Com atraso de cinco anos, governo registra em galeria morte de Itamar

O governo federal também pretende incluir na galeria presidencial o retrato de Pedro Aleixo, vice-presidente de Costa e Silva

Desta vez o encontro será a respeito da participação feminina na cadeia produtiva da culturaDesta vez o encontro será a respeito da participação feminina na cadeia produtiva da cultura - Foto: Diego Galba/VG

Com mais de cinco anos de atraso, o Palácio do Planalto registrou nesta sexta-feira (6) a morte do ex-presidente Itamar Franco (1992-1995) na galeria oficial de retratos de presidentes do país, na sede administrativa do governo federal.

A mudança ocorreu após a Folha de S.Paulo ter noticiado na quarta-feira (4) que tanto Dilma Rousseff como Michel Temer esqueceram de fazer o registro, apesar de ambos terem comparecido em julho de 2011 ao velório do ex-presidente.Na época, o atual presidente chegou a divulgar nota pública lamentando a morte: "Por sua obra inatacável, Itamar Franco merece o respeito e o agradecimento de todos brasileiros", disse.

Em outubro, após assumir definitivamente o cargo, o governo de Michel Temer chegou a fazer mudança na galeria presidencial com a inclusão do retrato de Dilma Rousseff, mas se esqueceu de acrescentar a morte de Itamar.

Além da mudança desta sexta-feira (6), o governo federal também pretende incluir na galeria presidencial o retrato de Pedro Aleixo, vice-presidente de Costa e Silva (1967-1969), que deveria ter assumido o cargo quando o então presidente sofreu um derrame e foi afastado.

Na ocasião, os militares impediram que ele assumisse o posto por ser civil e formaram uma junta para governar o país. Um projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional garantiu a Aleixo o título de presidente.

RECUO

O presidente Michel Temer desistiu de incluir seu retrato na galeria presidencial. Em outubro, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto havia informado que ele cogitava pendurá-lo, mas o peemedebista abriu mão por enquanto.

Ao assumir o comando do Palácio do Planalto, em 2011, um retrato colorido de Dilma foi colocado na galeria de presidentes, mas ela pediu na época para retirá-lo.
Temer chegou a fazer um ensaio fotográfico no final do ano passado com a faixa presidencial, mas ele ainda não decidiu se vai usar as fotos como retrato oficial.
Em entrevista ao jornal "O Globo", em setembro, o presidente disse ser contra a presença de sua foto em repartições públicas por tratar-se de "um culto à personalidade".

Segundo a reportagem apurou, contudo, ele foi convencido da importância simbólica de posar para o retrato, mas ainda defende a ideia de que ele não seja colocado em prédios públicos.

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