Escândalo no MEC

Defesa pede à Justiça que ex-ministro fique preso em SP e quer audiência de custódia virtual

Segundo a defesa, o ex-ministro aguarda transferência para Brasília na Polícia Federal de Santos

Ex- Ministro da Educação Milton RibeiroEx- Ministro da Educação Milton Ribeiro - Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O advogado Daniel Bialski pediu à Justiça nesta quarta-feira que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro fique preso em São Paulo e participe de audiência de custódia por videoconferência.

Ribeiro foi alvo de busca e mandado de prisão nesta manhã por suspeitas de envolvimento em corrupção e tráfico de influência durante sua gestão à frente do Ministério da Educação.

Segundo a defesa, o ex-ministro aguarda transferência para Brasília na Polícia Federal de Santos. De lá, a ordem é que seja levado de avião para audiência de custódia nesta quinta-feira às 14h, na 15ª vara do Distrito Federal.

Bialski classificou a prisão do ex-ministro como "ilegal" e disse que vai ingressar com um Habeas Corpus pela soltura.

– Mesmo ainda não tendo conhecimento do teor da decisão que decretou a prisão preventiva, essa medida, que sempre deve ser excepcional, não encontra respaldo nas hipóteses possíveis. Os fatos ocorreram faz tempo, o que exclui a necessária contemporaneidade – afirmou.

O advogado destacou ainda que a prisão não seria necessária por "não representar perigo".

– O ex-ministro não representa qualquer perigo à ordem pública, aplicação da lei e ou instrução criminal e a acusação não é de crimes contra a violência, hediondo ou de cuja imputação poderia se presumir periculosidade. Além disso, medidas difusas da prisão, cautelares, seriam suficientes e não a prisão que é a última alternativa e que deveria ser utilizada apenas em casos extremos – completou Bialski.

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