Defesa admite que Bolsonaro tinha arma em casa e que equipe de segurança deixou artefato inoperante
Segundo a defesa de Bolsonaro, não foi determinada a entrega de armas ou o cancelamento de registros em nome do ex-presidente
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou ao Supremo Tribunal Federal haver irregularidades na posse, pelo ex-chefe do Executivo, da pistola que foi apreendida durante blitz do bafômetro no início da semana, no Distrito Federal, com um militar.
Segundo a defesa de Bolsonaro, apesar da condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de estado em 2022, não foi determinada a entrega de armas ou o cancelamento de registros em nome do ex-presidente.
"Bolsonaro, portanto, não se encontrava em situação irregular", sustentaram os advogados após uma cobrança do ministro Alexandre de Moraes. Eles alegaram ainda que o ex-chefe do Executivo "teria prontamente entregue o armamento" caso houvesse determinação do Supremo Tribunal Federal. Dizem que Bolsonaro não tem interesse em reaver a pistola - hoje sob custódia da Polícia Civil do DF - enquanto estiver preso.
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Ainda de acordo com a defesa do ex-chefe do Executivo, a equipe de segurança de Bolsonaro, sem o conhecimento do ex-presidente, retirou o percussor da pistola e a deixou "inoperante", em razão das medicações psiquiátricas que estavam sendo ministradas a ele.

