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CPI do 8 de janeiro começa sessão que ouve suspeito de ataque com bomba e peritos

George Washington Oliveira está preso e precisou de aval da Justiça para depor no Congresso

Deputado Arthur Maia (União-BA)Deputado Arthur Maia (União-BA) - Foto: José Cruz/Agência Brasil

A CPI do 8 de Janeiro ouve o depoimento de George Washington Oliveira, gerente de posto de gasolina suspeito de armar uma bomba que foi encontrada nas imediações do aeroporto de Brasília, e de mais três peritos da Polícia Civil do Distrito Federal.

Além de Oliveira, a comissão colhe os depoimentos de Valdir Pires Dantas Filho, Renato Martins Carrijo e Leonardo de Castro, peritos da Polícia Civil do DF.

Para a ida de Oliveira no Congresso ser viabilizada, a CPI precisou pedir autorização do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Além disso, foi necessário requisitar escolta.

Oliveira está preso desde dezembro, quando foi localizado em um apartamento no Sudoeste, bairro de Brasília. Em depoimento, ele confessou que "queria armar o caos" e explodir o artefato para chamar a atenção de um acampamento bolsonarista, que na época estava instalado no Quartel General do Exército, em Brasília. O acampamento estava montado para pressionar contra um golpe que impediria a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mesmo depois de ter sido eleito.

Em maio, o juiz Osvaldo Tovani, da 8ª Vara Criminal de Brasília, condenou Oliveira a uma pena de nove anos e quatro meses.

A base do governo quer usar a sessão de hoje para emparedar mais uma vez o ex-presidente Jair Bolsonaro. Oliveira chegou a dizer que o ex-presidente o inspira. Parlamentares do PT também querem mais informações sobre os financiadores de atos golpistas contra a eleição e avaliam que o preso tem ligação com empresários rurais.

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