Com desistência de Netanyahu, Bolsonaro avalia troca de embaixador em Israel

Bolsonaro disse que a ideia é enviar alguém da carreira diplomática que tenha um perfil que favoreça negociações agrícolas

Presidente Jair Bolsonaro e primeiro-ministro de Israel Benajmin NetanyahuPresidente Jair Bolsonaro e primeiro-ministro de Israel Benajmin Netanyahu - Foto: Alan Santos/PR

Em meio à desistência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em formar um governo, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (22) que pode trocar o embaixador do Brasil em Israel. Durante viagem ao Japão, ele disse que a ideia é enviar alguém da carreira diplomática que tenha um perfil que favoreça negociações agrícolas.

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O atual embaixador é o diplomata Paulo César Meira de Vasconcellos, que assumiu a função em 2017. "Talvez eu indique, estou conversando com o chanceler Ernesto Araújo porque o embaixador lá tem um tempo bastante longo, um embaixador com um perfil apropriado para o contato com o governo local e, obviamente, conosco", disse.

Após falhar na tentativa de garantir uma coalizão em Israel, Netanyahu abriu caminho na segunda-feira (21) para que o centrista Benny Gantz substitua o premiê mais longevo da história do país. Netanyahu, que lidera o partido de direita Likud, comunicou ao presidente de Israel, Reuven Rivlin, que agora pretende atribuir a Gantz a tarefa de montar um governo.

Bolsonaro avaliou que tanto Netanyahu como Gantz têm tido dificuldades em formar uma maioria e ressaltou que, independentemente do resultado, o Brasil está aberto ao diálogo com Israel. "Eu vejo que dos dois lados estão com dificuldades para formar maioria. Não sei onde vai chegar. Mas Israel é um país extremamente importante para o mundo e para nós", disse. "Comigo, há 100% de diálogo", acrescentou.

No início do governo, em um aceno à bancada evangélica, o presidente prometeu que iria transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Após uma ameaça de boicote dos países árabes à proteína animal brasileira, Bolsonaro desistiu da proposta.

Netanyahu, que havia exercido a função inicialmente de junho de 1996 a julho de 1999, vem se mantendo no posto desde março de 2009. No período, estabeleceu-se como um importante representante da direita na política mundial.

Ele viu, no entanto, sua força política diminuir ao enfrentar uma série de acusações de corrupções. Ele responde a três investigações criminais, uma das quais envolve o recebimento de US$ 132 mil (R$ 545 mil) em presentes de amigos empresários.

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