Câmara Federal

Conselho de Ética abre ação contra Eduardo Bolsonaro por deboche à tortura de Míriam Leitão

Deputado atacou a jornalista, debochando da tortura sofrida por ela durante a ditadura militar

Miriam LeitãoMiriam Leitão - Foto: Divulgação

O Conselho de Ética da Câmara abriu um processo disciplinar contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente da República, por uma publicação feita no mês passado no qual ele debochou da tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão, colunista do Globo, durante a ditadura militar.

Na época, o filho do presidente escreveu: “Ainda com pena da cobra”, numa referência a um dos métodos empregados pelos torturadores da jornalista.

As representações contra Eduardo foram apresentadas pelos partidos PCdoB, Rede, PSOL e PT. As siglas pedem a cassação do mandato de Eduardo.

A jornalista Míriam Leitão relatou que, dois dias depois de ter sido presa no quartel do Exército em Vila Velha, no Espírito Santo, em dezembro de 1972, ela foi retirada de sua cela e levada para o pátio. Depois de levar chutes e tapas, teve que ficar nua na frente de dez soldados. Também foi trancada numa sala escura com uma jiboia. Míriam era militante do PCdoB.

— Vi minha sombra projetada cercada de cães e fuzis, e pensei: “Eu sou muito nova para morrer. Quero viver” — contou Míriam Leitão em depoimento ao Globo.

Na mesma sessão, o conselho também instaurou outro procedimento contra o deputado Kim Kataguiri (União-SP) por ter dito dito que a Alemanha errou ao criminalizar a o nazismo.

Além deles, também foi aberto processo contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), alvo de investigações da Polícia Federal. Conforme mostrou o Globo, o parlamentar pediu licença do exercício do cargo na semana passada com o objetivo de sair dos holofotes e 'submergir', de acordo com aliados. 

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