Delator confessa propina para não depor em CPI

Zwi Skornicki pagou ao deputado Luiz Sérgio para não ser convocado pela CPI da Petrobras

Orun Santanta apresenta espetáculo “Meia Noite”Orun Santanta apresenta espetáculo “Meia Noite” - Foto: Reprodução/Amanda Pietra

O representante do estaleiro Keppel Fels no Brasil, o engenheiro e lobista Zwi Skornicki, disse que pagou propina ao deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) para que não fosse convocado para prestar depoimento na CPI da Petrobras. O petista era o relator da comissão parlamentar que apurava fraudes na estatal. A informação consta de despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, em que é homologado o acordo de colaboração de Zwi, encaminhado ontem ao juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato em primeira instância.

“Com relação à participação de autoridades com prerrogativa de foro, o colaborador, em seus termos 11 e 13, afirmou que a empresa Keppel pagou parte da propina ajustada com João Vaccari em nome do Partido dos Trabalhadores para o Deputado Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira. Este mesmo parlamentar teria intercedido para a não convocação do colaborador à CPI da Petrobras”, escreveu Teori, no despacho. Porém, não há informação sobre o valor que teria sido pago a Luiz Sérgio nem a forma de pagamento.

De acordo com o documento anexado ao processo, Zwi se comprometeu a devolver US$ 23,8 milhões em propinas vinculadas a contratos da Petrobras e entregou à Justiça todas as obras de arte apreendidas durante as buscas realizadas em seus endereços pela Polícia Federal, na 23ª Fase da Lava Jato. O valor está depositado em contas na Suíça, cujos extratos foram entregues aos investigadores. Skornick ficou 173 dias detido e cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por seis meses. Em seguida, terá direito ao regime aberto domiciliar, com obrigatoriedade de ficar em casa apenas no período noturno.

Apontado como um dos principais operadores de propina da Petrobras, Skornicki foi preso na mesma operação que levou à prisão o marque­teiro do PT João Santana e a mulher dele, Mônica Mou­ra. Ele responde em ação por ter repassado ao casal US$ 4,5 milhões, para pagamento de dívidas de campanha do PT, e confessou que o valor era referente a propina em contrato da Petrobras.

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