Cassado em votação aberta, Witzel acompanha julgamento e defende sigilo em eventual eleição no Rio
Ex-governador tentou participar como parte interessada ao representar partido, mas pedido foi negado
Cassado após um processo de impeachment aberto na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em votação aberta, o ex-governador Wilson Witzel acompanhou nesta quarta-feira o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai definir o modelo de eleição para o governo do estado após renúncia de Cláudio Castro e defendeu que, caso o pleito seja indireto, o voto dos deputados seja secreto.
Advogado do Partido Democrata (antigo PMB), Witzel pediu pela legenda para ingressar na ação como parte interessada, mas teve o pedido negado. Ainda assim, esteve no Supremo para acompanhar o
Nesta quarta-feira (8), o ministro Cristiano Zanin reiterou o voto para que sejam realizadas eleições diretas para o mandato-tampão no Rio e voltou a classificar a renúncia do ex-governador, às vésperas de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como uma “burla”.
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O placar está em 1 a 1, após o voto do relator Luiz Fux, que defendeu a realização de eleições indiretas, citando a proximidade do calendário eleitoral.
Witzel demonstrou que o interesse sobre o caso se dá diante do próprio processo impeachment.
— Hoje, com demonstração clara de que a Assembleia do Rio de Janeiro está de certa forma sendo pressionada pra votar com o grupo do governador que saiu, retroagindo a 2020 o processo de impeachment contra mim teve a mesma contaminação. Foi um processo ilegítimo — afirmou.
O ex-governador disse ainda o partido que ele representa defende eleição direta. Entretanto, caso o entendimento seja que haja eleição indireta, que ela seja feita com voto secreto e regras que garantam maior lisura ao processo. Segundo Witzel, a renúncia do governador teve como objetivo impedir que houvesse uma eleição direta e "garantir o grupo dele no poder".
— A situação da Assembleia do Rio de Janeiro demanda muita cautela numa eleição indireta com voto aberto.

