Com ataques à 'corja' da política, Partido Novo lança Chequer ao governo de SP

Empresário Rogério Chequer ficou conhecido por liderar o grupo Vem Pra Rua, um dos que comandaram o movimento em defesa do impeachment de Dilma Rousseff

Empresário Rogério ChequerEmpresário Rogério Chequer - Foto: Reprodução Facebbok

Com críticas aos políticos tradicionais, chamados de "corja", e à corrupção, o Partido Novo lançou neste sábado (19) em São Paulo a pré-candidatura do empresário Rogério Chequer, 50, ao governo paulista.

Chequer ficou conhecido por liderar o grupo Vem Pra Rua, um dos que comandaram o movimento em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"A gente nunca teve uma população enraivecida querendo mudança [como agora]. Chega de reclamar com a bunda no sofá", discursou Chequer no salão de um hotel cinco estrelas na região da avenida Paulista.

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O objetivo do Novo, segundo ele, pode ser resumido com dois verbos e três adjetivos: "Mudar, fazer o certo, fazer o simples, fazer o óbvio".

O salão do hotel estava lotado com 570 pessoas, segundo a assessoria do partido. Todas elas pagaram R$ 30 para participar do encontro.

O Novo se recusa a usar recursos do fundo partidário e faz suas atividades com dinheiro que levanta com os filiados. O encontro custou R$ 85 mil, pagos com os ingressos e fundos que o partido arrecada mensalmente, de acordo com Fernando Meira, presidente do diretório estadual. Todos os filiados têm de pagar pelo menos R$ 29 por mês.

O partido só tem dois diretórios (o estadual e o municipal), mas Chequer disse à Folha que essa falta de estrutura não é um problema, já que o partido tem voluntários em 108 cidades. "Os voluntários são muito mais ativos do que os diretórios municipais. Temos um exército no estado que nenhum partido tem. É a mesma coisa que a gente fez com o Vem Pra Rua", comparou.

O pré-candidato tentou minimizar os ataques que um grupo do Vem Pra Rua fez a ele, dizendo que há confusão entre os recursos do movimento e do partido: "Não há qualquer mistura de recursos e nunca houve".

Um dos participantes do encontro era o advogado Ricardo Salles, que saiu da secretaria do Meio Ambiente do governo paulista em agosto do ano passado após se tornar réu em ação de improbidade. Ele é acusado de ter violado a lei ao alterar o zoneamento da proposta de plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê.

O Novo diz que não tomou nenhuma medida contra Salles porque acredita em presunção de inocência e porque ele ganhou todas as liminares que apresentou até agora na ação de improbidade. 

O ex-secretário afirma que não cometeu nenhuma ilegalidade e que sofreu perseguição política do Ministério Público.

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