Itália

Condenado à prisão perpétua, Cesare Battisti quer se encontrar com familiares de vítimas; entenda

Com iniciativa, ex-integrante de grupo guerrilheiro italiano pretende acelerar processo para concessão de benefícios; ele residiu no Brasil entre 2004 e 2019, quando teve extradição autorizada por Temer

Battisti deixou o Brasil e fugiu para a Bolívia no final de 2018, onde acabou preso Battisti deixou o Brasil e fugiu para a Bolívia no final de 2018, onde acabou preso  - Foto: Reprodução Polizia di Stato

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Condenado à prisão perpétua na Itália, Cesare Battisti, de 68 anos, deu início a um processo para ser admitido na "mediação criminal", recurso do judiciário italiano que pode levar ao ex-integrante do grupo guerrilheiro Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) a obter alguns benefícios. Entre eles está a possibilidade de ser submetido a outros meios de cumprimento da pena que não a prisão, segundo publicado pelo jornal La Reppublica, nesta segunda-feira.

Para tanto, Battisti deverá se encontrar com familiares de suas vítimas, em reuniões com a presença de um mediador. Os parentes dos mortos podem recusar o encontro, mas ainda assim a mera intenção do réu pode ser levada em consideração por juízes ao avaliarem, no futuro, a concessão de benefícios a Battisti, como licenças e meios alternativos de pena.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@Através disso, o ex-foragido pode ter acesso mais rápido a licenças e a meios alternativos de cumprir sua sentença. Foragido da Justiça italiana, Cesare Battisti residiu no Brasil entre 2004 e 2019, quanto teve sua extradição autorizada pelo então presidente Michel Temer.

Battisti chegou à Itália em 2019, após ser capturado em Santa Cruz de La Sierra , na Bolívia, por agentes por agentes bolivianos em parceria com italianos.

"Uma equipe especial da Interpol, formada por investigadores italianos capturou o terrorista-assassino de 64 anos Cesare Battisti, um fugitivo desde de dezembro de 2018, após a revogação do status de residente permanente no Brasil e a ordem de extradição do presidente Michel Temer", afirmou o jornal italiano "Corriere della Sera", na época da prisão.

Ainda segundo a publicação de 2019, Battisti caminhava pela cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra, quando foi abordado por agentes da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). Ele não teria resistido à prisão.

Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1987 por ter participado, no fim dos anos 1970, de quatro homicídios atribuídos ao grupo italiano de esquerda "Proletários Armados pelo Comunismo", considerado praticante de atos terroristas pelo governo da Itália. Integrante do grupo, Battisti chegou a ficar dois anos preso na Itália, mas fugiu da cadeia em 1981. Em 2004, ele se mudou para o Brasil após ter sua condição de refugiado revogada na França.

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