Com Ramos, deputados já apontam melhora na relação

A bordo, ministro narrou histórias com Jair e, no Palácio das Princesas, também

A visita do Ministro da secretaria do governo da presidência da república, General Luis Eduardo Ramos a Amupe e o lançamento do plano nordesteA visita do Ministro da secretaria do governo da presidência da república, General Luis Eduardo Ramos a Amupe e o lançamento do plano nordeste - Foto: José Britto

Ministro-Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos voou para Pernambuco, ontem, acompanhado de vários líderes partidários do Estado. A bordo, estavam: André Ferreira (PSC), André de Paula (PSD), Augusto Coutinho (Solidariedade), Daniel Coelho (Cidadania) e Silvio Costa Filho (PRB). O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, também acompanhava a comitiva, assim como Fernando Rodolfo, vice-presidente do PR-PE. Ao longo da viagem, Ramos cuidou de contar um pouco da sua relação com o presidente Jair Bolsonaro. Líder do PSD, André de Paula, um dos interlocutores, faz a seguinte observação: "A função de coordenador político no governo não pode prescindir de uma coisa: intimidade com o titular do poder". E emenda: "O coordenador político precisa ter oportunidade de falar com o presidente".

Aos olhos de André, a diferença que o general Ramos agrega ao posto é que "ele foi colega de turma de Bolsonaro, é amigo pessoal, tem abertura, intimidade". André ouvia atento quando Ramos, entre várias histórias, narrava que Flávio Bolsonaro, às vezes, fica bravo porque ele brinca: "Meu filho, você sentou no meu colo". A amizade, observa André, "permite fazer essas coisas". E, aí, o deputado realça que o seguinte: "A gente já percebe que as coisa estão melhores, o clima está melhor". André refere-se à relação entre o Executivo e a classe política. E adverte que essa evolução não se restringe à relação com parlamentares. Ramos fez o gesto de ligar para o governador Paulo Câmara, que o definiu como "muito cordato", foi à agenda na Amupe, numa sinalização de que pretende aperfeiçoar relação com estados e municípios. Já passava das 19h de ontem e ele ainda encontrava-se com Paulo Câmara, como a coluna antecipara que ocorreria. Se em política, valem os gestos, o ministro fez sua parte. No Palácio das Princesas, narrou histórias e ouviu série de demandas.

 

Primeira parada
A comitiva que acompanhou Luiz Eduardo Ramos seguiu com ele para Jaboatão dos Guararapes ontem. Foi a primeira parada do ministro em atenção ao prefeito Anderson Ferreira. Fizeram vistoria na Estação Cidadão, um complexo voltado a atividades de cultura, lazer e esportes e a pessoas com vulnerabilidade.
Dose > Em menos de um mês, dois ministros passaram por Jaboatão. Quem esteve, antes, com Anderson, foi Damares Alves.
Privado > Além de deputados, alguns empresários almoçaram com Luiz Eduardo Ramos no IRB. Jorge Petribu, Ricardo Brennand e Boris Berenstein estavam entre os que foram à mesa.
Angústia > A pauta dos prefeitos, na Amupe, com o ministro Luiz Eduardo Ramos passou por transporte escolar, merenda, atribuição dos municípios com Segurança Pública...mas a angústia maior externada pelos gestores foi relativa à inclusão de estados e municípios na reforma da previdência.
Má ideia > Dos 184 municípios de Pernambuco, 148 tem regimes de previdência próprios. Presidente do TCE-PE, Marcos Loreto diz que a criação desses regimes foi um caminho incentivado pela Amupe na época. Mas que, no decorrer do tempo, notou-se que "isso foi prejuízo muito grande".
Quebradeira > A maioria desses fundos previdenciários, diz Loreto, "estão quebrados". O presidente do TCE-PE se declara "um otimista" e acha que estados e muncípio0s tem que dialogar com o Congresso. "A situação do jeito que está, para os municípios, é um caminho sem volta, estão quebrados", reforça ele, que falou em entrevista à Rádio Folha FM 96,7. 

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