Day after: aprovar Trabalhista e deixar PSDB “se aliar” ao PT

Dória já declarou que o “inimigo” dos tucanos é o PT e as reformas passaram a ser bandeiras do empresariado

João Doria João Doria  - Foto: Reprodução Facebook

Entre integrantes do governo Michel Temer, o lema, agora, é: “uma luta por dia”. Em outras palavras, mesmo que escape de condenação no TSE, o presidente também é alvo de inquérito no STF. Inclusive, a expectativa de ministros é de que o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, possa oferecer denúncia contra Temer na próxima semana. Na hipótese de o peemedebista não ser degolado no TSE, segue mantido o plano, apesar da fragilidade na qual o Planalto submergiu, de aprovar, em primeiro lugar, a reforma trabalhista. O problema maior ficaria por conta da previdenciária. Mas a base entende que ela deve ser pautada mesmo assim e, se o PSDB decidir votar contra, “assuma o ônus de se aliar ao PT”.

Na leitura de governistas, quem for governo em 2018 deve ter pretensão de encontrar “a casa arrumada” e, até para João Dória, cotado para concorrer à Presidência da República, o interessante seria pegar o “prato pronto”. Na última segunda, em reunião do PSDB, o próprio deu a seguinte senha: “Nosso inimigo é o PT”. Para tocar o governo até o final, o Planalto considera que votos do centrão, do DEM, do PMDB e de partidos pequenos serão suficientes. Caso o PSDB desembarque do governo, terá pulado do barco, sendo ainda o autor da ação que resultou no julgamento da chapa pelo TSE A mira, inicialmente, era em Dilma Rousseff, mas terminou se virando contra o governo Temer, do qual os tucanos são, hoje, os principais inquilinos.
De 2009 para cá, só presos ou investigados
Henrique Eduardo Alves, preso ontem em desdobramento da Lava Jato, foi presidente da Câmara Federal entre 2013 e 2014. Depois dele, quem assumiu foi Eduardo Cunha (2015-2016) e também foi preso. Antes de Henrique, quem presidiu a Casa foi Marco Maia (2011-2012), alvo de inquérito na Lava Jato, precedido de Michel Temer (2009-2010), outro investigado na Lava Jato.

Segue o jogo > O atual presidente, Rodrigo Maia, também é alvo da Lava Jato, assim como Aécio Neves, que presidiu a Casa entre 2001 e 2002. Ontem, Rodrigo chegou a criticar o “excesso de prisões preventivas”, após a prisão de Henrique.

VT > Cumprindo agenda em São Paulo, ontem, o deputado Silvio Costa Filho aproveitou para gravar um vídeo ao lado de Lula em apoio ao candidato a prefeito de Belo Jardim, Hélio dos Terrenos.

Comemoração >
O centenário do ex-deputado e ex-prefeito Lívio Valença (in memoriam) será lembrado, hoje, em reunião solene, na Alepe, às 18h. O requerimento é de Antônio Moraes, que promove a sessão com o presidente Guilherme Uchoa.

Geral 1 > Embora tenha citado a Prefeitura do Recife e seus 30 mil funcionários como exemplo da burocracia em estruturas do Estado, do País e dos Municípios, conforme a coluna registrou ontem, o empresário Paulo Perez observa que sua crítica é geral e não, especificamente, quanto à gestão do prefeito da Capital.

Geral 2 > “A Prefeitura é uma máquina pesada cheia de gente que tem o poder da caneta, estabilidade no emprego e que, por melhor que seja o gestor, não há como fazer a máquina andar, carregando um peso desses, sem o prefeito poder demitir ou afastar os inoperantes ou improdutivos, por questão de estabilidade”, explica o empresário sobre seu posicionamento em coletiva do LIDE.

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