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Eleições 2026

Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Jr. falam do futuro do PSD no governo Lula e sobre Bolsonaro

Governadores do Paraná, de Goiás e do Rio Grande do Sul são pré-candidatos à Presidência pelo PSD. Partido ainda decidirá quem vai concorrer

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, tira uma selfie no anúncio da filiação de Ronaldo Caiado (ao centro) ao partido, junto dos governadores do Paraná, Ratinho Jr (à direita), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite O presidente do PSD, Gilberto Kassab, tira uma selfie no anúncio da filiação de Ronaldo Caiado (ao centro) ao partido, junto dos governadores do Paraná, Ratinho Jr (à direita), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite  - Foto: Reprodução/Redes sociais

Pré-candidatos à Presidência da República pelo PSD, os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, detalharam os critérios de seleção interna para definição do nome ao Planalto em entrevista ao GLOBO nesta quinta-feira. O trio de presidenciáveis também tratou sobre o futuro da sigla no governo Lula e a possibilidade de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Veja a íntegra.

A entrevista com o trio, conduzida pela colunista Vera Magalhães e pelo editor de Política Thiago Prado, também está disponível no canal do GLOBO no Youtube.

Leia algum dos principais momentos da entrevista

Caiado diz ter aval de Kassab para ser oposição a Lula: 'Não pode ser híbrido'

O governador de Goiás disse ter aval do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para ser oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição deste ano.

Questionado sobre críticas passadas ao dirigente do PSD, Caiado afirmou que não iria discutir "nota de rodapé na longa trajetória política ao lado do Kassab, que vem desde 1989 na pré-campanha à Presidência da República".

"Acho que o importante neste momento é saber o que o Brasil deseja, que não é o modelo que está aí instalado. O candidato do PSD precisará ter coragem para enfrentar esses temas. Não pode ser híbrido. Cada um tem um estilo. O estilo de um e de outro será respeitado, isso não é defeito. Eu continuarei (com minha posição), tive oportunidade de conversar isso com o presidente Kassab. E essa posição eu tenho deixado clara", disse.

Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro: 'País gasta energia discutindo mulher do batom'

O governador do Paraná se mostrou favorável a indulto a Jair Bolsonaro como forma de auxiliar na pacificação do país.

"Eu defendo pacificar o Brasil. Se for para a gente voltar à normalidade e focar naquilo que é essencial, que é a vida do trabalhador brasileiro e da dona de casa, que é dar esperança ao jovem, se for necessária qualquer medida política que se enquadre juridicamente, eu sou um instrumento que vai querer construir pontes". 

Para Ratinho Jr., o país está "gastando muita energia discutindo passado e pouca energia discutindo futuro".

"Nem o presente estamos discutindo. Somos o país emergente que menos cresce no mundo. E nós estamos aqui discutindo a mulher do batom, o pipoqueiro que estava na manifestação. Acho que tem paixões para todos os lados. O que eu quero é pacificar o Brasil".

Questionado sobre o apoio do pai — o apresentador de TV Ratinho — a uma possível candidatura ao Planalto, o governador disse que não teve o aval da família para ingressar na política.

"Se eu fosse depender da vontade do meu pai eu não tinha sido nem deputado estadual em 2002. Nem meu pai, nem minha mãe, nem minha então namorada, hoje esposa, queriam. Meu pai queria que eu ficasse no setor privado (...) Ele é uma pessoa conhecida, querida por boa parcela da população brasileira, e eu não vou negar, obviamente, o apoio dele, caso ele resolva me dar. E espero que me dê, se eu for candidato". 

Leite explica por que PSD não fará prévias e lembra disputa com Doria em 2022

O governador do Rio Grande do Sul afirmou que o PSD não fará prévias para definir o nome da sigla ao Planalto.

"Dentro do PSDB, quando eu estava lá, houve um debate interno que resultou num processo de prévias. Não é o caminho que se está apresentando agora no PSD. Até porque no PSDB havia, à época, o governador de São Paulo como pré-candidato. Não é à toa que o governador Tarcísio é um nome sempre lembrado, porque São Paulo é o estado mais populoso do Brasil". 

O gaúcho também relembrou a disputa com o ex-governador de São Paulo João Dória na antiga sigla em 2022.

"Não me apresentei candidato a presidente da outra vez simplesmente achando que seria melhor candidato do que outro, mas porque o contexto exigia uma renovação do PSDB, depois de o próprio governador João Doria ter abraçado em 2018 o Bolsonaro, depois rompido, o que gerou um desgaste que de fato dificultou o caminho para ele, tanto que acabou nem sendo candidato. Aqui no PSD acho que o caminho é outro, há um sentimento comum que nos une aqui". 

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