CCJ da Câmara convoca Onyx para explicar decreto de porte de armas

O ministro será obrigado a comparecer à comissão para responder perguntas sobre o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro

Ministro da Casa Civil, Onyx LorenzoniMinistro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni - Foto: Arquivo/Agência Brasil

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou nesta terça-feira (28) a convocação do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em votação simbólica.

Com isso, o ministro será obrigado a comparecer à comissão para responder perguntas sobre o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibiliza o porte de armas.
O requerimento foi apresentado por Aliel Machado (PSB-PR) e tem 15 dias para ser cumprido.

Deputados simpáticos ao governo reclamaram que não houve movimento de deputados do PSL para impedir a convocação. O presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR) chegou a dizer que era estranho que não houvesse articulação do plenário com o Executivo.

Leia também:
Onyx confirma revogação de MP para garantir reforma administrativa
Onyx diz que pesquisa no Brasil não está conectada com novas tecnologias


"Só achei estranho que ninguém [do governo] entrou em contato com a comissão ou com autor do requerimento. Não estou entendendo o papel que o senhor está fazendo aqui hoje", disse para o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), que foi um dos poucos a tentar obstruir a votação do requerimento.

"Não falo em nome da liderança do governo. Nem titular da comissão eu sou. Fui pego de surpresa, cumprindo um papel que foi me delegado pelo partido. É bizarro e assustador. Me assusta o amadorismo e a falta de competência do governo em se defender. E, quem é independente e acaba tendo que fazer esse papel, fica nessa situação", disse o deputado em resposta.

Veja também

Criticado por postura na pandemia, Bolsonaro faz passeio de motocicleta em Brasília
Planalto

Criticado por postura na pandemia, Bolsonaro faz passeio de motocicleta em Brasília

Após esquerda, grupos à direita promovem carreatas contra Bolsonaro
Impeachment

Após esquerda, grupos à direita promovem carreatas contra Bolsonaro