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Bolsonaro usa símbolo do infinito e 'quebra protocolo' em evento dos 100 dias

Os dois dígitos zero que formariam o número cem foram emendados, formando um oito na horizontal

Presidente da República, Jair BolsonaroPresidente da República, Jair Bolsonaro - Foto: Palácio do Planalto/ Flickr

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) usou o símbolo do infinito no material visual exibido na cerimônia de cem dias de mandato, nesta quinta-feira (11).

Os dois dígitos zero que formariam o número cem foram emendados, formando um oito na horizontal. Procurada, a assessoria da Presidência não explicou o conceito da marca até a publicação desta reportagem.

Um dos temores de críticos de Bolsonaro aventado pela campanha de seu adversário em 2018 Fernando Haddad (PT) era que, uma vez eleito, o presidente instaurasse uma ditadura e se prolongasse no poder para além dos quatro anos de mandato.

Na cerimônia, depois de um "muito obrigado a todos vocês" genérico, Bolsonaro resolveu citar algumas das autoridades presentes, como é praxe em discursos de autoridades.

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"Como sempre reclamam que eu não leio a nominata, vou quebrar o protocolo meu", disse.

Então ele afagou um aliado constantemente atacado. "Líder do governo na Câmara, meu superior Major Vitor Hugo", disse. O deputado do PSL-GO, tem a autoridade contestada por aliados e oposição por falhas na articulação política.

Ao começar a discursar, Bolsonaro se atrapalhou com o teleprompter e precisou interromper a fala, levantar as mãos e começar de novo, com um tímido sorriso.

"Com muita honra estamos aqui neste evento para prestar contas dos primeiros cem dias de governo", introduziu. "Os números... os números... os inúmeros complexos... Os desafios são inúmeros e complexos neste grande desafio", disse o presidente.

Depois de cinco minutos de microfone, Bolsonaro concluiu como começou. "O meu muito obrigado a todos."

Encerrada a cerimônia, Vitor Hugo comemorou. "Você viu o clima com o presidente", observou. "Não vejo qualquer indício do presidente de quebra de confiança."

Uma das mais paparicadas na plateia era a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) reuniu colegas como Bia Kicis (PSL-DF) e puxou o coro.

"Um, dois e... Mexeu com a Damares, mexeu comigo", disseram todas para as Câmaras. "A esquerda pira com com essa foto", comentou a ministra. "Amo vocês", declarou-se Damares, abraçada pelas deputadas em conjunto.

Depois de dizer que meninas vestem rosa e meninos vestem azul, a ministra apareceu de blazer azul. "Porque menina veste rosa, azul, colorido, veste o que quiser", desdisse.

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