Curto para oposição e longo para favoritos

Romário está na base do governo, que já expressou sua preferência por Uchoa e Diogo

Paulo Rubem Santiago foi deputado federal e deixou o PDT no ano passadoPaulo Rubem Santiago foi deputado federal e deixou o PDT no ano passado - Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

A reunião da Mesa Diretora da Alepe já estava terminando, ontem, quando o deputado Silvio Costa Filho deu sua opinião a favor de que a eleição do comando da Casa se desse na primeira quinzena de dezembro. O deputado Romário Dias não tirou por menos e cobrou do colega razões para ele estar defendendo a pressa para realização do pleito. Grifou que o dirigente estadual do PRB é membro da oposição. Nesse momento, o deputado Presbítero Adalto já havia sugerido o dia 6 de dezembro como opção. Silvio argumentou que a primeira quinzena seria ideal, uma vez que, a partir do dia 20, boa parte viaja. Apesar dos argumentos, Romário fez a leitura de que o colega estava a favor da recondução do atual presidente, Guilherme Uchoa, e do primeiro secretário, Diogo Moraes. O dia 6 acabou descartado e o entendimento deu-se com o dia 12. Ficou acertado assim. Antes do debate de ontem, a data prevista era 20. A antecipação ainda maior torna o cenário complicado para quem pretendia costurar apoios a uma chapa de oposição, caso de Romário Dias. O tempo escasso vira um obstáculo a mais. A simpatia do Palácio das Princesas pela manutenção de Guilherme Uchoa e Diogo Moraes, registrada pelo secretário estadual de Articulação Política, André Campos, à coluna, na semana passada, dera, em certa medida, um reforço extra à dupla. Desta vez, Diogo conta com apoio do PSB, mas Guilherme, apesar do favoritismo, ainda enfrenta alguns questionamentos, dado que deve ir para o sexto mandato de presidente da Casa. Antigas críticas se repetem. Para os que querem consolidar, logo, sua permanência, o dia 12 pode representar intervalo extenso demais. Para quem pretendia oferecer concorrência, é espaço curto para se consolidar como alternativa.

Romário está na base do governo, que já expressou sua preferência por Uchoa e Diogo

Campo minado
Romário Dias chegou, na terça-feira, de viagem ao exterior. Tem pouco tempo, a partir de então, para alinhavar um projeto no campo minado que se tornou a disputa, uma vez que a "casadinha" Guilherme Uchoa e Diogo Moraes, agora, tem o apoio do PSB e a simpatia do Palácio das Princesas.
Se for seguro > Romário, que já foi presidente da Casa, por mais de uma vez, deixou a Alepe para ser Conselheiro do TCE e retornou ao legislativo, tem experiência no assunto e está certo de uma coisa: não vai dar murro em ponta de faca. Já avisou.
Isoladas > O parlamentar vai estudar a possibilidade de lançamento de candidaturas isoladas. Não descarta concorrer à primeira secretaria, formando uma chapa sem candidato a presidente.
Combinado > Presidente da Câmara Federal, o deputado Rodrigo Maia, antes de antecipar o lançamento de parecer do jurista pernambucano e professor da USP, Heleno Tavares Torres, trocou vários telefonemas, ao longo do final de semana, com Jarbas Vasconcelos, que encontrava-se no Marrocos.

Reação > A ideia original era esperar o peemedebista, responsável por encomendar o documento, retornar da 22º Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Jarbas só chegou ao Brasil na noite ontem. Mas a Câmara apresentou parecer de julho, apontando limite à reeleição de Maia, que, logo, reagiu.
Apoio > À coluna, no último dia 3, Jarbas Vasconcelos adiantara que vinha trabalhando em favor de Rodrigo. "A gente está chegando à conclusão de que não é preciso nem fazer consulta (à CCJ). Ele pode ser candidato. Eu mesmo estou nessa jogada. Se está dando certo, por que mexer nisso?”, observara o peemedebista, grifando que Maia assumira um "mandato emergencial", o que não acarretaria impedimento legal.

Clima > Na COP 22, em Marrakesh, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado, Sérgio Xavier, apresentou projetos inovadores para o crescimento da economia de baixo carbono em desenvolvimento pelo Governo de Pernambuco. Um caso é o de Fernando de Noronha, cujo objetivo é transformar a ilha no primeiro território carbono neutro do País.

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