Bruno Araújo: “O PSDB precisa mais do que mudança de nome”

O pernambucano é a aposta do governador João Doria

Bruno AraújoBruno Araújo - Foto: Folha de Pernambuco/Arquivo

A renovação da direção do PSDB está em construção, processo que caminha em paralelo a uma mudança de núcleo de gravidade na sigla. Há uma busca pelo máximo de unidade possível e lideranças tradicionais, a exemplo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de Geraldo Alckmin, vão, aos poucos, cedendo nessa composição. Na sedimentação desse ambiente de convergência, o nome do presidente do PSDB-PE, Bruno Araújo, é a aposta do governador de São Paulo, João Doria, para assumir a presidência nacional da legenda. Doria já defendeu que Bruno é “jovem, mas com histórico bom no plano legislativo, no executivo”, que ele “traz a juventude”.

O governador sugere ainda uma mudança de nome da sigla, mediante uma pesquisa nacional. Bruno tem falado quase nada sobre o assunto, mas é seguro quanto à necessidade de uma reestruturação do partido. “Na minha opinião, o PSDB precisa mais do que mudança de nome, precisa de mudança de atitude, precisa de um reencontro com posições firmes que teve no passado, quando não gerava dúvida para o eleitor”, argumenta ele, à coluna, ao ser indagado sobre as últimas declarações de Doria, realçando seu nome. Bruno diz que o olhar está voltado mais ao “processo de como renovar”, à construção de uma militância de base, à formação do ITV, via debates. “Eu gosto de Social Democracia“, observa Bruno sobre o atual nome do partido. E avalia: “Acho que Social Democracia sobrevive a qualquer tempo, com maior ou menor inflexão junto ao eleitor. Tem que trabalhar é para chegar no eleitor”. Na visão dele, a legenda já vem se firmando nessa nova proposta. Ele registra que o partido não integra a gestão Bolsonaro, “mas nem por isso ficou criando gincana na CCJ” com a Reforma da Previdência. “São posições como essa que repetidas, no médio e longo prazos, vão posicionar o PSDB frente às demandas dentro de um conjunto mais tradicional da política”, defende Bruno, que tem cerca de 45 dias à frente do PSDB-PE, enquanto os detalhes do projeto nacional embalado por Doria vão se afunilando.

Na dobradinha

 

O prefeito Geraldo Júlio e o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Bruno Schwambach, que já foi do primeiro escalão do socialista, têm se empenhado em dar cara nova à política de atração de investimentos local. Além das já conhecidas rodadas de negociação com indústrias, têm estreitado relacionamento com as empresas da “economia 4.0”.
Unicórnio > Na próxima segunda, os dois almoçam com executivos de quatro startups, entre elas Loggi e iFood, pouco antes de evento no Porto Digital. A plataforma de delivery figura na seleta lista dos “unicórnios” brasileiros, jargão utilizado quando a empresa tem valor de mercado acima de US$ 1 bilhão.
Contém... > O ministro Paulo Guedes admite que alguns jabutis foram colocados na Reforma da Previdência como forma de o governo ter margem para negociar. Em entrevista à Central GloboNews, ele chegou a dizer que estranhou um dos pontos, sem especificar qual, e questionou Rogério Marinho sem saber que se tratava de um...jabuti.
...uns... > Marinho, Secretário Especial da Previdência, foi relator da Reforma Trabalhista. Guedes chegou a ponderar que Marinho, pela experiência que já tinha com a Reforma Trabalhista, entendia desse métier. “Alguns foram colocados pelo próprio Marinho, que tem muita experiência”, comentou Guedes.
...jabutis > Indagado sobre a revogação da “PEC da bengala”, ponto incluído no texto, Guedes devolveu: “Deve ter sido um jabuti”. E adiantou: “A gente está preparado para ceder”.

 

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