Com MDB no Planejamento, Paulo contempla maiores tempos de TV

A Frente Popular tende a consolidar maior tempo de propaganda eleitoral

Márcio Stefanni Márcio Stefanni  - Foto: Ed Machado

Como a coluna antecipou, ontem, no Portal da Folha de Pernambuco, as últimas movimentações na gestão Paulo Câmara envolvem a ida de Márcio Stefanni para a Secretaria de Turismo. Resultado: a pasta de Planejamento, que até então ele comandava, passa a integrar a cota do MDB, que perdera a presidência do Complexo de Suape, conforme registramos no último sábado, para o PP. Marcos Baptista, que deixa a presidência de Suape, substituirá Stefanni no Planejamento. Essa dança das cadeiras ainda pode ter novos capítulos até a sexta-feira. A Secretaria de Administração entra nesse xadrez. Havia uma expectativa, no Palácio das Princesas, de que o MDB, do vice-governador Raul Henry, fechasse sua conta em quatro secretarias. Isso envolveria, além de Planejamento, Habitação, Trabalho e Micro e Pequenas Empresas, já sob o comando de Alexandre Valença por indicação da sigla. Habitação esteve sob a tutela de Kaio Maniçoba, que trocou o MDB pelo Solidariedade. O espaço será mantido na cota do MDB e terá Bruno Lisboa à frente. A acomodação se dá após o MDB ter tido a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a presidência de Suape subtraídas de sua cota. A legenda vive uma disputa judicial por seu comando, que resultou da saída atritada do senador Fernando Bezerra Coelho do PSB. Os progressistas, por sua vez, chegaram a ter aproximação com os oposicionistas ventilada, enquanto, na oposição, já não se descartava diálogo com o PP. Ao acenar para o PP e para o MDB, o governador Paulo Câmara contempla os dois maiores tempos de TV de sua aliança, visando a consolidar o maior tempo de propaganda eleitoral.

2022 à vista
Ao ser deslocado para Turismo, o secretário Márcio Stefanni, aliado de primeira hora do governador Paulo Câmara, trilha o mesmo caminho percorrido pelo chefe. Em 2009, Paulo foi convocado por Eduardo Campos, então governador, para suceder Silvio Costa Filho na pasta de Turismo.

Horizonte > Em 2011, Eduardo Campos o encaminhou à Secretaria da Fazenda. Em 2014, Paulo terminou indicado a disputar a sucessão de Eduardo. Nos corredores do Palácio, há quem aponte 2022 no horizonte de Stefanni.

Cicatriz > O retorno da pasta de Habitação ao comando do MDB foi lido no Solidariedade como gesto de “hostilidade” à sigla. Há uma mágoa latente em relação ao caso de Jogli Uchôa, que foi indicado para comandar a Perpart, mas o orgão terminou sob a presidência de André Campos, ainda que o Solidariedade tenha demonstrado contrariedade.

Leitura > Ontem, havia, nas hostes do Solidariedade, quem registrasse o seguinte: “Caso tirem a secretaria, o partido vai entender que não é bem-vindo na Frente Popular”. No governo, reina o entendimento de que Habitação “sempre foi do MDB”.

Cálculos 1 > No Solidariedade, contabiliza-se dois deputados federais, um estadual, um vereador da Capital, além do prefeito de Olinda, outros prefeitos e vereadores.

Cálculos 2 > No Governo do Estado, não passou batido que o deputado Augusto Coutinho votará em Mendonça Filho para o Senado.

Reação > Depois que Marília Arraes anunciou, ontem, o deputado Silvio Costa como candidato ao Senado em sua chapa, o presidente PT, Bruno Ribeiro, e o senador Humberto Costa realçaram ausência de debate com a direção nacional.

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