma disputa pelo comando da legenda entre Bolsonaro e o presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar (PE),  há mais de vinte anos no comando do partido. Bolsonaro decidiu, então, deixar a sigla para se empenhar na criação do Aliança pelo Brasil, seu próprio partido.

O presidente, porém, não conseguiu o número de assinaturas necessárias para fundar a nova legenda e partiu em busca de um novo partido. Uma das possibilidades surgiu quando seu filho, senador Flávio Bolsonaro, deixou o Republicanos para se filiar ao Patriota. A ideia era que o chefe do Executivo também ingressasse na sigla, mas uma disputa judicial levou o então presidente do partido, Adilson Barroso — e principal interessado em receber Bolsonaro — a ser afastado do cargo. Já no fim de 2021, após ofertas do PP, PL e Republicanos, partidos do bloco político conhecido como Centrão, o presidente enfim escolheu a sigla de Valdemar Costa Neto para concorrer à reeleição em 2022.

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