Defesa de Cunha critica prisão e descarta delação

Peemedebista sustenta que a ação que deu base para sua prisão preventiva teria sido extinta pelo Supremo

Daniel Coelho (PSDB) é deputado federalDaniel Coelho (PSDB) é deputado federal - Foto: Divulgação

 

A defesa de Eduardo Cunha diz que sua prisão é uma medida “absurda” e que foi decretada sem que haja “fato novo” contra o peemedebista. O peemedebista também divulgou nota em que afirma que o juiz Sergio Moro não tem competência para decretar sua prisão. Ele sustenta que a ação que deu base para sua prisão preventiva teria sido extinta pelo Supremo.

“A prisão é um absurdo. Esse pedido ficou mais de quatro meses no STF (Supremo Tribunal Federal) e não foi admitido. Se houvesse motivos, o Supremo teria prendido”, afirmou à reportagem o advogado Pedro Ivo Velloso, um dos que acompanham o caso do ex-parlamentar.

Outro defensor do ex-deputado, Ticiano Figueiredo, disse que um eventual acordo de delação não estava “no radar” do ex-presidente da Câmara. “Até o presente momento, não havia hipótese de fazer delação. A delação não estava no nosso radar”, disse Ticiano, que está em Curitiba e deverá se encontrar com Cunha nos próximos dias para redefinir a estratégia de defesa.

O advogado afirmou ainda que trabalhava com cenários nos quais a sua eventual prisão era cogitada. “A gente avaliava todos os riscos (inclusive o da prisão). O Eduardo acredita muito no julgamento justo do processo dele. Ele vai esclarecer as mentiras dos delatores”, disse o advogado. Na sede da PF em Curitiba, Ticiano disse que Cunha “está sereno”.

Os dois advogados foram hostilizados por populares na saída da PF aos gritos de “vagabundo” e “pega ladrão”. Ticiano ainda ouviu, aos gritos, manifestantes perguntarem se ele “recebeu honorário de propina”.

 

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