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Política

Decisão sobre Alckmin é 'gritante seletividade', diz líder do PT na Câmara

Na quarta (11), a ministra do STJ Nancy Andrighi, relatora do inquérito, decidiu enviar a investigação para a Justiça Eleitoral de SP

Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, afirmou que é um 'escândalo sem precedentes' a decisão de MoroPaulo Pimenta, líder do PT na Câmara, afirmou que é um 'escândalo sem precedentes' a decisão de Moro - Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS) afirmou nesta quinta-feira (12) ser um absurdo que a investigação contra o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), tenha sido enviada à Justiça Eleitoral do estado, e questionou suposta seletividade da Justiça.

"É um escândalo. Na medida que Alckmin perde o foro e passou a correr o risco de ser investigado pela Lava Jato há uma mudança de compreensão da Justiça, que agora entende que as questões que dizem respeito a ele são nada mais, nada menos, questões de natureza eleitoral", afirmou o parlamentar. De acordo com ele, a decisão demonstra que há "gritante seletividade" da Justiça com relação às investigações.

Na quarta-feira (11), a ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Nancy Andrighi, relatora do inquérito, decidiu enviar a investigação para a Justiça Eleitoral de São Paulo.

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Sigilo
Assim, o caso, que segue em sigilo, ficará fora do alcance dos investigadores da Lava Jato em São Paulo. No entanto, se a Justiça Eleitoral autorizar, poderá haver compartilhamento de provas com a força-tarefa da operação no estado. A investigação foi aberta no STJ em novembro do ano passado a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) com base em delações de executivos da empreiteira Odebrecht. Os delatores disseram ter acertado com Alckmin e repassado à sua campanha valores superiores a R$ 10 milhões por meio de caixa dois em 2010 e 2014.

O tucano era investigado perante o STJ porque, como governador, tinha foro especial nessa corte. Ao renunciar no último sábado (7) para concorrer à Presidência, ele perdeu o foro especial.

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