Crise interna se agrava no PSB

Em nota enviada à Imprensa, o vice-presidente do PSB lançou críticas duras aos socialistas

Homenagem a Túlio Gadêlha aconteceu no restaurante CurióHomenagem a Túlio Gadêlha aconteceu no restaurante Curió - Foto: divulgação

A crise interna no PSB de Pernambuco se agravou. Após o escritor e advogado, Antonio Campos (PSB), perder a eleição majoritária em Olinda e culpar alguns correligionários pela falta de apoio no seu palanque, agora foi a vez do vice-presidente estadual da sigla, Luciano Vasquez, criticar a postura de colegas de partido. Em nota encaminhada à Imprensa, Vasquez lançou críticas duras a atitude dos socialistas, em específico ao governador Paulo Câmara (PSB).


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Na nota, Vasquez condenou “a prática da perseguição e retaliação” que vem ocorrendo nas coxias socialistas e avaliou que o “legado de Arraes e Eduardo está sendo jogado fora”. As críticas vieram em tom de desabafo logo após o dirigente ser exonerado do cargo de diretor de relações institucionais do Complexo de Suape, “sem diálogo”, como pontuou. A demissão, disse ele, foi a mando do governador por ter apoiado à candidatura de Raquel Lyra (PSDB) que venceu a disputa para a prefeitura de Caruaru, contrariando a posição do Campo das Princesas, que apoiou o candidato Tony Gel (PMDB).

“Com a eleição de Eduardo, em 2006, pensávamos que havíamos vencido a velha política e as suas práticas mais nefastas, como a perseguição, a retaliação e o expurgo, mas estão vivas e ativas em Pernambuco. A inexperiência, o amadorismo, a inércia e a falta de diálogo são as marcas efervescentes desse tempo... Estão jogando fora, de forma inconsequente, toda a história e legado de Arraes e Eduardo”, avaliou o socialista, endereçando as críticas ao governador Paulo Câmara.

No texto, após fazer um preâmbulo dos motivos que o levaram a apoiar Raquel Lyra em Caruaru, o socialista ressaltou que fez a opção certa e ironizou setores do PSB contrários ao apoio avaliando que “quando os governantes e os políticos erram, o povo conserta”. Sobre o seu afastamento do Complexo de Suape, Vasquez jogou para o governador a condição de responder os motivos. “Ele é governador até 31 de dezembro de 2018 e está dentro das prerrogativas dele nomear e exonerar, não é assim?”, questionou.

O vice-presidente do partido lembrou que assim como o seu afastamento da estatal, anteriormente, o governador já havia pedido os cargos do PSDB e DEM. “Um governante não pode ficar reduzido à imagem de um pedinte de cargos. É um ato pequeno e precário que está em desarmonia com as tradições de bravura e honra de quem já exerceu tão dignificante cargo, de governador de Pernambuco”, criticou. Vasquez finaliza defendendo que o governo de­ve se ocupar de “vencer a crise econômica e financeira, o desemprego, a falta de investimentos em infraestrutura, a falta de segurança, a crescente onda de violência, o sucateamento da saúde pública, enfim, se preocupe com a melhoria da qualidade de vida do nosso povo”.

 

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