Daniel: “Abrir mão das duas Casas seria exagero”

Tucanos veem PMDB boicotando protagonismo do PSDB no Congresso

Segundo a oposição, estrutura do Hemope é precáriaSegundo a oposição, estrutura do Hemope é precária - Foto: Divulgação

Segunda maior bancada da base do governo, o PSDB começa a dar sinais expressos de incômodo com a movimentação do PMDB, partido do presidente da República, Michel Temer, na Câmara Federal. Tucanos apontam uma articulação dos peemedebistas para impedir que o PSDB assuma a presidência da Casa. Quando o atual dirigente, Rodrigo Maia, foi eleito, gerou-se, na bancada, uma expectativa de que o comando do Senado seria mantido com o PMDB, enquanto a Câmara viria a ter um mandatário do PSDB. Na contagem regressiva para a eleição, o caldo começa a entornar. Primeiro vice-líder da bancada tucana, o deputado federal Daniel Coelho faz a seguinte advertência: “Apoiar o PMDB nas duas casas, mas receber veto na Câmara Federal seria lido como um tratamento para adversário”.

Tucanos compreendem que tem exercido papel fundamental na linha de frente de defesa do governo, indo para o confronto mais até do que os peemedebistas. Há quem aguarde, inclusive, uma posição do Planalto a respeito do contexto da Câmara Federal. Os tucanos incluem na conta o fato de não presidirem nenhuma comissão importante na Casa, a exemplo de Justiça ou Finanças. A liderança do governo está com o PSC. De quebra, o tucanato vê, nesse cenário, uma ação aberta do PMDB de arrumar qualquer saída, seja construir uma candidatura do chamado “Centrão” ou apostar na permanência de Rodrigo Maia. Um suporte ao PSDB não entraria nessa conta. “Um entendimento para abrir mão das duas casas seria exagerado”, avisa Daniel Coelho.

Das duas, uma
O acordo que o PSDB pretende construir passa pelas presidências das duas Casas. “Temos nomes para o Senado também”, registra Daniel Coelho. A questão não é, exatamente, de nomes. E não se vê problema na manutenção de Rodrigo Maia, desde que a presidência da Casa Alta, então, seja do PSDB.

Cotados > Na Câmara, são consideradas opções para a disputa: o líder da bancada Antônio Imbassahy (BA) e Carlos Sampaio (SP). Ambos já presidiram CPIs. Imbassahy foi prefeito de Salvador e governador da Bahia. Do “Centrão”, fala-se em Jovair Arantes (PTB/GO) e Rogério Rosso (PSD/DF).

Leque > Disposto a concorrer à Presidência da República em 2018, o deputado federal Jair Bolsonaro cita como exemplos de partidos dispostos a conversar com ele para recebê-lo, eventualmente, em suas hostes, os seguintes: PR, PRB e DEM.

Me dê motivo > O que motiva Bolsonaro a trocar de legenda é o fato, segundo ele, de o presidente nacional de seu partido (PSC), Pastor Everaldo, ter ido ao Maranhão, onde o governador é Flávio Dino (PCdoB), durante as eleições municipais, e ter apoiado coligações em várias cidades, com os comunistas. O deputado não quer correr o risco de ter aliança, em 2018, com o PCdoB.

No Alvorada > O presidente da República, Michel Temer, é o entrevistado do Roda Viva, amanhã. O programa foi gravado no Palácio da Alvorada e será exibido às 22h, na TV Cultura. A entrevista integra a programação dos 30 anos da atração.

Ranking 1 > Dois deputados pernambucanos caíram no ranking e deixaram o “top 10” dos campeões de seguidores no Facebook. Levantamento da Paradox Zero mostra que Álvaro Porto (PSD) e Cleiton Collins (PP), agora, estão em 12º e 13º lugares, respectivamente.

Ranking 2> Entre março e novembro, eles cresceram apenas 12%, muito longe dos primeiros colocados, cujos números subiram entre 60% e 486%.

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