Danilo: “equívoco no tratamento “

Não se pode analisar os estados sem ver os que fizeram os ajustes

Romero Albuquerque (PP)Romero Albuquerque (PP) - Foto: Divulgação/Câmara do Recife

A ameaça feita nos bastidores pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, provocou reação, em especial no Nordeste. A preocupação é que os estados que estão com suas contas ajustadas sejam penalizados pela má gestão de Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que estão passando por sufoco nas suas administrações estaduais.

O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) alerta que o Governo Federal não pode cometer mais uma vez o "equívoco" de tratar os estados que "fizeram o dever de casa" de mesma forma que as administrações estaduais inadimplentes. O socialista lembra que a administração pernambucana vem pleiteando a liberação das operações desde o Governo Dilma e que o presidente Michel Temer (PMDB) não deve cometer os mesmos erros da sua antecessora.

"O Governo Federal não pode tratar os desiguais de forma igual. Mais uma vez Pernambuco vai ser prejudicado por conta dos Estados que não fizeram seu dever de casa. Já foi uma vez na renegociação das dívidas, onde Pernambuco teve uma baixa participação. Eles não po­dem insistir no mesmo erro", avaliou Danilo Cabral.

Segundo o parlamentar, Pernambuco cumpriu cumpriu com todas as metas dos seus ajustes fiscais internos e tem limite para contrair operações de crédito. Ele aponta que é necessário que o presidente Michel Temer seja criterioso com Estados inadimplentes, mas deve contemplar as gestões municipais que estão com as contas ajustas. Danilo Cabral defende que a liberação ajudaria, inclusive, a aumentar o nível de investimentos no País, gerar empregos e movimentar a economia em tempos de crise.

"Não se pode analisar os estados sem ver os que fizeram os ajustes. Se Pernambuco fez o dever de Casa e tem condições de garantir o pagamento dos empréstimos, o Estado poderia ajudar a União a investir e tirar o País desta crise", avaliou.

A opinião do parlamentar pernambucano é semelhante a do secretário de Fazenda do Ceará, Mauro Benevides afirma que a eventual suspensão de novas autorizações para empréstimos de Estados em boa situação financeira seria uma "injustiça". "O Ceará cumpriu todas as exigências feitas pelo Tesouro. Temos três operações à espera de aval da União", disse Benevides. Para o auxiliar municipal, "congelar esses avais seria uma extrema injustiça".

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