Declaração de Macron foi oportunista, diz ministra da Agricultura

Durante o evento, a ministra disse ainda que a imprensa brasileira vem cometendo um crime de lesa-pátria ao alardear as queimadas

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina Ministra da Agricultura, Tereza Cristina  - Foto: Arquivo/Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta segunda-feira (26) que a declaração do presidente da França, Emmanuel Macron, sobre as queimadas na Amazônia foi oportunista.

"Foi oportunista. Foi um problema interno do Brasil, que prejudica a imagem do país, que já não anda muito bem. Só que o bom senso prevaleceu na reunião do G7", disse a ministra durante evento na Câmara árabe, em São Paulo.

O acordo fechado entre Mercosul e União Europeia assustou alguns países, o que os têm levado a reagir contra os produtos brasileiros, afirmou Tereza Cristina.

"As relações comerciais com a Europa depois da assinatura do acordo deixaram com certeza alguns países preocupados pela pujança do nosso agronegócio e pelo mercado que nós podemos tirar, principalmente a Irlanda", afirmou a ministra.

Leia também:
Bolsonaro acusa Macron de "disfarçar suas intenções" sobre a Amazônia
G7 vai desbloquear 20 milhões de euros para combate de queimadas na Amazônia


E acrescentou: "Não é de hoje que os produtores rurais da França vêm se insurgindo contra os produtos brasileiros, querendo denegri-los por um problema de comércio".

Durante o evento, a ministra disse ainda que a imprensa brasileira vem cometendo um crime de lesa-pátria ao alardear as queimadas que, segundo ela, ocorrem todo ano.

"A histeria que existe hoje na imprensa brasileira, em falar mal do Brasil. Acho que isso é um crime lesa-pátria", disse.

"Que país não tem problema no meio ambiente? Quanto mais no Brasil, com essa Amazônia gigantesca. Daria para colocar 48 países da Europa dentro dela. Como se nós pudéssemos ter o controle absoluto."

Veja também

Datafolha: 54% dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum em 2022
Pesquisa

Datafolha: 54% dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum em 2022

Lula lidera corrida eleitoral de 2022 e marca 55% contra 32% de Bolsonaro no 2º turno, diz Datafolha
Eleições

Lula lidera corrida eleitoral de 2022 e marca 55% contra 32% de Bolsonaro no 2º turno, diz Datafolha