Clima de “DR” no ar entre base e governo

Deputados grifam que foi o PSDB quem garantiu quórum na ausência de peemedebistas

Homem-aranha: longe de casaHomem-aranha: longe de casa - Foto: Reprodução/Adoro Cinema

Não faz um mês que o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, caracterizou como “caminho da ameaça” e “caminho bobo” o realce que governadores de Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste deram ao peso de suas bancadas na carta, dirigida ao Planalto, na qual pedem ajuda emergencial de R$ 7 bilhões. Na última segunda, a maioria esmagadora dos integrantes da bancada do Nordeste deram votos a favor da PEC 241. Trinte e seis, de 141 votos no total, votaram contra. Se havia indícios de ameaça, pelo menos, da parte do Nordeste, um revide ao Governo Federal não se concretizou. “O caminho é continuar dialogando. O governo tem essa sensibilidade para tratar dessa questão dos Estados”, apostara Geddel. Na madrugada do último dia 6, a sessão na qual seria votada a liberação de recursos do FIES foi encerrada por falta de quórum. O episódio levou deputados da base, já incomodados com a postura do governo, a grifarem um detalhe: o deputado Lúcio Veira Lima (PMDB/BA), irmão de Geddel, articulador do governo, não estava presente. “Gonzaga Patriota estava dormindo em casa e a gente acordou ele para votar”, relata um parlamentar em reserva, comparando com comportamento de peemedebistas, que estiveram ausentes. A mesma fonte citou as faltas de Simone Morgado (PMDB/PA) e Elcione Barbalho (PMDB/PA). As queixas se dão na esteira da declaração do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, segundo o qual Temer teria uma “DR” com aliados que votaram contra a PEC.

Batendo à porta
Concluída a reunião de Paulo Câmara com os deputados federais sobre as emendas ao OGU, os próximos passos se darão em Brasília. Um dos coordenadores da bancada, o deputado João Fernando Coutinho já pediu audiência com o ministro Hélder Barbalho (Integração Nacional) para a
terça-feira.

Vaquinha > A agenda inclui o presidente da Compesa, Roberto Tavares. A ideia é negociar recursos para a Adutora do Agreste. “A obra precisa de R$ 300 milhões para dar alavancada. A bancada coloca R$ 160 milhões e quer que ele coloque o resto”, explica João Fernando.

Reforço >
Outro que seguirá para Brasília é o secretário de Saúde, Iran Costa Júnior. Terá encontro com a bancada na Câmara Federal, na terça-feira também. Vai trabalhar por emendas para a Saúde. Entre os focos, o Hospital Geral do Sertão.

Detalhes >
O responsável pelas denúncias que resultaram na Operação Caixa de Pandora, José Coelho, ex-secretário-geral da Câmara de Vereadores de Jaboatão, que levou denúncias à Polícia Civil e ao Ministério Público, era vice na chapa de Edmar de Oliveira, cuja candidatura foi impugnada. José Coelho, então, declarou apoio a Neco, para quem pede votos, em sua página no Facebook. Em nota, Neco declarou que o dinheiro encontrado, em sua residência, na busca e apreensão, é de origem lícita.

Terra da Rainha > O deputado Jarbas Vasconcelos passou os últimos dois dias na Universidade de Londres para onde foi em missão oficial pela Câmara Federal. Organizou e participou, ao lado de Moreira Franco, secretário do Programa de Parceria e Investimentos do Governo Federal, de encontro que buscou prospectar investidores estrangeiros para projetos brasileiros. Os ministros Fernando Bezerra Coelho Filho e Maurício Quintela também estiveram presentes.

Perdas > Prefeito de Camaragibe, que não conseguiu se reeleger, Jorge Alexandre diz que, nesse momento, pensa em ser candidato a deputado federal. “Vou aguardar a posição de Paulo Câmara. Quem ganhou, em Camaragibe, foi o PTB de Armando Monteiro Neto. Para o Governo do Estado, isso não é bom. Ele perdeu eu e Gino (Albanez, de São Lourenço da Mata)”, observa Jorge.

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