Seg, 08 de Dezembro

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DEPUTADO

Conselho de Ética retoma processo que pode levar à cassação de Janones

Colegiado aprecia parecer contra o deputado; pauta inclui procedimentos contra Lindbergh Farias (PT-RJ) e o hoje ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP)

André Janones, deputado federalAndré Janones, deputado federal - Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

O Conselho de Ética da Câmara volta nesta terça-feira (2) a julgar o deputado André Janones (Avante-MG), que já foi suspenso por três meses após dirigir ofensas de caráter homofóbico a Nikolas Ferreira (PL-MG) durante sessão no plenário.

O episódio, ocorrido em julho, provocou tumulto, interrompeu a reunião e exigiu a atuação da Polícia Legislativa. Agora, a reincidência e o acúmulo de novas representações colocam o parlamentar diante de risco real de cassação. O colegiado também analisará os processos contra Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ), considerados menos graves.

Janones concentra três ações. Além do caso que já resultou na suspensão, aprovada por 15 votos a 3, o Conselho examina duas representações apresentadas pelo PL. A primeira acusa o deputado de ter chamado Gustavo Gayer de “assassino” e “corrupto” em publicações nas redes sociais.

A segunda apura denúncias de rachadinha feitas por um ex-assessor e levadas ao colegiado pela sigla. Integrantes do Conselho afirmam que o histórico recente pesa contra Janones e pode influenciar a avaliação sobre uma eventual pena máxima. A composição do colegiado, com mais deputados de direita, também pode influenciar negativamente.

O processo envolvendo Guilherme Boulos, hoje licenciado do mandato, trata de supostas ofensas contra Gustavo Gayer e Gilvan da Federal durante debates no plenário.

Já Lindbergh Farias responde a duas representações. A primeira, apresentada pelo Novo, discute a acusação feita por ele contra Marcel Van Hatten (Novo-RS), que o petista disse ter ofendido o ministro Alexandre de Moraes. A sigla sustenta que Lindbergh distorceu a fala do parlamentar. A segunda, protocolada pelo PL, menciona entrevista ao jornal O Tempo na qual ele chamou Gustavo Gayer de “canalha”.

A sessão deve ocupar toda a tarde e, caso não haja tempo para todas as votações, parte da pauta será retomada na quarta-feira, quando o colegiado já tem reunião marcada.

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